Capítulo 052 – Saindo da Cidade Gêmea
Com sua ficha em mãos, Alexander foi até a guilda de aventureiros para obter informações com Mary — Bom dia, Mary. Você saberia dizer qual cidade aventureira nessa área está mais próxima da Floresta Estelar?
— Você está saindo da cidade? — perguntou Mary, surpresa.
— Sim. Mas não devo demorar — respondeu Alexander. — É apenas para completar um evento da academia de combate.
— Entendo… Mas quem são essas pessoas? — perguntou Mary, que, apesar de perguntar sobre as pessoas que não conhecia, mantinha os olhos em Stella.
— A garantia que as outras equipes terão uma chance — brincou Alexander.
— O que?! — gritaram Mark e Stella ao mesmo tempo.
— O que vocês têm a ver com a minha conversa? — indagou Alexander dando de ombros. — Sintam-se livres para saírem da equipe a hora que quiserem.
Mark e Stella se sentiram como gatos cujas caudas foram pisadas, mas eles não iriam dar esse gostinho a Alexander.
— Eu vejo — sorriu Mary. — A cidade que mais se encaixa na sua descrição é a Cidade Martelo de Ferro. Uma cidade que é tanto aventureira quanto ferreira.
— Ela fica bem próxima da Cidade da Fênix. Você só tem que fazer um desvio na parte final do percurso — explicou Mary enquanto voltava o seu olhar para Diana de uma forma um tanto… hostil?
Após descobrir qual seria o seu próximo destino, Alexander agradeceu Mary pela informação e foi embora. Mas Diana não foi embora sem levantar a cabeça e retribuir o olhar de Mary com um olhar de mesma intensidade.
Alexander não se apressou em deixar a cidade só porque já sabia qual era o seu destino. Ele preferiu perder algum tempo a mais para combinar o evento da academia com seu próprio plano. E para isso ele teve que ir até a loja de Jayce para pegar referências, afinal, ele estava indo para uma cidade de ferreiros.
Ao chegarem lá, o grupo se deparou com uma placa que dizia: Comprem e façam a manutenção de itens. Invista na sua segurança, pois os mortos não têm mais as suas riquezas, apenas os seus arrependimentos.
— … — Alexander.
Quando entrou na loja, Alexander viu Jayce parado no balcão de atendimento parecendo muito satisfeito, como se os negócios estivessem indo bem.
— As minhas manutenções passarão a ser gratuitas em troca do uso da minha frase no seu negócio? — provocou Alexander.
Jayce nem se dignou a responder. Ele simplesmente se levantou, foi até a porta, pegou a sua placa e a colocou debaixo do braço, provavelmente esperando para colocá-la de volta assim que Alexander saísse.
— Do que você precisa dessa vez, garoto? — indagou Jayce, como se nada tivesse acontecido.
— Indicações e recomendações — respondeu Alexander. — Estou indo para a cidade Martelo de Ferro e ouvi dizer que ela é um centro de ferreiros. Então quero saber se você tem alguma dica de quem devo procurar caso precise de algum serviço.
— Você está indo para a cidade Martelo de Ferro? Que ótima notícia. — disse Jayce entusiasmado. — Preciso muito mandar uma carta para o meu irmão que mora lá.
— Eu poderia contatá-lo com a comunicação da guilda dos aventureiros — disse Jayce. — Mas não nos falamos há muito tempo, eu prefiro uma carta — explicou ele.
— Interessante… Então também existe um meio de comunicação à distância neste mundo — pensou Alexander. — Mas não parece ser um serviço habitual.
— Com minha recomendação, ele deve te dar um preço favorável na associação dos ferreiros de lá — informou Jayce. — A associação onde ele trabalha compra matéria-prima, vende itens e recebe encomendas. Pode ser muito útil para você.
Alexander concordou em ser o mensageiro e Jayce foi escrever sua carta, mas o tempo gasto não agradou Mark e Stella, que vieram reclamar: — Por que está perdendo tanto tempo? Não deveríamos estar nos preparando para viajar?
Alexander deu de ombros para as reclamações: — Estou pronto para viajar desde o início. Vocês que estão me seguindo como sombras e se esquecem de fazer os próprios preparativos.
Ao ouvirem essa verdade bem desconcertante, Mark e Stella não souberam como responder. E antes que tivessem chance de pensar numa resposta, Alexander continuou: — Sairei da cidade em 1 hora. Acompanhar-me ou não é uma escolha de vocês, mas lembrem-se de não contarem com a ajuda de ninguém de fora do nosso grupo após saírem da cidade.
Mark ficou indignado com a atitude de Alexander, mas não fez nada porque viu Stella indo embora e a seguiu.
Alexander suspirou exasperado ao vê-los partir, pois tudo o que ele queria era uma equipe que ouvisse os seus comandos. Um simples requisito no qual esses 2 membros da sua equipe não se enquadram.
Depois que Alexander e Diana esperaram por algum tempo, Jayce voltou com sua “carta”. — O nome do meu irmão é John, e deve ser bem fácil encontrá-lo.
— Basta procurar por ele na associação dos ferreiros — informou Jayce. — Eu ouvi dizer que ele tem um nome lá.
Alexander ficou surpreso com a “carta”, mas não comentou. — Obrigado pela recomendação Jayce. Garanto que entregarei esta carta ao seu irmão.
Assim que saíram da loja, Alexander foi comprar alguns suprimentos e utensílios para ajudar durante o evento. E quando as compras terminaram, ele se virou para Diana. — Precisa resolver alguma pendência antes de sairmos da cidade? Nós ainda temos tempo.
— Graças a você já avisei a dona da hospedaria para onde me mudei que estava saindo da cidade para um evento da academia — respondeu Diana.
— Entendo — disse Alexander naturalmente. Mas a verdade era que por dentro ele estava surpreso e pensou: — Sou só eu ou ela não está mais tropeçando nas palavras quando fala comigo?
Não tendo mais problemas para resolver, Alexander foi buscar Ocean e eles foram até o portão norte da cidade aguardar o horário combinado.
Mark e Stella apareceram totalmente equipados e a cavalo antes que o prazo terminasse, mas Mark estava agindo de forma completamente arrogante e pomposa, pois havia descoberto que Alexander era um plebeu.
Ao vê-lo se comportar dessa maneira, Alexander agiu como se estivesse vendo o vento e só saiu no horário combinado com antecedência.
A atitude de Alexander deixou Mark tão irritado que seus pensamentos se transformaram em algo que só poderia ser descrito como clichê: — Como esse plebeu ousa tentar zombar tanto de mim? — Ele só não perdeu o controle porque estava tentando agradar Stella, e fazer com que ela se saísse mal em um evento da academia não parecia um bom plano.
Quando chegou a hora marcada, Alexander pediu a Ocean que levasse Diana em velocidade de caminhada e passou a caminhar ao lado delas.
Ao ver os três finalmente se moverem, Mark e Stella também avançaram, mas Mark fez questão de impulsionar seu cavalo para frente e assumir a liderança. E com o passar do tempo, ele convenceu Stella a se juntar a ele, indo na frente.
Aos poucos a “dupla dinâmica” se distanciou cada vez mais e Diana questionou Alexander: — Não deveríamos ir um pouco mais rápido para acompanhá-los.
Ao ouvir essa pergunta, Alexander abriu um amplo sorriso cinza e perguntou de volta: — O que você acha deles? O que você vê quando olha para eles?
Diana pensou um pouco, mas não conseguiu encontrar uma resposta. Ao vê-la sem resposta, Alexander deu sua própria opinião: — Na minha opinião, eles são um problema… Mas um problema útil.
— Como assim?
O sorriso de Alexander escureceu ainda mais, parecendo um pouco sádico, e ele respondeu calmamente: — Bandidos costumam agir em emboscadas. Mas como eles vão na nossa frente, não precisaremos nos preocupar muito com isso.
Diana entendeu o que Alexander disse, mas não tentou dissuadi-lo de tal ideia, já que eram eles que procuravam problemas ao se afastarem.
Após um bom tempo de viagem, a noite começou a cair. Mas antes que ficasse completamente escuro, sons de metal contra metal e pequenas explosões infestaram o anoitecer.
— É melhor você descer — avisou Alexander ao estender sua mão para ajudá-la a descer. — Pode haver arqueiros e você ficará muito exposta aí em cima.
Assim que Diana saiu de cima de Ocean, o grupo continuou a avançar, mas com o cuidado redobrado.
Surpreendentemente, não havia nenhum bandido atacando a “dupla dinâmica” que havia ido na frente. O que eles encontraram ao se aproximarem dos sons foi um aroma rico e perfumado que os convidava para fora da estrada.
Ao seguirem o cheiro, eles encontraram a “dupla dinâmica” brigando com um trio de estranhos.
Alexander logo entendeu o motivo da disputa ao observar atentamente a situação e descobrir a origem do aroma que perfumava o ar. O aroma, assim como a disputa entre os grupos, foi originado por uma planta pequena, dourada e de aspecto místico… Certamente uma {Maravilha da Natureza}. E uma que Alexander imediatamente reconheceu como a {Árvore da Boa Sorte}.
Essa {Maravilha da Natureza} tinha esse nome porque parecia uma árvore em miniatura, crescia em locais aleatórios, tem efeitos que variam de pessoa para pessoa e a maior parte da população não pode identificá-la até que ela esteja completamente madura. Em outras palavras, tudo depende da sorte.
Ao ver a chegada do grupo de Alexander, o trio de estranhos ficou apreensivo, mas Mark aproveitou para bolar um plano rápido e os chamou: — Finalmente vocês chegaram. Ajudem-nos a pará-los e esse tesouro será nosso.
Alexander, mais uma vez, se fez de surdo para as palavras de Mark e o ignorou completamente ao avançar em direção à {Árvore da Boa Sorte}.
O movimento repentino dele alertou a todos, que o atacaram sem qualquer hesitação em retaliação. Mas dessa vez Alexander não estava para brincadeira.
Em um único momento ele usou |Correr|, |Fortalecimento Corporal Mágico| focando em força e agilidade, e todos os atributos do [Anel do Deus Ladrão].
Com essa explosão de velocidade, Alexander não teve problemas em passar por todos, que haviam se afastado do tesouro para não danificá-lo com a luta, e guardou a {Árvore da Boa Sorte} no seu anel depois de uma certa encenação.
Tal façanha surpreendeu a todos, mas não foi suficiente para fazê-los desistir da planta. Todos ainda a queriam e apontaram para ele suas hostilidades.
— Todos têm o direito de lutar por uma {Maravilha da Natureza} enquanto ela ainda está na natureza. Mas essa já foi colhida por mim — avisou Alexander com tom mortalmente gélido. — E aqueles que tentam me roubar devem estar preparados para arcar com as consequências.
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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