Capítulo 119 – Algo errado
Ao ouvir Alexander, que havia abatido um {General Goblin} sem demonstrar muita dificuldade, dizer-lhes para saírem por uma questão de segurança, o grupo de aventureiros nem pensou antes de se virar e sair. O que eles não sabiam era que ele só foi capaz de tal façanha tão facilmente por causa de |Esgueirar-se|, que não funciona sob interferências, como habilidades ou entrar em salas de masmorras.
Não precisando mais se preocupar com olhares curiosos, Alexander usou |Campo da Água|, |Domínio Aquático| e |Combate Aquático| para entrar no lago sem perder a sua capacidade de combate. Mas após algum tempo lá dentro ele voltou com uma expressão estranha no rosto.
* Ding! *
[Você entrou em uma masmorra]
* Ding! *
[Você tem duas novas missões]
— Aconteceu alguma coisa? — perguntou Diana ao ver o rosto dele, preocupada.
— Estou bem… Acontece que não era uma criatura do tipo rei o que eu estava sentindo, mas uma masmorra — explicou Alexander. — Porém não estamos em condições de limpá-la agora e não temos tempo para voltar mais tarde.
— Não podemos só descansar aqui e limpá-la depois? — perguntou Diana.
— Não é esse o problema — disse Alexander. — Isso vai reduzir o tempo que você terá para se despedir dos seus pais.
Tal consideração realmente tocou Diana.
Desde que o conheceu, ele nunca desistiu da oportunidade de limpar uma nova masmorra ao menos uma vez.
— Tudo bem. Podemos passar um pouco mais de tempo aqui — garantiu Diana antes de beijá-lo. — Você esperar por eles só para me dar tempo de revelá-los já é muito importante para mim.
Suspirando pesadamente após pensar muito, Alexander decidiu aumentar ainda mais sua dívida com ela e limpar a masmorra. Ele realmente iria precisar de cada ponto de crescimento que pudesse conseguir para evoluir suas classes.
Não querendo gastar mais tempo do que o necessário, ele usou |Domínio Aquático| e |Combate Aquático| para levar todos para dentro da masmorra através de uma caverna subaquática, onde começou a tomar poções para recuperar.
Com Ocean liderando o caminho enquanto ele ainda se recuperava, Alexander notou que aquela masmorra era diferente das outras que já haviam passado.
Havia áreas únicas, alagadas ou com muita água, projetadas para favorecer as criaturas da masmorra. A maioria delas era aquática, anfíbia ou vivia próxima à água, dificultando o avanço do grupo.
— Essa masmorra tem mais criaturas ou é apenas impressão? — perguntou-se Alexander antes de alertar Ocean: — Tenha cuidado, Ocean. Eu sinto que há algo errado com esta masmorra.
Sem saber exatamente o que o fazia se sentir assim, Alexander decidiu fazer uma pausa em frente às portas do primeiro subchefe para que Ocean pudesse descansar um pouco e ele tivesse tempo de descobrir qual era o problema. Mas mesmo após o seu grupo ter descansado bem, ele não conseguiu encontrar nada de errado.
Não encontrando o que o estava incomodando, Alexander começou a pensar que o aprimoramento (Sentidos Aprimorados) poderia estar reagindo de forma exagerada a alguma coisa e decidiu continuar. Mas assim que a sala do subchefe foi aberta, ele imediatamente descobriu porquê estava se sentindo desconfortável desde que entrou na masmorra.
[{Sufocamento Mortal} – Besta – 3ª evolução]
O subchefe era uma grande cobra d’água marrom com cerca de 8m que não tinha presas longas, mas era extremamente musculosa. Para piorar a situação, o problema não era apenas o subchefe. As portas atrás dele, que deveriam estar fechadas, estavam abertas.
— Estamos voltando! AGORA! — comandou Alexander. — Não sei o que pode acontecer aqui. Essa {Masmorra Avançada} não é (Comum), é (Variante).
No instante em que o grupo começou a correr para a saída, uma sensação de perigo invadiu Alexander; um sentimento totalmente antinatural. Ocean, que tinha instintos e sentidos mais fortes que os dele, não parecia senti-lo.
Ele não viu, ninguém viu. Uma armadilha foi acionada e eles caíram.
Mesmo sentindo o perigo de antemão de alguma forma, quase não houve tempo para reagir.
O que o deixou um pouco aliviado foi que conseguiu proteger e afastar Diana e Ocean quando um brilho o envolveu.
Após apenas um segundo, Alexander apareceu em outro lugar, que sentiu ainda estar dentro da masmorra, e um som que nunca tinha ouvido antes soou.
Antes mesmo que ele pudesse se virar em direção ao som, uma dor lancinante assolou suas costas. Suas asas emitiram um som nauseante e o lançaram em direção à parede em velocidade vertiginosa.
Incapaz de parar seu corpo, Alexander viu em pleno voo que quem o atacou foi um grande e extremamente robusto crocodilo preto de 6 patas que tinha uns 3m de altura, 4m de largura e 8m de comprimento. O que o atingiu foi a cauda da criatura, com quase 6m de comprimento.
Mesmo tendo sentido mais dor ao bater pesadamente na parede, Alexander não poderia estar mais grato pela sua situação. Se tivesse recebido aquele golpe alguns dias antes, quando as suas escamas ainda não eram tão fortes quanto placas de escudo, mesmo com sua armadura, ele ainda teria perdido metade da sua vida.
— O seu nível de força é muito alto para ser apenas uma criatura nos níveis intermediários — analisou Alexander. — Esse golpe foi ainda mais forte que a patada do {Urso Rei da Floresta}, que já tinha força extrema… Deve ser o BOSS dessa masmorra variante, uma criatura nos níveis finais da 3ª evolução.
Levantando-se apressadamente, pois sabia que o crocodilo já devia estar vindo em sua direção, ele ignorou a sua dor e começou a correr enquanto bebia uma [Poção de Saúde (Avançada)] e usava |Santuário|.
Assim que sentiu a criatura perigosamente próxima, Alexander materializou sua lança, chutou a parede para longe da direção que o crocodilo tentou mordê-lo e desferiu um forte golpe na lateral do réptil.
Aquele golpe de Alexander, que foi pesado e poderoso, superou o que decapitou o {General Goblin}. Mas ainda assim não causou nada além de danos superficiais devido às escamas da criatura.
Indignado com a resistência tão fútil daquela pequena criatura, o crocodilo jogou o rabo nele em resposta.
Incapaz de desviar da cauda da criatura por estar no ar, Alexander brandiu a sua lança para desviá-la. Mas mesmo com seu sucesso em desviá-lo para o lado, a imensa força do golpe ainda o jogou para trás com os braços meio dormentes.
— Eu não vou conseguir vencer num confronto direto. Tenho que pensar em outro jeito — analisou Alexander ao voltar a correr. — Eu não posso morrer aqui. Diana também deve estar em perigo.
— Espere. Essa coisa é uma espécie de crocodilo… — pensou Alexander ao se lembrar de algo. — Aquilo deve funcionar.
Com um plano em mente, ele guardou a lança, usou todos seus fortalecimentos, fez um longo movimento curvo para se colocar de frente para a criatura e investiu contra ela, que não se intimidou e se preparou para mordê-lo até a morte.
Assim que a boca do crocodilo se abriu para mordê-lo, Alexander liberou o máximo de seda que pôde e chutou o chão com força para pular por cima da criatura.
Ao vê-lo tentar pular sobre ele, o crocodilo se levantou e abriu ainda mais a boca para mordê-lo ainda no ar, o que por sua vez permitiu a Alexander jogar toda a seda que produziu na boca da criatura.
O crocodilo não pareceu se importar com essas ações. A confiança dele em poder mordê-lo era alta.
No entanto, no último momento, Alexander abriu suas asas machucadas e conseguiu se esquivar por pouco.
Após completar a missão de ajudá-lo a se esquivar, as asas estalaram e emitiram sons de protesto para deixar uma coisa bem clara: voar não era uma boa opção.
Sem se importar com a dor, Alexander segurou-se no focinho do crocodilo menos de 1 segundo depois que ele mordeu sua seda, que estava na versão pegajosa, com toda a força que conseguiu reunir.
— É agora — pensou Alexander ao liberar seus fios na versão mais resistente que conseguia produzir e os controlar com |Tecelagem de Fios| para amarrar bem e manter a boca do crocodilo, sua principal arma, fechada.
Sentindo a criatura em cima dele tentando restringir sua boca, o crocodilo tentou abri-la enquanto se balançava para derrubá-lo. Mas os fios tesouro-de-seda não eram considerados os melhores do mundo à toa e resistiram bem o suficiente para manter a boca do crocodilo selada.
Talvez outra criatura nos níveis finais da 3ª evolução conseguisse se libertar dos fios. Contudo, Alexander lembrou-se de informações sobre os crocodilos: mesmo sendo extremamente poderosos e perigosos, eles contrastavam a força de fechar suas mandíbulas em uma mordida poderosa com a incapacidade de usar a mesma força para abri-las.
Com a maior e principal arma do crocodilo selada, Alexander materializou a lança e brandiu-a no olho da criatura.
Ao sentir o perigo, a criatura conhecida como {Tirano Negro} lutava para se libertar. Ele ainda tentou se virar para proteger seu olho, mas sua reação foi lenta demais.
Quando a lança atingiu o seu olho, o crocodilo soltou um som horrível de dor e raiva. Seu corpo imediatamente começou a se iluminar e a inchar enquanto ele girava a cauda em direção a Alexander bem mais rápido do que da última vez.
Não tendo como evitar aquele ataque, Alexander recuperou sua lança e a brandiu contra a cauda. Mas aquele golpe foi tão forte que ainda o fez bater pesadamente na parede do outro lado da sala. Um impacto extremo sacudiu todo o seu corpo e fez seus ossos começarem a trincar.
Este único golpe foi suficiente para mostrar a Alexander que mesmo com a boca do crocodilo selada, ele não sobreviveria para ver a habilidade frenética da criatura terminar se não fizesse nada.
Não tendo outra opção, Alexander respirou fundo e guardou sua armadura. Em seguida, enfiou a lança no chão e encarou o crocodilo com selvageria. — |Natureza Selvagem|.
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Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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