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    Mapa mundi

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    — Então é isso? É agora que o futuro nos esmaga e nos substitui?

    Do centro da arena sob a areia branca, Shymphony observa o céu azul se rasgar.

    — Se eles são os arautos da evolução… — A voz rouca dela continua inabalável. — … os farei lembrar que esse mundo resistirá.

    Naves de diversos tamanhos, vão passando pelo portal enquanto tomam o céu e a coragem de todos que ali testemunham tal anormalidade.

    Ao lançar um olhar longínquo para um jardim que fica acima e ao fundo da arena, tudo que Shymphony vê é uma silhueta feminina que observa o céu.

    — Então essa é sua resposta? Que seja! Eu sei exatamente o que farei!

    Shymphony volta seu olhar mais uma vez para o portal. Várias naves de pequeno porte começam a se aproximar do solo por toda Atlântis.

    Antes mesmo do metal de alguma delas tocar o solo, androides vestindo trajes brancos e tecnológicos despencam delas.

     Seja animal ou humano, todos correm em desespero. Alguns se escondem, outros se jogam nas correntezas.

    Ao ver que uma das naves está bem próxima dali Shymphony ajeita seu escudo dourado no braço e sai em disparada na direção dela.

    Quando alcança o local abaixo, encontra uma batalha feroz acontecendo. Uma mulher sozinha, segurando duas lâminas curvas, uma em cada mão, enfrenta oito androides de uma vez.

    Mas ela recebe um golpe forte e acaba sendo arremessada para longe.

    Shymphony aproveita o momento e vibra o punho com tudo o que tem e o choca contra seu escudo direcionado para os androides. A onda de choque faz a maioria deles serem jogados para trás e caírem desmaiados.

    Correndo até a mulher, ela estende a mão para ajudá-la.

    — Sarah, não tenho muito tempo para explicar, mas peço que dance por mim mais uma vez!

    Sem tentar entender, Sarah observa Shymphony a sua frente sendo iluminada por raios de sol enquanto a capa branca nas costas dela, balança com o vento que sopra pelo local.

    Ela estende a mão de volta e às duas se levantam prontas para a batalha.

    Os androides voltam a se levantar e se colocam no caminho. Sarah toma a dianteira deixando as lâminas curvas presas na lombar, e agora usando uma adaga negra que brilha intensamente com uma aura azul e prateada. Raios começam a tomar conta do local. Quando o primeiro androide é atingido e cai duro no chão, os demais se veem obrigados a desviar quase como se dançassem enquanto partem para o embate.

    Um após o outro, todos vão sucumbindo, seja pela lâmina negra que os perfura e eletriza, ou pelos raios que cortam o ambiente. Shymphony permanece parada no mesmo lugar enquanto ecoa um ritmo intenso e musical na mente de Sarah, que ao chegar bem abaixo de onde está a nave, aponta sua adaga para o alto e com uma descarga centralizada de energia a acerta fazendo cair desligada.

    — Não mais! — Sussurros ecoam quase que inaudíveis da boca dela, enquanto observa Shymphony se aproximar.

    — Bom trabalho, agora preciso chegar lá! — Shymphony aponta seu punho e seu escudo para o rasgo no céu.

    Sarah começa a entender o que precisa ser feito, então invade a nave, expulsa o androide piloto e a religa com outra descarga de energia. Shymphony, ao invés de entrar, sobe em cima da nave e fica de pé ali. Então a nave começa a decolar enquanto ela volta a vibrar seu punho gerando um campo de energia que cresce a cada segundo.

    — Foi muito bom te conhecer Sarah, espero que um dia você alcance seu objetivo. — Shymphony ecoa pensamentos para Sarah. — Como eu queria poder vê-la dançar mais vezes. — Lágrimas escorrem dos olhos de Shymphony.

    O olhar de Sarah, não desvia nem por um instante do teto da nave, mesmo sem poder vê-la, sabe exatamente onde está. Seu punho cerrado se abre e busca inutilmente agarrar ela.

    — Mais uma vez… — Sussurros escapam da boca dela enquanto traz o punho novamente fechado para perto do peito.

    — Sarah… — Shymphony volta a falar, mas se interrompe por um momento enquanto morde os dentes. — … você sabe o que precisa ser feito, conto com você!

    Agora, somente o silêncio, físico e mental ecoa naquele caos ascendente. Todos os androides em suas naves e no solo, observam aquela estrela-cadente desafiar o céu. Até animais, humanos e não humanos param seu desespero para observar tal insolência.

    Próximo do rasgo no céu, a nave começa a se despedaçar. Ao chegar perto o suficiente, Shymphony dá um último impulso já com o corpo todo vibrando e seu punho brilhando tão intensamente que ofusca qualquer outra fonte de luz. Então ela salta em direção ao portal usando a nave como base, assim fazendo-a mudar de trajetória, rumo ao norte levando Sarah consigo.

    — Sobreviva!

    — Sobreviva!

    Um último pedido mental ecoa das duas no mesmo instante, antes de tudo colapsar.

    Sarah observa, já distante, Shymphony colidir como um meteoro no portal.

    Mas não houve explosão.

    Ou algum estrondo.

    Primeiro, toda a luz do mundo foi sequestrada e reunida em um halo planteado no local do impacto.

    Depois, tudo trincou e se despedaçou como vidro, sumindo assim com a escuridão.

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