Não sou ninguém. Mas no alguém de alguém, dizem que sou alguma coisa. Histórias 1
Capítulos 32
Palavras 47,6 K
Comentários 2
Tempo de Leitura 2 horas, 38 minutos2 hrs, 38 m

por Y.K — Pelk relatou ao amigo com entusiasmo as suas aventuras na torre norte: o êxito fortuito de sua empreitada e, por contraste, o sutil vínculo estabelecido com a aprendiz do sexto andar. O companheiro de quarto estava orgulhoso: — Que bom que deu tudo certo! — elogiou Benk, satisfeito pelo resultado. Pelk desenhou sobre um pedaço de papel as runas ocultas no cilindro interno do conversor de mana utilizado para ativar os títulos de posse. Energia vital que dança nos nervos, corra, propague e… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Pelk não queria ouvir o questionamento. O que é que está fazendo aqui? Vindo de um mago descendo as escadas. Por isso andava lentamente, esgueirando-se mais mentalmente na cautela paranoica do que por necessidade real, já que a rotina monótona ignorava um trabalhador qualquer confuso sobre o caminho da própria casa. Os cristais de luz dos corredores ainda estavam acesos. A torre norte, em especial, era um setor que costumava abrigar trabalho para além do final do expediente, tanto por ser o setor… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Atordoado, Pelk tentou recobrar a clareza dos pensamentos. A mulher de expressão compassiva olhou ao redor; os magos atarefados não notaram o pequeno evento recente perto da porta. Ela retirou a caixa das mãos de Pelk e a colocou no chão; caminhou para fora do departamento, esperando que o escriba a seguisse. Desceu alguns degraus da escada e virou-se para o visitante. — Qual o seu nome? — perguntou a aprendiz. Antes que o rapaz pudesse responder, ela continuou. — Sou Ling,… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — O escriba estava agachado à beira de um córrego não muito distante, mas longe o suficiente. Amarrou o fardo das roupas que acabara de despir, camadas descartáveis de indumentária que envolviam a grande tesoura em seu centro. Fogo chamaria muita atenção; os arbustos de orla eram baixos demais, o curso da água, raso. O jeito é enterrar. O solo macio cedeu facilmente; Benk usou um pedaço de madeira para escavar e reuniu pedras grandes e pesadas o suficiente para soterrar todo o tecido, o chapéu… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Pacientemente, Benk esperou que ambos se afastassem para, tranquilamente, aproximar-se do portão da casa. Ninguém à vista, vizinhança em estado de sonolência pacífica. A criminalidade na cidade, ou mesmo em todo o território de Palard, era muito limitada. As reformas implementadas pelo grande Rei Dragão no decorrer dos séculos, ou mesmo milênios, apresentavam efeitos positivos na qualidade de vida. Não era permitido que os habitantes passassem fome ou estivessem ao relento. Por mais que não… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — No alojamento, as novidades fluíam em voz baixa. O minúsculo quarto que abrigava os amigos há anos acolhia a ansiedade crescente em seus peitos. — Pelk, é certo que Lorem possui um conversor de mana entre as posses de Hord. Benk descrevera a experiência na residência da senhora para o colega. Comentou que a quantidade de objetos de mana era abundante. O maior problema seria: como invadir a casa sem ser descoberto. Fracassar? Inadmissível. — Tem certeza? Pelo que diz, não chegou a ver… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Benk quase se arrependeu de abordar o assunto. Lorem começou a desabafar sobre o jovem filho, sem conseguir conter a emoção. Falou sobre o quanto sentia culpa e saudades do menino, que agora, tantos anos depois, já era um homem feito. E trouxe ao conhecimento dos visitantes a tragédia que a família carregava. Hord era um mago, alguém que nasce com a peculiaridade de poder recitar palavras e invocar efeitos inexplicáveis no mundo. Ela sabia bem do estigma e do risco de se relacionar com alguém… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Após a praga dos Drak, há mais de dois mil anos, as instituições educativas eram restritas e controladas pelos estados; apenas àqueles treinados para exercerem uma função administrativa no reino, concedia-se permissão para avançar nos estudos. E, uma vez vinculados a esse destino, viam a fiscalização sobre suas atividades e vidas tornar-se asfixiante. Benk, amparado pelo orfanato de Souh desde que fora encontrado ainda bebê, abandonado nas estantes, entre os fragmentos de livros da… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — — Longa prosa, amigo! Superou, e muito, a verborragia de nosso colega prateado. Agradeço pela apresentação do saudoso Wood. — Não desmereço a crítica, senhor dos mortos. Por vezes, o espaço restrito de nossa capacidade cognitiva impede que a imaginação floresça. — Não sou muito amigo das flores. Mas posso preparar o adubo para que as nutra, grande mestre das chamas. — Só depois de descobrir o ponto certo de cozimento de suas órbitas, grandíssimo amigo. — Eu gosto de… 47,6 K Palavras • Ongoing

por Y.K — Por um instante, os presentes aguardaram em expectativa. Jasper olhou para Wood. O Senhor Alguero, mais ao canto, acompanhado da própria família, fez o mesmo. O trinco da porta do templo inclinou. E de uma fresta, a porta rangente se escancarou. O peso da pata robusta atingiu o chão e ecoou pelo interior do salão, suas unhas compridas e afiadas chocando-se contra o piso de pedra polida. Um massivo mamífero caminhou, indiferente aos gritos assustados, por mais agudos e desesperados que estes… 47,6 K Palavras • Ongoing