Índice de Capítulo

    Desculpe os atrasos, mais agora consegui organizar um pouco melhor para postar, obrigado por estar aqui de novo!

    Durante todo o trajeto, o mestre fez apenas uma parada, para sentar e recitar um de seus poemas mágicos. 

    — Sou de onde piso, mesmo não vindo da terra, pertence por natureza, selvageria majestosa proposta, afastada do racional, mas de perfeita simetria!

    As palavras destravam suas percepções, Hiro vê se expandir a energia que parte do mestre, já Saikyo apenas sente. O que o mestre recitou, faz com que ele consiga sentir tudo a volta, e com essa segurança eles seguem o caminho. 

    O mestre e seus alunos seguiram o seu caminho a pé, indo parar em planícies, fora das estradas para evitar qualquer tipo de vigília, eles se guiam apenas por um mapa que Li Han carrega em mãos e placas que vem no caminho.

    A trilha é solitária, imensos terrenos abertos, a vida animal, porém espaçada e a vegetação é rasteira, e as árvores espaçadas, o período do ano é propenso ao frio, mas o ponto da província que eles estão atrás ventos quentes que regulam a temperatura do ambiente, trazendo uma brisa fria mas perto do ameno. 

    O ambiente é confortável para se admirar, mas para os alunos que precisam percorrer este caminho das estepes, que carregam em cada quilômetro diferenças sutis, mas para os garotos nada muda naquela estrada sem fim e tediosa.

    — Esse é um tipo de treinamento de resistência novo mestre? — indaga Hiro, curioso com o propósito deles naquele local.

    — Parece que dessa vez ele exagerou só um pouco, eu gostei até a parte que saímos do trem! — afirma Saikyo, decepcionada com a viagem.

    — Relaxem, em breve acharemos algum sinal de vida, é normal das tradições dos povos de Khan deixarem mensagens no caminho, e se movimentarem, quem eu quero ver ainda deve demorar dois dias para chegar — explica o mestre ao perceber que seus alunos começam a ficar ansiosos, o mesmo pensa sobre as consequências disso “Não vai demorar até Hiro fazer boas perguntas, e da Saikyo perceber que estou os enrolando e 

    O grupo prossegue por andar por quilômetros, sem encontrar nenhum sinal de vida humana, no entanto o que o mestre esperava achar é encontrado sobre uma estaca de madeira cravada ao chão que serve como placa de sinalização. Distante o grupo consegue ver nas placas as papeletas que servem para informar

    — O que é aquilo? — aponta Saikyo, intrigada, já presumindo que seja as tais mensagens que o professor falou.

    — Jornal — responde o mestre.

    — Jornal? Que maluquice é essa! — Saikyo é a primeira a ir na frente, sua curiosidade é impulsionada por uma profunda confusão, de achar um jornal no meio do nada.

    — É, faz sentido, como a maioria dos povos de Khan é nômade, então faz sentido deixarem notícias relacionadas a comunidade no meio do caminho — manifesta Hiro, suas explicações esclarecem o porquê ele não foi o primeiro a ir até as papeletas, sua curiosidade é grande, mais o garoto já conhecia sobre tais costumes.

    Li Han pega as papeletas, vai passando as páginas sem ler, mesmo sem saber o conteúdo fica nítido que ele tem algo entre aquelas páginas que o interessa, e acha por meio de uma caricatura em uma das páginas, ele sorri.

    — Como imaginei, as notícias correm rápido, vejam, é dessa pessoa que estamos indo atrás. — Li Han mostra um cartaz de procurado, e logo em seguida rasga.

    —  Estamos atrás de uma procurada, uau, ela é bem bonita! — observa Saikyo pelo breve momento que teve para analisar.

    — Ufa, entendi, procurada, é mesmo linda, mas esse preço seria salgado! — ironiza Hiro.

    — Que isso Hiro, tá andando demais comigo! Hehehe! — comenta o mestre, demonstrando mesmo que em forma de piada o orgulho pela influência que exerce no garoto.

    — Seus dois bobões! — reclama Saikyo, para os corrigir da indecência acerta um soco na cabeça de cada um dos dois.

    — Não vou reclamar dessa vez — diz Hiro. — Ei mestre por que rasgou o cartaz?

    — Para que ninguém mais pudesse ler, esperem eu vou explicar tudo no caminho, vamos fazer uma parada em breve, enfim, o que importa é que essas informações não cheguem a mais gente do que já chegou! — explana o mestre, agitado fala com pressa.

    — É, mas a gente ia querer ler — explica Hiro.

    — A como sempre vocês apressados! — adverte Saikyo, colocando a mão na testa decepcionada com a atitude de seu mestre, no entanto isso serve para mascarar a verdadeira intenção do mestre.

    — Perdão, eu me apressei! — O mestre pede desculpas, mesmo que tenha sido proposital, pega as outras páginas e dá para eles. — Tomem, vejam se encontram algo de interessante.

    A ação do mestre de desviar o foco, serve para distrair os garotos com a quantidade de informações nas páginas.

    —  Uh, eles tem uma paisagem bonita, mais fotos para eu tirar! — analisa Saikyo empolgada para tirar novas fotos. — Vamos passar em um desses locais não é, por favor, sensei, por favorzinho!

    — Sempre passamos, caramba até aqui o evento de combate está sendo noticiado, a arena nem está pronta — afirma Hiro lendo as nóticias rápido, seus olhos focam no que chama a sua atenção.

    Saikyo fica encantada pelos pontos turísticos listados nas páginas, apesar disso o garoto Hiro ainda continua a procurar incessantemente pelas informações sobre a mulher que acabou de ler, e ele faz isso rápido, lendo as páginas em uma velocidade que Li Han não espera, e teme por ter deixado passar algo.

    — Vamos, preciso de informações e andar rápido, pois estamos sendo caçados — avisa o mestre procurando despertar o medo em seus alunos.

    — O que, por quem!? — pergunta Saikyo, confusa olha para todos os lados procurando sinal de vida.

    — Oh, são quantos!? Se for a mesma quantidade dá para partirmos pro mano a mano! — afirma Hiro confiante de suas capacidades.

    — Com calma, é só uma jovem, que nem vocês, deve ser uma caçadora de recompensas, com o mesmo interesse que eu, vamos nos manter na tocaia, e esperar seu ataque — sugere o mestre, segue em frente não dando tempo para os questionamento dos alunos.

    O grupo se reúne para fazer um assentamento provisório, agora com maior experiência, Hiro e Saikyo montam uma barraca sem ter a mesmas de dificuldades de outrora, desta vez rejeitam o manual de instruções por conta da pressa que a situação exige e a tensão constante de estarem sendo caçados. Já Li Han vai pegar galhos secos para acender uma fogueira. Quando os alunos terminam a barraca, eles ficam tensos, questionando sobre a suposta caçadora. 

    — Qual é Hiro, temos toda a capacidade de nos virarmos sem o mestre por perto — afirma Saikyo, tensa e nervosa ao ponto de suar.

    — Eu sei, só acho mais seguro entrarmos dentro da cabana, aí fora deve estar cheio de armadilhas — argumenta Hiro, tão paranóico quanto a sua prima, ele aponta para o campo aberto indicando perigo.

    — Mas aí dentro é um lugar onde você vira alvo fácil — avisa Saikyo se recusando à ideia de ficar dentro da cabana.

    — De qualquer forma, eu vou entrar, você vai acabar servindo de vigia.

    — Ok, o tempo vai mostrar quem está mais seguro.

    Assim que Hiro entra na cabana uma flecha atinge o topo da barraca, a corda que sustenta a estrutura é cortada em seu nó e faz com que a barraca desabe, Hiro fica preso debaixo da lona da barraca. Saikyo se aproxima preocupada, coloca a mão na lona para a puxar.

    — Hiro, você está bem!?

    Uma flecha é atirada na direção de Saikyo, que desistiu de tirar Hiro debaixo da lona por conta do ataque, a garota se afasta, consegue se esquivar a tempo, apesar da função principal da flecha ser de acertar a garota, serviu ao menos para a deixar aterrorizada, pois a noite já caiu e a escuridão traz o pavor sentido por Saikyo poucas vezes, ela lembra do que mais a amedrontou na escuridão, uma sombra devastadora. Mas por conta de seu instinto, ela só vê como opção se jogar e correr até a direção de onde venho a flecha, a distância é longa, mas não para Saikyo, cujas suas capacidades físicas excedem a de uma garota normal.

    — Aguenta aí, Hiro! Eu vou pegar o desgraçado! 

    Ao correr Saikyo tropeça os pés em uma armadilha de corda, que a derruba e se amarra aos seus pés, Hiro fica por debaixo da lona rastejante para se esconder, mais logo pensa “A não, a Saikyo foi pega, eu não posso me manter escondido, ela está totalmente exposta!”. O garoto se enche de determinação para salvar sua prima, sai debaixo da cabana com toda sua velocidade, mas é forçado a frear abruptamente, quando do mato sai uma garota, com uma flecha já apontada para sua cabeça, ele levanta as mãos para cima em rendição.

    — Prós rendidos se pergunta primeiro, e atira depois! — Hiro recita o lema com esperanças que suas palavras sejam levadas em consideração.

    — De onde vem esse lema moleque? Isso vai me responder de onde vocês vem — questiona a caçadora.

    É a voz é bela, mas a garota se força a ser ríspida para assustar, ela força para ter uma voz mais grave e que assuste, o momento é propenso e tal tipo de tática funciona. A voz assusta, o rosto admira, nariz fino, pele bronzeada, lábios pequenos mas bem demarcados, as bochechas rosadas e olhos com palbebras finas com o seu globo ocular fica destacado pois são grandes, seus cabelos são lisos, por serem longos os mantém presos, apanhado por um laço com a largura de um dedo fixados por aneis de ferro na ponta.

    Utiliza um casaco que cobre todo o seu torço e os braços até o pulso, é fechado por fechos feitos de pano, a lateral direita do casaco é sobreposta pela esquerda, nas extremidades das laterais e nas golas a o decorativo de uma fita vermelha enquanto o restante tem uma cor é verde fosco. Na cintura usa uma saia feita de pelugem animal é aberta no meio na maior parte do tempo cobrindo apenas as laterais, serve também para manter o casaco apertado na cintura, assim não atrapalha os movimentos para frente, por baixo utiliza calças largas que são marrons de seda e largas, e os seus pés ficam descalços. 

    — Somos de Mu, mas foi meu avô que me disse isso, honra na guerra, porque não importa por onde se luta, mas sim quais valores se carregam — explica Hiro, dando procedência à sua tentativa de manter a situação no diálogo.

    — Vem de longe, deve carregar muito mais consigo do que boas palavras, como dá para ver, eu não sou de interrogar, sou de caçar, apenas faço o que sou boa em fazer, então evite ser prolixo e seja claro sobre quem são — ordena a caçadora, sem paciência para enrolações.

    — A gente dará todas as respostas, , então pode abaixar o arco, que a Saikyo também não levantará os punhos! — garanti Hiro.

    A garota fica sem saber o que responder, e para de mirar em Hiro, e Saikyo que já se preparava para atacar fica sem reação.

    — Caramba, Hiro, você tirou o sentido da briga que iria rolar logo agora, eu estava pronta para amassar o rosto dela — afirma Saikyo, enquanto desisti completamente de usar a agressão como método. 

    — Ok, tudo bem — concorda a caçadora, e  olha para os lados fingindo estar checando se a ameaças, para disfarçar as suas bochechas coradas e a vergonha. — Quem são vocês?

    — Eu me chamo, Hiro, e eu sou . . . eu não sei dizer quem eu sou exatamente! É confuso, somos apenas alunos, viemos com o nosso mestre! — explica Hiro, o mesmo se embola nas palavras pois reconhece que apesar de falar a verdade a explicação é confusa.

    — Que mestre? — questiona a caçadora, enquanto volta a preparar seu arco.

    — O mestre Li Han! — responde Hiro de forma automática ao ver o arco sendo armado.

    — E eu me chamo Saikyo, somos primos! Também sou aluna do mestre Li Han, ele venho aqui, sem nos explicar muita coisa — colabora Saikyo, tentando reforçar a versão do seu primo.

    — Jurei que eram mercenários atrás das mesmas recompensas que eu, por isso que os segui, eu vim de longe e não posso falhar agora — explana a caçadora sem demonstrar preocupação em revelar as próprias intenções.

    — A da garota? Sobre isso não precisa se preocupar . . . — durante sua fala Hiro é cortado por Saikyo.

    — Nosso mestre está esperando uma visita, vamos parar no povoado mais próximo!

    — Da cabeça de boi? — questiona a caçadora.

    — Exato! — responde Saikyo sem passar muito por conta da ameaça.

    — Ótimo, estou indo para lá também, então podemos ir juntos! É bom para eu me manter afiada — afirma a caçadora de forma ameaçadora.

    — Seria divertido! Podemos te ajudar a pegar a recompensa de lá — aprova Hiro.

    — O que!? — contesta Saikyo, ela se aproxima de seu primo, cochichando para ele. —  Hiro, o que está pensando, nem conhecemos essa maluca! 

    — Ei o que estão tramando!? — questiona a caçadora desconfiada da atitude dos dois e aponta a flecha para cabeça de Hiro novamente. — Não vão roubar duas recompensas!

    — Uh! Nada, minha prima só está um pouco assustada, mais desconfiança mútua gera ações precipitadas! — explica Hiro, se rende e levanta as mãos em sinal de passividade. —  Estamos no meio de um ambiente o qual não sabemos viver, temos que nos arriscar, que motivo teria para não atirar, o mais inteligente seria atirar para se precaver de qualquer ameaça e nos manter como refém, a recíproca é a mesma para nós, mais confiança, em alguém  que não conheço, é uma aposta, que haja pessoas boas a serem encontradas no caminho, apenas pelo acaso, assim como pode haver pessoas ruins, e eu acho que você é uma pessoa boa.

    — Ela acabou de dizer que é uma mercenária — justifica Saikyo.

    — Ei, não julgue minha cultura, tem motivos para fazer o que faço! — reclama a caçadora pelo preconceito direcionado a ela.

    — O único julgamento que faço é que você é boa, até que se mostre má! Pode ajudar a gente no caminho? Somos fortes, a gente pode servir como distrações para quem quer que seja! — acorda Hiro.

    — Hiro, por que está nos oferecendo como escudo humano!? — Saikyo contesta a decisão levantando a voz.

    — Posso, eu vou sair pela manhã da minha barraca, talvez me encontre com vocês, bem ao nascer do sol, se não estiverem por aqui, vou entender que fugiram, não falarei minha localização, e nem tentem me procurar. — A caçadora coloca suas condições para fecharem um acordo. 

    — Certo! — concorda Hiro.

    Após um tempo, os dois retornam até o seu acampamento, a barraca está novamente montada, e a fogueira acesa, o mestre está perto dela se aquecendo.

    — Sensei, você não vai acreditar, fomos atacados por quem você falou, era uma garota, da minha idade provavelmente, e o Hiro combinou da gente viajar junto dela! — expõe Saikyo, em uma forma de repreender o seu primo pela decisão tomada de forma impulsiva.

    — A que ótimo, então ele seguiu uma das minhas lições! — diz o mestre orgulhoso da atitude do garoto.

    — O mestre disse para nunca afastar mulheres bonitas, eu to aprendendo aos poucos, apesar de na escola não ter dado certo — explica Hiro enquanto coça a cabeça. — Eu usei o melhor da sua técnica de lábia, mas não sei se foi o suficiente.

    — Você me dá tanto orgulho! — O mestre parabeniza Hiro enquanto faz um cafuné na espiral de seu cabelo.

    — O que, mais ela só se interessa em caçar a mulher do cartaz! — afirma Saikyo, apontando para uma preocupação real.

    — Isso é ótimo, vamos nos encontrar com ela, é bom manter alguém que detém informações dentro do círculo de mercenários de Khan, e que tem os caminhos para chegar até lá. Manter o inimigo perto, por acaso mencionaram que a gente também está atrás da mulher do cartaz? — questiona o mestre preocupado.

    — Não, eu desconversei na hora, sensei qual é sua história com essa moça, vocês por acaso foram um casal? — questiona a garota intrigada com a situação.

    — Jamais! — Li Hanse sente enojado com a pergunta, balança a cabeça sentindo calafrios. — Eu já tive quase vários alunos, mas só aceitei vocês, me arrependo disso, a crianças — fala de forma irônica. — Vamos dormir.

    — É bom, eu concordei em a ajudar em uma outra recompensa, decidi a distrair, você disse que alguém chegara em dois dias, então consegui um dia a mais no minimo, essa garota deve ser boa, pois se mantém determinada mesmo com o desafio — afirma Hiro.

    — Você é bem esperto, parabéns, garantiu a missão, eu deixei passar muita coisa no jornal — observa o mestre agradecido.

    No dia seguinte,  enquanto o sol nasce, o grupo de viajantes acorda para se arrumar, quem chega até eles é Haina, em cima de seu cavalo, com o arco na mão desconfiada, pronta para qualquer ataque. Li Han boceja de forma debochada, enquanto olha para a garota. 

    — Você sabe o caminho dessas terras? Eu confesso que fiquei um pouco perdido com esse mapa, me disseram que a senhorita poderia nos ajudar? Estamos com problemas em nos virar no caminho, passando fome — lamenta o mestre, vitimizando a própria situação.

    — Para chegarem até aqui, a pé, vocês tem alguma experiência, não me engane, e se eles lidaram bem comigo, e você é o mestre, deve ser bem mais habilidoso — observa a caçadora, não caindo nas estratégias de vitimização.

    — Somos bons com outro tipo de ambiente, mas creio que podemos acompanhar seu cavalo — afirma o mestre.

    — Sem problemas, eu posso desacelerar seu passo e esperar vocês comerem, não preciso de mapas, a pradaria é um tapete de detalhes minuciosos, em meio a estepes as montanhas e vales são meus pontos de referência. Cada um tem uma assinatura diferente, e detalhes únicos, carregam consigo um espírito diferente, e se eu me perder tenho o céu azul como meu guia — explica a caçadora de maneira poética como se guia no local sem trilhas.

    — Que maravilha que você pode nos guiar, mas estamos sem comida! – diz Li Han sem jeito, sorrindo. 

    — Como estamos perto do local falado pelo seu aluno, eu não vou ficar poupando tanta comida, podem pegar! — oferece a caçadora, lança um saco com comida no chão.

    — Eba, comida! — comemora Hiro.

    — Não comemore Hiro, é farinha pura e seca — avisa o mestre, desanimando o garoto.

    — Não exijam muito, vocês não tem coisa melhor — responde a caçadora.

    — Tudo bem, você está sendo gentil com a gente, e esse teu gato fofo, é tão peludinho! — admira Saikyo que se aproxima para fazer carinho no gato, quando o toca, o gato grita e a ameaça, Saikyo afasta sua mão na hora. 

    — Cuidado, ele não gosta de tato, pode acabar perdendo a mão — avisa a caçadora.

    — Ah, perdão! — diz Saikyo e logo recebe uma lambida no rosto vinda do cavalo.

    — O buxinho é mais dócil — diz a caçadora.
    — Deu para perceber, mas ei por que ele tem bafo de cachaça? — Saikyo estranha o mau hálito vindo do animal.

    — Essa garota esconde bebidas boas por aí! — observa o mestre por conta do seu nariz que se movimenta quando ele sente o cheiro de cachaça.

    Então guiados por Haina, o mestre errante e seus alunos seguem até o povoado da pedra boi, uma pequena vila que se fixa em uma estepe em que há um largo monte que tem a silhueta que lembra a cabeça de um boi.

    Bom, em breve isso aqui vai fazer um ano, e deveria ter mais capítulos? Sim, mais vou trazer novidades, estou praticando e espero chegar em um nível de entrega satisfátorio, se está gostando e curte histórias longas, não estamos nem no ínicio, os capítulos estão um pouco mais longos nesse arco pois a muito cenários e vestimentas que ainda não foram apresentadas, por isso dei uma atenção a mais.

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