Índice de Capítulo

    Nota do autor: Boa noite a todos vocês. É com muito prazer que venho contar que apesar deste capítulo ser o 049, ele é a minha 50ª publicação, devido ao capítulo 000.

    Pode não ser grande coisa para alguns, até porque a novel ainda está engatinhando, mas para mim, que estou com esse projeto independente e sem muito apoio, bem como para a própria Vulcan, chegar a esse número é uma vitória que nem todos os autores conseguem alcançar.

    Como comemoração, bem como um pequeno agradecimento meu pelo envolvimento de vocês com a novel, um singelo combo será lançado hoje.

    E se algum de vocês puder apoiar a novel, o que não deixa de ser um apoio ao autor, há sempre as informações do PIX no final de cada capítulo.

    E para aqueles que querem apoiar, mas não têm condições ou interesse de fazer isso monetariamente, eu ficaria imensamente grato se pudessem reservar um tempo para avaliar a obra na página inicial da novel e/ou comentar nos capítulos, pois isso realmente incentiva o autor a continuar escrevendo, bem como impulsiona a divulgação da obra para outros leitores.

    Bom capítulo para vocês

    Lucas observou Alexander pensando e decidiu ajudar: — Acho que você deveria tentar enfrentar adversários mais fortes, pois isso o forçará a usar outros meios para vencer além da força bruta.

    — Faz sentido. Tenho lutado contra adversários muito fracos — concordou Alexander.

    Lucas ficou surpreso ao descobrir que ele havia melhorado tanto apenas lutando contra inimigos fracos, mas não deixou isso transparecer e continuou a instruí-lo da melhor maneira que pôde até o final da aula.

    Alexander, que também estava ajustando seu plano para conciliar seu aumento de poder com o desenvolvimento de sua proficiência em |Maestria com Lanças| durante a aula, conseguiu chegar a um plano viável pouco antes do fim da aula.

    Com o plano em mente, ele foi conversar com Lucas: — Professor, quero pedir um pequeno afastamento da academia para ter novas experiências e melhorar minha proficiência… Sinto que isso vai me fazer muito bem.

    — Você não precisará se afastar — respondeu Lucas. — Sua ideia não é original. A academia faz algo semelhante todos os anos para resolver problemas como o seu e promover a integração entre os recém-chegados.

    — Não quero ofendê-lo, professor, mas não tenho interesse em participar de tal evento — confessou Alexander. — Prefiro me desenvolver sozinho.

    — Infelizmente para você, e para mim, a nossa participação neste evento é obrigatória — lamentou Lucas, como se compartilhasse da dor dele.

    Alexander não esperava que tal evento acontecesse, mas como tentar resistir só lhe causaria problemas, ele decidiu se ajustar ao evento em vez de resistir teimosamente. — Tudo bem, professor. Quando tal evento acontecerá?

    — No começo do mês que vem — respondeu Lucas desanimado, como se já pudesse antecipar o trabalho que teria.

    Sabendo que tal evento aconteceria, Alexander decidiu procurar Diana. Queria perguntar se ela estava disposta a tentar limpar {Masmorras Intermediárias}, já que ele queria se preparar o melhor que pudesse para tal evento.

    Ao descobrir que a turma dela já havia saído (e sem que tivessem combinado um encontro), Alexander decidiu ir até a estalagem onde Diana estava hospedada.

    Ao se aproximar da estalagem, ele a viu “conversando” com um grupo de aventureiros; e decidiu observar de longe.

    — N-não. O-obrigado por me convidar, mas não quero fazer parte da sua equipe de aventureiros — disse Diana quase num sussurro, claramente intimidada e tímida por ter que conversar com estranhos.

    — Você não vê que estou lhe oferecendo uma boa oportunidade? — retrucou o aventureiro que tinha uma identificação prateada pendurada no seu pescoço, tentando pressioná-la. — Você é apenas um suporte. Sem um bom grupo você não pode fazer missões e ganhar dinheiro.

    — Eu te convidei por tantos dias e você ainda continua me rejeitando. Quem você pensa que é? — Esbravejou o aventureiro, que tentou aproveitar para agarrar o braço dela.

    Ao ver a mão dele se estendendo para agarrá-la, Diana não sabia o que fazer além de fechar os olhos e se encolher. Mas para o seu alívio, aquela mão nunca a alcançou. Em vez disso, seus ouvidos foram assaltados por gritos de pura dor, excruciantes e miseráveis.

    Quando Diana abriu os seus olhos para saber o que havia acontecido, ela viu o aventureiro que a intimidava segurando a própria mão e gritando de dor. Mas o mais importante era que ela não estava mais sozinha.

    Alexander, como se tivesse ouvido sua oração silenciosa, materializou-se para protegê-la.

    Os outros aventureiros, assustados com o fato dele ter aparecido do nada, não conseguiram sequer reagir e foram derrubados um por um.

    A raiva nos olhos de Alexander era evidente quando ele desferiu 2 golpes cruéis em cada aventureiro. O primeiro golpe foi um “belo” corte e o segundo, com o contrapeso, quebrou alguns ossos.

    O grupo de aventureiros que tentava intimidar Diana acabou caído no chão, tremendo de medo. Eles nunca imaginaram que alguém se comportaria de forma tão cruel dentro da cidade.

    O líder do grupo de aventureiros até tentou se levantar para enfrentá-lo assim que a surpresa e o medo diminuíram, mas tudo o que conseguiu foi cair de cara no chão sem conseguir se mover direito.

    — Dessa vez, usei apenas veneno paralisante, mas se acontecer de novo, você descobrirá, da maneira mais difícil, que existem formas de morrer piores do que você imagina — avisou Alexander com uma voz mortalmente fria.

    Sem esperar por qualquer resposta, ele segurou a mão dela e a levou até a praça mais próxima para que ela se acalmasse. Mas mesmo depois deles se sentarem em um dos bancos da praça, ela recusou-se a soltá-lo.

    — Obrigado. Obrigado Alexander. Eu não sabia mais o que fazer — disse Diana, não conseguindo mais conter as lágrimas. — Este grupo vem tentando fazer com que eu me junte a eles desde que fui promovida, mesmo eu já tendo recusado diversas vezes o pedido deles.

    — Você não precisa me agradecer. Ajudá-la é uma das minhas funções como líder da nossa equipe — respondeu Alexander; acariciando levemente a cabeça dela com a mão livre. — Mas você deveria ter me contado antes de chegarmos a esse ponto — disse ele em tom de repreensão assim que ela se acalmou.

    — Eu, eu… desculpe Alexander. Eu não queria preocupar você — respondeu ela enquanto abaixava a cabeça de vergonha. — Você já me ajudou tanto que nem sei como agradecer… Só não queria criar mais problemas para você.

    — Não fique pensando no que já aconteceu — disse Alexander, substituindo seu tom casual por um autoritário: — Você DEVE falar comigo se algo assim acontecer com você.

    Mesmo diante do tom autoritário dele, Diana não desistiu e quis discutir sobre o quanto ele já a ajudou. Mas assim que viu a expressão séria no rosto dele, ela recuou e guardou as palavras para si mesma.

    Satisfeito ao perceber que ela não ia contestá-lo nisso, Alexander voltou ao seu tom de voz normal: — Além disso, já lhe disse que os benefícios da nossa cooperação foram mútuos. Você também me ajudou a melhorar mais rápido.

    Diana não parecia mais querer contestar esse fato e acenou em concordância para que ele continuasse.

    Esta aceitação o deixou animado. Não porque ela tivesse atendido aos seus desejos, mas porque essa era a realidade e ele não queria mantê-la em dívida por algo que era mútuo.

    Mas sua satisfação logo passou quando ele se lembrou do grupo que encontrou um pouco antes. — Não creio que essas pessoas vão incomodar você de novo, mas é melhor você se mudar para um lugar mais seguro. Eu mesmo posso não estar na cidade para ajudá-la se eles voltarem.

    Ao ouvir aquilo, Diana ficou desanimada e suas orelhas caíram. Mas Alexander finalmente conseguiu recuperar sua mão.

    — Você está saindo da cidade? — perguntou ela, meio ansiosa.

    — Sim — respondeu Alexander suavemente. — A princípio eu ia sair sozinho, mas o professor me disse para esperar, pois vai ter um evento envolvendo todos os novatos da academia.

    — Todos? — questionou Diana, animando-se novamente. — Vamos juntos?

    — Não sei se iremos juntos — respondeu ele, sorrindo. — Mas segundo o professor Lucas, todos os alunos recém-chegados participarão desse evento.

    Ao compartilhar com Diana as poucas informações que tinha sobre o evento, Alexander lembrou-se de algo importante.

    — Você deve tomar cuidado nesse evento dada a sua personalidade — alertou ele. — Os companheiros são importantes, mas a própria vida de cada indivíduo tende a ser sempre a sua prioridade.

    O significado por trás das palavras dele estava tão longe do alcance consciente dela que levou muito tempo para ela entender a advertência implícita nas entrelinhas.

    Assim que entendeu a implicação do nível de traição que poderia acontecer, ela estremeceu.

    Ao vê-la assim, Alexander abandonou sua pergunta inicial. — Volte para o seu quarto e descanse. Nenhum desses idiotas deve incomodar você por um tempo.

    Após acalmá-la e informá-la sobre o evento, ele se despediu e foi treinar sozinho. Mas assim que Diana o viu caminhando em direção ao portão da cidade sem convidá-la, outra discussão começou e ele acabou levando-a.

    Mesmo ao chegarem à entrada da masmorra intermediária, Alexander não tinha certeza se deveria entrar com ela.

    — Tem certeza que quer ir junto? — perguntou em busca de confirmação. — Ocean não pode garantir sua segurança em uma masmorra desse nível.

    Alexander não estava mentindo para assustá-la. Mesmo Ocean, que estava no auge da 1ª evolução, dificilmente poderia protegê-la completamente do ataque de um grupo de criaturas de 1ª evolução. Afinal, proteger é geralmente mais difícil do que destruir.

    Diana nem pensou antes de responder: — Não me importo muito com algumas lesões, pois são comuns em aventureiros. Além disso, você não entraria se não achasse que ficaria bem.

    Alexander não podia discordar da lógica que ela apresentou, mas a confiança cega que ela depositava nele o fez pensar em vários problemas. — É melhor eu ter mais cuidado ou a relação entre nós vai acabar complicando nossas vidas em vários níveis.

    Não querendo mais pensar nisso, ele respirou fundo e entrou na masmorra com uma determinação férrea. Mas a limpeza da masmorra foi mais tranquila do que ele esperava e eles sofreram apenas ferimentos leves durante a limpeza.

    Os principais motivos para isso foram três:

    • O aumento de dano considerável que a lança e as habilidades relacionadas a ela deram a Alexander.
    • O título ||Conquistador de Masmorras||, que se tornava mais efetivo dentro de masmorras de níveis mais elevados.
    • A explicação de Lucas sobre como usar a lança, pois a sensação de perigo constante restringia ainda mais quem se movia por instinto.

    Esses três fatores fizeram com que Alexander fosse dominante na masmorra. Ainda mais contra as bestas e seus instintos aguçados.

    A recém-descoberta forma de opressão da lança deu-lhe um controle maior sobre as suas lutas. Mas como ele ainda estava começando a usar a lança dessa forma, seu controle ainda estava longe de ser perfeito, principalmente contra grandes grupos.

    Obs: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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