Índice de Capítulo

    Assim que confirmou que o pássaro estava mirando no grupo abaixo, Alexander ignorou todo o resto e mergulhou em direção a ave ao rosnar em fúria: — Mesmo que eu morra, não vou deixar você fazer isso, seu pássaro maldito.

    Mesmo estando mergulhando o mais rápido que podia, Alexander ativou |Asura| para carregar seu |Sopro do Dragão| e 5 |Rajadas Elementais da Água|, 2 nas palmas das mãos, 2 nas solas dos pés e 1 na ponta da cauda, todos bufados pelo feitiço |Benção de Mana| e a habilidade especial |Até a morte|.

    Enfrentando tanta pressão, tanto interna quanto externa, causada pela canalização de todos aqueles ataques, o corpo e a mente dele começaram a trincar e a rachar. Mas no último momento, sob sua forte força de vontade, a barreira para o avanço da habilidade |Asura| quebrou antes do próprio Alexander.

    * Ding! *

    [|Asura (Auge)| subiu de nível para |Asura (MAX)|]

    Mesmo sentindo que o |Sopro do Dragão| e as |Rajadas Elementais da Água| já haviam alcançado o “recomendado” em detrimento do seu corpo, graças à sua habilidade |Até a morte|, Alexander não se importou e começou a sobrecarregar todos os seus ataques, progressivamente danificando e queimando o seu corpo ainda mais, por dentro e por fora. 

    Ao sentir a canalização de uma poderosa massa de mana, que seria capaz de ferir até mesmo ele, formando ataques, o {Pássaro Imortal das Chamas Infernais} foi forçado a mudar seu ataque para Alexander. E quando sentiu que seria atacado, o mesmo disparou seus ataques para que eles convergissem juntos contra o ataque da ave, mesmo sabendo que eles estavam em ligas completamente diferentes.

    Assim que disparou seus ataques, sem esperar pelo resultado óbvio, Alexander forçou seu corpo a usar várias habilidades, feitiços e técnicas de combate.

    |Aprimoramento Corporal Mágico|.

    |Barreira de Mana|.

    |Impulsionar Força|.

    |Impulsionar Resistência|.

    |Pele de Pedra|.

    |Campo da Água|.

    |Domínio Aquático|.

    |Benção de Mana|.

    |Barreira D’água|.

    |Encantar com Luz|.

    |Imbuir D’água|.

    Mesmo depois de se fortalecer de todas as maneiras possíveis, Alexander ainda usou |Grande Escudo| duas vezes, uma para cada asa/escudo, uma misturando a técnica com energia espacial e a outra misturando a técnica com mana da água.

    No momento em que os seus ataques estavam prestes a colidir com o ataque do Pássaro Imortal, ele fechou suas asas e fez uma “ponta de lança”/(>) para tentar dispersar o poder resultante, pelo menos uma parte dele, para o lado.

    Com suas asas na frente do seu corpo, Alexander não conseguiu ver os ataques colidirem. Mas ele não precisou ver a colisão dos ataques, pois o brilho dela iluminou a noite da Floresta Estelar, como se ela fosse o sol da meia-noite1.

    Na fração de segundo após a colisão dos ataques, a qual também gerou uma forte explosão além da luminescência, Alexander foi atingido quase unilateralmente pelo {Pássaro Imortal das Chamas Infernais}. Mesmo com todos os seus preparativos, a sensação que sempre teve foi de que nunca teve a menor chance de se defender contra um ataque de sopro daquele nível.

    A |Barreira D’água| e o |Domínio Aquático| dele foram evaporados; seu |Campo da Água| foi completamente dissipado; metade de suas asas/escudos, que estavam como |Grandes Escudos| e entraram em contato direto com o poder destrutivo, simplesmente explodiram; quase todos os seus ossos foram quebrados; e ele foi lançado para longe envolto em chamas. Chamas estas que eram um poder tão sinistro que, mesmo em pleno voo, começaram a devorá-lo como uma fera voraz.

    Mesmo em meio às chamas, Alexander tentou abrir os olhos em um último esforço para ver Diana uma última vez. Mas ele logo percebeu que seu corpo havia sofrido tantos danos que simplesmente não respondia mais aos seus comandos.

    O estado dele era tão grave que chegou a um ponto em que ele não sentia mais dor, como se seu corpo não tivesse mais forças para enviar o menor estímulo de autopreservação, mesmo o de dor.

    Sem outra escolha ou possibilidade naquela situação, Alexander usou o que lhe restava de consciência para tentar sentir a situação de Diana. 

    Ela ESTAVA bem… Ele ESTAVA certo de que o grupo dela conseguiu protegê-la…

    Eles TINHAM que ter conseguido protegê-la…

    Ela TINHA que estar bem…

    Depois do que pareceu uma eternidade para ele, Alexander finalmente suspirou internamente em alívio. Apesar de estar muito fraco, ele ainda conseguia sentir vagamente o vínculo entre eles… Seus familiares estavam vivos… Ela estava viva.

    Assim que seus lábios se curvaram o máximo possível naquele momento, ele colidiu com várias árvores e com o próprio chão, com um baque extremamente forte que o fez perder a consciência.

    — Ela está viva — devaneou Alexander ao recuperar um fraquíssimo resquício de consciência. — Espero que ela esteja bem… Ou que pelo menos ela seja capaz de sobreviver e voltar para os seus pais.

    — Ahhhhh/*suspiro*… Senti-la é uma sensação tão relaxante que está me fazendo querer dormir — pensou Alexander.

    — Estou tão cansado e com tanto sono… Até pensar é difícil com todo esse sono…

    — Minha mente está escurecendo…

    — Acho que vou simplesmente dormir…

    — ???

    — !!!

    — É ela! Diana está aqui!

    — Eu consigo senti-la! Ela veio me ver!

    — Eu preciso vê-la…

    — ?!

    — Meus olhos não querem abrir.

    — Abram-se… 

    — Abram-se!

    — Abram-se!!!

    — ABRAM-SE!!!

    Usando basicamente tudo o que lhe restava, Alexander finalmente conseguiu abrir os olhos para ver Diana. Ele não conseguia distinguir nada além do rosto dela em sua visão embaçada, mas não se importou nenhum pouco com isso.

    Era possível perceber que ela parecia estar dizendo alguma coisa, mas ele já não conseguia ouvir mais nada.

    Ao vê-la chorando, o já fraco coração dele afundou ainda mais. 

    O mais triste para ele era que não conseguia mais se mover para enxugar aquelas lágrimas. Ele não conseguia mais nem sentir o calor das que caíam sobre ele.

    — Eu não posso deixar isso terminar assim!!! — rosnou Alexander mentalemtne enquanto tentava forçar seu corpo a responder pelo menos uma última vez.

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    — MOVA-SE!!!

    Agradecendo infinitamente aos céus e/ou a qualquer entidade superior que, por ventura, o tenha ajudado naquele momento, Alexander finalmente conseguiu fazer seu corpo responder um pouco.

    Os seus desejos não eram tão ambiciosos e petulantes como tentar salvar-se das garras da morte. Ele simplesmente não poderia morrer sem fazer uma coisa.

    — Eu… Te… Amo — disse Alexander, que, além da sua cabeça parcialmente protegida pela energia espacial de seus chifres, estava basicamente carbonizado a ponto da sua voz não soar mais como a de algo que deveria estar vivo…

    Assim que disse o que queria, ele se sentiu… aliviado… calmo… em paz. Mas logo em seguida, sua visão escureceu e ele foi mergulhado na mais profunda escuridão.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

    1. Nome que faz referência a 2 filmes, cada um em seu nicho, um sendo sobre uma parte da história de Baryshnikov, e o outro sendo uma adaptação e/ou releitura do filme e mangá “Taiyo no uta” onde um surfista apaixonado pelo dia, pelo sol e pelo mar conhece uma garota com uma doença rara que não a permite sair à luz do dia, forçando a vida dela a ser sob a luz da lua/noite.

      Mas a referência real, tanto neste capítulo quanto nas obras acima, é ao fenômeno natural conhecido como Sol da Meia-Noite, um fenômeno natural observável ao norte do Círculo Polar Ártico (hemisfério norte) e ao sul do Círculo Polar Antártico (hemisfério sul), lugares onde o Sol é visível por 24 horas por dia próximo ao solstício de verão.
      O número de dias por ano com o sol da meia-noite aumenta quanto mais perto você estiver do polo. Dado que no hemisfério sul não há assentamentos permanentes próximos o suficiente do polo (exceto bases antárticas habitadas por cientistas e militares), as regiões povoadas que podem desfrutar deste fenômeno estão todas no hemisfério norte: Estados Unidos (Alasca), Canadá (Yukon, Nunavut e Territórios do Noroeste), Groenlândia, Noruega (Svalbard), Suécia, Finlândia, Rússia e o extremo norte da Islândia.

      O fenômeno oposto, quando o Sol permanece abaixo do horizonte por um longo tempo, é chamado de noite polar. ↩︎

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (8 votos)

    Nota