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    Com Alexander não apenas pagando bem, mas também fornecendo compensações àqueles que ficaram aleijados e uma comissão pelas criaturas mortas a todos os que participaram, o prestígio dele e da família baronial foi para a estratosfera dentro da baronia. E como se tudo isso não fosse o suficiente, pouco tempo depois, chegou um “presente” do próprio Imperador pelo trabalho que haviam feito, além do direito de pedirem o que quisessem, contanto que fosse crível, por conta da efetividade deles contra as presas do fimbulwinter no último inverno.

    Ao se depararem com as 75 cabeças de gado imperial às portas da cidade e com o direito de fazer um pedido como aquele, todos instintivamente se voltaram para Alexander, que deu de ombros. — O gado é meu mesmo, mas vocês podem fazer o que quiserem sobre esse “pedido crível” ao Imperador… 

    — No entanto, minha sugestão é que vocês não peçam títulos ou territórios, pois já é uma bagunça difícil de controlar aqui. — acrescentou ele. — O direito de poder fundar cidades à vontade neste território de acordo com nossas necessidades deve ser mais fácil de administrar e mais conveniente para todos aqui.

    — Você o ouviu — disse Dimitri após trocar alguns olhares com sua família. — Nós somos imensamente gratos ao Imperador, mas queremos apenas ser capazes de fundar cidades neste território de acordo com nossas necessidades.

    Ao sentir que esse pedido era muito estranho e muito pequeno, basicamente só para evitar alguma burocracia, Alexander pensou um pouco e se corrigiu: — Nós também desejamos aproveitar o momento oportuno para renomear a cidade, se possível.

    Assentindo mesmo diante daqueles estranhos pedidos, o enviado imperial saiu e se preparou para retornar, enquanto Alexander também saiu com Diana para receber o gado que havia negociado anteriormente com o Imperador.

    — Eles são mais novos do que eu pensava que ele enviaria — comentou Alexander enquanto examinava o gado de todas as maneiras que conhecia.

    — Você consegue dizer a idade deles? — perguntou Diana surpresa.

    — Não. Eu só esperava que ele me enviasse gado tão velho que não estivesse mais em idade reprodutiva — explicou ele.

    — Isso não seria agir de má-fé? — perguntou ela baixinho.

    — Má-fé? — sorriu Alexander bem alto, como se não tivesse medo. — Eu ficaria preocupado é se ele agisse de “boa-fé”.

    Após pedir aos tratadores que levassem o gado para uma fazenda próxima que ele já havia preparado para isso, Alexander voou com Diana até lá e deu algumas orientações, bem como deixou uma comida muito especial para o gado.

    — Com isso, está tudo quase resolvido. Agora só precisamos saber como Ocean e Pequeno Preto vão controlar as matilhas e alcateias que estão tentando se juntar ao “bando” deles, certo? — lembrou Diana ao pensar um pouco.

    — Sim — concordou Alexander, antes de esfregar as têmporas levemente. — Mas controlar um número tão grande de criaturas o tempo todo é uma dor de cabeça, quanto mais adestrá-las para nunca atacar humanos idiotas sem ordens.

    — Será tão difícil assim? — perguntou Diana com uma certa leveza. — Os nossos familiares se acostumaram bem rápido depois de passar algum tempo conosco.

    Sentindo algo clicar na sua cabeça, Alexander teve uma ideia, pois se lembrou de que havia precedentes em que isso foi feito de forma eficiente. Ele só precisava da ajuda de um cara que não gostava muito dele.

    Ao ponderar que seria melhor martelar o ferro enquanto ainda estava quente, ele voou com Diana para o local onde Ocean e Pequeno Preto estavam mantendo seus novos subordinados. E como o outro cara não gostava muito dele, nem de ninguém além de Diana e sua mãe, que se parecia muito com ela, ele pediu que ela apresentasse a proposta e negociasse em seu nome.

    — Ele disse que não seria muito difícil, mas que seria trabalhoso e um desperdício do tempo dele. Então ele quer saber o que você vai dar em troca — repassou Diana após falar com o seu familiar.

    Desdenhando muito daquele cão que estava agindo como se ele fosse um caloteiro e não pagasse as pessoas, Alexander pegou 2 frutos e jogou-os para ele, 1 [Fruto da Ascensão Mágica] e 1 [Fruto de Mana Cristalizada]. — Não vá quebrar as suas delicadas presas com a última…

    Bufando de volta, também em desdém, Pequeno Preto abriu a boca e estraçalhou as frutas antes de engoli-las sem nem se levantar.

    — Ele disse que você também vai precisar fornecer comida de qualidade para ele, mas que vai agir assim que tudo estiver pronto — repassou Diana, após traduzir e suavizar o que o seu familiar disse. — Mas de onde mesmo você está tirando tantas frutas e coisas boas? Eu não lembro de a gente tê-las comprado, ou mesmo de alguém aparecer vendendo-as.

    — Fácil. Após ver que nenhuma criatura apareceria do meu lado, eu me infiltrei na Floresta Estelar e peguei tudo o que tinha o mínimo de valor nos covis das criaturas de 3ª evolução que estavam na Onda — explicou Alexander. — Embora a maioria delas não tivesse algo de tanto valor, com a maioria sendo núcleos, ossos e afins de 3ª evolução, havia algumas coisas boas também, principalmente cultivadas ou armazenadas pelos treants.

    Assentindo com olhos estranhos, Diana se lembrou do porquê ele era conhecido por sempre tentar tirar o máximo proveito das situações. Algo com que ela talvez não concordasse muito, mas aceitava, pois sabia que era parte dele…

    Com as partes acordadas daquele lado da corda, Alexander mais uma vez a tomou nos braços e voou, seu objetivo dessa vez era Sansy. — Preciso da sua ajuda.

    Surpresa ao vê-lo pedir ajuda em vez de simplesmente dar ordens, Sansy ficou bem interessada no que ele tinha a lhe pedir dessa vez. Mas quando o viu sinalizando com os olhos para Diana, ela apenas assentiu para o que ele estava dizendo, sabendo que as verdadeiras instruções e favores viriam posteriormente.

    Satisfeito que as coisas estavam correndo bem, Alexander fez uma rápida aferição mental e se lembrou que ainda tinha que ir até a mansão do Lorde para verificar a situação lá. Mas assim que recebeu as notícias, seu ânimo afundou e sua reação foi bem tempestiva porque a última tinha quebrado a “good vibe” que estava sentindo.

    — Quanto ao início do plantio em nossas terras agrícolas, informe aos produtores que preparem bem e nutram todos os campos durante este último mês. Só daremos início ao cultivo no começo do próximo ciclo lunar — disse Alexander a Terry, sua voz carregada de uma fúria que mal conseguia conter, especialmente na segunda parte de sua fala. — Agora, quanto àqueles merdas do território vizinho, envie uma mensagem com meu selo pessoal. Deixe claro que este é meu último e derradeiro aviso, pois eu garanto que não haverá uma terceira advertência da minha parte.

    Com todos os assuntos importantes dos quais se lembrava encaminhados, ele se permitiu relaxar um pouco e finalmente voltou para casa com Diana. — O que acha de nós fazermos uma viagem para o mar?… Eu comprei alguns imóveis na Cidade do Mar Imperial e estávamos mesmo pensando em passar algum tempo viajando antes de tudo isso.

    Surpresa com aquela proposta repentina, ela ficou parada por um momento, mas logo se jogou sobre ele e o beijou. — Sim. Sim. 1000 vezes sim.

    Com pouco a fazer e sendo bastante adeptos de um estilo de vida “mãos livres”, eles rapidamente fizeram alguns pequenos preparativos, notificaram a família e os amigos, passaram uma lista para que escrevessem os “souvenires” que gostariam de receber e, então, partiram na manhã seguinte. Como não estavam com pressa e Alexander queria verificar bem algumas coisas no caminho por terra, decidiram viajar com Ocean e Alex.

    Ao viajarem tranquilamente, sem quaisquer problemas ou contratempos, em 2 dias eles chegaram à sua casa na Cidade do Mar Imperial, que, a essa altura, já estava completamente reformada e era extremamente semelhante às outras casas deles.

    — Nossa. Isso é incrível. Parece a nossa casa — maravilhou-se Diana. — Você pediu para eles replicarem a nossa em uma versão maior aqui?

    — Sim e não — respondeu Alexander. — Eu pedi o estilo, mas o tamanho é mais ou menos o tamanho desta casa antes de ser reformada.

    — Eu sei que não gosta particularmente de casas grandes, então por que escolheu esta? — perguntou ela, confusa.

    — Localização — explicou ele. — Era a mais adequada perto do Solar ao lado… Eu também o comprei e pedi para eles reformarem para sua família.

    Feliz, Diana colocou Alex em uma pequena mesa e pulou de novo para beijá-lo. Ela simplesmente amou que ele também estivesse pensando em sua família. O que ela não notou foi que quando foi colocada sobre a mesa, Alex olhou de um lado para o outro, analisando seu entorno, e então abocanhou a pequena flor que estava ali.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (04,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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