Capítulo 120 – Natureza selvagem
Ao usar sua habilidade frenética, Alexander sentiu seu corpo, bem como sua força física, energia e poder mágico crescerem a um ritmo extremamente alto. Ele só parou de crescer quando passou dos 2m de altura e se tornou uma versão mais selvagem de si mesmo, exalando poder por todos os poros do corpo.
Alexander tremeu de excitação com tanto poder percorrendo seu corpo. Mas por outro lado, ele também podia sentir sua mente desacelerando, o que felizmente não afetou muito sua inteligência e/ou raciocínio, só sua velocidade de raciocínio.
Justamente quando ele ia usar |Impulso Cerebral| para mitigar parte de suas perdas, uma dor terrível e lancinante atacou sua cabeça.
Desta vez não houve nenhum aviso ou notificação do sistema, apenas a pior dor de cabeça da vida dele até aquele momento. Os seus chifres começaram a crescer perfeitamente, em um ritmo rapido e doloroso, como se estivessem sendo ejetados à força da sua cabeça.
O {Tirano Negro}, que não tinha nada a ver com os problemas dele, não parou a sua investida e jogou seu rabo nele com um giro do seu corpo.
Alexander ainda tentou se levantar para se defender, mas só conseguiu fazer sua cabeça quase explodir com uma nova onda de dor e cair de joelhos diante do rabo gigante que vinha em sua direção.
Justamente quando pensou que sua situação já era ruim o suficiente, Alexander sentiu a energia que estava acumulando para se proteger ser sugada para alimentar seus chifres. E não tendo mais nada em que se apegar, esperou pelo ataque.
No último momento antes do impacto, Alexander viu um brilho vermelho, que se tornou cada vez mais translúcido, iluminar a sala e a dor começou a diminuir.
O golpe de cauda nunca atingiu Alexander, mas uma sensação estranha empurrou sua cabeça para trás, levantando-a.
Sem perder um segundo, Alexander voltou-se para o crocodilo, mas o mesmo já não tinha um pedaço da cauda e não parecia disposto a atacá-lo, como se estivesse com medo de alguma coisa.
Alexander então varreu toda a sala com o olhar, mas não encontrou quem feriu a criatura e o salvou. Mas ao ver o crocodilo aterrorizado com algo no topo da sua cabeça, ele entendeu como a criatura acabou ferida.
— Deve ser |Natureza Selvagem| fortalecendo meus aprimoramentos e liberando todo o poder do meu corpo — concluiu Alexander. — Não esperava tanto poder, mas também não vou desperdiçar esta oportunidade.
Aproveitando-se do medo do crocodilo, Alexander atacou, brandindo seus próprios chifres. Mas quando ele se moveu para atacar, sentiu a energia neles diminuir e o poder destrutivo enfraquecer rapidamente.
Não querendo abrir mão desse poder, Alexander infundiu mais energia nos seus chifres e, felizmente, eles a modularam em uma energia mais translúcida e densa, quase incolor, que parecia distorcer o próprio espaço ao seu redor.
Com seu poder destrutivo recarregado, Alexander correu em direção ao crocodilo em velocidade máxima, deixando o seu alvo apavorado a ponto de nem tentar escapar, só fortalecer suas escamas com energia para se proteger.
Para surpresa de Alexander, a criatura conseguiu se proteger parcialmente e só foi perfurada. Seu plano original era cortá-la ao meio usando a energia espacial que circundava seus chifres.
Ao vê-lo conseguindo resistir, mesmo que só parcialmente, à energia espacial, Alexander infundiu ainda mais energia em seus chifres e os usou para rasgar o corpo da fera, arrancando-os de dentro dela.
Com a criatura gemendo de dor, ele a chutou, fazendo com que ambos fossem empurrados em direções opostas e usou o impulso do recuou para girar seu corpo.
Ainda no ar, quando ganhou distância o suficiente, ele materializou e arremessou a espinho de gelo de Ocean, que havia armazenado, no ferimento da criatura.
Sob o grande impacto do espinho de gelo, a fera caiu para o lado, uma chance que Alexander não desperdiçou. Pois com {Tirano Negro} momentaneamente virado e se contorcendo de dor, ele teve tempo de “inaugurar” outra habilidade.
Após direcionar outro grande fluxo de energia para seus chifres, Alexander usou |Controle Refinado de Energia| e |Grande Modulação de Energia| para carregar seu |Sopro do Dragão|. Mas não um |Sopro do Dragão| qualquer, um perfurante e feito de energia espacial.
Com toda sua energia espacial modulada em uma pequena massa de energia na frente da sua boca, Alexander chutou o peito do crocodilo, que tentava se levantar, e soltou seu |Sopro do Dragão| ainda no ar, enquanto era empurrado para trás pela força resultante da lei de ação e reação por chutar algo massivo.
Aquele |Sopro do Dragão| foi tão especial que até distorceu um pouco o espaço, o que revelou uma verdade ainda mais perturbadora. A natureza do golpe foi tão sinistra que quando perfurou o {Tirano Negro} não saiu nada da ferida, como se toda a matéria em seu caminho fosse destruída/consumida.
Mesmo com o ataque transpassando o seu peito, a poderosa criatura dos níveis finais da 3ª evolução não morreu. Mas também não era mais uma grande ameaça e Alexander não teve problemas para finalizá-la com sua lança.
* Ding! *
[Missão Concluída]
* Ding! *
[Você subiu de nível. Mas devido às interferências da habilidade especial |Controle de Atributos| e do aprimoramento (Energia Crescente II), todos os seus aumentos de atributos por subir de nível foram negados e você recebeu:]
[+175 pontos de atributo livre]
[+1 ponto de crescimento]
[+50 de energia e mana]
[+ 10 de recuperação de energia e mana]
Não querendo parar antes de encontrar Diana e Ocean, Alexander rapidamente guardou a fera e foi pegar os itens no baú da masmorra. Mas mesmo com pressa, ele não pôde deixar de flexionar o rosto e analisar um pouco o conteúdo.
— Como este tipo de fruta tem uma relação intrínseca com seu ambiente, e o [Fruto da Árvore das Bênçãos (Constituição)] é um fruto de reforço e evolução, é possível que eles estejam aparecendo porque as suas respectivas masmorras estão evoluindo, ou já evoluíram… — conjecturou Alexander ao pegar as 7 frutas que eram a recompensa dentro do baú. — Pelo menos é o meu palpite.
Alexander estava indo em direção à porta da masmorra quando sentiu algo que nunca havia sentido antes, mas que lhe era estranhamente familiar. E ao se focar em localizar a origem desta anomalia, ele se guiou até o buraco que foi aberto no chão da masmorra pelo seu |Sopro do Dragão|.
Embora as masmorras fossem robustas devido a ser infundida com a energia/mana natural que absorve, o buraco era relativamente profundo. E bem no final, quase imperceptivelmente, havia um pequeno e fraco brilho.
Curioso sobre o que era aquilo, Alexander infundiu mais energia em seus chifres e direcionou a energia resultante para ampliar o buraco para que ele pudesse chegar ao que estava brilhando. E ao abrir seu caminho pelo chão da masmorra, um orbe, perfeitamente esférico, revelou-se.
Mesmo diante da força monstruosa de Alexander, o orbe nem sequer se moveu quando puxado, pois diversas camadas de energia e mana o prendiam ao chão.
Incapaz de confiar na força física, ele decidiu tentar cortar, mesmo que momentaneamente, os vínculos do orbe usando sua energia espacial para armazená-lo dentro do seu anel. Mas antes mesmo dele liberar a sua energia espacial, o [Anel do Deus Ladrão] absorveu o orbe como se os poderes que o prendiam à masmorra não fossem nada na frente dele só porque não tinham consciência/vontade para repeli-lo.
No instante em que o orbe foi armazenado, Alexander sentiu uma reação em cadeia acontecer e a masmorra tremeu e enfraqueceu, como se estivesse definhando.
— Isso não pode ser um bom sinal — disse Alexander, apreensivo ao olhar para o teto, que começou a tremer. — É melhor sairmos daqui o mais rápido possível.
Como não tinha mais motivos para ficar ali, Alexander usou sua energia espacial para cravar suas garras nas portas, que não tinham onde segurar, e as abriu.
Com seu caminho desobstruído, ele massacrou sem caminho masmorra acima.
Fortalecido por |Natureza Selvagem|, Alexander foi capaz de abrir o seu caminho com facilidade. Mas quanto mais o tempo passava, mais a energia dele e da masmorra se esgotava, o que diminuía o seu impulso e fazia a masmorra tremer mais e mais a cada segundo.
Ao chegar na sala do último subchefe, que também estava com suas portas abertas, assim como a do primeiro subchefe, Alexander viu que o “dono” da sala era uma tartaruga verde medindo 3m de altura, 4m de largura e 5m de comprimento.
Sentindo a presença aterrorizante que ele emanava, a tartaruga tentou recuar para dentro de sua carapaça, mas o fez tarde demais. A lança de Alexander, que havia sido lançada revestida com energia espacial, entrou em seu casco pelo buraco da cabeça e saiu pelo buraco em sua cauda, matando-a instantaneamente.
* Ding! *
[|Conversão de energias (Iniciante)| subiu de nível para |Conversão de energias (Intermediário)|]
Alexander, que passou a usar |Conversão de Energias| desde que matou o {Tirano Negro}, ficou feliz por ela finalmente ter subido de nível. Pois mesmo para ele, que tinha uma quantidade ridícula de energia, o consumo de manter |Natureza Selvagem|, modular energia espacial e usar outras habilidades era extremo.
Não podendo se dar ao luxo de parar, pois a masmorra estava vibrando mais e mais, provavelmente por conta de Diana e Ocean abrindo seu caminho em busca dele, Alexander armazenou a tartaruga, recuperou a sua lança e seguiu em frente com um pensamento: — Algo com certeza está errado… Meu último golpe foi pesado, mas não a ponto de sacudir toda a sala do subchefe por tanto tempo.
Enquanto subia, ele sentiu a presença de Ocean se tornando mais forte, mas ela não parecia estar bem.
Furioso com esta descoberta, Alexander guardou sua lança e massacrou tudo em seu caminho com |Ataques de garras| envolvidos em energia espacial.
Quando ele chegou a sala do proximo subchefe, as suas garras retráteis haviam sido consumidas pela energia espacial a ponto de voltarem ao “tamanho normal”, mas a cena diante de seus olhos não lhe permitiu pensar nisso.
Diana estava caída no chão ao lado de um grande espinho, que parecia ter deslocado sua perna com o impacto através do manto, e Ocean, que deveria ter um lindo pelo branco, estava em sua forma furiosa cheia de manchas de sangue.
Ver esta cena levou Alexander à beira da loucura. Seus olhos ficaram vermelhos, seus pés deslizaram pelo ar com uma proficiência que |O Mundo é um Rio| não tinha até aquele momento e o seu braço se iluminou com uma quantidade tão grande de energia espacial que parecia capaz de devorar tudo vorazmente.
Rugindo de fúria e poder, Alexander atingiu a carapaça do caranguejo espinhoso que enfrentava Ocean com um soco e mergulhou o braço até o ombro na cabeça da criatura, que gritou de dor e morreu.
Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 10,00 R$).
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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