achou que não haveria Hi achou errado otaria(o)
Capítulo 116 — Finalmente tudo está acabado
ENTRE A EXISTÊNCIA E A INEXISTÊNCIA
— Deylan (com Meiy em suas costas): — Se despeça deles, pois essa será a última vez que os verás.
— Meiy (seu coração acelerando, seu peito apertando e suas lágrimas descendo que nem chuva): — Nãaaaaaaaaaaaaaaaaoooooo! Me… me solta! Eu… eu vou salvá-los, vá você, eu os salva…
— Deylan (a encarando): — Você nem consegue se libertar de mim, você está fraca demais. Desista. — (Exibindo um macabro sorriso): — Deixe que eles morram para que nós possamos viver.
A mente de Meiy QUEBRA.
Em lágrimas, ela gritava: “EU MATAREI!”, “MATAREI!”, “VOCÊ!”, “MONSTRO!”, “SEU MONSTRO!”, “EU ODEIO!”, “ODEIO!”, “VOCÊ!”.
Mas sua dor não se esvaía; ao contrário de suas lágrimas, que não tinham mais por onde sair, o sofrimento de perder os seus transbordava.
Sua voz se abafava, ela muda ficava, e mesmo assim sua dor não acabava. A única coisa que persistia nela era…
DOR.
Sua raiva e rancor por Deylan se afundavam; eles não eram suficientes. Seu ódio não era maior que o seu sofrimento naquele momento.
Por fim, só sobrou dor, e nada mais que a pudesse suportar. Sua mente, incapaz de a salvar, sucumbiu ao terror e desligou-se do mundo para que nada mais ela tivesse que sentir.
Meiy desmaiou.
— Deylan (sorrindo enquanto a pousava no chão, agachando-se): — Você deve estar sofrendo bastante… Pedir perdão seria egoísmo da minha parte, então farei o possível para que ele venha de ti. — (Levantando-se e suspirando): — Huuuur…
Deylan se alterava enquanto sacava a espada que continha as almas de quem ele ceifou. Ela emitia um intenso brilho verde em um cristal feito de um material incomum, incrustado no centro da guarda da arma. Logo ao estar alterado, o cristal foi imbuído por uma escuridão profunda que foi compartilhada e direcionada para a lâmina, parecendo-se com a espada anterior que Deylan portara.
Então, ele se aproximou de Meiy, ergueu a lâmina e a desceu suavemente até a testa dela, fazendo um corte de onde o sangue escorreu sobre o aço.
Em meio a isso, aquele “Algo” estava atingindo o crânio de Blaze e Quayrtzar e, lentamente, mantinha-se apertando-os. Olhava para os dois, que se encontravam desmaiados, e divertia-se vendo-os agonizar de dor em sua cabeça, ele ria da desgraça que causava e apreciava cada momento daquele apertar.
O sangue escorrido na espada foi absorvido por ela.
ao remover a arma e prestes a se virar ele, vê Grick sendo abraçado por Meiy. O coelho de pelúcia também estava desmaiado, igual aos seres de quartzito cinza; mas, após o corte em Meiy, os olhos dele brilharam em azul, e o pequeno sangramento e o corte na testa da garota sumiram.
Ele então se virou para aquilo que via à frente: a cena de tortura causada por aquela coisa.
— Deylan (vendo o sangue começar a escorrer pelas cabeças deles): — É chegada a hora de isso terminar. — (Agachando-se): — De uma vez por todas.
Ele se impulsionou e partiu veloz como uma bala em direção à criatura, que iniciava uma gargalhada — interrompida subitamente por Deylan perfurando seu estômago.
— “Algo” (gargalhando com a dor): — HIHAHAHAHAHA! Ficou mais rápido, é? Mas e daí? Você não…
Deylan removeu a espada e, no lugar, aquele fogo escuro acendeu-se na carne daquele ser. Ao ver que a criatura iniciaria outra fala, Deylan investiu mais um ataque diagonal, de baixo para cima. Mas, logo interrompeu a investida, pois aquilo usava como escudo os corpos de Blaze e Quayrtzar.
— “Algo” (gargalhando, ainda sentindo dor): — Você é fraco por se conectar a seres de tão baixo nível. Agora você é incapaz de me tocar por medo de os magoar. Patético! HIHAHAHAHAHAHI! — (Vendo um sorriso se formar no rosto dele): — O que é esse sorriso na sua cara? Por que você está sorrin…
Deylan desferiu um golpe rápido na horizontal que cortou Quayrtzar e Blaze ao meio, atingindo também parte da barriga daquela coisa, que instantaneamente começou a pegar fogo.
— Deylan (exibindo seu sorriso esbranquiçado): — Não sou patético. Apenas estava arranjando uma forma de te cortar melhor, já que você é o patético e o covarde por aqui pois usa essas frágeis criaturas para se defender. O que é você sem truques baratos?
— “Algo” (jogando os dois corpos fora, um movimento que lhe causou intensa dor no estômago): — Chega de me conter. Agora você va–
Antes que terminasse sua fala, Deylan investiu, mas aquilo se esquivou e contra-atacou com um gancho em direção à boca do estômago dele mas ele desviou, e, ao tentar um contra-ataque, viu um soco vindo em direção á sua face. Ele deu um sorriso, firmou a mão na espada e o soco literalmente atravessou o seu rosto, fazendo várias partes irem aos ares. E seu sangue cobrir o gigantesco braço daquilo.
— “Algo” (removendo sua mão e agitando-a para limpar o sangue): — Como eu disse, patét…
Skirg… Skirg… Skirg… Skirg… Skirg… Skirg… Skirg… Skirg… Skirg…
O som de uma lâmina cortando a carne. A carne do braço daquela coisa. A lâmina da espada de Deylan.
— “Algo” (agonizando com a dor): — Arrghhhhhhh! Mas que… Argh… como? Mas como?!
O “Algo” segurou o braço de Deylan que empunhava a espada e…
Krack!
Quebrou-o, desferindo um chute em seu estômago para o afastar.
A regeneração daquilo não funcionava nos locais cortados, então a dor aumentou violentamente. Na região onde outrora eram suas axilas, agora havia carne viva onde aquele fogo escuro se instalou, queimando sem parar. A dor ali era desconfortante, era demais até para ele. Então, ele segurou o próprio braço e o arrancou de uma vez; assim pôde respirar por um momento, mas esse alívio foi interrompido por uma gargalhada que não era a sua.
Ela vinha de Deylan, que se levantava completamente restaurado, com cada parte de sua face reposta e seu braço no lugar.
— “Algo” (perplexo): — Como?! Por quê?!
— Deylan (em um piscar de olhos, estava diante daquilo, mostrando seu aterrador sorriso): — Está com medo?
— “Algo” (com um raivoso sorriso, materializando uma gigantesca espada em sua mão direita): — Medo?! Não me faça rir!
Ambos dão um pulo para trás, encaram-se e então avançam. Suas espadas se chocam. Aquilo puxa a arma e começa a rodopiar com golpes pesados e rápidos que Deylan tenta esquivar. No meio do giro, aquilo abruptamente para e lança a espada. Deylan percebe e pula, mas é atingido pelo braço decepado que a criatura arremessara contra ele, derrubando-o.
Ele aproxima-se veloz. Antes que Deylan caísse, lança-se com um pontapé, mantendo-o no ar. Sem dar tempo para respiro, toca o chão e já pula novamente. Agarra-o pelas pernas, rodopia no ar e o arremessa violentamente contra o solo..
O choque foi sangrento, quebrando várias partes de seu corpo e fazendo-o perder uma das pernas. A criatura sem demora pega sua espada de volta, vai até ele, ergue-a e a desce pesadamente, esmigalhando-o e tornando-o irreconhecível — carne, osso e sangue misturados.
Aquilo levanta a espada e saboreia os restos que ficaram nela.
— “Algo” (gargalhando loucamente junto com a dor): — Imbecillllllll! Achou que podia me vencer sozinho usando meros truques?! HIhahahahahah! Estava enganado, você foi reduzido a nada! HIHIhahahahah! — (Virando-se e vendo Meiy): — Bom, hora de eu acabar com isso e matar a garotinha que você tanto quis proteger. Hihahahaha, imbecil.
Dramaticamente, de forma lenta, aquilo se direcionava e caminhava até Meiy com passos pesados e barulhentos, gargalhando a cada um.
— “Algo” (chegando até Meiy): — Por fim, tudo acabará. Todos estarão mortos.
Aquilo ergue a espada e…
Vê-se sendo dividido ao MEIO.
— Deylan (lambendo o sangue em sua espada): — É… tudo finalmente acabou. — (Sorrindo distorcidamente): — Para você. HIK! Hik!
sonooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

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