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    Após se despedir dos irmãos ferreiros e retornar à guilda dos aventureiros, Alexander, para sua surpresa, encontrou a mesma atendente do primeiro dia. Mas como ela disse que só estava lá no primeiro dia para cuidar daquele idiota, era provável que ele não valorizasse a própria vida.

    — Bom dia. É inesperado vê-la aqui — disse Alexander à atendente. — Não me diga que aquele idiota apareceu aqui novamente.

    Para sua nova surpresa, a pergunta pareceu diverti-la e ela começou a sorrir. Mas logo o sorriso dela se transformou em algo que não era bem um sorriso. — Não, não. Ele nunca mais apareceu… Mas não estou aqui por ele, estou aqui por você.

    — … — Alexander.

    — O mestre da Guilda quer ver você… — informou a recepcionista.

    — Que coincidência — disse Alexander. — Eu vim pedir para falar com ele.

    — Ah… Isso facilita as coisas — sorriu a recepcionista. — Por favor, siga-me.

    Guiado por dentro da guilda sem ninguém os parar, Alexander chegou até a sala do mestre daquela Guilda, onde a recepcionista lhe disse sentar em uma cadeira e esperar, que foi o que ele fez.

    Pouco depois que a recepcionista saiu, ela voltou com uma roupa diferente e uma aparência altiva, bem diferente de como se portava antes. Mas ao entrar na sala, ela tropeçou e quase caiu, pois ele estava sentado descaradamente na cadeira do mestre daquela guilda dos aventureiros.

    — O que você pensa que está fazendo? — reclamou a recepcionista.

    — Eu? Nada… Eu só obedeci o que falou — respondeu Alexander. — Foi você quem me disse para escolher uma cadeira e sentar enquanto esperava você voltar, e foi o que fiz… Apenas escolhi a cadeira que parecia ser a melhor.

    — Quando descobriu minha identidade? — perguntou a mestra da Guilda, curiosa.

    — No momento em que você abriu a porta e me disse para sentar — respondeu Alexander. — Tudo antes disso até pode ser justificado pelo respeito das pessoas à sua força, mas entrar na sala do mestre da Guilda sem bater não… A menos que você seja a própria mestra dessa Guilda, ou a esposa dele.

    — E se você estivesse errado? — perguntou a mestra da Guilda.

    — Isso só aconteceria se você tivesse mais influência e/ou força do que o próprio mestre desta Guilda. E em ambos os casos, eu teria ao menos metade das chances de acertar — apontou ele. — Mas se eu estivesse errado, e você não fosse nada, o resultado iria depender do temperamento do “verdadeiro mestre da guilda”…

    — … — Mestra da Guilda.

    — Normalmente, não sou assim. Mas sempre jogo até o fim quando alguém tenta jogar comigo — pontuou ele ao se levantar da cadeira da mestra da Guilda. — Foi assim que consegui minha primeira moeda de diamante negro.

    — Mas eu realmente não quero me opor a você… Na verdade, estou bem grato por ter sido tão compreensiva — assegurou Alexander. — Eu só não resisti à tentação de responder a sua brincadeira… Aqui, sente-se na sua cadeira. Eu nem toquei nela, já que estava sentado sobre uma camada de energia e mana.

    — Pode ficar. É só uma cadeira e há muitas aqui. — disse a mestra da guilda.

    — Até eu sei que alguns limites não devem ser ultrapassados nem por brincadeira, afinal, você ainda é a mestra desta Guilda — respondeu ele, sério.

    — Parece que você ainda não é um caso perdido — suspirou ela ao retomar seu lugar de direito. — Mas então, sobre o que você quer conversar comigo?

    — Sobre várias coisas, mas vamos começar pelos negócios — disse Alexander. — Eu quebrei ou danifiquei alguma coisa ontem à noite? Se sim, quanto eu lhe devo?

    — Você quebrou algumas decorações, e estamos contabilizando o valor, mas consegui proteger e preservar o resto — disse a mestra da Guilda.

    — Estou feliz que o prédio esteja bem, e ficarei ainda mais em pagar por qualquer dano que causei — garantiu ele. — E se sinta à vontade para também cobrar uma taxa justa por sua valiosa ajuda.

    Assim que as palavras dele saíram, a mestra da Guilda disparou em sua direção, com uma surpreendente velocidade e agilidade, sentou-se em seu colo e colocou as mãos em torno do pescoço dele.

    Não era como se ele não tivesse como reagir, era só que se reagisse naquela velocidade ele acabaria quebrando as coisas ao redor dele, já que não tinha a desenvoltura corporal que ela tinha. Além disso, não parecia que ela iria atacá-lo.

    — O que eu queria como compensação era saber como aquela mulher se sentiu para urrar daquele jeito. Mas você não parece disposto — comentou a mestra da Guilda, provocantemente. — Além disso, quem protegeria o prédio, não é?

    — … — Alexander.

    Não obtendo uma resposta satisfatória dele, ela se levantou e caminhou lenta e sedutoramente até a sua cadeira. — Eu pensei ter ouvido que você respondia até o fim quando alguém brincava com você, mas parece que me enganei.

    — Parece que ela guardou rancor por eu ter me sentado na cadeira dela e essa foi a forma que encontrou de brincar um pouco comigo — pensou Alexander antes de responder: — Não é isso. É só que você parece ser muito resistente, e mesmo eu não tenho dinheiro suficiente para pagar todos os edifícios próximos… Mas se você estiver disposta a me ajudar a pagar, e não se importar que os seus funcionários, amigos e conhecidos a ouçam gritar como uma virgem que acabou de descobrir o que é o prazer, então volte para o meu colo.

    O corpo da mestra da Guilda começou a tremer em seu assento com as palavras dele enquanto ela o reavaliava, mas no final ela só aceitou sua derrota e soltou um suspiro de exaspero. Porque mesmo sabendo que provavelmente era um blefe, ela, como mestra da Guilda, não podia arriscar enfrentar aquelas consequências.

    — Realmente, o custo seria muito alto — disse a mestra da Guilda. — Mas você não disse que também tinha outros assuntos a tratar comigo? Quais são eles?

    — Um favor e um aviso… Qual você quer ouvir primeiro? — perguntou Alexander.

    — Vejamos… — disse a mestra da Guilda. — Primeiro o favor… Do que precisa?

    — Preciso de uma identificação “especial” para um familiar meu. Uma legítima, mas com informações omitidas e/ou alteradas — explicou ele. — Não se preocupe, não estou pedindo para você trair a Guilda alterando o seu registro interno sobre ele. Apenas quero que a placa dele não mostre todas as informações sobre ele…

    — Isso não é impossível, mas também não é muito comum… — comentou a mestra da Guilda. — Por qual motivo você acha que devo abrir uma exceção para você?

    — Quer uma resposta floreada/mentirosa ou a verdade? — perguntou Alexander.

    — A verdade — prontamente escolheu a mestra da Guilda.

    — Eu já li muito sobre espécies e reconheço a dele, e ela é extremamente rara. A ponto de nobres idiotas quererem comprá-lo, e eu nunca o venderei — explicou Alexander. — E você deve conseguir imaginar o que vem a seguir desses idiotas que não vão conseguir o que querem.

    — É um ponto válido — concordou a mestra da Guilda. — Mas você não se preocupa com o alto escalão da Guilda?

    — Não posso evitar tudo, por isso sempre busco ficar mais forte — disse Alexander.

    — Pode até ser verdade, mas deixe-me te dar um conselho… — disse a mestra da Guilda. — Mantenha um perfil baixo… A sua força ainda não pode te proteger de tudo e todos que podem vir a entrar em seu caminho.

    — Eu sei… E por mais que não pareça, eu tento manter — disse Alexander. — É por não querer confusão que estou pedindo isso… Mas todos têm seus limites.

    — Muito bem, eu lhe farei esse favor e cuidarei pessoalmente disso. Mas vai ficar me devendo uma — apontou a mestra da Guilda. — Agora pode-… Já estava esquecendo, sobre o que você queria me avisar?

    Com o espaço concedido a ela, ele a alertou sobre parte da sua viagem e sobre as criaturas selvagens capturadas, obviamente deixando algumas coisas de fora, o que fez com que o rosto dela mudasse enquanto o ouvia, mas o mais constante era a dúvida, pois a história dele era duvidosa, ainda mais sem todas as informações.

    — Eu sei bem como essa história se parece. Acreditar nela ou não é uma escolha sua — disse Alexander. — Mas tome cuidado para não pagar pelos erros dos outros.

    — Obrigado pelo aviso. Vou pensar sobre isso… — disse a mestra da Guilda.

    — Uma última coisa — disse Alexander ao se lembrar de algo. — Se importaria de me dizer qual arma você usa?

    — … — Mestra da Guilda. — Nenhuma específica, pois sempre vario… Mas são geralmente leves, pequenas e cortantes, para não diminuir minha agilidade.

    — Leve, pequena e cortante… Eu não tenho nada assim pronto, mas por favor aceite essas penas — disse Alexander. — Eles são de uma ave no pico extremo da 4ª evolução e podem ser usados para forjar um excelente leque de combate.

    A mestra da Guilda ficou surpresa ao vê-lo dar algo tão valioso de forma casual. Mas apesar de suas dúvidas, as aceitou sem fazer perguntas, pois mesmo sendo “pequenas”, elas realmente poderiam ser usadas para fazer uma arma muito boa.

    Com tal presente sendo dado, Alexander amenizou muito o relacionamento entre eles, especialmente depois que também pagou os custos que a Guilda teve sem tentar pechinchar. E com tudo resolvido, ele voltou ao seu quarto para ficar com Diana, que neste momento estava lendo alguns livros sobre poderes mágicos.

    Seguindo seu exemplo, ele sentou-se ao lado dela, em um dos poucos móveis que ainda permaneciam inteiros, e começou a ler um livro sobre como encantar itens da coleção que pediu a John para comprar e outro sobre matrizes.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: http://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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