Capítulo 132 – Um problema atrás do outro (Parte I)
Nota do autor: Salve, pessoal. Este capítulo é o segundo capítulo extra apoiado pelo brábissimo, Bell Cranell, que vira e volta está aqui nos comentários. Então, se pudessem deixar um salve de agradecendo para ele, eu ficaria feliz.
Dito isto, gostaria de reiterar a minha gratidão por este apoio: Salve, Bell. Você é brábissimo.
Bom capítulo a todos.
Alexander nunca tinha visto qualquer {Dragão} na sua vida, mas não tinha dúvidas de que a energia que sentiu era de um. E um com uma energia ainda mais pura que as do núcleos que absorveu.
O interessante era que mesmo sendo extremamente pura, a energia também era muito muito mais fraca que a dele, ou mesmo a de Diana.
— Mudança de planos — disse Alexander ao seu grupo depois de perfurar e destruir o que restava da masmorra com seu |Sopro do Dragão|. — Acabei de sentir algo muito interessante.
Sem esperar resposta, ele voou na direção em que sentiu a energia, para não perder o rastro. E não muito depois dele ter se aprofundado na floresta, um comboio de 3 carruagens fechadas apareceu diante de seus olhos.
A caravana era no mínimo suspeita, já que a primeira carruagem estava cheia de pessoas feridas que não poderiam estar mais felizes falando sobre como o lucro que obtiveram com o filhote de urso não seria nada comparado ao que eles conseguiriam desta vez1. Enquanto isso, as demais carruagens tremiam bem além do normal, principalmente a última, que parecia querer ceder a qualquer momento.
Não era preciso ser um gênio para entender o que estava acontecendo ao juntar todos os fatos. E por mais triste e cruel que fosse esse tráfico, não era exatamente um problema pelo qual ele colocaria Diana e Ocean em perigo. Mas pessoas da caravana não ficaram nada felizes em vê-lo pairando no céu olhando para eles, o que assustou seus animais, os fazendo parar. Alguns até começam a sacar suas armas enquanto observam cada movimento dele.
Após pensar um pouco no assunto, ele decidiu descer, mantendo alguma distância, para tentar negociar com eles.
— Não é que eu queira dificultar as coisas para vocês, pois posso ver que vocês são aventureiros assim como eu, mas a criatura na carruagem do meio está me chamando — explicou Alexander. — Foi assim que encontrei vocês.
— Não querem negociar comigo? — ofereceu ele. — Vendam-me o que está no vagão do meio por um preço justo e todos poderemos seguir o nosso destino de maneira tranquila e realizada.
Ao ver que os “aventureiros” estavam ponderando sobre o que fazer, Alexander tentou incentivá-los: — Digam-me. Quanto vocês querem por esse drag-.
Antes que ele pudesse terminar as suas palavras, um dos “aventureiros” tentou cortar sua cabeça ao pensar ter visto uma abertura, mas tudo o que restou dele foi um corpo rasgado e mutilado pela energia espacial que emanou dos seus chifres.
— Mo-Mon-Monstro! — gritou um dos “aventureiros”.
— Eu não queria problemas e estava sendo razoável, mas vocês não só não aceitaram a proposta, como também tentaram me matar… Bom, bom, muito bom. — disse Alexander num tom mortalmente calmo, mas infinitamente sombrio. — Agora que vocês me forçaram a chegar até esse ponto e viram o que viram, eu quero ver como vocês vão sair daqui vivos.
Deixando todas suas reservas de lado e liberando seu poder, ele começou a atacar os “aventureiros”, pois nenhum deles iria sair vivo. Ele não sabia se algum deles tinha ideia do que viu, mas o fato era que viram, e ele não correria tal risco.
— Ele quer mesmo matar todos nós! — gritou um dos “aventureiros” para seus companheiros. — Soltem aquela coisa! Ela vai nos dar algum tempo para fugir!
Desesperado por uma chance de escapar, um dos “aventureiros” abriu a terceira carruagem do comboio sem pensar muito no resultado.
A consequência dessa ação desesperada foi que uma criatura que se assemelhava muito a um gigante mastim tibetano preto2, medindo cerca de 2,5 m de altura, saiu da carruagem e o dilacerou. Mas o plano deles funcionou até certo ponto, pois o mastim identificou Alexander como a maior ameaça e o atacou.
Os instintos do mastim estavam certos, Alexander era a maior ameaça potencial na região. Mas atacá-lo foi um erro, pois, até aquele momento, não era intenção dele se opor a ele.
Como não podia perder tempo com essa dor de cabeça, pois tinha que caçar os “aventureiros” fugitivos, Alexander ficou furioso. Felizmente ele podia sentir que reforços estavam chegando.
— Cuide desse cachorro — disse Alexander em voz alta, como se estivesse falando com o vento. — Mas tenha cuidado. Ele também é uma criatura de 3ª evolução.
Sem sequer se preocupar em dar outra olhada no cão, Alexander levantou voou e disparou em direção aos “aventureiros”.
Furioso por ter sido menosprezado, o mastim pulou e preparou-se para atacá-lo. Mas antes que pudesse completar o seu movimento, Ocean saltou da vegetação próxima para pará-lo com um jogo de corpo.
Após garantir que ninguém saiu vivo, o que foi muito mais fácil do que deveria, pois eles já estavam feridos, Alexander voltou para onde encontrou o comboio e ficou ao lado de Diana, que está assistindo a luta entre Ocean e o mastim.
— Você precisa de ajuda, Ocean? — perguntou ele abertamente.
— Ela disse que não quer ajuda — disse Diana. — Mas está realmente tudo bem? Ela está em clara desvantagem.
— É o que parece — sorriu Alexander. — Mas me diga, quem você acha que é mais forte?
Diana já parecia ter a sua resposta, mas não parecia querer dizer que Ocean era mais fraca e iria perder.
— Não precisa ter vergonha. Se nos focarmos apenas na força, aquele canídeo é claramente mais forte — disse Alexander calmamente. — A questão é que isso não quer dizer que ele vai vencer. Porque, a partir da 3ª evolução, esse não é mais o ponto principal que decide o combate.
— Não? — perguntou Diana, surpresa. — Então o que vai decidir essa luta?
— Físico, aprimoramentos e habilidades, principalmente as especiais — explicou ele. — Quando a luta é minimamente equilibrada, é isso o que decide o resultado.
— Esta forma em que estou é o resultado do uso de uma habilidade chamada |Natureza Selvagem| — continuou ele. — Cada criatura de 3ª evolução obtém uma habilidade semelhante a esta. E quando se entra nesta forma, seu físico, assim como todos os seus aprimoramentos e habilidades, exceto a capacidade de pensar, se intensificam muito.
— O que quero dizer é que como ela tem um físico comparativamente melhor, bem como mais aprimoramentos e habilidades, Ocean DEVE vencer — concluiu.
Assim como Alexander havia explicado, quando a luta se intensificou e ambos usaram as suas habilidades frenéticas, a luta tornou-se favorável para Ocean, mas de uma forma muito menos favorável do que ele esperava. A resistencia, defesa e vigor do canídeo superaram em muito as estimativas dele.
Se Ocean não tivesse veneno a sua disposição, ele realmente não saberia dizer quem teria vantagem na luta.
— Esse mastim é bem forte — pensou Alexander. — Talvez seja uma boa ideia torná-lo em um dos meus familiares. — Mas ele logo desconsiderou essa opção após usar |Identificar| nele.
[{Cão Negro Infernal} – Besta Mágica – 3ª Evolução]
— (Só o mate se achar necessário, Ocean) — pediu Alexander.
Ocean não o respondeu e permaneceu focada na luta, lançando varios espinhos de gelo em sucessão no cão, mas ele não se importou ou a culpou, pois sabia o quanto era difícil lutar nesse nível de igualdade em termos de força e poder.
Inesperadamente, quando todos pensavam que a luta havia acabado, o mastim finalmente mostrou porque também era uma besta mágica e usou o seu trunfo, que era uma baforada de fogo extremamente quente.
Se fosse qualquer outra criatura de gelo comparável em nível nas circunstâncias de Ocean, esse certamente seria o momento em que a luta seria decidida e o mastim venceria, mas Ocean era diferente.
Assim que sentiu o perigo, ela usou o seu domínio de gelo para reduzir o dano, e ainda por cima tinha o seu aprimoramento (Bênção do Gelo Verdadeiro), que negou a vulnerabilidade natural ao fogo e ao calor que ela deveria ter.
Sem essas coisas, Ocean provavelmente teria perdido. Mas como não perdeu, o {Cão Negro Infernal} teve que sofrer a fúria quase descontrolada da vingança dela, que foi maligna, regada ao sopro congelante dela e com toques de crueldade simples, mas macabros.
— (Agora ele é seu, líder.) — disse Ocean assim que terminou.
— (Obrigado por se lembrar de deixá-lo vivo) — disse Alexander fracamente ao olhar para o mastim, que havia retornado à sua forma normal e mal conseguia mover a ponta da sua pata.
Assim que se aproximou do mastim, que não parecia muito conformado com a derrota, e começou a avaliar seu estado, Alexander percebeu que a criatura não gostou de ser avaliada. Mas como não tinha forças para resistir, ou mesmo rosnar, teve que ouvir um ultimato: — (Submissão ou morte).
A criatura pareceu surpresa por um momento, mas logo respondeu: — (Prefiro a morte… Não vou me submeter a você.)
— (E quem disse que quero você? Eu já tenho a loba que te derrotou ao meu lado) — rebateu Alexander. — (Mas você quer mesmo morrer sabendo que perdeu para alguém que considerava mais fraco? Sem nunca ter a chance de superá-la? Se sim, basta dizer que quer morrer de novo.)
— (…) — Mastim.
Ao ver que as suas palavras atingiram o orgulho da criatura, Alexander apontou para Diana e disse: — (Submeta-se àquela mulher. Talvez goste mais dela do que de mim… Mas se não gostar, pelo menos você estará vivo para tentar se tornar mais forte que a minha Ocean, embora eu ache que isso nunca vá acontecer.)
Sem esperar por qualquer resposta, Alexander encerrou a comunicação mental e foi até Diana, que estava curando Ocean.
— Deixe-me cuidar disso — disse ele. — Você deve tentar tornar aquele cão seu familiar.
— O que? Torná-lo meu familiar? — surpreendeu-se Diana.
— Sim. É uma boa combinação para você — disse Alexander. — Ele pode te proteger durante as lutas, e você pode o curar enquanto ele te protege.
— Acho que vale pelo menos tentar — incentivou ele. — Mas não se esqueça de liberar toda a sua energia enquanto pensa em pressioná-lo com a sua aura para aumentar suas chances de sucesso.
— Tudo bem — concordou Diana por fim. — Eu vou tentar o meu melhor.
Em outras circunstâncias, Alexander nunca teria deixado aquele cachorro chegar perto dela. Mas como o mastim estava bem debilitado pelos ferimentos e pelo veneno correndo em suas veias, além de estar enfraquecido após desativar a sua habilidade frenética, não deveria ter problemas para ela fazer uma tentativa.
Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).
Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.
Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.
- Trecho referente aos acontecimentos do capítulo 087,088 e 089: https://vulcannovel.com.br/hdc-horizonte-de-conquistas-vol-2-capitulo-087/ ; https://vulcannovel.com.br/hdc-horizonte-de-conquistas-vol-2-capitulo-088/ ; https://vulcannovel.com.br/hdc-horizonte-de-conquistas-vol-2-capitulo-089/ ↩︎
- Resumindo, com as devidas ressalvas, um cachorro muito grande e peludo: https://th.bing.com/th/id/OIP.s7LIaKXy1aEgCukvVGFNOQHaGX?rs=1&pid=ImgDetMain ↩︎

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.