Capítulo 126 – Longa noite
Quando Diana começou a reagir ao aprimoramento (Constituição Dracônica), Alexander usou a habilidade |Energizar Familiar|. Ela passou a fornecer à companheira sua própria energia, mais potente e consistente.
Sentindo a energia poderosa dele, o corpo de Diana pareceu pulsar de alegria. Ele começou a observá-la cada vez mais atentamente.
Com esse cenário propício, não demorou muito para que a mudança de fato começasse — o que a fez gritar de dor.
A transformação continuou a se intensificar a cada segundo, fazendo Diana gritar cada vez mais. Alexander chegou a se perguntar se havia feito a escolha certa.
Felizmente para ambos, a pior parte ficou entre o início e a metade do processo, quando os gritos de dor começaram a diminuir. Era como se a mudança fundamental já tivesse ocorrido no âmago dela, restando apenas os ajustes necessários.
Embora tudo indicasse que a alteração mais profunda já tinha acontecido, o corpo de Diana passou a consumir a energia de Alexander num ritmo cada vez maior.
Ele não conseguiria dizer quanto tempo havia se passado. Toda a sua atenção estava concentrada nela.
Quando o processo terminou, o corpo dela pulou da cama, embora ela estivesse praticamente desmaiada.
Assustado e surpreso, Alexander imediatamente a tomou nos braços e usou |Santuário| e |Regeneração| para ajudá-la a se recuperar por conta própria. Não ousou usar nada mais forte do que isso antes que ela se estabilizasse…
Mesmo sob os cuidados intensos dele, Diana só acordou depois do que pareceu uma eternidade para ele.
O mais estranho é que ela não parecia fraca e confusa, mas incrivelmente viva.
Ao vê-la despertar com tanta vitalidade, Alexander suspirou aliviado.
No entanto, não demorou muito para que ele percebesse que algo estava errado com o corpo dela. Ele estava bastante ruborizado, e algo parecia diferente em seus olhos.
Reconhecendo os sintomas, Alexander não pôde deixar de lhe lançar um olhar estranho, como se não soubesse dizer se aquilo era sorte ou azar.
— Você está bem, Diana? — perguntou ele. — Sente algo estranho?
— Não. Estou bem — respondeu ela. — Mas meu corpo está quente. É como se…
— Como se seu sangue estivesse fazendo seu corpo ferver? — disse Alexander, ao vê-la procurar as palavras para expressar o que sentia.
— Sim. É exatamente isso — confirmou Diana, surpresa. — Como sabe? Nem eu sabia como explicar até você dizer.
— Porque é assim que a energia dracônica me faz sentir quando estou perto de você — explicou ele, num tom agridoce. — Desculpe por isso. É culpa minha.
— Então é por isso que, desde que acordei, meu desejo por você vem aumentando cada vez mais — murmurou Diana. — Então é assim que você se sente…
Ao chegar a essa conclusão, o brilho nos olhos dela mudou para algo perigosamente semelhante a… fome.
— Não precisa mais se segurar — comentou Diana, enquanto a centelha de fome em seus olhos só aumentava.
— Eu preciso — sorriu Alexander. — Você passou por grandes mudanças e precisa descansar para se recuperar da melhor forma possível.
— Já que você não vai tomar a iniciativa, eu vou — disse Diana, que se abaixou, encaixando-se nele e, sem pensar duas vezes, desceu com força, soltando um longo gemido de prazer ao chegar ao fim.
Foi só nesse momento que o consciente de Alexander lembrou que eles estavam nus e que ele estava mais do que pronto. Mesmo que ele tivesse esquecido a própria situação, seu corpo não esquecera; nem por um segundo.
— Pare, Diana. Você precisa se recuperar — apontou ele ao segurá-la.
Diana então se estendeu um pouco para beijá-lo.
Com seu hálito quente, falou provocativamente no ouvido dele:
— Parece que não está disposto a usar sua força para me impedir, com medo de me machucar…
— Uma pena. Eu até queria vê-lo usar um pouco de força… — disse, manhosamente. — Mas não para me parar.
Após provocá-lo, desceu novamente com força, soltando outro gemido, o que levou Alexander ao limite da racionalidade e o deixou sem saber o que fazer.
Justo quando estava prestes a se perder em sua confusão, lembrou que podia verificar a condição dela através do sistema.
Com a mente confusa e acelerada impedindo uma concentração adequada, tudo o que conseguiu confirmar foi que o HP dela estava mais alto do que antes e não parecia estar diminuindo.
Mesmo não estando cheio, sua condição constava como {Boa — Ardor}.
Finalmente conseguindo se acalmar e aproveitar o momento, Alexander agarrou a bunda dela com a mão esquerda, puxando-a para baixo com força, e a trouxe para um longo beijo com a direita.
Ficou surpreso e bastante feliz ao perceber que ainda estava totalmente consciente mesmo depois daquele beijo prolongado. Claro, seu sangue ainda fervia de luxúria, mas a consciência não estava nem um pouco turva como das outras vezes.
Extremamente animado com a situação, Alexander segurou Diana com ainda mais firmeza e sussurrou em seu ouvido:
— Espero que tenha se divertido bastante enquanto pôde, filhote. Porque agora o grande dragão malvado vai te ensinar a obedecer ao que ele diz.
Diana imediatamente estremeceu da cabeça aos pés e apertou-o com muita força, além de lançar-lhe um olhar tímido de expectativa. O que, por sua vez, fez com que ele começasse a lhe dar instruções detalhadas sobre o que fazer — o que a fez apertá-lo ainda mais.
— Mesmo que eu tenha acabado de ouvir essas palavras e seus significados, ainda é muito vergonhoso dizer isso — disse Diana, completamente envergonhada.
Assim que ela terminou de falar, ele deu-lhe um tapa leve, mas firme, na bunda, o que a pegou de surpresa, mas também a fez apertá-lo novamente.
— Como disse para me chamar? — perguntou Alexander, com um leve tom de comando na voz.
— Me desculpe… Senhor Dragão — respondeu Diana, quase sussurrando.
Satisfeito com a resposta, ele deu-lhe um beijo molhado como recompensa.
Verdade seja dita, as próprias palavras teriam pouco ou nenhum efeito sobre Alexander. Mas as reações dela, que eram facilmente previsíveis, teriam efeitos extremos — por isso ele a apresentara a uma linguagem mais suja.
— Boa garota — elogiou Alexander. — Você sabe o que fazer agora, certo?
Diana assentiu levemente e se posicionou na cama como se fosse engatinhar. Mas no último momento pareceu hesitar em fazer o que ele dissera.
Ao ver isso, Alexander deu outro tapa na bunda dela, o que a fez soltar um gemido baixo e começar a fazer o que lhe fora ordenado.
Ela então ergueu a cauda para que ele tivesse uma visão ampla de sua região mais sensível, passou uma das mãos entre as pernas para abrir ainda mais a área e começou a falar quase num sussurro:
— Por favor, mete na buceta dessa cachorrinha no cio, Senhor Dragão.
Incapaz de se conter diante das reações dela, Alexander passou os braços em volta de suas pernas e de sua cauda para prendê-los, impedindo que ela conseguisse se afastar, e começou a prová-la.
Tal como esperava, o primeiro instinto dela foi afastar-se de uma sensação e estímulo tão desconhecidos. Mas como suas pernas estavam firmemente contidas, não havia como escapar da situação.
Sabendo que precisava enfraquecer e acalmar uma Diana arredia, Alexander focou-se no local que causaria maior impacto e começou a acariciá-lo suavemente com a língua.
Sem ter como escapar, perdendo as forças e com todo o corpo sentindo arrepios com aquela nova sensação, ela logo decidiu desistir e se entregou para que ele fizesse o que quisesse.
Com Diana completamente entregue, Alexander soltou suas pernas, que quase desabaram por falta de forças, virou-a e começou a apresentá-la ao que eram as verdadeiras preliminares.
Com a capacidade de enrijecer apenas o centro da língua com energia, mantendo o resto mais suave, e de alternar a sensação de seus toques do natural para o frio ou quente livremente, bem como seu gosto inerente por provocá-la, ele a levou a algo muito próximo da loucura.
Ao sentir que Diana não aguentava mais as provocações, Alexander a recolocou na posição de engatinhar, abriu suas asas para envolvê-los e aumentar o clima, e penetrou-a de uma só vez.
Quando finalmente sentiu a coisa real dentro dela, Diana praticamente rosnou, e eles começaram a fazer sexo de forma selvagem e animalesca.
— Senhor Dragão, empurre mais forte na buceta dessa cachorra no cio — pediu Diana, aos gritos. — Bata mais na minha bunda enquanto me beija.
Sabendo que isso não era algo que ele pedira que dissesse, mas algo que ela mesma decidira pedir, o sangue dele ferveu ainda mais.
O ímpeto de Alexander em atender seus pedidos fez com que a cama, que já estava no limite há muito tempo, quebrasse. Mas eles não se importaram e afundaram-se ainda mais na luxúria — um desejo que parecia não ter fim, pois agora ela parecia tão sedenta quanto ele.
Com essa ânsia de querer sempre mais, realizaram todo e qualquer desejo que passou pela cabeça de Diana. E o primeiro passo foi começar a usar suas habilidades, feitiços e afins para cometer atos cada vez mais libidinosos.
Um bom ponto a se ressaltar foi que Alexander descobriu que, diferentemente de sua cauda, que parecia feita para o combate, o rabo de Diana era sensível.
Ele também ficou muito feliz por ter o feitiço |Debilitar|, porque isso lhe permitiu jogar ainda mais jogos com ela. E como ela queria aquilo e não resistiu de forma alguma, ele poderia facilmente tirar um de seus sentidos de tempos em tempos.
Os dois eram tão insaciáveis que não pararam até perceberem que o sol já havia nascido. Mas quando olharam em volta, perceberam que o quarto e o banheiro estavam completamente bagunçados e permeados por um certo… odor.
O cheiro no quarto era tão forte que, se pudesse, o lado goblin de Alexander se materializaria apenas para cumprimentá-lo e dizer o quanto estava orgulhoso.
Alexander não ficou particularmente envergonhado com tal feito. Mas admitiu internamente que não esperava usar tanto |Tecelagem de Fios| a ponto de essa habilidade subir de nível.
Ding!
[|Tecelagem de Fios (Iniciante)| subiu para |Tecelagem de Fios (Intermediário)|]
Após se acalmar um pouco, ele conseguiu discernir todas as pequenas mudanças que aconteceram com ela. Mas, assim como esperava, era nítido que ela crescera.

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