Capítulo 062 – Caçando em “águas turbulentas”
Nota do autor: Boa noite. Estou lançando este capítulo extra para agradecer as novas avaliações feitas a novel, pois elas ajudam muito na credibilidade e no crescimento da novel, VLW Leitor Onisciente & Jose Brendo de Souza. Mas acima de tudo, esse capítulo extra é para compensar os leitores pontuais decepcionados com os meus atrasos anteriores.
Bom capítulo a todos.
Enquanto o resto do grupo ainda se perguntava o que estava acontecendo, uma criatura vermelha, mas levemente esverdeada, saltou do arbusto atacado para se esquivar do feitiço de gelo de Alexander.
Infelizmente para a criatura, este não era o seu dia de sorte. Assim que o feitiço colidiu com o chão perto dele, uma explosão gélida o engoliu.
A explosão em si não foi suficiente para matar a criatura, que tentou escapar. Mas Ocean, se aproveitando da lentidão que o poder gélido causou, a derrubou com uma habilidade que lançou 5 espinhos de gelo.
Os espinhos de Ocean foram menores e não explodiram como a estalactite que Alexander materializou ao modificar o feitiço |Canhão D’água| com o seu aprimoramento (Coração da Água Congelada), mas eram mais afiados e emanavam um poder gelado, bem como se pareciam muito com Turmalinas Paraíba.
Alexander ficou surpreso ao olhar para a criatura que foi morta por apenas uma habilidade de Ocean e pensou: — A cor do gelo dela é diferente… Será que o poder de gelo também se tornou de gelo verdadeiro?
— Não é impossível, pois a letalidade dessa habilidade corresponde pelo menos ao pico de um feitiço Tier I — analisou Alexander. — Essa habilidade também não parece ser um dos feitiços que passei para ela…
Ao se aproximar da criatura para olhar com mais cuidado, Alexander percebeu que era um {High Goblin} e pensou: — Ele não teve chance. O atributo (Defesa) dele devia ser baixo, e Ocean atingiu-o em cheio em ao menos 4 pontos vitais.
Afastando-se do corpo, Alexander viu que sua equipe aguardava uma explicação para entender o que estava acontecendo e disse: — Ele era um batedor.
Ao perceber que seu grupo precisaria de mais informações, Alexander suspirou desanimado. — Ele estava nos seguindo.
Vendo que eles ainda não haviam feito as conexões, Alexander decidiu ser o mais claro possível: — Uma criatura que simplesmente passa por nós não é um problema muito sério. Mas aquelas que passam a nos seguir para colher informações e/ou confirmar nossa posição para tentar nos emboscar devem ser eliminadas imediatamente.
Mesmo com o grupo finalmente entendendo o ponto de Alexander, uma dúvida permaneceu, e foi Stella que deu voz a ela: — Será que realmente precisamos nos preocupar tanto? Era apenas um goblin.
— O que você acabou de dizer tem tantos erros que eu nem sei por onde começar a corrigi-la — disse Alexander ao voltar a caminhar. Ele claramente não queria ficar ali para ver que criatura o corpo do goblin atrairia.
Quando viram seu batedor voltar a mover-se e se preparar para falar, o resto do grupo o seguiu. — O seu primeiro erro foi pensar que estávamos lidando com apenas 1 goblin, pois os goblins são, até certo ponto, criaturas bem sociáveis que geralmente vivem e atacam em grupos ou bandos.
Sentindo que o grupo foi receptivo, Alexander continuou: — Seu segundo erro foi pensar que era apenas um {Goblin}, já que na verdade era um {High Goblin}, um monstro de 1ª evolução.
— Pode não parecer, mas faz total diferença — disse Alexander — Pois para utilizá-lo como batedor, o líder dele deve estar pelo menos na 2ª evolução.
— Seu terceiro erro foi menosprezar a raça Goblin — garantiu Alexander, já que ele, mais do que qualquer outro humano, sabia muito bem disso. — Eles podem não ter um poder devastador como algumas espécies temidas, mas possuem várias sub-raças e podem desenvolver inúmeras habilidades. Algumas das quais talvez ainda nem estejam registradas.
Abismado com a falta de conhecimento do grupo, Alexander começou a ponderar sobre sua situação: — Isso é estranho. Meu grupo deveria estar entre os mais fortes, se não for o mais forte, mas eles não parecem ter o menor conhecimento prático ou senso de sobrevivência.
— Deve haver outras formas de subir de nível além de caçar, como treinar e fortalecer o corpo com a energia do ambiente, mas mesmo assim… É como se eles nunca tivessem caçado — pensou Alexander, tentando entender a situação.
Surpreendentemente, não demorou muito para encontrarem uma pequena caverna onde pudessem passar a noite. Mas assim que eles a verificaram, um cheiro estranho chamou a atenção do grupo… Algo estava queimando ali perto.
— Não deveria haver incêndios naturais nessa época do ano, especialmente em uma noite sem chuva como essa — disse Alexander ao observar o céu, que não apresentava o menor indício de raios ou chuva.
— E o que devemos fazer? — perguntou Diana.
Após considerar um pouco suas opções, Alexander respondeu: — Esperem aqui. Vou ver o que está acontecendo e já volto.
Ao ver Alexander desaparecer por entre a vegetação, Diana inconscientemente se perguntou em voz alta: — Como ele consegue fazer tão pouco barulho ao caminhar pela vegetação?
O resto do grupo instintivamente se perguntou a mesma coisa ao ouvi-la. Mas ao pensarem bem sobre isso, eles ficaram bem surpresos e assustados, pois essa não era uma “habilidade” que a academia deles ensinava.
Eles obviamente não tinham como saber que isso era apenas a combinação da experiência que Alexander teve na pequena clareira onde acordou neste mundo com os instintos sobre-humanos que o talento dele lhe proporcionou. Mas a falta de informação deles não os impediu de fazerem suposições a respeito dele até a sua volta, uns 10 minutos depois.
Ainda com um rosto pensativo, de quem ainda estava calculando algumas coisas, Alexander explicou a situação ao grupo: — É exatamente como imaginei. Existem algumas criaturas lutando não muito longe daqui.
— E o que vamos fazer? Recuar? — perguntou Stella, subconscientemente tratando Alexander como o líder do grupo.
— Recuar? — sorriu Alexander. — Nós vamos caçá-los nessa turbulência.
Esta não seria a primeira vez de Alexander caçando em “águas turbulentas”. Mas como seria a primeira vez do resto da equipe, ele teve que explicar o passo a passo de como seu plano iria funcionar.
A equipe dele ficou feliz ao saber que o plano consistia principalmente em uma emboscada, pois seria mais fácil e menos perigoso que o combate direto. Mas a felicidade deles desapareceu imediatamente quando descobriram que o alvo era uma criatura de 2ª evolução rara.
— Não é melhor recuarmos por enquanto? Já está escurecendo — argumentou Mark. — Ficaremos em desvantagem devido à má iluminação.
Alexander apenas deu de ombros. — Eu apresentei uma opção, que obviamente tem seus prós e contras. Não vou forçar vocês a segui-la.
— Mas considerem bem suas opções — contra-argumentou Alexander. — Nós podemos nos arriscar agora e, quem sabe, acabar logo. Ou podemos deixar para amanhã e ficar, sabe-se lá quantos dias, à mercê desta floresta em busca de uma oportunidade que pode nem ser tão boa quanto esta.
— Talvez… talvez seja melhor acabar logo com isso — opinou Diana ao olhar para a vasta extensão de árvores que cercavam o grupo.
— Talvez… — concordou Stella, também apreensiva em ter que ficar por ali mais tempo do que o necessário.
— E o monstro de 2ª evolução que você falou? — indagou Mark — Ele é forte?
— É um tipo raro — respondeu Alexander sem esconder a verdade. — Ele está no estágio inicial da 2ª evolução, mas deve ser capaz de enfrentar algumas criaturas que atingiram o estágio intermediário.
— Você é louco? — explodiu Stella. — Está tentando nos matar?
Alexander imaginou que essa seria a reação deles, especialmente considerando que o grupo ainda devia se lembrar bem da explicação dele sobre o terror de uma criatura de 2ª evolução na natureza. Mas ele apenas sorriu calmamente.
— Fiquem calmos e confiem no plano — disse Alexander. — Mas temos que ir agora para o plano funcionar.
Apesar de todas suas dúvidas, o grupo decidiu confiar em Alexander. Eles então deixaram o cavalo acomodado na caverna e o seguiram pela vegetação fazendo o mínimo de barulho possível.
Ao chegarem perto do conflito, eles rapidamente se esconderam, pois a última coisa que precisavam numa emboscada era se exporem antes do planejado.
“Acomodados” à margem da situação, o grupo logo viu algo que só poderia ser descrito como… cômico. Era como se uma das partes não estivesse tentando matar a outra, e a luta deles não passasse de um grande jogo de pega-pega.
A parte que tentava “pegar” era formada por uma criatura humanoide azul de aproximadamente 1,75m de altura, que segurava uma lança grande e rústica, e sua montaria, um {Presas de Ferro}.
O {Presas de Ferro}, por sua vez, era uma criatura suína de 1ª evolução que se assemelha muito a um javali, mas tinha 1,5m de altura e presas metálicas.
A parte que tentava não ser pega era uma raposa azul que parecia ter 0,8m de altura e ser modesta à primeira vista. Mas com o passar do tempo, ela mostrou que sua agilidade e astúcia não deveriam ser subestimadas.
— Você disse que ele estava na 2ª evolução, mas não disse que ele tinha uma montaria/familiar — disse Stella apontando para a criatura azul. — Você está louco se acha que vamos nos envolver nisso.
— Cuidado com a sua voz — avisou Alexander.
— É claro que NÓS não vamos lutar contra ele — disse Alexander ao se virar para Diana, Mark e Stella com um sorriso agridoce. — VOCÊS vão lutar contra ele.
— Vamos o quê?! — quase gritou Stella. Mas Alexander foi mais rápido e cobriu a boca dela com sua mão.
— Pela última vez, cuidado com a sua voz — lembrou Alexander novamente.
Stella rapidamente lançou a mão de Alexander para longe da sua boca e se afastou dele gesticulando como se fosse dizer algo, mas não disse nada. Só ela, ou nem mesmo ela, poderia dizer se foi por vergonha ou raiva.
Ao ver a situação indo longe demais, Alexander tentou amenizá-la: — Eu não pediria algo impossível para vocês. Confiem em mim, e no meu plano.
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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