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    E lá vamos nós ver o fim da corrida.

    De forma contrária, o senhor Copedague um dos padrinhos de Hinari, preocupado com a situação contata o seu primo de habilidades excepcionais semelhantes a do garoto, esse sem ter a benção do cavalo de fogo, mais é tão habilidoso quanto o próprio, Mustank, o mesmo que ensinou a Hinari muito do que ele sabe. Os dois se encontram na clínica psiquiátrica onde foram parar os seguranças que foram atrás da filha do senhor Tapakats. sugestões de Copedague o encontro. A todo momento são acompanhados por funcionários.

    — Por que insistes que eu venha averiguar os seguranças do senhor, por acaso teme que Hinari não seria capaz de achar uma garota na floresta? — questiona Mustank, apesar de zelar pelo seu primo, sabe que suas capacidades estão acima de qualquer um que pudesse ser chamado.

    — De forma alguma eu dúvido das capacidades de Ghoda, mais sua saúde é importante, ele se prepara a tempos para tentar se tornar um Xá, e me preocupo com qualquer coisa que o atrase, essa situação — afirma Akhal.

    — Devia ter omitido a informação dele, pois recusar seria uma vergonha, deixasse comigo — indica Mustank, uma melhor forma de ter lidado com a situação.

    — Claro, eu devia ter pensado em você de início, mas Ghoda deveria levar os créditos. Eu pensei que não era pra tanto, por isso contratei um caçador profissional apenas para agilizar o processo, e encontrar a garota, não pensei que ia ter que chamar alguém para acabar com ela — reflete Akhal, demonstrando estar arrependido em seu olhar, depois com este mesmo olhar encara o jovem. — Eu acho que o caçador não vai voltar.

    — Não a porque tanto suspense, o que ocorreu aos homens que cruzaram o caminho da garota? — questiona Mustank, apressando o senhor, pois as ressalvas feitas por Akhal, conseguiram o deixar preocupado.

    — Veja com seus próprios olhos — finaliza Akhal, apenas deixando a cargo de Mustank julgar a situação por sua própria percepção.

    Médicos abrem a porta para que Mustank veja o que ocorreu a um dos homens vítimas do ataque da garota. Ele vê o homem engatinhando, como um bebê, o olhar é exatamente igual a de uma criança  

    — Esse é o que não está em estado vegetativo, os outros gritam e esperneiam em surtos psicóticos, toda essa história resulta em lesões internas graves, ao ponto de terem traumas e aneurismas, este teve sorte de ter seu estado mental regredido, a causa disso? Pensamento — expõe Akhal.

    — Pensamento? Como é possível o simples pensamento acarretar nisso.

    — Retardo mental, é o que sofre este adulto agora. O trauma é capaz de gerar efeitos muito fortes na mente fortes o suficiente para afetar o corpo, digo literalmente, o cerebro pode mudar sua estrutura, pelo menos segundo os melhores especialistas. O corpo pode ser forte,  e a mente? Sempre há uma forma de se ferir sem ser diretamente, isso porque pensamos, e Hinari além de pensar, se importa eu temo que sua piedade o faça ser vítima de um ataque mortal! — admite Akhal, sua desconfiança quanto a capacidade de Hinari concluir a missão por conta de seu bom carácter.

    — Melhor que seja eu do que ele — propõe Mustank a se colocar em meio ao perigo para garantir que seu primo não corra o risco, por tamanha devoção que tem.

    — Talvez seja acaso do destino.

    Cob e Enji chegam a cavalo no posto “Morro da Linda Maria’’ da  perto do morro turístico, onde a um ponto de uma pousada, um mirante para o público e um restaurante chamado “Ponto da carne na brasa’’.  

    — Um descanso agora, detesto andar a cavalo, sempre machucam as partes baixas — declara Enji, desce do cavalo olhando para o posto enquanto massageia a parte dolorida.

    — Nem todos tem o mesmo traquejo — Cob se exibe e desce do cavalo.

    Hinari e Meiko saem do restaurante, ambos com arranhões e hematomas leves, consequências da violenta corrida.

    — Demoraram hein, deu tempo da gente encher o bucho antes de vocês chegarem e o jornalista entrevistar nós dois, o povo já deve tá sabendo quem venceu antes mesmo de vocês! — debocha Hinari, enquanto se aproxima de seus amigos.

    — Ghoda! E aí quem venceu? — pergunta Cob com entusiasmo, apesar da empolgação está confiante que o vencedor é aquele em quem tanto acredita

    — Correr não é meu forte — frisa Meiko, frustrado ele desvia o olhar.

    — É mais você foi bem demais, mas a partir da metade a vitória já estava garantida, nem todos têm o mesmo gás — comenta Hinari se exaltando.

    — Devo admitir, me colocou para comer poeira, ficaria irritado mais a comida compensou — agradece Meiko, mostra que mesmo apesar da derrota aproveito o percurso. — Isto é porque eu não ligo, se eu me importasse de fato, sim, eu venceria sim.

    — Tá, tá bom, ei vocês, o que estão esperando, vão comer! Prepararam um verdadeiro banquete! — avisa Hinari, apontando para dentro do restaurante.

    — Eu não podia esperar menos do Ghoda! — diz Cob, com os olhos brilhantes. 

    — É impressionante, o fato deles não terem matado um ao outro no meio do caminho.

     — fala Enji em tom sarcástico mas também é uma forma de parabenizar os dois pelo alto controle.

    Eles entram no restaurante, e os cavalos são conduzidos pelos funcionários para serem guardados. Após algum tempo Hinari se reúne com seus amigos na sala, todos relaxados, apenas Cob se mantém com uma postura formal e respeitosa, é uma forma de se manter preparado diante a tensão que é mediar a conversa de Ghoda com o senhor Tapakats, que por ser um parente distante de Hinari, tem alguns traços parecidos, mas o terno e adereços de luxo como seu relógio de ouro, dentes de porcelana o afastam, o seu rosto é tem formato quadrado, os musculos da bochecha se destacam por serem inchados, o senhor tem cabelos apenas dos lados, tingidos de preto, com o topo careca.

    — Uma honra o ter aqui Ghoda. Ainda bem que atendeu meu chamado, as autoridades me incomodariam — confessa o senhor Tapakats enquanto bebe seu chá. — O foco estaria na minha filha, se as pessoas ficarem sabendo agora, o foco estará em você, agradeço, você será recompensado com certeza, eu sou o melhor tipo de parceiro de negócios que poderia ter.

    — Seu dinheiro é proporcional ao valor da ração dos meus cavalos, vim por questões de família e pelo prestígio que seu filho tem na comunidade, mesmo não tendo pisado aqui desde que foi para o exterior senhor Tapakats — critica Hinari em clara reprova a posição do senhor e de seu filho, sua forma de demonstrar que neste momento ele é a autoridade.

    — Eu posso marcar um encontro entre vocês, o público iria adorar, e ele iria se sentir honrado — proprõe o senhor Tapakats em uma tentativa de demonstrar-se condolente a Hinari.

    — Eu não quero nada, isso não é negócio, sua filha está em perigo — relembra Hinari enquanto com o olhar mostra seu desprezo a proposta.

    — Ah é, ela vem causando incômodos mesmo — admite o senhor Tapakats com desgosto.

    — Olha senhor, os sequestradores entraram em contato? Pode me passar todas as informações que descobriu, vou traçar o perfil e cuidar das negociações com ele — dispõe Cob para lidar com as responsabilidades.

    — Hã? Sequestro? Não, não houve sequestro, eu só inventei essa história — revela o senhor Tapakatsdá risadas. — O que houve mesmo foi que ela surtou, e saiu do controle.

    — Tem noção de quem você está zombando!? — indaga Hinari, sente os risos como uma provocação direta, usando de seu olhar transmite a fúria, fecha os seus punhos, os seus gestos são uma forma de repreensão.

    — Perdão, perdão! — O senhor Tapakats pede desculpa, sua compostura é quebrada, ao se sentir intimidado. — É porque só você poderia resolver essa situação, ela parece ter sido possuída, se eu pudesse eu mesmo teria resolvido, ela acabou com minha equipe de seguranças! — O senhor começa a tratar a situação de forma diferente e relata as cenas horrorizadas ao lembrar o que viu de frente. — Eu até preferia que ela tivesse os matado, mas não, tenho que arcar os custos deles no hospital psiquiátrico, ela os deixou doidos!

    — Parece realmente um trabalho para você, Ghoda! — ressalta Cob, seu entusiasmo alivia o clima.

    — E onde ela está? — questiona Hinari, sendo objetivo se segura graças ao pequeno garoto que o serviu para o acalmar.

    — No monte, ela não sai de lá, diz que está a espera do chamado e recrutando pessoas, eu tentei conversar com ela, ela me poupou, por favor a tragam viva, seria vergonhoso dizer a comunidade que minha filha era uma criminosa, que esse episódio fique apenas como uma amarga lembrança — responde o senhor Tapakats, demonstra estar em busca de abafar o incidente.

    A reunião é breve, e Hinari já se reúne com seus amigos do lado de fora para dar início a busca pela garota, Sanskira até onde eles sabem vítima de um surto ou evento paranormal. 

    — É preocupante, não é seu forte, ao que aparenta essa garota desenvolveu habilidades psíquicas fortes para deixar os homens em estado de insanidade, você tem que tomar cuidado, o que eu recomendo são golpes rápidos e a nocautear o mais rápido possível —  sugere Cob, gesticula dando socos no ar, simula seu amigo de forma humorada.

    — Sem chance de eu agredir uma garotinha, esse cara tá mentindo, a garota dele surtou e ele viu uma boa oportunidade para tentar chamar minha atenção, eu vou a resgatar e acabar com as mentiras deste farsante! — diz Hinari, desacreditado da versão do senhor Tapakats, é neste momento que ele revela sua revolta. 

    — Ghoda, eu sei que a maioria das pessoas fariam de tudo para ter sua atenção, mas ele se sentiria humilhado ao fazer isso, mesmo com você tratando todos como igual, ele quis dar as ordens, foi desrespeitoso, mais também uma prova que não mentiria para chamar sua atenção, pois o que pessoas como ele iriam querer é que você fosse atrás dele! — elucida Cob, procura esclarecer a situação para que seu amigo enxergue a garota como uma real ameaça.

    — O desgraçado pensa que pode me tornar algum tipo de funcionário, perdão por os envolver nisso, Enji e Meiko! — Hinari se desculpa com seus amigos, a princípio por estar decepcionado com a proposta.

    — Eu não tive que pagar por nada na viagem, se continuar assim eu não tenho do que reclamar — comenta Enji, se coloca com indiferença diante ao objetivo principal. 

    — O que? Agora que está ficando legal, ainda mais se a filha dele for uma gatinha — ironiza Meiko. — Isso faria o meu sangue ferver.

    — Vocês não me decepcionam, sempre me deixam animado! — Hinari elogia seus parceiros de treino, e então em sua mente vem uma ideia inusitada. — Que tal, vamos nos dividir em dois para deixar as coisas mais emocionantes, sabem que eu adoro uma competição, e agora que tenho meus dois maiores rivais aqui! 

    — Lá vem mais um dos joguinhos, já não basta aquele tutor que você nos arrumou, aff — reclama Enji, apesar de seu contentamento as ideias inesperadas de Hinari o conseguem tirar do sério.

    — Uau, finalmente vou estar em uma das competições! — comemora Cob, pois se sente honrado.

    — Muita arrogância sua, acha que sozinho pode superar eu e o Enji juntos? — argumenta Meiko, puxa Enji para perto em um abraço, o Nelphli entra no jogo, disposto a vencer.

    — Eu e o Cob, você e Enji, a dupla que achar a pirralha primeiro vence! — propõe Hinari, e estende a mão para firmar o desafio.

    — Não vejo porque não aceitar! — afirma Meiko, e aperta a mão de Hinari, aceitando o desafio.

    — É até inteligente se separar para procurar, mais vamos ser um pouco mais maduros —  observa Enji, enquanto pega uma bolinha de pano e dá para Cob. — Se achá-lá jogue isso no chão, vai gerar um sinal de fumaça, caso seja o meu lado que a encontre, eu farei o mesmo. 

    — Certo, não iremos falhar! — afirma Cob, o garoto exala confiança por conta de sua dupla.

    — Bom, que começa a caçada! — anuncia Hinari.

    Apressado, Hinari agarra Cob pela gola de sua camisa, e o joga em seus ombros e começa a correr. 

    — Uff, que idiota. Bem, ela só poderia estar escondida no topo, ou nas partes de planalto ao redor do monte, seja lá onde for, vamos pro lado inverso onde esses eles forem — propõe Enji.

    — Claro que sim, afinal é uma competição! — afirma Meiko.

    — Aff — murmura Enji que abaixa a cabeça em aceitação.

    Estou cogitando abrir um discord para a novel, compartilhar algumas coisas antes de implementar dentro dela de fato.

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