Capítulo 318 – Contemplem o Mago!
Nota do autor: Passando para lembrar que venho aqui pedir que, se possível, vocês divulguem a obra nas suas comunidades e também entre conhecidos que demonstrem interesse.
Sei que isso pode parecer chato e que vocês não me devem nada, mas o engajamento e ver a comunidade da obra crescer me ajudam muito a continuar motivado como escritor; ainda mais considerando o trabalho que dá escrever, editar e revisar. Por isso, ficaria muito agradecido se vocês pudessem me ajudar começando pela divulgação da novel.
Bom capítulo a todos.
Ao ver o {Dragão Azul} crescer a olhos vistos e a densidade de seu poder mágico disparar, Alexander não hesitou. Ele respondeu desencadeando tudo o que tinha à disposição em sua forma base: seu corpo expandiu-se sob o efeito de |Expansão Corporal|, os músculos já expandidos incharam ainda mais com |Expansão Muscular|, sua vazão de energia disparou com a habilidade |Até a Morte|, sua presença física emanou poder bruto através do |Aprimoramento Corporal Mágico| e, por fim, todo o ar ao redor de seu corpo irrompeu em chamas douradas (uma combinação de (Chamas Elementais) e (Alvorecer Dourado) para se proteger de eventuais raios).
Mesmo com tantos buffs e poderes, não havia nada no arsenal básico do dragonoid que sequer se aproximasse da energia espacial contida na sua habilidade furiosa |Natureza Selvagem| (a qual não desejava usar na frente dos duques). O seu poder atual, no entanto, ainda que não pudesse ser considerado a potência base de 2.0 da sua forma frenética ativa, havia alcançado ao menos 1.75 ou 1.8; e isso teria de ser suficiente.
Assim que viram os combatentes liberarem ainda mais do seu poder, os duques na praia se ajustaram em seus assentos para assistir a um bom show. O crescente público ao redor deles, porém, não tinha as mesmas capacidades e sentidos que eles e teve que recorrer a todo tipo de meio se quisessem assistir, pois, além de ser obviamente perigoso se aproximar, fazer isso estava terminantemente proibido.
Parando de crescer ao assumir uma forma de quase 2,5 m, revestida de energia, chamas e poder mágico, Alexander encarou o dragão (que estava com quase o dobro do seu tamanho expandido, uma dimensão colossal para uma criatura cujo o foco não era físico) e firmou sua lança na vertical: não na horizontal para golpear, nem na diagonal para estocar, mas na posição vertical, pronta para funcionar como o cajado mágico que também era.
— Que os céus respondam ao meu chamado, pois, por mais efêmero que seja este momento, nele eu nego a tirania do sol sobre esta terra — entoou o dragonoid, condensando a evocação antes que o dragão o atacasse. — |Chuva Elemental|.
Sob a sua conjuração, impulsionada por uma massa considerável de mana e poder mágico, o sol primaveril e o azul do céu começaram a ser ofuscados. O elemento água tornou-se ainda mais presente e opressivo no campo de batalha, impregnando o ar com sua essência.
Rugindo em desafio e fúria, o dragão canalizou diversas bolas de fogo de Tier II ao seu redor e concentrou uma massa volátil e líquida de poder ígneo em sua pata dianteira, lançando tudo contra o dragonoid. O fogo em suas garras não era um projétil, mas um fluxo contínuo e feroz, um lança-chamas de pura destruição.
Lançando-se em mergulho, Alexander voou em parafuso até raspar a superfície da água, entoando: — Tu és a origem de toda a vida e também aquela que consumirá toda a vida. Levante-se e reivindique toda a sua glória… |Gêiser D’água|.
Com a canalização de ambos os feitiços, um poderoso jato de água fervente irrompeu do mar para encontrar o fluxo de chamas da pata do dragão. O choque dos feitiços Tier III resultou em uma explosão titânica de poder mágico e um grande nevoeiro.
Lançados para longe um do outro pela explosão, os combatentes se reergueram através da cortina de vapor. Desta vez, foi o {Dragão Azul} quem tomou a iniciativa.
Se antes não fazia sentido desperdiçar energia com ataques mágicos ao acaso, em meio à sua raiva, a lógica havia mudado. A criatura conjurou um turbilhão de Tier III feito de lâminas de vento afiadas; o elemento mais rápido de todos.
Alvejado e sem tempo nem espaço para uma reação adequada (já que mergulhar no mar não era a melhor das ideias contra um usuário de magia elétrica), o dragonoid recorreu ao último recurso. Envolveu-se com suas próprias asas, encolhendo-se sob a sua proteção, e ativou em rápida sucessão: |Pele de Pedra|, |Grande Escudo|, |Imbuir D’água|, |Imbuir de Luz|, |Modo Defensivo|, |Endurecer| e, por fim, |Muralha de Aço|.
Sentindo o turbilhão e as suas lâminas de vento dilacerá-lo por todos os lados, Alexander abandonou a ideia de fuga ou de mitigar ainda mais os danos. Sua premissa era simples: se fora atacado horizontalmente, retalharia verticalmente. Enquanto suportava o ataque, ele entoou o encantamento de seu feitiço d’água mais destrutivo.
— Que o meu poder caia do céu em abundância como água… que o rio nas nuvens personifique e se torne o meu espírito… que meu espírito domine os céus e precipite, esmagando os meus alvos sob ele… |Queda D’água|! — conjurou o dragonoid de dentro do próprio vortex do turbilhão inimigo, utilizando a mana aquática abundante no ambiente como condutor e amplificador.
Concentrado em seu próprio ataque, buscando infligir o máximo de dano, o dragão levou um tempo crucial para perceber que um novo feitiço havia sido conjurado naquele ambiente já saturado. Longe de ser fraco ou oculto, o ataque de Alexander era a culminação de sua preparação.
O feitiço |Queda D’água| absorveu toda a umidade e poder que pôde da atmosfera e lançou-se das nuvens. Não era uma chuva, mas um jato vertical, super denso e avassalador, que atingiu a criatura com a força de um martelo celeste.
O impacto foi tão brutal que arremessou o dragão violentamente contra a superfície do mar e, sem clemência, afundou-o nas profundezas.
Lançado ao céu pela força residual do vento do dragão antes de conseguir se forçar a parar, Alexander viu a criatura emergir (ensanguentada e ensopada) e, imediatamente, começou a girar sua lança à frente do corpo, gerando um pequeno vórtice com as gotículas do ambiente úmido. Ele havia, sim, se ferido, pensando em não insistir numa troca direta e franca, mas seu oponente estava pior.
Sentindo o dragonoid acumular mana e reconhecendo aquele padrão giratório, um certo brilho atravessou os olhos da fera. Naquele momento, ela tinha a vantagem: o poder da água estava a seu favor por estar bem mais próximo do mar.
Ao confirmar que a distância entre eles era a mínima necessária, o réptil alado abriu a mandíbula e começou a absorver a mana e o poder mágico da água ao seu redor, concentrando-os para seu ataque mais característico: o sopro do dragão.
O interessante foi que, mesmo sabendo de tudo isso (como um portador e usuário da mesma habilidade), Alexander apenas esboçou um leve sorriso. Ele então parou abruptamente o giro de sua lança, desfazendo-se da água acumulada, e passou a girá-la no sentido inverso com apenas uma das mãos.
Assim que sentiu que a criatura havia entrado no ponto sem volta da canalização de seu ataque, o dragonoid materializou 2 itens na mão livre e olhou de relance para a praia antes que o pequeno redemoinho materializado em sua mão perdesse toda a cor.
— |Distorção de Reverberação| — entoou, pressionando uma das gemas de raio recebidas dos Raiovas contra a lança no núcleo inerte do vórtice.
No instante em que a energia elétrica do catalisador fundiu-se ao eco armazenado, transformando sua natureza elemental, Alexander concluiu a conjuração: — |Ativação de Eco: Turbilhão Elétrico|.
Mais do que surpresos, os presentes ficaram abismados. Testemunhar um feitiço Tier III de um elemento com o qual ele não tinha afinidade (muito menos uma eletricidade pura e devastadora) fez com que ambos os duques na praia, e todas as demais forças assistindo, se levantassem de seus lugares num só impulso.
Um mesmo questionamento ecoou, mudo ou sussurrado, na mente deles: — como aquilo era sequer possível? Como, pelos infernos, ele havia feito aquilo?
Assustado por conhecer a péssima combinação de eletricidade e água para o seu corpo encharcado, o dragão disparou seu sopro às pressas e guinou bruscamente para o lado; um reflexo idêntico ao que Alexander usou para desviar do ataque dele.
Surpreendentemente, ao contrário do dragonoid, que saíra ileso, o turbilhão elétrico não seguiu uma trajetória linear. Ele circulou a rajada do sopro, envolvendo-o como uma serpente, e ainda conseguiu acertar a criatura parcialmente através da condução da água que a revestia.
O choque foi mais um susto do que um golpe incapacitante. Longe de ser o suficiente para ferir seriamente uma criatura daquele calibre, foi mais que suficiente para confirmar seu pior receio quanto ao poder elétrico e ao ambiente nebuloso que se formava ao seu redor.
O céu, já carregado pelas nuvens densas da |Chuva Elemental|, respondeu ao súbito influxo de eletricidade do feitiço de Alexander com relâmpagos e um trovão gutural.
O ar pareceu vibrar e retumbar, não como um prenúncio, mas como um clímax. A umidade que alimentava a chuva já havia sido sugada, consumida pela |Queda D’água|.
Como se moldasse uma extensão da escuridão das nuvens negras acima, extremamente escuras e trovejantes, o dragão começou a coagular as trevas do ambiente. A frente das suas patas superiores, uma massa disforme e voraz coalesceu, sugando a luz e até mesmo o som ao seu redor.
O poder dele era bruto, primitivo (longe da refinada técnica de um mago), mas inegavelmente avassalador. Não havia dúvida: aquela coisa pulsante que desafiava a luz carregava o peso absoluto de um ataque de Tier IV.
Sem muitas opções ou tempo para hesitar diante de um poder tão avassalador, o dragonoid agiu.
Com um gesto decisivo, ele entalhou o espaço à sua frente, traçando no ar o mesmo círculo mágico que havia gravado na pele de Diana ao conferir-lhe esse poder.

A geometria luminosa se materializou instantaneamente, e ele entoou, com voz contida e solene pelo peso do círculo:— Que as luzes elementais se reúnam ao meu chamado… que seus poderes se fundam numa singularidade… |Prisma Reverso|!
Se os pilares básicos pudessem ser considerados o fluxo natural da magia, as magias de Tier IV adentravam o reino dos Sábios e Arquimagos, pois exigiam a adição de outro passo em seus fundamentos: o controle sobre a magia já materializada.
O feitiço |Prisma Reverso|, em sua essência, consistia em materializar o poder bruto das |Luzes Elementais| ao longo das bordas de seu círculo mágico para, em seguida, canalizar toda essa energia multifacetada e convergente num único ponto focal. O resultado era um raio devastador do elemento Luz.
Seu grande diferencial, porém, residia na natureza dessa luz final. Em seu núcleo, fundidas numa singularidade, pulsavam as propriedades dos elementos usados em sua concepção; daí o nome: ao contrário de um prisma comum (que dispersa a luz branca em seu espectro), este feitiço realizava o processo inverso, recombinando o espectro luminoso numa luz singular, complexa e infinitamente mais potente.
Rugindo em desafio, lançando-se um contra o outro, as duas forças colidiram. Era como se o próprio mundo estivesse sendo desfeito naquele ponto.
Não havia mais céu, nem mar, apenas os poderes primais deles em um choque final que exigia tudo o que seus conjuradores tinham para dar.
A cortina de névoa e trevas do dragão avançou, consumindo a luz. O raio convergente e singular de Alexander avançou, fendendo as trevas.
Lançados para longe um do outro pelos resquícios avassaladores do poder de seu oponente (resquícios que ambos haviam, à sua maneira, conseguido fazer atingir o alvo), Alexander foi o primeiro a se recuperar e fez força para pousar com um baque surdo no que restava do gelo que criara. Em seus olhos cintilava uma certeza fria e absoluta de que aquele ponto marcaria o fim; de um jeito ou de outro.
Assim que o {Dragão Azul} se recuperou e tentou emergir da água mais uma vez, Alexander apontou a mão livre em sua direção e, liberando uma grande massa de mana, entoou: — |Câmara dos Ecos: Restrição Gravitacional|
Ao vê-lo conjurar outro feitiço alheio aos seus elementos, uma sensação vertiginosa atingiu os espectadores. Era como se as leis fundamentais do mundo estivessem sendo desafiadas; o céu já não parecia estar acima, nem a terra abaixo.
Ninguém foi mais atingido pela visão do que Robert, cujos olhos se arregalaram em incredulidade pura ao testemunhar o que viria a seguir.
— |Sobrecarga|; |Proeminência Dourada| — rugiu Alexander, seu corpo irrompendo em aura dourada enquanto disparava um raio de puro poder para o céu, convocando o firmamento nublado a seu favor. Era a criação avassaladora do Duque dos Raiovas para seus alunos e usada como demonstração em sua exposição na conferência, agora evocada como um veredito. — |Câmara dos Ecos: Fúria dos Céus|!
— Puta merda — sussurrou Robert, a voz rouca de incredulidade absoluta. Seus olhos estavam fixos no ponto azul-arroxeado e dourado que começava a pulsar sob os pés do dragonoid: um círculo mágico que não apenas se formava sobre o gelo, mas que também se refletia, como um espectro ameaçador, no ventre das pesadas nuvens acima; em uma simetria aterradora.
— Que bastardo louco — amaldiçoou o duque. Sua decisão foi instantânea.
Sem mais hesitação, ele liberou o seu poder em uma onda de força bruta, não para atacar, mas para empurrar, varrer todos que conseguia para longe da praia.
— CORRAM! — seu rugido cortou o ar, carregado de um certo pânico genuíno que ninguém jamais lhe vira. — Saiam da praia agora, se prezam pelas suas vidas!
Sangue vertia de todos os orifícios de sua cabeça enquanto o dragonoid forçava a restrição gravitacional sobre o dragão. Mesmo assim, Alexander alçou-se no ar (com um olhar de êxtase agonizante, um convite mudo para que o mundo contemplasse a culminação do mago) e, com a ponta de sua lança, ricocheteou e redirecionou o relâmpago violeta-dourado que descera sobre ele.
O disparo não foi um simples raio. Foi um grilhão incorpóreo de eletricidade semi dourada que atravessou o peito da fera como um veredito divino e explodiu na água.
Mais do que perfurar fisicamente o corpo, o poder o acorrentou. Arrastou a criatura, não apenas para as profundezas do mar, mas para uma escuridão mais absoluta e eterna do que qualquer abismo marítimo: a morte.
* Ding! *
[Você subiu de nível. Mas devido às interferências da habilidade especial |Controle de Atributos| e do aprimoramento (Energia Crescente II), todos os seus aumentos de atributos por subir de nível foram negados e você recebeu ganhos reajustados]
* Ding! *
[Missão Concluída]
Obs1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, porventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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