Capítulo 249 – O “caminho do vento”
Ao voar em uma velocidade extremamente alta, cobrindo uma grande distância em pouco tempo e chegando ao seu destino no auge da lua cheia no céu, Alexander colocou Sansy no chão e se posicionou em frente ao maior prédio do “pequeno burgo negro”, à margem do porto da maior cidade da baronia, que estava sob a “proteção” de Ánara. — Você já sabe o que fazer… Foque-se em proteger possíveis inocentes.
Assentindo, ao ajustar o seu equipamento e esticar o corpo para estar na melhor forma, ela o seguiu até o prédio. Sabendo o que a aguardava, viu-o apagar os guardas com extrema facilidade, e juntos entraram sem que ninguém estivesse preparado.
Com uma visão excepcional, naturalmente aguçada e ainda mais aprimorada por seu aprimoramento, Alexander enxergou e ouviu, mesmo em meio a escuridão do ambiente, um antro de atrocidades capazes de enlouquecer os menos mentalmente resilientes. Mulheres… homens… e até crianças, que deveriam ser livres, estavam presas e escravizadas por todo tipo de restrição cruel. Tudo atroz, nada legítimo.
Suas liberdades, roubadas; seus corpos e mentes, submetidos a abusos de formas inimagináveis para qualquer um que não tivesse uma mente distorcida. E aquilo era apenas o que seus olhos conseguiam captar no grande salão daquele antro de decadência; um lugar que desafiava a sanidade de qualquer ser com o mínimo de consciência como indivíduo.
Seu sangue fervia, veias pulsando como cordas prestes a se romper sob a pressão de seu próprio sistema circulatório. Mas foi aquele momento, a última gota, que incendiou Alexander por completo.
Ele já havia ouvido dos bandidos que caçara em seu território que, naquela região, privando-as de liberdade, eles transformavam pessoas sequestradas e vendidas em brinquedos para todo tipo de depravação1. Mas diante dele naquele momento, uma jovem Demi Cão Negro, grávida, era submetida a violações tão brutais que quase nada de vida restava em seus olhos.
Ao sentir uma loucura além da insanidade bater à sua porta e seus olhos nublar em vermelho, completamente injetados de sangue, Alexander experimentou um ódio tão profundo que abandonou qualquer tentativa de autocontrole. Sem hesitar, ele usou seus 20 pontos de crescimento, materializou a garra de Drayygon e sua lança, e soltou um rugido que não só fez o prédio e o pequeno burgo tremerem de medo, mas que ecoou por toda a baronia, deixando até os corações mais corajosos tomados pelo terror.
* Ding! *
[A técnica de combate Tier II |Quebra Guarda| foi maximizada]
* Ding! *
[A técnica de combate Tier III |Rugido de Guerra| foi maximizada]
Como um trovão, a fusão entre a aura dele e a aura férica na Garra de Drayygon se propagou em seu rugido, fazendo com que tudo ali abaixo do limiar {Abalo Sísmico} colapsasse mentalmente, enquanto o restante era atingido por um fortíssimo medo.
Impiedoso e indiscriminado, sem o menor traço de misericórdia ou preocupação com quem era quem, Alexander quebrou todos os membros de todos os envolvidos naquela exploração e abuso absurdo; mutilou, ou pior, qualquer um que tentasse fugir; e atacava para matar quem esboçasse resistência, deixando a sobrevivência do outro à mercê de sua capacidade e sorte.
Nenhum pouco apaziguado, ele atacou aquele burgo que, em sua maior parte, era uma excrescência a céu aberto, “consentida” pelos poderosos que tinham dificuldade de pegá-los pelo rabo em flagrante. Mas, se antes pretendia fazer uma forte limpeza naquele território, ele passou a querer fazer um extermínio. Não haveria mais “meio-termos” ou segunda chance; ele iria só expurgá-los do mapa para que não criassem mais tamanho absurdo ou chegassem aos olhos de Diana.
Ao ver aquele maníaco insaciável e visceral tocando o terror enquanto atacava tudo o que aparecia em sua frente, os mais espertos e inteligentes desistiram de atacar e começaram a fugir do burgo em direção à cidade próxima, em busca de ajuda. Mas como era exatamente isso que Alexander queria, e esperava, até por isso começara por aquela parte específica da cidade, ele avançou destemidamente contra a cidade assim que teve certeza de que havia afugentado a todos para lá.
Desdenhando da força que se estabelecera para barrar seu avanço rumo à cidade, Alexander deixou claro, com documentos, que ele era o novo regente e interventor responsável pela proteção daquela baronia; e ordenou que todas as saídas fossem seladas sob pena de fazer os guardas pagarem por insubordinação e compartilharem das penas de qualquer um que desobedecê-lo.
Sem ter o que fazer além de recuar diante de uma força bem superior em tudo, e se lembrando bem das histórias sobre aquele modo operante, vários guardas engoliram em seco enquanto uma miríade de pensamentos enlouquecidos lhes atravessava a mente.
Implacável, Alexander ordenou que os guardas da cidade caçassem, ao seu lado, qualquer culpado, mesmo na cidade. Utilizando múltiplos métodos de identificação, incluindo a extração de informações dos subjugados, ele desentranhou todos seus esconderijos, cúmplices e parceiros, mesmo que à força.
Ao valer-se do fator surpresa, afinal ninguém esperava sua chegada antes mesmo do enviado imperial notificar formalmente os líderes locais, aventureiros, guardas, comerciantes e até nobres titulados caíram um a um na tirânica caça às bruxas de Alexander. A cidade banhou-se no sangue daqueles que revidaram, recusando-se a ser capturados de uma forma menos bruta, embora nunca pacífica.
— Você não pode fazer isso comigo, seu desgraçado! — gritou um homem caído e subjugado no chão. — Eu sou um nobre!
— Olhe ao seu redor, seu merda. Você só ainda está vivo porque sua vida pertence ao Imperador, graças ao seu título — respondeu Alexander com escárnio. — Mas até você sair do meu poder, e sendo culpado como eu sei que é, seu corpo ainda é meu para atormentar. Nunca esqueça disso.
Quebrado pelo medo que lhe invadira, engolindo os xingamentos que fervilhavam em sua garganta, o nobre agarrou-se à sua vida miserável. Essas criaturas vis de baixa nobreza geralmente atormentavam os fracos e tremiam diante dos fortes.
Enojado com tal burgo imundo que fora permitido existir por tanto tempo, assim que completou sua “coleta de lixo” e o esvaziou, Alexander guardou os outros itens e desembainhou uma das suas espadas e o machado. Uma aura sinistra começou a pulsar nas armas enquanto ele canalizava mana e energia letal em ambas.
Usando a ligação do [Conjunto do Senhor das Águas] para envolver o machado no |Invólucro Ígneo| da espada, Alexander canalizou energias até o limite e disparou em uma enorme parábola, caindo como um míssil sobre o antro de atrocidades que era aquele burgo. — |Estilhaçador Dracônico|.
Sob o imenso poder contido naquele golpe, não apenas todo o chão vibrou, como o burgo começou a colapsar, com rachaduras se espalhando pelo solo e liberando poderosas chamas azuis por todos os lados.
Não tendo outra reação além de engolir em seco ao verem o colapso e a destruição daquele assentamento, que se fazia passar por uma proto-cidade comercial das depravações, em um só ataque, todos ali sentiram o medo e compreenderam de uma vez por todas quem era ele; e que as histórias sobre ele não eram fantasiosas, mas sim bem reais.
Sem tempo a perder e sem tropas ou contingente da outra baronia para lhe ajudar, Alexander dividiu os soldados e guardas da cidade, aqueles que não havia capturado, em três partes: ¼ para vigiar os prisioneiros incapacitados, ¼ para manter a vigília na cidade, e levou o restante com ele naquela mesma noite para purgar as outras cidades e qualquer acampamento de bandidos que chegasse ao seu conhecimento.
Transtornado com a situação que presenciou e nitidamente determinado a concluir o objetivo que se imputou de purgar aquele território, Alexander não parou nem dormiu como a maioria dos outros, seguindo sempre em frente, se banhando em ainda mais sangue e manchando a terra a ponto de fazer parecer que seus passos eram o guia para o rio de sangue que parecia se formar por onde ele passava.
A comoção que causou foi tão grande que, ao fim do primeiro dia, os ratos, assim como em um barco pegando fogo, tentaram correr ou pular para onde podiam, na tentativa de fugir. Mas, já tendo previsto isso e preparado contramedidas com Terry, um cerco foi estabelecido: membros de sua facção, junto com guardas e soldados da baronia, cercaram-nos tanto na fronteira quanto pela Floresta Estelar, com Storm e Ocean reforçando essas posições para garantir que não escapassem facilmente.
Enclausurados, já no segundo dia a escória tentou assassiná-lo, organizando uma resistência aberta para intimidá-lo com números. Mal sabiam eles que Alexander era quase uma criatura sensorial, especialista em combate contra multidões com poder inferior… Com as suas vastas reservas de energia, ele dilacerou-os sem misericórdia, tingindo o chão de vermelho com o sangue dos que ousaram desafiá-lo.
No terceiro dia, quando segurava a cabeça do líder combatente de nível {Terremoto} de toda aquela escória do esgoto do Império e matava mais naqueles dias do que em toda a sua vida pregressa até ali, as autoridades viram que ele não ia parar, e o Duque Marvin mandou seu filho, o orgulho do protetorado dele, para assumir a situação. Resultado: Alexander não deu a mínima e andou para ele.
Aquele que chegou não era o filho mais velho do Duque, mas o mais conceituado em todo o Império, ostentando o título regional de ||Água Carmesim||, referindo-se ao fato de ele ser a “Água” da geração de ouro do Império, a geração carmesim.
Sendo da geração de Lucas, o último era naturalmente forte, respeitado e também um cavaleiro imperial formado, cotado para ser tão forte quanto Lucas, ou até mais, embora tenha ficado um pouco aquém devido as suas afinidades mágicas. No entanto, ao contrário do respeito e da reverência que tinha por Lucas, Alexander não nutria nenhum respeito por alguém que não conhecia, especialmente porque o que ele mais temia em relação ao último era a sua afinidade mágica do raio, o terror de qualquer criatura viva, pois ela basicamente ignora a maior parte da defesa física assim que rompe a energia e mana do adversário… Mas ele não temia a água.
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.
- Referente ao capitulo 209: https://illusia.com.br/story/hdc-horizonte-de-conquistas/hdc-horizonte-de-conquistas-vol-3-capitulo-209[↩]

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