Capítulo 265 - Momentos entre eu e você
Antes do despertador tocar, Vini já estava correndo.
Não havia chão.
Não havia céu.
Apenas vento.
Um vento tão forte que parecia possuir mãos invisíveis, puxando seu corpo para todas as direções ao mesmo tempo. Sua respiração saía irregular enquanto seus pés tocavam superfícies que desapareciam logo em seguida, obrigando-o a continuar correndo.
Atrás dele…
Passos.
Lentos.
Constantes.
Pesados.
Não importava o quanto acelerasse.
Os passos permaneciam exatamente na mesma distância.
Tum…
Tum…
Tum…
Ele tentou olhar para trás.
Seu pescoço simplesmente não obedecia.
As mãos tremiam.
Os dedos estavam gelados.
— Quem…?
Nenhuma resposta.
O vento aumentou.
Uma voz surgiu, distante, como se estivesse sendo carregada pelas rajadas.
— Ainda… não…
Outra rajada.
— …não olhe…
Seu coração bateu tão forte que doeu.
Então…
Silêncio.
Absoluto.
Até que uma mão pousou em seu ombro.
…
Vini despertou num sobressalto.
— HAAH!
Seu corpo ergueu quase sozinho da cama.
Respiração acelerada.
Peito arfando.
O quarto ainda estava escuro.
A cortina balançava lentamente com a brisa da manhã, deixando pequenos feixes de luz atravessarem o tecido.
O relógio digital marcava 06:18.
Ele levou alguns segundos apenas respirando.
“…Foi só um sonho.”
Passou a mão pelos cabelos longos e negros, que estavam completamente bagunçados.
Alguns fios grudavam na testa por causa do suor.
— Que droga…
Coçou a nuca.
Seu olhar ficou perdido no teto por alguns instantes.
A sensação daquele sonho não ia embora.
Era estranho.
Não era medo.
Era como…
…como se tivesse esquecido alguma coisa importante.
Algo que deveria lembrar.
Algo que estava bem diante dele…
…mas que sua mente insistia em esconder.
Fechou os olhos novamente.
Tentou recordar.
Nada.
Apenas vento.
— Hm…
Suspirou.
— Vou enlouquecer desse jeito.
Jogou as pernas para fora da cama.
Os pés tocaram o chão frio.
— Ah…
Fez uma careta.
— Frio demais…
Mesmo reclamando, permaneceu sentado por alguns segundos.
Gostava daquele silêncio das primeiras horas do dia.
Nenhum barulho.
Nenhuma obrigação imediata.
Nenhuma confusão.
Só ele.
Respirando.
Pensando.
“…Será que a Neom já acordou?”
Sorriu sem perceber.
Era engraçado.
Ela provavelmente estaria dormindo igual uma pedra.
Ou…
Caso já tivesse acordado…
Estaria andando pela casa igual um furacão.
As duas opções eram completamente possíveis.
Ele levantou.
Alongou os braços acima da cabeça.
As costas estalaram.
— Nossa…
Outro estalo.
— Acho que tô ficando velho.
Sorriu sozinho.
Foi até a janela.
Abriu completamente.
A brisa fresca entrou no quarto.
O vento bagunçou ainda mais seus cabelos longos.
Lá fora…
O bairro começava a despertar.
Uma senhora regava plantas.
Um cachorro atravessava lentamente a rua.
Dois passarinhos disputavam espaço sobre um poste.
Uma bicicleta passou fazendo aquele som característico da corrente.
Nada extraordinário.
Mas havia algo bonito nisso.
Vida.
O mundo simplesmente continuava.
Vini apoiou os cotovelos na janela.
Respirou profundamente.
O cheiro da manhã era diferente.
Terra úmida.
Café.
Pão recém-assado vindo de alguma padaria próxima.
“…Bom…”
Seu estômago respondeu imediatamente.
— É…
— Acho que tô com fome.
…
Depois de tomar banho e trocar de roupa, desceu as escadas ainda secando os cabelos com uma toalha.
— Bom dia.
Ninguém respondeu.
Olhou ao redor.
— Ué?
A casa estava vazia.
Foi até a cozinha.
Sobre a mesa havia apenas um bilhete.
“Tem café pronto.
Não esquece de comer.
E não faça bagunça.”
Vini sorriu.
— Como se eu fosse fazer bagunça…
Abriu um armário.
Quase todas as canecas caíram.
— …
Segurou duas antes que quebrassem.
Olhou para os lados.
— Ninguém viu.
Colocou tudo de volta.
Encheu uma caneca de café.
Pegou dois pães.
Sentou-se.
Mordeu um pedaço.
Ainda quente.
Fechou os olhos automaticamente.
— Nossa…
— Isso tá muito bom…
Ficou mastigando lentamente enquanto olhava pela janela da cozinha.
Sem pressa.
Aquele era um daqueles dias em que parecia errado correr.
Então…
Seu celular vibrou.
Uma única mensagem.
Neom
“Tá acordado?”
Ele riu.
Digitou imediatamente.
“Não.”
Cinco segundos.
“Engraçadinho.”
“Então quem respondeu?”
“Meu fantasma.”
“Sabia que teu fantasma é chato?”
“Ele puxou isso do dono.”
Silêncio.
Logo apareceram três pontinhos indicando que ela digitava.
Parava.
Digitava.
Apagava.
Digitava de novo.
Finalmente veio outra mensagem.
“Abre a porta.”
Vini piscou.
“…”
Olhou para a tela.
Depois para a porta da frente.
Depois para a tela outra vez.
— Não…
Levantou rapidamente.
Foi até a entrada.
Girou a maçaneta.
Assim que abriu…
Lá estava ela.
Neom.
Os cabelos loiros estavam presos de maneira completamente improvisada, com alguns fios escapando e balançando na frente do rosto.
Usava um moletom grande demais para ela.
As mãos estavam escondidas dentro das mangas.
E havia aquele mesmo sorriso travesso de sempre.
— Demorou.
Vini cruzou os braços.
— Você literalmente mandou a mensagem há dez segundos.
Ela deu de ombros.
— Foram dez segundos muito longos.
Ele soltou uma risada baixa.
— Dramática.
— Bastante.
Ela entrou na casa sem nem esperar convite.
— Licença.
— Você nem perguntou.
— Mas você ia deixar.
— …
— Ia.
Ela sorriu vitoriosa.
Vini fechou a porta.
— Como você consegue estar tão animada essa hora?
Neom caminhava observando tudo.
— Dormi cedo.
— Mentira.
— Tá bom.
— Dormi tarde.
— Imaginei.
Ela entrou na cozinha.
Seus olhos encontraram imediatamente o pão.
— Posso?
— Você já pegou.
Ela olhou para as próprias mãos.
Realmente já segurava um.
— Ah.
— Verdade.
Mordeu.
— Muito bom.
Vini apenas balançou a cabeça.
— Impressionante.
Ela falava de boca cheia.
— O quê?
— Você invade minha casa…
— Uhum.
— Come minha comida…
— Sim.
— E ainda acha normal.
Ela engoliu.
Depois respondeu com toda a naturalidade do mundo.
— Porque é.
Ele ficou encarando seu rosto por alguns segundos.
Depois começou a rir.
Uma risada sincera.
Neom acompanhou.
Os dois riam sem um motivo realmente importante.
Era simplesmente fácil.
Silenciar nunca era estranho entre eles.
Conversar também não.
Ela terminou de comer.
Encostou na pia.
— Teve sonho ruim?
Vini congelou por um instante.
— Como sabe?
Ela apontou para o rosto dele.
— Dá pra perceber.
Ele desviou o olhar.
— Minha cara entrega tanto assim?
— Bastante.
Ela aproximou alguns passos.
Agora estava bem na frente dele.
Inclinou um pouco a cabeça.
Os olhos azuis analisavam sua expressão com atenção incomum.
— Quer contar?
Vini ficou alguns segundos pensando.
Depois respirou fundo.
— Nem lembro direito.
— Só lembro do vento.
— E de alguém atrás de mim.
Ela permaneceu em silêncio.
Não interrompeu.
Não comentou.
Apenas ouviu.
Era uma qualidade dela.
Quando percebia que alguém precisava falar…
…ela realmente escutava.
— Parecia importante.
— Mas quando acordei…
— Esqueci quase tudo.
Neom sorriu de forma tranquila.
— Então esquece.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Hein?
— Se tua cabeça apagou…
— Talvez não fosse a hora de lembrar.
Ele ficou olhando para ela.
A resposta era simples.
Até simples demais.
Mas…
De alguma forma…
Também fazia sentido.
Ela deu um leve toque com o ombro no dele.
— Vamos sair?
— Pra onde?
Ela sorriu.
— Não faço ideia.
— Então por que sair?
— Porque ficar em casa é chato.
Ele riu.
— Você planeja alguma coisa na vida?
Ela respondeu imediatamente.
— Planejo improvisar.
Vini levou a mão ao rosto.
— Isso nem faz sentido.
— Faz sim.
Ela abriu a porta novamente.
Virou-se para ele.
O vento da manhã fez alguns fios loiros dançarem diante de seus olhos.
Ela estendeu a mão.
— Vem.
Vini olhou para aquela mão por um instante.
Depois sorriu.
Pegou a chave de casa.
Trancou a porta.
E caminhou ao lado dela.
Sem destino.
Como se, naquele momento, o simples fato de estarem juntos já fosse suficiente.
O portão fechou atrás deles com um leve estalo metálico.
A rua ainda conservava aquele ritmo preguiçoso das primeiras horas da manhã. O sol havia acabado de ultrapassar os telhados, pintando as paredes das casas com um dourado suave. Algumas janelas estavam abertas, deixando escapar o cheiro de café recém-passado, enquanto rádios antigos tocavam músicas baixas que se misturavam ao canto dos pássaros.
Vini enfiou as mãos nos bolsos da calça.
— Então…
Neom caminhava alguns passos à frente, equilibrando-se na guia da calçada como se fosse uma corda bamba.
— Hm?
— Você realmente saiu de casa sem saber pra onde ia?
Ela abriu os braços para manter o equilíbrio.
— Sim.
— E veio me buscar.
— Sim.
— Sem nenhum plano.
— Sim.
Ele soltou uma risada pelo nariz.
— Você é maluca.
Ela olhou para trás enquanto ainda caminhava sobre a guia.
— Sou.
— Pelo menos você admite.
— Sempre.
De repente, ela perdeu o equilíbrio de propósito.
— Aaah!
Vini esticou o braço automaticamente.
— Ei!
Ela segurou seu antebraço e voltou para a calçada rindo.
— Viu?
Ele ainda segurava o braço dela.
— Você fez isso de propósito.
— Fiz.
— Você me assustou.
— Era essa a intenção.
Ele soltou seu braço lentamente, balançando a cabeça.
— Um dia eu paro de cair nessas.
— Não para.
Ela sorriu com uma confiança irritantemente convincente.
— Você sempre se preocupa.
…
Os dois continuaram andando.
Nenhum dos dois parecia sentir necessidade de preencher o silêncio.
Era um silêncio confortável.
Desses que só existem entre pessoas acostumadas uma com a outra.
Um gato laranja atravessou a rua lentamente.
Neom imediatamente abaixou.
— Gatinho…
O animal olhou para ela.
Depois para Vini.
Depois voltou a andar como se ambos fossem completamente irrelevantes.
Ela fez um biquinho.
— Ele me ignorou.
— Igual eu faço às vezes.
Ela levantou devagar.
— Nossa…
— Essa foi gratuita.
— Foi.
Ela cruzou os braços.
— Eu nunca mais converso com você.
Vini sorriu.
— Você falou isso ontem.
— Ontem era diferente.
— E anteontem?
Ela ficou alguns segundos em silêncio.
Depois respondeu com absoluta seriedade.
— Anteontem também era diferente.
— Claro.
— Muito diferente.
— Entendi.
Não tinha entendido.
Mas discutir com a lógica de Neom era como discutir com o vento.
Não levava a lugar nenhum.
…
Chegaram à pequena praça do bairro.
Era simples.
Alguns bancos de madeira.
Um parquinho.
Uma quadra cercada por alambrados.
Árvores grandes espalhavam sombra pelo gramado.
Um senhor alimentava pombos perto da fonte.
Duas crianças corriam atrás uma da outra, rindo tão alto que o som ecoava por toda a praça.
Neom respirou fundo.
— Gosto daqui.
Vini observou o lugar.
— Também.
Ela caminhou até um balanço vazio.
Sentou-se.
Impulsionou o corpo lentamente.
Os pés quase não saíam do chão.
O balanço rangia baixinho.
Vini sentou no balanço ao lado.
Durante alguns minutos…
Nenhum dos dois falou.
O vento fazia os cabelos negros de Vini balançarem sobre seus ombros.
Os fios loiros de Neom acompanhavam o movimento do balanço.
Ela olhava para o céu.
Vini observava as pessoas.
— Sabe…
Ela falou sem olhar para ele.
— Eu gosto de imaginar como é a vida das pessoas.
Ele virou um pouco o rosto.
— Como assim?
Ela apontou discretamente para um homem que caminhava com uma sacola de mercado.
— Será que ele mora sozinho?
Depois apontou para uma senhora lendo um livro.
— Será que ela já viajou?
Depois para uma criança.
— Será que esse menino vai lembrar desse dia quando crescer?
Vini acompanhava cada direção que ela apontava.
Ela continuou.
— Todo mundo tem uma história.
— A gente só nunca conhece.
Ele ficou pensando.
Era verdade.
Todos aqueles rostos…
Todos tinham problemas.
Sonhos.
Medos.
Momentos felizes.
Momentos terríveis.
Mas, vistos de longe…
Pareciam apenas pessoas andando.
— Você pensa demais.
Ela sorriu.
— Muito.
— Cansa?
Ela demorou alguns segundos para responder.
— Às vezes.
O balanço diminuiu de velocidade.
Ela deixou os pés tocarem o chão.
Seu sorriso continuava ali.
Mas estava menor.
Mais discreto.
Vini percebeu.
“…Ela ficou triste?”
Não.
Triste não.
Era outra coisa.
Algo mais profundo.
Como se ela tivesse lembrado de alguma coisa.
Ele não perguntou.
Sabia que, se insistisse…
Ela provavelmente desviaria do assunto.
…
Neom levantou de repente.
— Vamos comprar alguma coisa.
— Você tá com fome de novo?
Ela colocou a mão na barriga.
— Sempre.
— Impressionante.
— Meu estômago trabalha em período integral.
Ele riu.
— Isso explica muita coisa.
Ela fingiu indignação.
— Tá me chamando de gulosa?
— Não precisei.
— Idiota.
Ela deu um leve soco em seu braço.
Fraco.
Mais uma provocação do que qualquer outra coisa.
Vini levou a mão ao local.
— Ai.
— Nem doeu.
— Doeu na alma.
— Dramático.
— Aprendi com você.
Ela abriu um sorriso largo.
— Então aprendeu direito.
…
Os dois entraram numa pequena conveniência.
O sino sobre a porta fez um “trim”.
O ar-condicionado gelado contrastou imediatamente com o calor da rua.
Neom caminhava pelos corredores como uma criança descobrindo um parque.
— Tem salgadinho…
— Tem chocolate…
— Tem refrigerante…
Ela olhava tudo.
Vini pegou uma garrafa de água.
— Você não veio tomar café?
— Vim.
— Então?
— Café vai embora.
— E a fome fica.
Ele riu.
— Incrível.
Ela parou diante da prateleira de doces.
Os olhos brilhavam.
Literalmente.
— Difícil escolher…
Vini encostou ao lado dela.
— Você tá analisando chocolate como se fosse comprar uma casa.
— É uma decisão importante.
— Ah, claro.
Ela colocou uma das barras de volta.
Depois pegou outra.
Depois trocou novamente.
Vini observava a cena segurando o riso.
“Ela realmente leva isso a sério…”
Finalmente ela virou para ele.
— Escolhe.
— Eu?
— Sim.
— Se eu escolher errado?
Ela estreitou os olhos.
— Não escolha errado.
— Isso ajuda bastante.
Ele pegou uma barra aleatória.
Entregou para ela.
Ela analisou por alguns segundos.
Depois abriu um sorriso.
— Boa escolha.
— Passei no teste?
— Passou.
— Ainda bem.
Ela colocou a barra no carrinho improvisado que carregava.
Quando chegaram ao caixa…
Vini colocou a carteira sobre o balcão.
Antes que pudesse pagar…
Neom segurou seu pulso.
Ele olhou para ela.
Ela balançou a cabeça.
— Hoje eu pago.
— Não precisa.
— Eu quero.
— Mas—
Ela olhou fixamente para ele.
— Deixa.
Ele reconhecia aquele olhar.
Era impossível vencer.
Suspirou.
— Tá bom.
Ela sorriu satisfeita.
Enquanto o caixa registrava os produtos…
Vini ficou observando Neom discretamente.
Ela conversava naturalmente com o atendente.
Agradecia.
Sorria.
Perguntava como estava o movimento.
Parecia conhecer todo mundo.
“…Ela consegue deixar qualquer lugar mais leve.”
Sem perceber…
Acabou sorrindo sozinho.
Neom notou imediatamente.
— Tá sorrindo por quê?
Ele piscou.
— Hã?
— Você tava sorrindo.
— Tava?
— Tava.
Ele desviou os olhos.
— Nada.
Ela aproximou o rosto do dele.
Bem perto.
— Tá escondendo alguma coisa?
— Não.
— Tem certeza?
— Tenho.
Ela continuou encarando.
Os dois permaneceram imóveis por alguns segundos.
Até que o atendente pigarreou discretamente.
— Ahn…
As compras…
Os dois olharam ao mesmo tempo para o caixa.
Neom ficou completamente vermelha.
— Ah…
— Desculpa…
Vini levou a mão ao rosto, sem conseguir esconder a vergonha.
Os dois agradeceram rapidamente e saíram da loja.
Assim que a porta fechou…
Ficaram alguns segundos em silêncio.
Então Neom começou a rir.
Uma risada sincera, alta, contagiante.
Vini tentou segurar.
Falhou completamente.
Logo os dois estavam rindo no meio da calçada, chamando a atenção de algumas pessoas que passavam.
— A culpa foi sua! — disse ela entre risos.
— Minha?!
— Você ficou sorrindo estranho!
— Você que invadiu meu espaço!
— Porque você tava suspeito!
— Suspeito de quê?
— Não sei!
Os dois voltaram a rir.
E, por alguns instantes, o mundo pareceu pequeno.
Não existiam preocupações.
Nem sonhos estranhos.
Nem passado.
Nem futuro.
Apenas dois adolescentes dividindo uma manhã comum… e transformando aquele momento simples em uma lembrança que nenhum dos dois imaginava que guardaria por muito tempo.

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