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    『 Tradutor: Crimson 』


    O grupo de cavaleiros sagrados aproximou-se cuidadosamente do Vulcão Gangsas.

    Embora o auge da erupção já tivesse passado, e o céu não parecesse mais um cenário apocalíptico, rochas em chamas ainda eram lançadas ocasionalmente da cratera, caindo ao redor com longas caudas de fumaça.

    Esses fragmentos explodiam ao atingir o solo, levantando colunas de poeira enquanto se despedaçavam.

    Como estavam preparados, essas rochas não representavam grande ameaça. Sempre que alguma se aproximava demais, o Cavaleiro de Prata a destruía com um Golpe de Luz Sagrada. Os estilhaços resultantes já não conseguiam ferir os cavaleiros.

    Ainda assim, o grupo perdeu dois membros durante a escalada.

    Ao atravessar uma área cheia de rachaduras profundas, uma súbita corrente de fogo abrasador engoliu dois dos cavaleiros. Quando as chamas cessaram, restavam apenas dois corpos carbonizados. As armaduras ainda estavam lá, mas carne e tendões haviam sido completamente reduzidos a cinzas que se dispersavam no ar.

    O grupo não teve tempo para recolher os restos dos companheiros. Apenas fizeram uma breve oração silenciosa antes de seguir adiante.

    Nenhum deles sabia o que os aguardava. Sabiam apenas que precisavam obter informações sobre aqueles adeptos. Era a única forma de oferecer aos superiores dados suficientes para tomarem decisões corretas.

    Contudo, quando alcançaram a metade da montanha, o próprio vulcão começou a tremer violentamente.

    Um estrondo profundo ecoou do interior da montanha.

    Em meio ao caos ensurdecedor, uma aura esmagadora desceu sobre eles — uma pressão tão intensa que fez suas almas vacilarem. A visão ficou turva, os corações dispararam, e suas pernas tremiam a ponto de mal conseguirem se manter de pé.

    Aura dracônica! Era o poder de um dragão!

    A expressão do Cavaleiro de Prata mudou drasticamente ao reconhecer aquela presença.

    No entanto, antes que pudesse alertar os demais, uma explosão colossal irrompeu do interior do vulcão. A cratera cônica começou a colapsar, desabando para dentro.

    Toneladas de rochas vulcânicas, areia, terra e lava em ebulição despencaram de cima a uma velocidade absurda, inundando toda a região ao redor do Vulcão Gangsas.

    O pequeno grupo de sete cavaleiros sagrados sequer teve tempo de gritar antes de ser engolido pela avalanche incandescente.

    Três figuras emergiram da cratera nesse cenário apocalíptico, disparando para longe sem hesitar.

    Aooooo!

    Um longo rugido de dragão ecoou pelos céus.

    Um dragão azul brilhante, com o corpo envolto em relâmpagos, ergueu-se da cratera. Sobre suas costas estava o imponente Demônio Flamejante. Abaixo deles, entre os jatos de lava, podia-se vislumbrar vagamente um tigre flamejante de proporções colossais.

    As três silhuetas mudaram imediatamente de direção, dispersando-se em três caminhos distintos ao perceberem que estavam sendo perseguidas.

    “Eu e o dragão do trovão vamos atrás do adepto serpentino. Você vá atrás da psíquica!” Greem gritou do alto das costas de Arms.

    Ele já havia pago um preço alto demais nessa batalha. Se deixasse os inimigos escaparem agora, poderia morrer de frustração.

    “Vai mesmo deixar a bruxa fugir?” respondeu Cindral, indiferente. Seu corpo feito de chamas movia-se livremente pelo fogo, muito mais ágil que o Teleporte de Fogo de Greem. Para ele, não importava quem fosse o alvo.

    “Hmph! Ela é a azarada. Tem alguém esperando por ela para onde está indo!”

    Após essa breve explicação, Greem pisou levemente sobre o dragão do trovão. Arms rugiu e bateu suas enormes asas. Uma rajada furiosa se formou abaixo dele, e o dragão se lançou como um relâmpago azul pelo céu, perseguindo a serpente monstruosa.

    “Hehehe, uma psíquica humana de Terceiro Grau… Hmph!” Cindral bufou, caminhando pelo ar vazio enquanto seu corpo desaparecia nas chamas.

    Ele reapareceu silenciosamente em um mar de fogo a centenas de metros de distância. Olhou para a bruxa que ainda voava sobre a floresta, a mais de um quilômetro dali… e desapareceu novamente.

    Benija voava apressadamente pela floresta, lançando freneticamente Asa Espiritual, Voo e Evasão Visual sobre si mesma. De repente, sentiu um calor brutal e insuportável se aproximar. No mesmo instante, percebeu que estava em perigo.

    Ela olhou para trás, mas não viu nenhum inimigo em perseguição. Ainda assim, aquela sensação de ameaça persistia, tornando-a ainda mais cautelosa.

    Sem hesitar, mergulhou na floresta abaixo. Tirou um frasco de poção roxa e o bebeu, transformando-se misteriosamente em um pequeno rato cinza. Ergueu-se sobre as patas traseiras, observou o entorno e, ao não ver inimigos, esgueirou-se para dentro dos arbustos.

    Pouco depois, Cindral saltou silenciosamente de uma árvore próxima. Ele ergueu o focinho e farejou o ar em busca do rastro do inimigo.

    Psíquicos talvez não fossem os melhores em muitas coisas, mas eram, sem dúvida, especialistas em disfarce e ocultação.

    Combinando isso com suas camadas de magia mental, rastreá-los tornava-se extremamente difícil. Sem um alvo visual ou espiritual fixo, magias comuns de rastreamento e adivinhação eram facilmente enganadas por seus ataques mentais.

    No entanto, um tigre de chamas não era uma criatura comum!

    Cindral podia não sentir o cheiro da psíquica nem a aura de sua magia, mas a energia de fogo que ainda permanecia em seu corpo não escapava à sua percepção.

    Seguindo esse rastro, o tigre avançou pela floresta, às vezes disparando por vários quilômetros de uma vez. Por fim, parou diante de uma árvore antiga e imponente.

    Ele bateu o pé no chão, e uma onda de chamas amarelas se espalhou, reduzindo folhas mortas e apodrecidas a cinzas. Ali, entre as raízes da árvore, havia um pequeno buraco do tamanho de um punho.

    Cindral soltou um bufar frio de desdém. Abriu a boca e lançou um jato de fogo no buraco. As chamas se espalharam pelos túneis sinuosos, fazendo vapor e ar quente escaparem por várias saídas num raio de cem metros.

    Ele ouviu claramente um grito de dor vindo do subterrâneo!

    Pouco depois, Benija — ainda transformada — emergiu de um buraco envolto em fumaça. Antes que pudesse usar magia novamente, uma gigantesca garra de fogo a prensou contra o chão.

    Ela levantou a cabeça, aterrorizada, apenas para ver a enorme boca do tigre se aproximando cada vez mais.

    …………

    Remi, que liderava o exército da praga rumo ao vulcão, de repente deu um leve tapinha na criatura sob seu comando, fazendo-a parar.

    Ele fechou os olhos por um instante, concentrando-se ao receber rapidamente uma mensagem de Greem.

    Hm? Aquela velha bruxa de veneno está vindo para cá?

    Um sorriso frio e maligno surgiu imediatamente no rosto esverdeado de Remi. Ele estalou os lábios, e o exército da praga mudou de direção, correndo em alta velocidade para um ponto específico da floresta.

    Não demorou muito para encontrarem a velha bruxa perto de um pequeno riacho. Ela avançava rapidamente montada em sua vassoura voadora.

    Para evitar ser rastreada, Guinevere voava o mais baixo possível, deslizando entre a vegetação densa. Era mais lento, mas muito mais discreto.

    Na verdade, ela nunca havia parado de olhar para trás durante a fuga. Jamais imaginou que alguém pudesse interceptá-la pela frente.

    Por isso, seu rosto já grotesco se tornou ainda mais sombrio ao ver aquelas criaturas estranhas avançando em sua direção — e Remi, montado sobre uma enorme besta de Segundo Grau.

    Ela lançou vários frascos de poções no chão. Ao se quebrarem, se transformaram em estranhas bestas vodu venenosas. A maioria possuía o poder de criaturas de Segundo Grau. Uma delas era até um Lagarto do Pântano Tóxico de Terceiro Grau.

    Remi não deu atenção a esses inimigos. Ele estalou os dedos, e centenas, milhares de zumbis venenosos avançaram, submergindo o inimigo com sua quantidade avassaladora. As criaturas de Segundo e Terceiro Grau logo foram cobertas por enxames de mortos-vivos, sendo pressionadas contra o chão pela força dos números.

    Enquanto isso, os espectros de Primeiro Grau e os Portadores da Praga de Segundo Grau atacaram a velha bruxa.

    Flechas de praga, nuvens pestilentas, ondas de choque venenosas — todos os tipos de ataques cercaram a bruxa por todos os lados.

    A velha apenas acenou com a mão, e um veneno invisível se espalhou pelo ar. Nem mesmo os espectros, apesar de serem criaturas da praga, conseguiram resistir. Assim que a toxina infectava seus corpos frágeis, apodreciam rapidamente, dissolvendo-se em uma massa viscosa e se transformando em uma poça de líquido nojenta.

    Criaturas comuns da praga só conseguiam incomodar a bruxa. Não tinham chance de matá-la!

    Apenas um Terceiro Grau poderia enfrentar outro Terceiro Grau.

    Remi ordenou que a besta da praga sob ele avançasse. Em poucos instantes, estavam a menos de cem metros da bruxa, enquanto ela ainda lidava com os espectros. Ele então soprou uma rajada invisível de veneno em sua direção.

    Mesmo com sua resistência, Guinevere não conseguiu evitar um arrepio de medo quando o veneno a atingiu. Uma dor aguda e penetrante tomou conta de todos os seus órgãos internos, como se incontáveis insetos microscópicos estivessem devorando seu corpo por dentro.

    “Maldito pirralho! Você está cavando sua própria cova!” gritou a velha bruxa, enquanto sangue roxo escorria de seus olhos, ouvidos, boca e nariz. Com o aumento momentâneo de seu Espírito ao gritar, uma onda de veneno invisível também começou a se espalhar pelo corpo de Remi.

    No que dizia respeito à magia venenosa, Remi ainda era inferior à bruxa, já que havia avançado há pouco tempo.

    Mesmo assim, ele respondeu com um uivo selvagem diante do contra-ataque suicida da velha.

    Enquanto gritava, inúmeros zumbis venenosos que avançavam pelo campo de batalha colapsaram no mesmo instante. Remi havia drenado sem piedade a essência da praga em seus núcleos.

    Com esse reforço, conseguiu resistir por pouco ao veneno anormal de Guinevere. Em seguida, injetou ainda mais sementes de praga no corpo da bruxa.

    Os dois mestres do veneno urraram um para o outro, iniciando um confronto brutal, dilacerando um ao outro sem qualquer contenção!

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