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    Mantendo o ritmo frenético com pausas só para descansos realmente necessários e para comprar, entre outras coisas, alimentos e insumos para ajudar a população do baronato, Alexander passou pelos 4 cantos do Império em cerca de apenas 1 semana e meia. Uma viagem irrestrita, beirando a loucura, que só poderia ser feita por poucos, mas que também trouxe benefícios, uns mais aparentes que outros.

    * Ding! *

    [|Voar (Intermediário)| subiu de nível para |Voar (Avançado)|]

    Ao ver que conseguiu voltar para sua casa antes da neve começar a cair, ele ficou feliz e mais confiante no que queria fazer, porém sua primeira ação foi pedir a Diana para organizar uma lista com quem a família dela havia chamado, mas ainda não havia chegado. Logo em seguida ele simplesmente desabou na cama.

    Desgastado física e mentalmente, Alexander rapidamente dormiu e só acordou no dia seguinte, quanto, felizmente para todos, aqueles que responderam ao chamado da família dela haviam chegado e ele já se sentia muito melhor.

    Sem essa preocupação, Alexander almoçou, pegou as informações dos registros populacionais e voou novamente, dessa vez para estabelecer um toque de recolher em todo um baronato e distribuir a comida que comprou de uma forma que todas as famílias tivessem comida, mesmo que racionada, para passar o inverno.

    Obviamente houve protestos e queixas ao toque de recolher quase de quarentena, mas quando o viram desembolsar uma quantidade tão grande de suprimentos de graça, perceberam que aquilo não era nenhum pouco uma brincadeira.

    Com o baronato contando com mais de 2.500 famílias residentes registradas, ele deixou a organização para os líderes locais e retornou para a cidade de Lester, mas deixou bem claro a esses líderes que não deveriam fazê-lo retornar sem um bom motivo, sob pena de truculência, pois estaria bem ocupado com algo importante.

    Assim que voltou para casa, Alexander ignorou a todos, familiares ou trabalhadores, puxou Diana de lado para lhe pedir um favor muito especial e depois trancou-se no que seria a casa deles para ter silêncio e tranquilidade. E apesar do número crescente de pessoas lhe procurando, quase ninguém o viu até ele ser notificado que havia começado a nevar bem no último dia da primeira semana de inverno.

    Sabendo que o seu verdadeiro desafio começaria com a queda do primeiro floco de neve, Alexander saiu de sua reclusão e chocou a cidade, o baronato, a região, o Império, ao declarar que ele estava aumentando o toque de recolher para uma quarentena total devido às presas do Fimbulwinter terem retornado ao Império. Ninguém deveria sair da sua residência ou apagar seu aquecimento nos dias em que houvessem o menor sinal de queda de neve, caso contrário, eles ficariam sem qualquer assistência por parte dele, pois basicamente atraíram isso para si.

    Como se isso não bastasse, ele foi ainda mais longe e declarou abertamente que tinha uma medida contra tal “doença” e que a forneceria gratuitamente a todas as crianças de 0 a 10 anos que foram registradas como residentes do baronato.

    Exutantante com a possibilidade da existência de tal contra medida, mas com medo dessa sucessão de informações repentinas, a população olhou com desconfiança para essa cura nunca antes vista para uma situação ainda não comprovada.

    Sem saber ou se preocupar com aqueles que viram suas palavras com desconfiança, Alexander voou para o céu sobre a cidade e começou a condensar massas e mais massas de nuvens em uma tormenta bem escura com seus feitiços. Mas antes da conclusão e precipitação em si, ele os colapsou e liberou uma chama dourada gigantesca, causando uma grande explosão sobre a cidade, empurrando as massas de ar para fora do baronato.

    Colapsar seus feitiços Tier III em andamento e ser atingido pela explosão gerada pela rápida expansão do gélido ar comprimido obviamente teve um alto custo para Alexander, que foi lançado em direção ao solo tossindo sangue. Mas não era como se ele já não tivesse pago preços mais altos antes.

    Com tantas e tamanhas comoções sendo geradas uma após a outra, praticamente todos os habitantes da cidade o viram arrastar consigo as nuvens sobre a cidade para uma grande altitude e explodi-las em uma explosão que não seria de forma alguma inferior aos feitiços definitivos de Tier III ou mesmo feitiços de Tier IV…

    Sabendo que tal explosão aconteceria, Alexander se preparou com antecedência e se defendeu dela com suas asas, permitindo assim que ele não sofresse muitos danos e pudesse retomar seu vôo, evitando que ele colidisse com o solo, pousando sem problemas na praça central da cidade.

    Assim que voltou ao chão, sob vários olhares perplexos, Alexander bateu a sujeira das suas roupas, limpou e arrumou seus cabelos e convocou os habitantes da cidade. Ele iria encerrar aquele etapa da situação de uma vez por todas.

    Ao ser convocada logo após uma demonstração tão grande de poder e resistência, a população em geral ficou receosa com o motivo da convocação, mas como ele havia declarado quarentena, não havia muito para onde correr ou se esconder.

    — Vou ser direto com vocês, assim como ouviram, eu tenho uma contramedida, mas garanto que não vou forçar ninguém a aceitar. Até porque não preciso recorrer a métodos como esse se eu realmente quiser matar ou machucar vocês — disse Alexander assim que a maior parte da população parecia ter chegado. — Vocês são livres para escolher o risco de ficarem por conta própria e dançarem com a morte.

    Com um ultimato tão direto e sério, os habitantes começaram a pensar e repensar suas decisões. Era verdade que a maioria deles poderia ser morta sem qualquer chance de resistência se Alexander realmente quisesse fazer mal a eles.

    Sob aquela imensa pressão estabelecida, uma a uma das famílias mais humildes dirigiram-se ao centro da praça para aceitar o que era oferecido, iniciando assim uma tendência entre os outros habitantes. Mas obviamente os primeiros a receber qualquer coisa foram os familiares e as amigas de Diana.

    Como cada pessoa precisava ter um certo monitoramento por precaução, já que a contramedida dele nada mais era do que tônicos da fera, Alexander e Diana só conseguiram aplicá-la em 30 pessoas por vez. Mas ao contrário de antes, dessa vez os tônicos foram feitos com o sangue do {Pássaro Imortal das Chamas Infernais} com toques do poderoso sangue de Drayygon, pois, pelo que parecia, o que afetava aquela região era uma gigantesca massa de energia yin, por alguma razão, cíclica.

    Se tudo fosse como considerava a especulação de Alexander, aqueles tônicos feitos de feras que eram ricas em energia yang devido aos seus físicos e chamas, deveriam não apenas proteger as pessoas, mas também equilibrar-se com a energia yin do ambiente e nutrir ao extremo qualquer um que usá-los.

    Ao verem que os tônicos tinham efeitos visíveis em quem os usava e que o número de incidentes adversos era bem baixo, e mesmo estes foram rapidamente atendidos, cada vez mais pessoas começaram a procurar os tônicos.

    Vendo a aceitação popular aumentar e pensando um pouco sobre o assunto e em Diana, Alexander anunciou que estava ampliando o fornecimento de tônicos aos habitantes idosos mais humildes, que não teriam condições de arcar com quaisquer contramedidas para se protegerem.

    Este anúncio pegou de surpresa a população, que acolheu bem a notícia, mas os anúncios pararam por aí. Nenhum outro grupo foi sequer mencionado.

    Insatisfeita, uma parte da população começou a emanar hostilidade e malícia para com Alexander, mas ele logo os cortou com um ultimato: — Para quem ainda não sabe, informo que eu tenho a capacidade de sentir a hostilidade e malícia dirigidas a mim, então vocês devem pensar bem antes de dar esse passo, pois não vou parar no meio se começarem. E mesmo que, por muitos acasos, consigam algo, vocês serão caçados pelo Império Vermillion até o fim de suas vidas, fins os quais eu prometo que serão bem miseráveis se decidirem seguir esta linha de ação.

    Parcial e momentaneamente suprimida pela imponente e gigantesca estrutura do Império, a população passou a emanar menos malícia, embora a hostilidade dela não tenha seguido esse caminho, começando a aumentar ligeiramente.

    Não vislumbrando bons resultados no uso de outros métodos, alguém na multidão finalmente tentou usar a diplomacia e falar com Alexander: — Visto que você já prometeu dar esse remédio para tantas pessoas, por que não dá para todos nós?

    — Primeiro, eles são meus e eu posso fazer o que quiser com as minhas coisas — respondeu ele com certa indiferença. — Para falar a verdade, se não fosse pela família do seu novo barão, provavelmente ninguém aqui ganharia nada, muito menos de graça.

    — E segundo, mesmo anunciando que os disponibilizarei para um grande número de pessoas, o custo de cada conjunto que estou disponibilizando é tão caro que muitos nobres não teriam condições de comprá-los, e mesmo aqueles que têm essa condição financeira não teriam onde comprá-los, muito menos fornecê-los como este baronato está fazendo — completou Alexander.

    Com a exposição daqueles pontos, o burburinho começou a crescer à medida que Alexander e Diana continuaram a administrar os tônicos ao seu público-alvo. Mas o burburinho não foi a única coisa que aumentou com as novas informações, pois a malícia também começou a aumentar novamente.

    Insatisfeito e/ou indignado com alguns pontos daquela situação, um homem na multidão gritou para todos ouvirem: — Ele deve estar mentindo. O Império deve ter nos enviado tais elixires e ele quer mantê-los para si usando esses argumentos como desculpa.

    Assim que Alexander ouviu tais palavras, os olhos dele cruzaram a multidão e fixaram-se, firme e seguramente, no homem que havia gritado, fazendo-o tremer.

    — Esse é um ponto de vista interessante, mas posso refutá-lo de uma forma simples para demonstrar que estou falando a verdade… O verdadeiro ponto é: você quer mesmo que eu faça isso? — perguntou Alexander, abrindo o que parecia ser um sorriso largo. — Prometo que meu argumento não envolve machucar você.

    Já tendo chegado até ali, e com tantas pessoas olhando para ele, assim como a promessa de Alexander de que não o machucaria, o homem reuniu coragem e se preparou para prosseguir com sua hipótese. Mas assim que ele abriu a boca para falar, outro homem apareceu ao seu lado e o nocauteou com um golpe.

    — Você realmente estava disposto a parar o fornecimento desse medicamento que possivelmente protegeria crianças de uma doença tão sinistra quanto as presas do Fimbulwinter só para provar seu ponto para um idiota como esse? — perguntou Marcos, que segurava o homem que havia nocauteado, parecendo ter percebido o que Alexander faria quando o homem o colocasse à prova.

    — Se você acha que as coisas são tão simples, você abusa de ser ingênuo — disse Alexander enquanto voltava a aplicar os tônicos, não parecendo se importar muito com a intervenção do Mestre da Guilda. — Obviamente, muitos aqui tiveram menos contato comigo do que você e alegarão não saber como ou quem eu era, mas a maioria, se não basicamente todos, estavam tentando me colocar à prova junto com aquele homem, saibam eles ou não… Então não venha me dizer que estou fazendo algo a todos por causa de uma pessoa idiota quando ela só teve coragem de expressar o sentimento geral das pessoas aqui.

    Ao ouvir tanto a exposição quanto a confirmação de que o medicamento realmente quase foi cortado, a maioria dos ouvintes ficou assustada, tanto pelo fato de que Alexander pareceria ser o detentor de todos os tônicos, quanto pelo fato de que ele poderia fazer basicamente o que quisesse, a ponto do mestre da guilda daquela cidade ter que nocautear o indivíduo que começou a situação para que a população infantil em questão não sofresse.

    O mais assustador e estranho foi que, assim que a discussão terminou, Alexander voltou a aplicar os tônicos com Diana, como se nada tivesse acontecido, como se tudo aquilo fosse irrelevante demais para deixá-lo realmente com raiva.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (06,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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