Os olhos de Frank brilharam como os de uma fera faminta.

    — Deixe-me ser a montanha da sua jornada, garoto. Quero ver até onde você consegue subir antes que eu quebre cada osso do seu corpo.

    E ele riu, com um entusiasmo tão genuíno que parecia misturar respeito e a excitação sádica de quem vive apenas para esmagar esperanças.

    Sebastião disparou como um raio na direção do costurado. Saltou no ar, girando em 360°, e desferiu um chute devastador no peito do monstro. Atrás dele, sua aura explodiu — a forma de um imenso dragão verde cintilava, empurrando Frank com tanta força que o concreto atrás dele cedeu em estalos e rachaduras.

    — Hihihihi… Bom chute, garoto. Por um momento, pensei que você fosse mesmo um dragão. — Riu Frank, com a voz rouca e insana.

    Com um movimento sutil, ele tocou um dedo no tornozelo do rei. Num instante, o corpo de Sebastião foi virado de ponta-cabeça — as costas voltadas para o chão. Então Frank desceu o calcanhar com brutalidade no peito do rei.

    Mas no último segundo, Sebastião apoiou as mãos no chão, escapando num giro preciso. O calcanhar do zumbi passou rente ao seu cabelo, arrancando alguns fios e se cravando no concreto com a força de uma marreta. Num salto ágil, o rei caiu em pé.

    Ao aterrissar, pisou com força — rachando o solo — e avançou. Sentia seu corpo mais leve, como se estivesse queimando por dentro, uma mistura de dor e energia crua.

    Chegando perto, desferiu uma joelhada certeira no rosto de Frank, mas o costurado segurou o joelho com os dedos imensos, parando o impacto.

    Antes que pudesse contra-atacar, Sebastião apoiou a mão na cabeça de Frank e fez uma bananeira sobre ele, girando o corpo e acertando um chute com tudo no queixo do monstro, que foi lançado ao solo.

    A poeira explodiu.

    Sebastião posou com um giro, firmando o pé no pescoço do inimigo. Atrás dele, a aura em forma de dragão também pisava com sua pata sobre a réplica espiritual de Frank.

    — Agora quem tá com a cara no chão… é você. — Murmurou Sebastião com os olhos brilhando.

    Frank sorriu, os dentes manchados de sangue.

    — Hahaha… garotinho. — Sibilou. Em um instante, agarrou o tornozelo do rei, girando-o no ar com brutalidade.

    Já em pé, arremessou Sebastião como uma boneca de pano contra um prédio.

    Enquanto o jovem ainda voava, Frank surgiu diante dele como um raio e acertou um chute brutal no seu abdômen, lançando-o contra as paredes da construção com uma explosão de poeira, estilhaços e concreto.

    Sebastião disparou em direção contra a pilastra. Com um salto ágil, pisou nela, se apoiando para ganhar impulso. 

    Seu corpo disparou como uma flecha viva, e ao se aproximar, preparou um chute devastador.

    Frank ergueu o antebraço e bloqueou, o impacto ecoou como uma explosão abafada. Mas o rei não recuou — girou no ar e acertou com precisão o calcanhar na base do pescoço do costurado. Frank nem se moveu.

    Com um sorriso que misturava empolgação e loucura, ele contra-atacou com uma cotovelada de cima para baixo. Mas, para sua surpresa, Sebastião estava de ponta-cabeça, apoiando as mãos nos ombros dele como se fosse uma barra.

    Com a força dos braços e do tronco, ele se impulsionou, desferindo uma joelhada violenta no rosto de Frank, que cambaleou levemente para trás.

    Sebastião pousou no chão com leveza. Mas mal teve tempo de respirar: o sorriso largo e maníaco de Frank surgiu de novo. Um soco veio com a força de um míssil.

    O rei, com reflexo instintivo, desferiu um chute poderoso de baixo para cima, acertando em cheio o queixo do monstro. A cabeça de Frank foi levemente lançada para trás.

    Atrás do rei, sua aura rugia — o dragão se manifestava furioso, golpeando com sua cauda espectral, como se fosse uma extensão de sua vontade.

    Frank gargalhou, os olhos brilhando de excitação:

    — Hihihihihi… você está sentindo, não é? A leveza… a adrenalina… Você não está mais no mesmo nível de antes.

    Ele apontou com um dedo, como se explicasse algo íntimo:

    — Você acabou de alcançar a Torre, garoto. Está se sentindo mais rápido, mais forte… quase invencível. Mas… — Ele sorriu, insano — …isso é temporário.

    De repente, um soco surpreendeu Sebastião. O rei mal teve tempo de reagir. 

    Levantou os braços em um “X”, bloqueando o impacto, mas foi lançado como um míssil contra uma estrutura ao longe.

    Frank caminhou, rindo baixo:

    — Será que consegue subir mais? Hein? Será que consegue alcançar a Montanha? Ou vai parar por aqui? Vai me dar esse prazer, hein? Hahahaha… me mostra, garoto… me mostra mais!

    — Merda… ele ainda tá se contendo? — Pensou Sebastião, ofegante, com os olhos arregalados de incredulidade.

    — Eu jurava que minha força estava se igualando à dele… então essa é a diferença… a diferença entre um monstro continental… e um rei estadual?

    O corpo do jovem caiu de costas contra uma pedra partida. 

    Ele sentou-se com dificuldade, a respiração falhando, os músculos tremendo.

    Com a cabeça inclinada para o céu, fechou os olhos por um instante. 

    O mundo girava ao seu redor. 

    Seu peito subia e descia como um tambor de guerra desgastado. 

    Um suspiro longo escapou de seus lábios feridos.

    Então ele se levantou.

    Lento. Dolorido. Mas sorrindo.

    O sangue escorreu por seu queixo quando cuspiu no chão, e os olhos se acenderam em fúria e fogo.

    — …Eu ainda tô de pé, seu desgraçado.

    E, com as mãos nas costas e o espírito em chamas, avançou de novo. Não porque acreditava que venceria… mas porque não sabia fazer outra coisa além de lutar.

    Ele se aproximava com velocidade, desferindo uma sequência de ataques devastadores e velozes, chutes frontais, circulares, de baixo para cima, de cima para baixo, de todas as direções. Com joelhadas violentas.

    Frank recebia os golpes sorrindo.

    Mas, com um contra-ataque veloz, acertou o abdômen do jovem, jogando-o de joelhos.

    Em seguida, chutou seu rosto, fazendo-o rolar no chão. 

    Sem hesitar saltou desferindo um chute de cima pra baixo, que ele errou por centímetros, mas pegando de raspão fazendo um corte no rosto do rei caído.

    — Merda… por que meus ataques não tão fazendo efeito…? — Pensou Sebastião, sentindo os braços tremerem. 

    A pele ardia, os músculos gritavam.

    Mas Frank? Frank nem parecia suar.

    — Eu tô sendo um belo obstáculo, né? — Disse o costurado com um sorriso distorcido, segurando Sebastião pelo pescoço com uma única mão. — Uma pena, garoto… mesmo que você tivesse alcançado a montanha… você ainda não me venceria.

    Frank ergueu o rei como se ele não pesasse nada. Como se sua luta, sua dor, sua jornada… fossem só mais uma pedra no caminho.

    — Te falta força. Não basta correr rápido, não basta resistir. Você precisa começar a trilhar o Peso. — A voz de Frank reverberava como um trovão baixo, enquanto os olhos dele brilhavam com uma mistura doentia de prazer e julgamento.

    — Mas é difícil, não é? Superar a si mesmo… de novo… e de novo… tudo isso numa só luta.

    E então ele o arremessou.

    Sebastião voou como uma bala perdida, se chocando contra um edifício e quebrando o concreto com o impacto. Antes que pudesse cair no chão, Frank já estava lá, e com um chute brutal no abdômen, lançou o jovem rei para outro prédio.

    O corpo de Sebastião atravessou o prédio como um míssil de carne e osso, derrubando paredes, colunas… como se esmagasse tudo que restava.

    O som do impacto foi como um trovão seco, ecoando pelas ruas vazias, como o anúncio do fim de uma era.

    Entre os escombros, ele permaneceu imóvel por um instante.

    O sangue escorria da boca, da testa, entre os dedos trêmulos.

    Seus músculos se contraíam involuntariamente, e o peito arfava cada vez mais fraco, como se o coração lutasse sozinho contra o fim.

    — Eu… já dei tudo de mim… e ainda assim… não é o bastante… — Pensou, com os olhos semiabertos, vazios, encarando o céu nublado como se esperasse uma resposta divina.

    Sua visão começou a escurecer… lenta… e dolorosamente…

    Mas então… ele se lembrou.

    As palavras do mestre, o sorriso inocente da filha, o calor da mão da esposa entrelaçada à sua.

    A dor virou raiva.

    A raiva virou energia.

    E a energia… virou pressão.

    A vista retornava em flashes. Um som abafado de batidas fortes no próprio peito.

    Ele tentou se erguer, mas algo o mantinha preso. Piscou. Notou uma pedra colossal sobre seu corpo, esmagando-o como o peso do próprio destino.

    O jovem tentou empurrá-la. Mas ela pesava mais do que tudo.

    O mundo ao redor havia esquecido dele.

    Gritou.

    Os músculos se rompiam com o esforço. Os ossos doíam, rachando sob a tensão.

    Mas mesmo assim, ele se forçou a levantar.

    Seus joelhos tremiam. As veias saltavam. As lágrimas se misturavam ao sangue.

    E então…

    Enquanto se erguia, carregando a pedra como um mártir, escutou uma voz serena, vinda do nada.

    — Isso… continue. Você consegue. — disse a voz de um jovem ruivo, de cabelos cacheados, olhos azuis vibrantes e pele morena e lisa. Vestia-se como um simples pastor de ovelhas, com um estilingue pendurado na mão.

    — Quem é você…? — Murmurou o rei, quase cego de dor, sentindo a pedra pesar ainda mais, como se o próprio mundo estivesse sobre ele.

    O garoto apenas sorriu, em silêncio.

    Sebastião gritou. Um grito que rasgou o ar e quebrou as correntes invisíveis ao seu redor.

    Levantou-se. Os joelhos estalaram. Os músculos gritaram.

    E então, com um último esforço, ele ergueu a pedra sobre a cabeça e a lançou no chão.

    Ao tocar o solo, a pedra se desfez… como poeira ao vento.

    — Parabéns. Você conseguiu.

    Mas lembre-se… você só precisa de um ataque.

    Assim como eu venci meu Golias com uma pedra, vença o seu.

    Sua fé é de um gigante. — disse o jovem antes de desaparecer, como uma miragem. A luz retornou com força, iluminando a alma do rei.

    Sebastião estava de pé.

    Ele caminhava em direção a Frank.

    As veias saltavam de seu corpo, brilhando em um tom laranja incandescente, como brasas vivas.

    — Se não há mais limite…

    …então não há mais desculpa.

    Ele cravou os pés no chão com força.

    E lançou seu corpo como se fosse uma pedra de estilingue — pura força, pura fé, pura fúria.

    As veias se expandiram. Os músculos se endureceram.

    E o mundo se curvou por um segundo à força de um homem que se recusou a cair.

    — N-não é possível… garoto… você é um gênio… — Murmurou Frank, arfando de empolgação, com um brilho de loucura nos olhos. — Você conseguiu… Me leva ao êxtase… por favor… me mostra. Me mostra em que parte da Trilha do Peso você está!

    Um rastro de luz alaranjada rasgou o ar, cortando como um cometa incandescente. 

    Era Sebastião, vindo como um raio. Ao se aproximar, ele saltou com o corpo tomado por adrenalina e determinação. Seu pé avançava como uma lâmina divina.

    Atrás dele, a aura tomava forma — o grande dragão laranja rugia, golpeando junto com ele, com a pata e a cauda em perfeita sincronia.

    Frank, mesmo instintivamente erguendo o braço para bloquear, viu seu antebraço dobrar no sentido contrário. 

    O som seco de osso partindo preencheu o ar.

    Seus olhos se arregalaram — e antes que pudesse reagir, o calcanhar de Sebastião acertou em cheio seu maxilar, girando sua cabeça como um boneco quebrado.

    A visão de Frank escureceu por um instante.

    Seu corpo caiu, pesado, vencido.

    Sebastião, por sua vez, tombou de joelhos, ofegante, os músculos tremendo, o coração ainda batendo como um tambor de guerra. 

    O sangue escorria de sua testa, mas ele sorria, mesmo à beira da inconsciência.

    — Eu… consegui… — pensou, sentindo um alívio.

    Mas havia algo estranho…

    As pernas de Frank começaram a se dobrar lentamente. Seu tronco se ergueu num estalo grotesco, como madeira quebrando, e a cabeça, ainda virada para trás, girou num movimento seco e arrepiante até retornar ao lugar. Ele soltou uma risada baixa, doentia, carregada de prazer macabro — o som de um monstro satisfeito.

    — Garoto… você foi um belo brinquedo. — Disse Frank, a voz ecoando como um trovão abafado, quase carinhoso. — Me diverti como poucos conseguiram. É raro ver alguém se superar assim… duas vezes numa mesma luta.

    Seus olhos brilhavam, não apenas de empolgação, mas de algo estranho… uma mistura de respeito e desejo animalesco.

    — Você é só a terceira pessoa que eu vejo trilhar mais de um caminho durante uma única batalha… — ele lambeu os lábios com um gesto psicótico. — E, por isso… eu vou te levar vivo comigo.

    Mas antes de continuar, Frank abaixou o olhar para o próprio braço — o direito, pendurado e inerte. Ele fez uma careta de desdém, como se aquela peça tivesse vencido sua utilidade.

    — Ah… esse aqui já deu o que tinha que dar.

    Num gesto seco, ele arrancou o próprio braço direito como quem joga fora um galho podre. 

    Procurou ao redor com olhos afiados e encontrou um cadáver próximo, parcialmente esmagado entre os escombros. Pegou o braço do morto e tentou encaixar. Por um segundo, pareceu funcionar… até ele franzir o cenho.

    — Tsc… pequeno demais. Isso é braço de criança. — Reclamou, jogando o membro fora como se fosse lixo.

    Andou mais alguns passos, chutando pedaços de concreto, até encontrar um corpo maior. Sorriu ao ver o que precisava. Num único puxão, arrancou o braço do morto e o encaixou no lugar. O som da carne se costurando por si só era nauseante, como cordas sendo puxadas e músculos se alinhando.

    — Perfeito. Agora sim.

    Então ele se virou de novo, o novo braço ainda pulsando com sangue fresco, e caminhou até Sebastião. O rei estava de joelhos, arfando, com o rosto coberto de suor e sangue. Tentava se manter consciente, os olhos semicerrados ainda carregando uma centelha de fúria — ele não havia desistido.

    Mas Frank não estava ali para lutar mais. Agarrou o pescoço de Sebastião com a nova mão, o gesto não era violento — era possessivo, como se estivesse reivindicando algo raro.

    — Você não vai morrer aqui, garoto. Você é especial… e brinquedos assim eu guardo com carinho.

    Com passos pesados, Frank começou a arrastá-lo, deixando um rastro de sangue pelo chão rachado. O corpo de Sebastião parecia vencido, mas seus olhos… seus olhos ainda não haviam se apagado.

    No fundo de sua mente, algo dizia: não acabou ainda.

    Noah soltou um leve suspiro, mas seu tom se manteve tranquilo.

    — Meu sobrinho… seja esperto. Se nós ajudar, você terá a chance de enfrentá-lo de novo. Até vencer. E outra coisa, planeja lutar contra inúmeros sozinho? Não seja burro.

    Victor ergueu o olhar, refletindo por um instante. Seus punhos cerrados.

    — É… verdade. — Murmurou, como se aceitasse algo que custava a engolir.

    — Bem, eu vou organizar as coisas pra viajar hoje. Se cuidem e tomem juízo, crianças. — Disse Noah, desligando a ligação. Seu olhar firme fraquejou por um instante, revelando uma preocupação que ele raramente deixava transparecer.

    — É melhor irmos pra casa, meu bebê — Disse Charlotte, puxando a mão de Bart com um sorriso gentil, mas cansado no rosto.

    — Claro, meu neném — Respondeu ele, sorrindo de volta, com ternura nos olhos.

    — Vocês dois são melosos demais… Nem parecem dois psicopatas — Comentou Estela, rindo, antes de virar o olhar para o rei e seus generais. — E vocês? Não vêm com a gente?

    — Bem… não vamos voltar pra capital — Respondeu Victor com um tom neutro.

    — Vão voltar como? Andando? O carro de vocês foi destruído…

    — Verdade, chefe… — Comentou Guilherme, coçando a nuca.

    Mas ele não teve tempo de terminar a frase. Um som interrompeu a conversa — passos. Pesados. Ritmados. Mortais.

    Os olhos dos gêmeos se voltaram lentamente para a escuridão da estrada. Suas expressões se deformaram em puro terror.

    O tablet tremia nas mãos de Estela. Victor gelou. Um suor frio escorria por sua nuca.

    Charlotte apertou a faca com força, enquanto gotas escorriam por sua testa. Bart encarava a escuridão… seus olhos sérios, inabaláveis, sem sombra de dúvida.

    O ar ficou denso. Sufocante. Como se o próprio mundo prendesse a respiração.

    A aura que emergia das sombras era um grito silencioso… “Morte.”

    — Hihihihihi… Olha o que temos aqui… Três pinturas, e o rei da Bahia com seus filhotes. Parece que hoje é meu dia de sorte… — Disse Frank, arrastando o corpo inconsciente e ensanguentado de Sebastião como um troféu quebrado.

    Victor arregalou os olhos, reconhecendo o amigo. A raiva subiu como fogo por seu peito. Ele rosnou, e avançou com fúria na direção do monstro.

    Mas mal deu o primeiro passo… CRAACK!

    Frank o interceptou com um chute seco no tórax, lançando-o contra uma árvore como um boneco. Victor caiu, tossindo sangue, sentindo a caixa torácica rachar.

    — Vamos começar a festa… — Disse Frank, largando o corpo de Sebastião no chão e marchando em direção a Charlotte, o punho fechado, pronto para esmagar.

    Charlotte congelou. Os olhos se fecharam, o instinto tomou o controle. Ela esperou o impacto. Mas…

    PAF.

    Bart estava diante dela. A mão firme segurava o punho de Frank. Seus olhos estavam frios. Não havia brincadeira. Só seriedade. Só ódio contido.

    — Guilherme, Lucas… Levem o Victor e a Estela com vocês. Charlotte, minha princesa… vá com eles. — Disse Bart com a voz baixa e intensa, antes de desferir um chute brutal no abdômen de Frank, empurrando o monstro metros para trás.

    — Amor… — Sussurrou Charlotte, em choque.

    — Charlotte… minha princesa… eu vou segurar ele.

    — Amor, não…

    — Ele é uma calamidade. Você sente isso. Assim como eu. Nem mesmo nós todos juntos venceríamos. Mas eu… eu posso atrasá-lo. E eu vou voltar pra você. — Disse Bart, com firmeza, antes de selar a promessa com um beijo breve, carregado de emoção.

    Estela agarrou Charlotte pelos braços, arrastando-a com Guilherme e Lucas, que ajudavam o ferido Victor a se afastar o mais rápido possível.

    — Vocês não vão fugir… quero que me façam gozar! — Gritou Frank com um sorriso sádico, avançando com selvageria.

    Mas Bart se colocou em seu caminho, firme e inabalável.

    — Eu vou te enfrentar… Flagelo nu. — Disse ele, assumindo uma postura relaxada, mas de presença esmagadora. Atrás dele, a aura tomou forma — um demônio sorridente, envolto em sombras e poder. A pintura estava pronta para lutar.

    〘Informações〙

    ━━━━━━━━━━━━━

    『 Básicas:』

    ━━━━━━━━━━━━━

    • Nome: Bartolomeu 
    • Idade: 20 anos
    • Altura: 178cm
    • Peso: 78kg

    ━━━━━━━━━━━━━

    『 Avançadas:』

    ━━━━━━━━━━━━━

    • Afiliação: Baba Yaga’s hand 
    • Cargo: executivo
    • Uma das 12 pinturas do Noah 
    • Nomeação do quadro: O reflexo
    • Estilo de combate:???
    • Título:???

    ━━━━━━━━━━━━━

    〘Fim das informações〙

    — Eu vou arrancar essa sua cabeça por sequer pensar em tocar na minha mulher. — Rosnou Bart, e sua aura demoníaca explodiu como um vendaval, distorcendo o ar ao redor, fazendo o chão tremer e o céu parecer mais pesado.

    Continua..

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