Índice de Capítulo

    Nota do autor: Passando para lembrar que venho aqui pedir que, se possível, vocês divulguem a obra nas suas comunidades e também entre conhecidos que demonstrem interesse.

    Sei que isso pode parecer chato e que vocês não me devem nada, mas o engajamento e ver a comunidade da obra crescer me ajudam muito a continuar motivado como escritor; ainda mais considerando o trabalho que dá escrever, editar e revisar. Por isso, ficaria muito agradecido se vocês pudessem me ajudar começando pela divulgação da novel.

    Bom capítulo a todos.

    Despencando do céu assim que o embate acabou, Alexander atravessou como um peso morto a fina camada de gelo que ainda restava e afundou no mar. A água fria acolheu seu corpo exausto, que submergiu em silêncio.

    Por um momento, a tentação foi profunda e simples: fechar os olhos e dormir. O desgaste era absoluto; o custo mágico, uma dívida que cobrava cada fibra do seu ser.

    Inerte, ainda suspenso entre a ação e a rendição ao repouso, o dragonoid sentiu uma força externa envolvendo e puxando o seu corpo exausto para a margem; assim como o corpo do dragão abatido. Os Duques que haviam assistido à luta estavam, finalmente, fazendo seu movimento.

    De volta ao tamanho original, mas ainda vertendo sangue pelos ferimentos que sua formidável regeneração não conseguia estancar a tempo, Alexander foi depositado na areia, onde logo recebeu um abraço de Diana.

    Para além do afeto da sua mulher e noiva, a demi-canídea era possivelmente a pessoa mais indicada para ajudá-lo naquele estado, pronta para infundir seu poder de cura e revitalização de forma tão íntima quanto urgente.

    Quase ronronando para ela em resposta ao calor reconfortante da energia curadora que dela emanava, o dragonoid pareceu esquecer tudo ao redor. Gentilmente (tão gentilmente quanto sua força residual permitia), ele a puxou ainda mais para perto, como se buscasse, de forma sutil e profunda, uma fusão que transcendesse o corpo e tocasse o próprio espírito.

    Confusos, consternados ou simplesmente profundamente atônitos, o público observava aquela cena, quase incapaz de reconciliá-la com a imagem do guerreiro imbatível e do mago matador de dragões de minutos antes.

    Por um instante fugaz, tudo o que enxergaram foi um dragonoid exaurido (um “projeto de dragão”), buscando refúgio no colo de sua dona. Um momento de fragilidade tão humano que parecia negar toda a fúria arcana precedente.

    Obviamente, essa ilusão durou apenas até ele reabrir os olhos e sua aura e presença intrínseca voltarem a emanar. A vulnerabilidade recuou, e a autoridade que marcava cada parte de seu ser reocupou seu espaço, lembrando a todos que o refúgio era uma escolha, não uma necessidade.

    Recuperando-se mais rápido que os outros e dando uma palmada nas costas de Alexander mais forte do que o momento aconselhava, o Duque Marvin sorriu. Não era um sorriso de simples cumplicidade, mas carregado do peso renovado de um cálculo político complexo. 

    — Parece que precisamos conversar muito mais do que eu havia imaginado antes dessa sua… última demonstração — disse ele, a voz grave ecoando baixo.

    — Amanhã — disse o dragonoid, fracamente, em um som rouco. — De um jeito ou de outro, eu vou ter que falar mesmo sobre tudo o que aconteceu hoje no meu estande particular; como prometi muito antes disso tudo começar.

    Surpreso por ele desejar falar abertamente sobre um de seus trunfos, e ponderando que ambos os duques presentes não conseguiriam pará-lo e monopolizar informação mesmo que tentassem, o Duque Protetor do Mar Imperial permitiu que Diana o levasse para se recuperar o máximo possível até o dia seguinte. Alexander assim o fez, mas não sem antes ordenar que um de seus subordinados guardasse o dragão e lhe entregasse o item com a criatura.

    Naturalmente, uma comoção daquela magnitude não se restringiu aos viscondados, muito menos ao arquipélago. Em pouco tempo, por todo o Império, já se falava de sua disputa contra o dragão e, sobretudo, de sua intenção de revelar seus métodos abertamente em seu estande particular para as famílias e membros palestrantes do seu evento.

    A comoção logo passou a se intensificar com o passar do tempo. Muitos se interessaram, arrependendo-se amargamente de não terem ido participar; loucos para ouvir mais sobre aquelas revelações na área da magia.

    Infelizmente para estes, mesmo que o desejassem, poucos tinham a capacidade de percorrer a distância até lá a tempo. E, dentre estes, ainda menos eram aqueles a quem Alexander poderia vir a dar cara e permitir em sua exposição, já que nada haviam contribuído para o evento.

    Enquanto isso, em uma área isolada da residência do jovem casal que regia o território ampliado das baronias, os olhos de Diana iluminaram-se com poder ao ativar seu {Talento}. Ela canalizou a sua |Graça| para potencializar ao máximo os efeitos de |Max. Cura| em Alexander.

    A classe especial Tier III de luz de Diana concedia um bônus de duração relativamente curto e tinha um tempo de recarga de 1 mês corrido, mas seu noivo valia o esforço (e a raridade) de seu uso.

    No dia seguinte, de pé muito melhor do que seria possível se tivesse tentado se curar sozinho, o dragonoid já ostentava uma presença imponente. Não estava, é claro, em plena forma para um novo combate, mas recuperado o suficiente para transpirar força e naturalidade; um ar sempre bem desejável para um líder de facção.

    Como prometido, e como parte final da conferência de conhecimento que o casal propôs, os portões da ilha-posto avançado da facção foram abertos temporariamente. A entrada daqueles elegíveis para o último estande deles foi liberada.

    Assim que os convidados adentraram, foram recebidos por uma vista ao mesmo tempo surpreendente e deslumbrante.

    Ao contrário das outras ilhas e cidades em formação no arquipélago (que ainda dependiam de um afluxo de habitantes para se completarem com construções que fizessem sentido), aquela última que lhes foi apresentada, ainda que menor e mais simples, estava quase completa.

    Aquele era o núcleo pulsante da facção no momento: o local que abrigava o setor de produção em escala da 3ª e 4ª Divisões, bem como o arsenal e o armazém principal, gerenciado pela 1ª e 2ª Divisões; com a 2ª Divisão transferindo progressivamente sua função e controle para a 9ª Divisão.

    A exuberância singular da cidade deu lugar aos seus regentes quando o casal passou voando e pousou de forma premeditada, criando uma cena para atestar, perante todos, a pronta recuperação de Alexander.

    Mais uma vez, a resiliência dele e o poder de cura de Diana desafiavam a compreensão e a lógica comuns; e o público, uma vez sabendo para onde seguir, começou a convergir em sua direção.

    Saudando os convidados como um anfitrião cortês, o dragonoid aproveitou o ar fresco da manhã para indicar a ágora com suas arquibancadas; construída expressamente na cidade para acomodar reuniões como aquela.

    Com um gesto, pediu silêncio e aguardou que todos se acomodassem para iniciar sua fala. Era digno de nota que, exceto pelas próprias famílias e pelo círculo íntimo dos duques, ninguém ousou se sentar nas fileiras da frente onde tais poderes estavam.

    — Como já estou me acostumando a dizer em pronunciamentos públicos, alongar e florear os meus discursos não é exatamente a minha especialidade, por isso serei direto — declarou Alexander, fazendo o público reagir cada um à sua maneira. Alguns poucos até riram, como quem já se habituava àquela introdução. — Estamos aqui hoje no que pode ser chamado a culminação de nossos esforços neste último evento, que, para mim, só pode ser descrito como um sucesso. Por isso, em meu nome, em nome da minha família e em nome da minha facção, agradeço a cada um de vocês (como indivíduos ou representantes de suas famílias) por terem ajudado a abrilhantar a execução da ideia que tive.

    — Feitos os agradecimentos, gostaria de guiá-los em um pequeno tour pelas áreas abertas de minha ilha enquanto conversamos — prosseguiu o jovem, gesticulando para chamar seu afilhado antes de apontar para os prédios atrás dele. — Esta é nossa primeira parada: a ágora, situada próxima ao arsenal e ao armazém principal de minha facção. Um lembrete de que poder e recursos devem ser acompanhados (e mediados) pela deliberação, pela prudência e pelo pensamento; sempre que possível.

    Sorrindo, o dragonoid tomou Diana em um braço e pegou Solas (que respondera ao seu chamado) no outro. Com facilidade, saltou da ágora para o telhado do armazém, os depositou em segurança nele e, voltando-se para o público, completou: — Para a primeira explanação de nosso estande, vamos falar sobre o uso do poder ambiente; mas de uma forma mais profunda e singular… Então, permitam-me dar um exemplo.

    Antes que qualquer um pudesse processar plenamente suas palavras, Alexander materializou os componentes necessários, completou o desenho no chão diante de toda a plateia e canalizou seu poder. Através de um objeto em sua mão, liberou uma onda de energia avassaladora no telhado do armazém.

    Sob aquela descarga, as matrizes preestabelecidas na cidade acordaram. A energia dele as percorreu, fazendo-as pulsar com vida a partir de seu epicentro e irradiando até a muralha interna; poupando a muralha exterior e parte da ilha para garantir a estabilidade do conjunto.

    O processo foi mágico e etéreo, especialmente para Solas, que testemunhava tudo do epicentro ao lado do casal. Para muitos no público, porém, foi quase angustiante.

    Era a realização de um desejo antigo (ver aquilo de perto) misturada à frustração de não estarem preparados para compreendê-lo. E, para completar, Alexander lançou o que parecia ser o “núcleo da matriz” para bem longe, pouco antes de explodir em um clarão no céu; uma cobertura para o verdadeiro núcleo utilizado.

    Obs1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, porventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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