Capítulo 164 – Fábrica de anomalias
Sem a menor ideia de como usá-las corretamente, já que as [Essências evolutivas] eram um recurso novo, Alexander teve que confiar em palpites. Felizmente elas responderam bem e, sob o controle dele, uma delas se manifestou em sua mão.
Ao observar a esfera de energia translúcida do tamanho de uma bola, que parecia se transformar e emitir 100 cores e sub cores diferentes a cada momento, aparecer em sua mão, Alexander ficou encantado com o quão estimulante aquela energia parecia ser. Mas ele também podia senti-la decaindo e se tornando mais instável a cada momento que passava.
Não sabendo exatamente como usar tal energia, Alexander pensou por um momento e então a pressionou em seu peito, o que gerou uma resposta imediata.
* Ding! *
[Essência evolutiva detectada. Aprimorando o aprimoramento (Bênção da Água V) para (Benção Avançada da Água)…]
Sentindo que a sua afinidade com o elemento água havia dado um salto qualitativo, Alexander ficou animado com as essências. Sua única decepção era que a descrição delas indicava que ele poderia controlá-las até certo ponto, mas todo o processo foi rápido demais para que ele tivesse qualquer reação para controlá-lo.
Pensando e analisando cuidadosamente como tudo havia acontecido, Alexander fez uma suposição e chamou Storm para perto de si para que pudesse testá-la.
— (Desenvolvimento Corporal) — comandou em seus pensamentos ao materializar outra essência e a colocar em Storm.
Assim como ele esperava, com seu “comando” como diretriz, o aprimoramento (Desenvolvimento Corporal) de Storm foi o foco da essência e foi aprimorado para (Desenvolvimento Corporal IV). Mas como queria ter certeza de que isso não tinha sido coincidência, repetiu o processo em Diana, que também teve seu aprimoramento (Desenvolvimento Corporal Extremo) fortalecido.
Feliz por poder controlar tal poder, mas relutante em ter que esperar 5 meses antes de poder usá-lo em si mesmo novamente, Alexander considerou que não valeria a pena usá-lo indiscriminadamente nos outros, pois, diferentemente do sistema que parecia precisar apenas de catalisadores, a essência se focava na cadeia genética do indivíduo, e as pessoas ao seu redor eram simplesmente puras demais e não tinham nenhuma cadeia genética fora do que poderiam alcançar naturalmente como ele.
— Você está bem, Diana? — perguntou ele ao vê-la acordar após receber a essência.
— Eu estou bem. Mas me sinto um pouco inquieta — respondeu ela.
— É compreensivo — confortou Alexander. — Quer andar para pegar um pouco de vento e relaxar?… Eu também preciso levar Storm para o abrigo da Guilda.
— Parece uma boa ideia — concordou Diana.
Enquanto o casal caminhava lentamente, aproveitando bem a noite e a paisagem até chegar ao alojamento de familiares da Guilda, Diana se recuperou. Mas assim que chegaram ao alojamento, eles acabaram criando uma situação problemática, pois a aura de Storm estava deixando a maioria dos outros ali desconfortáveis.
O próprio Storm já era uma criatura singular, mas após receber o aprimoramento (Existência Superior), a sua aura disparou e a influência que ela passou a exercer sobre os demais tornou-se muito grande, principalmente porque ele não parecia estar tentando contê-la.
— (Pare, Storm) — pediu Alexander. — (Eu sei que você deve estar animado para testar sua nova força, mas este não é o melhor lugar… Amanhã você vai poder se soltar e aprender mais sobre todas as suas novas capacidades.)
Com Storm mais contido e Ocean ensinando ele como controlar sua aura, o casal começou a voltar para seu quarto, caminhando lentamente, até que encontraram um bom lugar para comer, conversar e observar o lindo céu estrelado.
— Esse dia foi atípico, mas não acho que tenha sido tão ruim assim — comentou Alexander no meio da conversa.
— Talvez… — disse Diana. — Mas ainda não gosto de ver você machucado.
— Então o que acha de darmos um tempo nas masmorras agora que Storm atingiu a sua 2ª evolução? — sugeriu Alexander. — Ainda temos muito tempo até a data que combinei com seu pai. Nós até podemos usar parte desse tempo para conhecer novos lugares assim que sairmos do Império… O que você acha?
— Mas para onde iríamos? — sorriu Diana. — Não conheço nada fora do Império.
— Eu também não — rebateu ele, sorrindo de volta. — Mas podemos conhecê-los juntos… Você não quer conhecer esse mundo junto comigo?
— Claro que quero — garantiu ela. — Mas em que direção devemos ir?
— Assim que sairmos do Império, nós entraremos no Reino dos Estados Livres. E pelo que eu sei, é lá a principal fundação das guildas dos aventureiros — explicou Alexander. — Nós devemos ser capazes de obter várias informações neste reino, e assim obteremos a direção dos lugares mais bonitos do continente… O que acha?
— Eu acho que te amo ainda mais — confessou Diana ao se virar e o beijar sem se importar com quem estava por perto.
Gostando muito daquele clima, Alexander pagou a conta, deixando uma generosa gorjeta, pegou Diana e disparou para o quarto deles. Mas assim que entraram no quarto, foi ela que se jogou em cima dele e lhe deu outro longo beijo.
Assim que o beijo terminou, Diana ficou parada por um tempo e a sua energia foi aumentando sucessivamente de uma forma não natural, tanto que Alexander não pôde deixar de perguntar: — O que você fez?
— Acabei de promover minha classe como você pediu — respondeu Diana.
Quando conversaram mais cedo, Alexander realmente pediu a ela para maximizar a sua classe {Maga da Terra}, a qual seria mais fácil e lhe daria mais benefícios, e a promover para a próxima classe.
— Eu entendo — disse Alexander, já usando a sua mana para puxá-la para os seus braços. — Mas lembre de também converter alguns pontos em atributos às vezes.
— Se é o que você quer… — disse Diana ao fazer tal conversão com os pontos que lhe restavam após promover sua classe e obter a versão inicial dos itens na sua nova árvore de habilidades. — Mas é melhor você assumir a responsabilidade.
Sentindo o calor e a vitalidade dela aumentando devido ao seu novo aumento de energia, Alexander lembrou-se de perguntar qual nova classe ela havia escolhido. Mas, completamente confortável nos braços dele, Diana simplesmente respondeu que foi {Druida da Terra} e o beijou sem querer explicar mais nada.
— Não vai conseguir me enganar — sorriu Alexander. — Eu sei que o aumento de energia não está afetando tanto você, e que você está plenamente consciente.
— … — Diana.
Ao ser impiedosamente desmascarada, ela o mordeu e falou com vergonha em seu ouvido: — Você é tão mau… Sabia que eu estava tentando fingir e ainda assim acabou com a brincadeira… É verdade que estou consciente, mas isso ou qualquer outra coisa não vai me impedir.
— Hoje não é um bom dia — avisou Alexander. — Minha força aumentou e ainda não tenho controle total sobre ela.
— Eu não perguntei a sua opinião, e muito menos pedi a sua permissão — cortou Diana, bem assertiva. — Eu só avisei que vou usar você e o seu corpo… Só isso.
— … — Alexander. — Não me provoque, ou dessa vez você vai se arrepender.
— Você sempre fala isso, mas isso nunca acontece — provocou Diana… Mas para a surpresa dela, ele realmente não se conteve, o que revelou que ela ficar “possuída” não foi algo de apenas uma noite como ele imaginava até então.
No começo, ela o dominou totalmente. Mas quando ele perdeu a linha, a situação se inverteu completamente, ao ponto dela perder a autonomia sobre o seu corpo e só conseguir emitir gemidos e obscenidades cada vez mais vulgares.
Ela estava gostando tanto que não parecia se importar mesmo quando já estava “chorando”1 de prazer. Tudo o que ela fez foi pedir mais e mais.
Com o passar do tempo, os seus sussurros se tornaram palavras, as suas palavras se tornaram gritos, e os seus gritos se tornaram urros.
No final, as obscenidades que saíam de suas bocas estavam tão altas que Alexander duvidava que o isolamento acústico do quarto conseguisse impedi-las. E mesmo que os ouvintes não conhecessem a maioria das vulgaridades utilizadas, era fácil compreender o significado geral dado às descrições dos pedidos.
O clímax e o fim da noite foram ao mesmo tempo. Eles começaram quando ele a pressionou sobre um colchão feito de fios de seda macios e chegou a “intensidade máxima” que o corpo dela suportava.
A intensidade foi tão alta que todo o complexo de dormitórios dos aventureiros começou a vibrar acompanhando o ritmo. E como a intensidade só aumentava a cada momento que passava, o prédio continuou a vibrar por um tempo mesmo depois que finalmente pararam.
Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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