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    Em meio a explosões e feixes mágicos, os gritos dos desafiados e desafiantes se estendia por toda a mata.

    Bane saltava e rugia como uma besta desenjaulada, arremessando desafiados para todas as direções.

    Yssa disparava inúmeras flechas flamejantes que cortavam o ar e passavam a milímetros dos oponentes.

    — Droga… — ela rangeu os dentes. — Os que sobraram são rápidos… estão lendo meus tiros.

    Duas presenças surgiram à sua frente em velocidade absurda, lado a lado, cortando o campo como sombras.

    — Vamos, Disamis! — disse o da esquerda, a voz grave e firme.

    Era um homem de meia-idade vestindo uma malha metálica extrafina. No ombro esquerdo, uma prótese mecânica pesada se conectava ao corpo, pistões liberando vapor em rajadas curtas e agressivas.

    — Vamos, Joe… — respondeu Disamis, abrindo um sorriso torto. — Aposto que essa é a Yssa… a mulher que me desafiou.

    Esse segundo já era um homem careca e de cicatriz feia no topo da cabeça. Ele portava um par de soqueiras com lâminas rúnicas que vibravam em vermelho eletrizante.

    Yssa entrou em desvantagem instantaneamente, não havia como ela sair daquela situação.

    Ela estava encurralada.

    Até que uma rajada de energia vermelha rasgou o ar, mirando Joe com precisão letal.

    O reflexo do homem o salvou do impacto e ele posicionou seu braço mecânico a tempo de defender o resto do corpo e momentos antes do impacto um escudo circular se projetou e desviou o ataque.

    Yssa olhou para o lado e viu quem a havia salvado.

    — Vell!

    — Me agradece depois! — ele gritou. — Agora ACERTA eles!

    Yssa assentiu, saltou para trás e, ainda no ar, tensionou o arco.

    — Vou ter que usar o resto da mana que eu estava guardando para quando encontrasse você, Joe… o homem que eu desafiei. Ainda bem que sobrou o suficiente pra minha técnica mais forte.

    Então algo diferente aconteceu.

    Na frente de seu arco um símbolo mágico se materializou e começou a aumentar conforme ela segurava e tensionava a corda do arco. Uma flecha de chamas azuis, verdes e laranja começou a se formar e a crescer.

    — Magia Elemental de Fogo! — O brilho das chamas coloriu seus cabelos brancos em diversos tons. — FLECHA DO BAFO DO DEUS DRAGÃO!!!

    A magia foi disparada, mas Disamis avançou, posicionando-se à frente.

    — NÃO VAI PASSAR!

    Ele chocou as duas lâminas de suas soqueiras e um raio vermelho começou a se formar e a se condensar. Sons agudos como se fossem mil pássaros gritando se espalhou pelo local.

    — Magia Elemental do Relâmpago! — Ele rugiu conforme um raio se materializava. — DISPARO DOS CÉUS!

    Todos que lutavam ao redor perceberam o choque de magia que se aproximava e recuaram, se afastando do local do impacto.

    Marco que havia captado uma presença poderosa momentos antes, saltou para o alto, nos galhos de uma das árvores ali presentes. Seus olhos não paravam de procurar quem ou o que possuía aquela mana tão agressiva que se aproximava.

    Mas os pensamentos de todos foram nublados pelo clarão do impacto dos golpes de Disamis e Yssa. Um brilho estrondoso que irradiava todas as cores possíveis em arcos elétrico e flamejantes tomou aquela região.

    As árvores, grossas e ancestrais, não resistiram. Foram arrancadas, partidas e varridas pelo choque, abrindo à força uma clareira devastada.

    — HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! — O grito de Disamis era alto, do fundo da alma, ele realmente estava dando tudo de si.

    Joe não ficou apenas observando, ele avançou com um salto lateral e apontou seu punho robótico para a direção de Yssa. Os pistões ficaram loucos com giros quase infinitos e seu punho se desprendeu do restante do braço.

    A força do disparo foi tanta que o solo abaixo do punho que corria velozmente na direção de Yssa era destruído e amassado.

    Yssa percebendo o golpe que vinha a seu encontro fechou os olhos, mas os abriu em um segundo após ouvir alguém saltar atrás de si.

    — NEM PENSE EM DESISTIR VELHINHA! — Era Vell que havia saltado atrás dela. — AÍ MANÉ! FIQUE SABENDO QUE EU QUE DESAFIEI DISAMIS! NÓS DOIS VAMOS ACABAR COM VOCÊS AGORA!!!

    Ele então levou as duas mãos nas laterais de seu visor que era capaz de disparar raios de energia e apertou os botões simultaneamente.

    No mesmo instante o visor se despedaçou, mas ao mesmo tempo um disparo de energia sem precedentes foi lançado.

    — HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! — Vell gritava com todo seu corpo e alma.

    Distante dali, no grupo de Tály eles viram uma enorme explosão se formar.

    — Eles começaram. — Ela gritou para os outros. — Temos que ir mais rápido!

    E a frente do seu grupo eles ouviram um som grotesco que fez até as arvores tremerem.

    O grupo todo parou ao mesmo tempo. O som que acabaram de ouvir não era humano.

    — Estamos perto… — O homem que já havia visto a criatura antes se tremia por completo.

    Sua tremedeira piorou quando o grunhido soou novamente.

    — Já avisei que vai dar merda isso!

    — Cala a boca! — Tály falou firme. — Cala a boca e se concentra se não quiser morrer!

    Outro homem se aproximou de Tály. Ele usava uma veste de combate justa ao corpo e com uma mascara negra que cobria sua boca ate o pescoço.

    — Parece que chegamos perto de onde a criatura está, onde está seu príncipe? — Ele exigiu.

    — Se acalme, Korrax. — Uma arqueira falou se aproximando.

    — Sheila…

    Ela era alta, jovem, e carregava um sorriso firme, mas seus olhos denunciavam o medo que tentava esconder.

    — Ainda falta uma etapa do plano — disse ela. — Só depois disso o príncipe vai fazer a aposta dele. E, sinceramente… — sua voz baixou — …eu espero que ele esteja certo.

    Então…

    Um grito rasgou a floresta.

    Um dos homens foi puxado violentamente para dentro da escuridão da mata.

    — O QUE FOI ISSO?! — Korrax rugiu.

    Algo cortou o ar.

    Rápido.

    Flexível.

    Vivo.

    Um vulto, como um chicote grotesco, atravessou a penumbra e arrastou mais dois homens antes que pudessem reagir.

    O silencio da floresta se tornou ensurdecedor, tomado apenas pelos gritos de quem era pego sem nem ter a chance de saber o que estava acontecendo.

    — …A criatura está aqui.

    Foram as últimas palavras de Sheila, seu sorriso confiante dando espaço a um semblante de terror.

    Algo veio da escuridão, rápido demais para ser visto e a levou.                  

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