Quase um mês mas estou de volta espero que vocês também HIHI nos vemos em breve
Capítulo 115 — Deixe que eles Morram
— Deylan (com a mão sobre o ombro do ser de quartzito que, de joelhos, olhava para a sua lança): — Eu sinto muito. — (Olhando para a criatura de forma desprezível): — QUEIME!
—“Algo” (sentindo uma ardência lancinante em seu peitoral): — AHHHHHHHHHHHHRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRGH!
Chamas escuras, imbuídas pela escuridão, percorriam o local do corte deixado por Deylan, que exibia um leve sorriso, torturando-o com o olhar.
ABISMO — Sala principal da caverna da figura nebulosa
— Skuldyr (estendendo a mão até a figura): — Toca a pagar, meu caro perdedor!
— Figura Nebulosa (batendo na mão de Skuldyr com um balde de pipocas e virando-se de braços cruzados para a tela): — Pfuh! Idiota, foi apenas sorte! — (Sorrindo raivosamente): — Isso ainda não acabou.
— Skuldyr (colocando suas esqueléticas mãos sobre o manto que a figura vestia): — YG, vamos combinar que não há escapatória. Não precisa ver o futuro para saber que, naturalmente, essa luta você perdeu, hohohohoho! — (Rangendo seus dentes e mostrando um afiado sorriso): — Hoho! Admita, admita, YG! — (Retardando sua fala): — Que… você… já… perd…
Skuldyr dá um veloz recuo, evitando que uma gigantesca e esverdeada foice o acertasse.
— Figura Nebulosa (sorrindo de forma furiosa): — CALE-SE! EU NÃO VOU PERDER!
— Figura Nebulosa (fazendo a foice voltar para dentro de seu manto): — Guardem estas palavras, pois os relembrarei delas, principalmente você, Dyr.
— Skuldyr (entreolhando-se com a figura): — Teimoso como sempre.
— Mílar (com seus olhos brilhando em azul-escuro): — Realmente, continua teimosa como sempre. — (Demonstrando um leve sorriso debochado): — Entenda que nem sempre podemos vencer. Há momentos em que engolimos o choro e aceitamos a derro…
DRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!
O som se fez ecoar por quase todas as camadas do Abismo. Um estremecer causado pela…
— Figura Nebulosa (batendo em sua mesa e exaltando sua voz em um tom de fala alegre e enraivecido): — CALEM-SE OS DOIS! JÁ CHEGA! OBSERVEM, E CONTEMPLARÃO VOSSAS PALAVRAS INDO POR ÁGUA ABAIXO! — (Olhando para eles com seu corpo fundido com diversas chamas verdes e escaldantes): — IIIIIIIIIIIIIDIOOOOOOOOOOOOOTAS!
— Skuldyr (pegando seu balde de pipocas e mastigando entre rangeres): — Hoho, você fica uma brasa com raiva. — (Sentando-se): — É sério, abaixa esse fogo aí, se não as pipocas vão queimar.
A figura se acalma e vira-se para a tela resmungando coisas indecifráveis sobre os dois. Enquanto tudo ocorria, o Mestre brincava com a sua barba.
A Figura Nebulosa, então, adentra a mente do “Algo”, voltando a dirigir seus pensamentos.
ENTRE A EXISTÊNCIA E A INEXISTÊNCIA
O guerreiro de quartzito apanha os dois pedaços do que era sua lança, observa-os e então chora. Blaze, vendo a cena, aproxima-se, colocando também sua mão sobre o ombro de Quayrtzar para o apaziguar.
Vendo a situação à sua frente, aquela coisa, aquele “Algo”, tenta desafiar a dor e gargalha enquanto parte de seu peitoral ardia com um fogo escuro e escaldante que não parecia ter fim. O fogo não se alastrava, mas também não deixava que a regeneração naquela área de seu corpo, ocorresse.
Aquilo rangia, gargalhava e grunhia.
E, do outro lado do local estava Meiy, sentindo uma dor amarga que um dos seus sentia, a dor se transforma na sua própria. Ela não se aguenta e chora.
— Meiy (tentando limpar as lágrimas): — Não se preocupe, Quayrtzar, eu estou aqui. — (Erguendo os braços e apontando-os de palmas abertas para onde eles estavam): — Quayrtz retur feram lanc retur!
Ela usa um pouco do pouco de energia que tinha para disparar uma pequena esfera que voou em direção a Quayrtzar. Mas, antes de o alcançar, aquilo avista a pequena esfera. Apesar da dor, ele se preparava para tentar impedir o que quer que fosse aquilo; entretanto, esse movimento é desfeito e a pequena esfera atinge Quayrtzar, que se vê envolto em uma aura rosa-pastel como uma flor de cerejeira. Ele vê em suas mãos sua lança se reconectar e, em sua mente, escuta “Eu estou aqui”, vindo da voz de Meiy.
Suas lágrimas param de cair, junto de sua tristeza, que é substituída pela alegria que agora sentia. A feição para baixo e amarrada de seu olhar se desfaz, trazendo um olhar sorridente. Todos demonstram o mesmo olhar por seu companheiro.
Mas Deylan volta um olhar penetrante para Meiy, que lhe devolve um olhar sorridente. Ele então muda seu olhar e sorri, mas, ao retornar sua face, é atingido em cheio por um soco certeiro que o manda aos ares, juntamente com seus dentes, que se quebram. Ele voa para longe e quase se choca com uma “parede” do local; se não fosse pelos guerreiros de quartzito cinza amortecendo sua queda, o choque poderia ter sido mortal para ele — e 100% mortal para qualquer humano comum.
Ao se aperceber, Blaze desfere uma rajada de socos flamejantes naquilo, enquanto Quayrtzar levanta verticalmente sua lança, atravessando a garganta da criatura. Mas nada disso o para, nem mesmo a queimadura que Deylan lhe causara, pois a mesma havia sumido, deixando apenas uma marca avermelhada de pele queimada em seu corpo.
E, mesmo assim, eles continuam atacando, e a pele da criatura se regenerando. Eles cortavam, arrancavam, e tudo voltava, mas os dois não paravam, diferente daquilo que…
— Algo (com a mão em sua boca, tampando seu bocejo): — Wuahhhhhhr! No que estão pensando? Isso é completamente inútil, mas vocês insistem em atacar. — (Seu braço sendo destroçado por Quayrtzar e queimado por Blaze enquanto punha a mão sobre a testa): — Vocês são criaturas bastante interessantes. — (Rindo de forma lenta): — Me pergunto… isso é coragem ou burrice? — (Rindo enquanto os encara): — HIHAHAHAHAHAHA! Talvez sejam os dois.
Enquanto aquilo debochava deles…
— Meiy (preocupada, olhando para Deylan): — Você está bem?
— Deylan (levantando-se com dificuldade): — Não graças a você, idiota.
— Meiy (confusa e levemente irritada): — Quê? Como assim?
— Deylan (de pé): — Como você pode ser tão inútil?
— Meiy (levemente magoada e irritada): — Por que você está dizendo isso? EU perguntei se você está bem e você me responde assim? Você que é o idiota! — (Pensativa): “Hm, talvez ele tenha mudado ou a espada o esteja alterando.” — (Suspirando): — Haaaaar… Deixe você de ser inútil e vai… — (Apontando): — …ajudar eles!
— Deylan (em seus pensamentos): “Com ela não vai funcionar.” — (Olhando para ela): — Desculpa, eu… — (Vendo uma preocupação estampada no rosto de Meiy para com Blaze e Quayrtzar): “Não, eu não posso fazer isso com ela.”
Aquilo dava uma joelhada na barriga de Blaze, mas sem o mandar aos ares. Aquilo apenas o queria magoar e o manter ali. Blaze estava ao chão; ele sentia uma dor estranha na área acertada. Quayrtzar perfura aquilo no local de seu coração, fazendo-o sair de seu corpo, mas isso não o afetou — o coração continuava a bater mesmo estando para fora . Aquilo sorri enquanto descia seu braço como um martelo nas costas de Quayrtzar, que também cai ao chão, agonizando com uma estranha dor naquela área.
Aquilo agacha, segura-os pela cabeça e começa, de uma forma muito lenta, a apertá-las.
— Meiy (extremamente preocupada): — Deylan, faz alguma coisa!
— Deylan (alterado, tirando a espada das almas de suas costas e a segurando): — Meiy, eu lamento… mas eu não posso. Lamento, mas a gente tem que fugir.
— Meiy (desesperada): — Não! Não podemos abandoná-los! Eu não posso!
Deylan retorna o escudo e a espada imbuída em trevas em cartas e as devolve ao baralho e retira a carta que continha a caneta.
— Meiy (com a respiração ofegante): — Não… Não, por favor, não!
Deylan cria uma barreira em volta de Meiy para a impedir de resistir; então, ele a carrega.
— Deylan (com Meiy em suas costas): — Se despeça deles, pois essa será a última vez que os verás.
— Meiy (seu coração acelera, seu peito aperta e suas lágrimas caem como chuva): — Nãaaaaaaaaaaaaaaaaoooooo! Me… me solta! Eu… eu vou salvá-los, vá você, eu os salva…
— Deylan (a encarando): — Você nem consegue se libertar de mim, você está fraca demais. Desista. — (Exibindo um macabro sorriso): — Deixe que eles morram para que nós possamos viver.
A mente de Meiy QUEBRA.
Que sono, Hora de vigiar o abismo

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