Índice de Capítulo

    Durante a sua ida para a arena, Alexander viu diversas pessoas.
    No entanto, ninguém lhe chamou tanto a atenção quanto uma jovem que se arrumava e se retocava, sempre sorrindo alegremente, como se estivesse esperando por alguém.

    Ao chegar na principal arena de eventos da academia, Alexander notou que ela mais parecia um coliseu, apesar do nome. Havia diversas plataformas para lutas, contendo a principal e várias outras menores ao redor.

    Ele seguiu para a área dos competidores e viu que havia diversas raças diferentes entre os participantes, que iam desde elfos e anões, até os grandes e corpulentos demi-humanos.

    Como já era de se esperar, os mais novos pareciam ansiosos e/ou assustados; os mais velhos exalavam sua confiança, mesmo que ela fosse vã; e havia aqueles que pareciam ser indiferentes a tudo isso.

    Quando o sorteio terminou e as partidas foram reveladas, a maioria dos competidores ficou apreensiva. Muitos correram para conferir seus confrontos.

    Logo alguns estavam comemorando e outros amaldiçoando a sorte por ter sido tão ruim, o que era normal, mas o que se seguiu só pode ser descrito em uma única palavra: massacre.

    Os participantes que estavam no 3º ano dizimaram esmagadoramente a maioria dos alunos de anos inferiores, como se eles estivessem apenas brincando com as crianças para passar o tempo.

    Com as lutas tão unilaterais, a esmagadora maioria dos alunos do 1º ano foram eliminados imediatamente, deixando só alguns que tiveram a sorte e o talento para enfrentar alunos do 2º ano de academias inferiores às suas.

    Com um massacre tão unilateral, a vez de Alexander lutar chegou mais rápido do que ele esperava.

    Assim que seu oponente entrou, ele sentiu uma forte malícia em relação a ele, mesmo ele tendo certeza de não conhecer a pessoa.

    — Estou feliz que você seja o meu primeiro oponente — disse o adversário de Alexander com um meio sorriso. — Seria uma pena você ser eliminado por outra pessoa quando me pediram para cuidar especialmente de você.

    Alexander não precisou pensar muito para saber quem não gostava dele e tinha ligações com um nobre desses para pedir sua cabeça, mas ele não se importou com isso e apenas esperou a luta começar.

    Assim que a luta começou, o oponente de Alexander abriu os braços. — Vamos lá. Experimente qualquer coisa e eu lhe mostrarei que a sua sorte de nascer com um bom {Talento} não vale nada comparada à de alguém de sangue nobre.

    Não se dignando a responder, Alexander apenas liberou sua mana em direção ao oponente, enquanto sentia um poder estranho incidir sobre ele.

    À medida que sua mana se aproximava do adversário, ela parecia começar a “quebrar”.

    — Eu te disse, seu idiota. Plebeus como você não deveriam se rebelar contra os nobres só porque tiveram sorte — zombou o oponente de Alexander. — Minha família e nosso {Talento} servem para restringir o {Talento} de insurgentes como você para o bem do Império.

    Ao ouvir suas palavras, Alexander começou a rir bem alto. — Os seus ancestrais devem estar se revirando no túmulo por você reduzir a sua própria família a cães gordos e medrosos que temem o desenvolvimento de filhotes de tigre.

    O oponente de Alexander ficou obviamente furioso com suas palavras, mas ele não lhe deu tempo de responder. — Deixa eu te explicar uma coisa, seu filhote de cão assustado: o que me faz vencer não é a sorte…

    — É PODER! — completou Alexander, rompendo a miragem de luz que ele criou à frente do oponente e chutando-o na caixa torácica, lançando-o para trás.

    Sua {Metamorfose evolutiva} ainda não estava realmente ativa; o {Talento} do adversário não estava lhe afetando tanto assim.

    Assim que seu oponente voou, Alexander usou |Fluxo Ascendente| novamente. Desta vez ele usou a técnica para alcançar seu adversário e agarrar sua perna.

    Assim que o povo da Cidade Gêmea viu Alexander agarrar o seu oponente pela perna, sorrisos estranhos surgiram entre eles. Eles sabiam o que aconteceria.

    Não decepcionando as expectativas da multidão, Alexander começou a bater repetidamente o seu oponente no chão, de um lado para o outro até que ele ficou completamente atordoado.

    — Nobre fraco — desdenhou Alexander antes de jogar seu oponente para o céu e pular atrás dele.

    Ao ver aquele “coitado” sendo lançado muito mais alto que o último e Alexander pulando atrás dele, a multidão logo se dividiu entre os confusos, os assustados, os irritados e os excitados.

    — Mantive-me o mais discreto possível durante vários meses e mesmo assim vocês não me deixaram em paz — reclamou Alexander. — Então vamos ver se ser um pouco mais incisivo resolverá o problema.

    Assim que suas palavras saíram, ele agarrou as pernas do seu oponente e começou a girar em uma rotação extrema.

    — A luta acabou. O participante Alexander foi o vencedor devido à necessidade de interferência — anunciou o juiz ao confirmar que o outro lado não conseguiria mais virar a luta.

    Desta vez, porém, Alexander não parou e continuou a ganhar velocidade à medida que se aproximava do solo.

    Quando chegaram bem perto do chão, Alexander sentiu várias energias e manas diferentes se aproximando.
    Ele então travou o movimento de uma vez.

    A interrupção súbita afetou sua própria circulação, mas provocou algo ainda pior no oponente com uma pressão devastadora em seus órgãos internos.

    No momento em que tocaram o chão, ambos já estavam completamente imóveis.
    A energia de alguém os segurou, impedindo que se movessem ou se ferissem com o impacto.

    — Levem nosso estudante para tratamento agora — soou uma voz desconhecida, mas poderosa e incontestável.

    Assim que o seu oponente foi levado embora, Alexander, sob o olhar furioso do juiz e de várias outras pessoas, se firmou e ergueu o punho em sinal de vitória, fazendo com que a maior parte da cidade aplaudisse.

    Ele era, afinal, um dos representantes da cidade… Ele era um dos “times da casa”.


    PDV Diana

    Diana estava assistindo ao torneio esperando a partida de Alexander começar quando Lucas veio até ela acompanhado por dois homens de meia-idade que pareciam muito vigorosos e emanavam uma aura de poder. — É ela, professor.

    — … — Família de Diana (em uníssono).

    — Me desculpe por perguntar tão diretamente, mas quem é você e o que quer com minha filha? — disse o pai de Diana.

    — Calma, pai. Esse é o professor Lucas — explicou Diana — Ele é o professor responsável do curso de combate híbrido da turma de Alexander.

    — Desculpe a falta de cortesia desse meu aluno idiota — disse um dos homens atrás de Lucas. — A verdade é que Alexander está participando do torneio a meu pedido. E, como ele levou essa jovem consigo durante o treinamento, fiquei curioso para saber como foram os meses que passaram juntos.

    — Meses?! — indagou o pai de Diana, voltando-se para a filha.

    — … — Diana.

    — Espere um momento, o senhor pediu para Alexander participar do torneio? O senhor é o diretor? — indagou Diana, incrédula e subitamente nervosa.

    — Que cabeça a minha. Eu esqueci de me apresentar — disse o diretor com um sorriso amigável. — Mas você está certa, eu sou o diretor desta academia.

    — Vocês se importariam se assistimos com vocês enquanto ouvíamos sobre o período de treinamento dele? — perguntou o diretor, não necessariamente perguntando. — A próxima luta já está prestes a começar.

    — … — Diana.

    — … — Mãe de Diana.

    — … — Pai de Diana.

    — Sinto muito, diretor — disse Diana, um pouco sem saber como reagir. — Claro que podem assistir conosco se isso não for um problema para vocês.

    — Obrigado — disse o diretor. — Então, poderia nos contar como foram esses meses de treinamento para vocês?

    — Sim, diretor — prontamente concordou Diana. — Foi assim…

    — …E ele não treinou apenas para melhorar seu controle de mana e energia, ele também as purificou e condensou todos os dias. — concluiu Diana.

    — … — Diretor.

    — … — Lucas.

    — … — Senhor desconhecido.

    — Parece que ele quer mesmo os núcleos que o senhor prometeu no caso dele vencer, professor — brincou Lucas, rindo alto.

    — Quais núcleos? — perguntou o senhor desconhecido.

    — Ele é um meio-dragonewt que ainda não despertou sua linhagem dracônica… pelo menos não totalmente — comentou o diretor suspirando. — A princípio, ele não queria participar deste Torneio Imperial, nem mesmo a meu pedido.

    — Seu plano era sair para ganhar dinheiro, comprar núcleos de dragão no auge da 3ª evolução e usar a energia dracônica para tentar despertar sua linhagem — explicou o poderoso mago contemplativamente. — Mas como ele é uma boa muda a ser nutrida e venceu nosso torneio interno, eu fiz uma proposta para ele participar do torneio em troca de eu lhe dar núcleos da minha coleção particular com base em seu desempenho.

    — O senhor se esqueceu de contar o que prometeu caso houvesse uma improvável vitória dele — provocou Lucas, querendo ver o mundo em caos.

    O diretor imediatamente lançou um olhar furioso para Lucas, que foi lançado para bem longe, mas não tentou esconder a verdade: — Como ainda não havia decidido, ele me perguntou o que eu daria a ele se conseguisse trazer o título de campeão para nossa academia, no qual, por impulso, ofereci o melhor dos meus núcleos.

    — Vai realmente dar aquele núcleo a ele? — perguntou o Senhor desconhecido.

    — Não se faça de inocente. Eu realmente daria se ele vencesse o torneio, mas mesmo tendo treinado sem parar, ele não tem como vencer este ano — disse o diretor. — Ainda mais porque há pelo menos dois indivíduos que podem usar feitiços Tier III nesse torneio. 

    — Ele treinou muito, mas ainda deve estar limitado ao nível das criaturas de 2ª evolução. Não há como vencer — analisou o diretor. — Mas talvez eu devesse dar alguns créditos a ele por ter tentado tanto.

    — Você está realmente certo. Ele não tem como vencer — concordou o senhor, rindo. — Mas não por causa dos feitiços Tier III… Espere e verá.

    — Humm… Diretor, na verdade, Alexander matou um {Urso Rei da Floresta} de 3ª evolução — contou Diana.

    — … — Diretor.

    — … — Senhor desconhecido.

    — Eu sei que deve estar torcendo por ele, mas não precisa inventar uma história dessas, mocinha — disse o diretor em tom quase de repreensão.

    — Mas é verdade — insistiu Diana. — O senhor pode confirmar com meus pais.

    O diretor então voltou-se para os pais de Diana e eles assentiram. — É verdade, senhor. Acontece que quando eles vieram nos visitar na aldeia onde morávamos, a aldeia estava no caminho de uma Onda e Alexander lutou contra ela para que o povo pudesse fugir de lá até a cidade.

    — Não entendi bem os detalhes, mas ele acabou salvando a aldeia e matando o urso que liderava a onda — explicou a mãe de Diana. — Aqui está um pedaço da carne daquele urso que ele me deu para preparar nossas refeições.

    Ao analisar a carne que a mãe de Diana retirou do item de armazenamento que sua filha lhe deu, o grupo do diretor ficou em silêncio.

    — … — Diretor.

    — … — Senhor desconhecido.

    — A luta dele está prestes a começar — avisou Lucas, que retornou intacto, mas que sabiamente permaneceu em silêncio até aquele momento.

    Após ver um aluno sob a sua responsabilidade sendo completamente espancado e humilhado, o senhor desconhecido não pôde deixar de se voltar para o diretor da Academia dos Combates Gêmeos e se queixar: — Seu garoto é muito brutal.

    — Ele é jovem e temperamental. Não gosta de ser provocado — disse o diretor, claramente cobrindo Alexander. — Não venha me dizer que você nunca foi assim antes de se sentar na cadeira de diretor da Academia de Combate Imperial.

    Sendo pego em um dos seus pontos vulneráveis pelas palavras do diretor local, o diretor da Academia de Combate Imperial não pôde dizer muito mais.

    O diretor local ficou surpreso e satisfeito com o desempenho de Alexander. Já os pais de Diana estavam assustados. Eles nunca tinham visto algo como o modo que Alexander lutou, muito menos assim de perto. 

    Se o próprio diretor da Academia de Combate Imperial não tivesse interferido na luta, quem sabe qual teria sido o destino do adversário dele.

    — Poderiam nos contar mais sobre a luta dele com esse {Urso Rei da Floresta} de 3ª evolução? — “Perguntou” o diretor local à família de Diana assim que a luta terminou, claramente muito mais interessado do que antes.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 10,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (14 votos)

    Nota