Índice de Capítulo

    Nota do autor: Passando para lembrar que venho aqui pedir que, se possível, vocês divulguem a obra nas suas comunidades e também entre conhecidos que demonstrem interesse.

    Sei que isso pode parecer chato e que vocês não me devem nada, mas o engajamento e ver a comunidade da obra crescer me ajudam muito a continuar motivado como escritor; ainda mais considerando o trabalho que dá escrever, editar e revisar. Por isso, ficaria muito agradecido se vocês pudessem me ajudar começando pela divulgação da novel.

    Bom capítulo a todos.

    Aparentemente pressionados pelo peso da perspectiva que lhes fora apresentada, cada um à sua medida, todos levaram um bom tempo até que alguém conseguisse digerir o suficiente do que ouvira e se prontificasse a perguntar: — E como o senhor sugere que façamos isso? Não é como se algo tão abstrato fosse fácil de simplificar até caber em uma imagem mental.

    — Para falar bem a verdade, essa é a parte mais simples e fácil de compreender do estande de hoje — respondeu Alexander, dando de ombros sem, no entanto, desdenhar de quem fizera a pergunta. — Tudo que você precisa saber é o que está usando, e como ela funciona para você.

    — Por exemplo — iniciou ele, conjurando e disparando um simples |Canhão D’Água|.

    Com um primeiro exemplo de base dado, uma segunda conjuração passou a agregar as gotículas suspensas no ar, criando bolas menores que se fundiam ao projétil principal, tornando-o mais forte, porém mais lento. Por fim, o dragonoid conjurou uma esfera maior que crescia girando em espirais, absorvendo as gotículas e o poder ambiente por conta própria, antes de tomar forma e disparar com, no mínimo, a mesma velocidade do projétil original; mas carregando com, no mínimo, o potencial destrutivo do último.

    A incrementação em tempo real de um feitiço de Tier I com tamanha maestria técnica e didática por um jovem, deixou a todos atônitos, arrancando-lhes uma lufada de ar frio. Mal sabiam que, muito antes de tudo aquilo, Alexander fora um professor.

    Em disciplinas de licenciatura e magistério (voltadas à arte de ensinar), a experiência nas cadeiras de didática e metodologia era vital e refinou a sua forma de lidar com o público e de conceituar teoria através da prática. Era esse arcabouço que lhe permitia transmitir conhecimento de forma tão imensamente eficiente.

    Como se suas mentes borbulhassem de pensamentos, vários membros da audiência caíram em clara contemplação. Os mais ansiosos já começavam a tentar, sentindo alguns resultados; não necessariamente bons ou significativos, mas resultados que, mesmo ínfimos, apontavam para todo um novo caminho a ser percorrido.

    O elemento mais fácil e moldável em um ambiente como aquele era o vento, dada sua própria fluidez natural. Assim, mesmo já sendo um dos mais dotados, o grupo do Grão-Duque foi um dos mais beneficiados com aquele conhecimento.

    Embora a família Greenin já possuísse um bom conhecimento avançado, a perspectiva de Alexander forneceu mais uma certa liberdade e poder criativo adicional à sua base, já forte e sólida.

    Alheio a quem aprendeu o quê (pois desde o início prometera apenas introduzi-los a conhecimentos avançados, não fixá-los, muito menos torná-los fluentes a ponto de usá-los com maestria), o dragonoid aguardou até que todos assimilassem o mínimo que puderam e parassem as suas práticas. Só então voltou a falar, para apresentar o segundo conceito avançado do seu estande.

    — O próximo conteúdo que eu vou explanar é justamente o que muitos aqui estão esperando — anunciou o jovem na posição de anfitrião. — Mas lhes adianto: este assunto não é nada simples, e não fica nem um pouco aquém dos tópicos que ainda serão abordados mais tarde.

    Imediatamente atraídos por aquela simples colocação, sua audiência voltou-se para ele e fitou-o como se detivesse o fruto proibido dos deuses. Todos ali queriam saber o segredo para controlar um poder tão aterrador e utilizar múltiplos elementos com tal destreza, maestria e liberdade.

    — O segredo para tal poder é simples, porém não é nada fácil — garantiu Alexander, antes de jogar para Robert a gema do trovão lapidada, já quase apagada e prestes a quebrar-se em pedaços. — Tudo o que vocês precisam é seguir 4 passos: tornar sua mana minimamente neutra; conceber uma forma de estruturar e encadear o feitiço desejado de maneira consistente e externa; dispor de um catalisador condizente com o nível da magia que almejam; e, por fim, harmonizar todo esse processo de uma só vez, em tempo real, para que a execução seja perfeita.

    — Você está tentando dizer que usou essa gema como catalisador para simular a mana do raio e desencadear um feitiço do elemento raio, não é? — apontou o Duque dos Raios, pensativo, enquanto avaliava a joia rachada e escurecida. — Interessante. Esta sua abordagem é verdadeiramente interessante… Não me admira que a gema tenha sido quase toda consumida em tão pouco tempo.

    Pegos de surpresa pela ideia quase inconcebível de tentar se distanciar das suas afinidades naturais em vez de fortalecê-las, a audiência ficou se perguntando como aquilo seria possível. Essa era a parte vital, pois, por mais extenuante que fosse todo o resto do processo, eles ainda conseguiam visualizá-lo minimamente; afinal, matrizes mágicas já eram basicamente isso.

    O ponto crucial, no entanto, era o como… Como fazer isso, se a afinidade elemental lhes era tão natural quanto respirar, enquanto a mana neutra era uma ideia estranha?

    Qualquer tentativa de usar um catalisador externo entraria em conflito direto com a mana e a própria essência mágica do usuário, caso não houvesse essa fundação neutra para harmonizar e possibilitar a conciliação dessa teoria com a prática.

    — Eu poderia falar por dias a fio para vocês sobre isso, mas de nada adiantaria. Pois, assim como adquirir uma nova afinidade mágica, a capacidade de metabolizar e produzir mana neutra é mais do que um conceito ou uma habilidade; ela tem que ser internalizada até que o próprio corpo mude, até que se torne uma característica intrínseca do seu portador — assegurou o dragonoid retomando a palavra e olhando com seriedade para o público. — Para todos os fins, se quiserem seguir por esse caminho, pensem nele como tentar adquirir outra afinidade mágica. Mas, ao invés de uma afinidade elemental, vocês devem buscar adquirir uma (Afinidade Mágica Não Elemental).

    Mais uma vez sem jeito e pressionados pela abordagem que lhes fora apresentada, os presentes levaram outro intervalo de tempo até que alguém conseguisse digerir o suficiente e perguntar: — E como exatamente devemos fazer isso? Uma vez que você claramente já chegou lá, deve saber o suficiente para nos dar algumas dicas…

    O olhar de Alexander pareceu brilhar, estranhamente intenso, ao varrer o público após ouvir aquilo. Sua expressão permaneceu impávida, mas sua voz soou firme: — Se alguém aqui espera que eu lhes ensine a fazer isso, ou mesmo lhes estruture os passos de como chegar lá, deve estar sonhando ou se perdendo da realidade… Porém, não é como se algumas dicas não pudessem ser dadas.

    Adiantando-se como se tivesse recebido a deixa, Diana, a benevolência do casal, tomou prontamente a palavra e explicou: — Realmente não há caminho fácil nessa situação. Mas, se há algo que pode ajudar, é ter um parceiro de prática adequado e correspondente.

    — Independentemente do sexo, simplesmente não adianta tentar usar alguém em um nível desigual, ou coagir alguém pela sua suposta sensibilidade; pois, quanto mais íntimo, melhor — apontou a canídea com firmeza e clareza. — É extremamente mais difícil seguir nesse caminho sozinho, pois simplesmente há muitas nuances da nossa própria mana que já tomamos como normal, natural e neutra. Uma troca com um parceiro adequado (que te conheça, mas possa sentir as nuances que não são neutras), ajuda muito a se cultivar nesse aspecto.

    Assentindo em concordância ao ver que ela trouxe um ponto muito bom, o público a agradeceu (mesmo que apenas mentalmente) enquanto refletia. Os mais avançados conseguiram inclusive traçar um paralelo entre aquela orientação e a sensibilidade exigida na integração mágica mais profunda entre parceiros.

    Ciente de que, desta vez, o público precisaria de mais do que alguns momentos para processar o início do caminho que havia aberto, Alexander não os pressionou. Muito pelo contrário, ele aproveitou para dar-lhes tempo, limitando-se a guiar o grupo silenciosamente para o próximo destino: uma grande cabana de madeira do outro lado da ilha, cercada pela área verde do posto avançado, de frente para a Floresta Estelar no seu horizonte além-mar.

    Assim que todos se acomodaram no novo local e pareceram reconciliar-se também com os pensamentos, o dragonoid acenou, pedindo sua atenção como quem vai se pronunciar; porém, para surpresa do público, ele não proferiu uma única palavra. Em vez disso, começou a remover a maior parte de suas roupas, ficando apenas com um calção de banho consideravelmente curto para seu tamanho, que nem mesmo lhe alcançava os joelhos.

    — Desculpem as vestimentas, se isso ofendeu alguém — disse o dragonoid, após observar a reação meio consternada do público. — Mas acredito que muitos aqui não acreditariam em mim se eu não o fizesse.

    Sem proferir outra palavra, ele apagou a iluminação atrás de si, girou lentamente sobre o próprio eixo, estendeu um braço e abriu a mão, para que todos vissem que nada estava escondido.

    Antes que alguém pudesse entender o que se passava, os olhos dele se iluminaram com um brilho singular e o seu poder mágico pulsou, intenso. 

    Em um movimento deliberadamente lento, o jovem transformou-se no mestre de cerimônias de um espetáculo arcano e enfiou a mão livre dentro da mão estendida. 

    O movimento não furou, nem transpassou, nem machucou; a mão simplesmente adentrou outra camada espacial. Uma habilidade espacial legítima, executada por conta própria, sem qualquer auxílio externo, havia sido revelada.

    Levantando-se num sobressalto ao vê-lo puxar sua lança de mais de 2 m através da mão, sem que houvesse qualquer item ali ou o brilho de runas ativadas em seu corpo, o público ergueu-se num choque de incredulidade. Não havia, no Império, qualquer outro usuário conhecido de habilidades espaciais corporais.

    Surpreso, confuso e conflituoso, o público da conferência transformou-se numa massa pulsante de burburinhos e discussões; uma agitação tão vívida que parecia capaz de rasgar sua própria carne. A torrente de especulação e o clamor de vozes eram tantos que seria difícil distinguir qualquer pergunta dirigida a quem quer que fosse.

    Não se dando ao trabalho de conter a massa pulsante à sua frente, como se a agitação alheia lhe fosse indiferente, Alexander observou Robert explodir e tomar a frente, contendo a todos com seriedade: — Basta! Nós viemos aqui para ouvi-lo, não para ficar ouvindo o burburinho de vocês.

    Assentindo com um sorriso para o Duque Raiovas, o dragonoid retomou seu ponto assim que os outros se acalmaram: — O que vocês acabaram de ver foi a habilidade |Inventário|, ou |Item Box|, como preferirem chamar.

    — Ela funciona de forma muito parecida com a habilidade |Tesouro do Mímico| das runas de {Baús Mímicos}, e cria um espaço de armazenamento — explicou com calma e uma certa indiferença, como se aquilo não fosse mais algo incrível do seu ponto de vista. — A principal diferença é que essa habilidade pode crescer e ser dividida em certos slots conforme a pessoa vai ficando mais proficiente nela.

    Novamente entorpecida pela perspectiva que lhe foi apresentada, a audiência precisou de mais um intervalo até que alguém conseguisse digerir o que ouvira.

    Desta vez, visualizar o processo em si era até fácil; todos conheciam alguma espécie de bolsa ou local de armazenamento para se inspirar. O difícil era descobrir, entender e conseguir modular a energia capaz de realizar tal feito.

    Aos olhos dos leigos, podia não parecer, mas realizar tudo isso corporalmente (sem despedaçar o próprio corpo no processo, já que o poder espacial é conhecido por ser denso demais para ser suportado por um corpo comum) era um feito por si só.

    Obs1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, porventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (7 votos)

    Nota