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    Normalmente, ninguém falaria do Imperador ou da família imperial como ele fez na frente de um dos duques do Império, mas Alexander já havia percebido há muito tempo que tanto o Duque Robert quanto o Duque Marvin, e suas famílias, até então, faziam parte do que poderia ser chamado de espectro verdadeiramente neutro nas disputas internas do Império. Até por isso que eles eram uns dos protetores das áreas de fronteira.

    Naquele ponto, com a premissa de que ele não ameaçava o próprio Império e seus interesses estratégicos, eles não iriam suprimi-lo abertamente, ainda mais com o gigantesco apoio por trás dele e ele não estando totalmente errado em não querer dar suas coisas de graça para outros, afinal, nenhum deles faria isso se estivesse no lugar dele. Claro, isso só foi possível porque ele tinha o mínimo de paridade de fala graças a pressão que Drayygon trazia.

    — Pare com o suspense e me mostre o que você trouxe, garoto — disse o diretor, claramente animado, principalmente porque os bolsos da outra parte pareciam ter muitas coisas boas. — Coisas boas foram feitas para serem compartilhadas…

    — Não lembro de ter recebido nem um presente de casa nova do senhor — disse Alexander ao revirar os olhos e lhe lançar um pacote.

    Ao ver o olhar confuso e um tanto estranho que o diretor lançou ao novo conjunto de tônicos que recebeu, ele explicou: — Não o confunda, nem o misture com os outros. Este é infinitamente mais especial… Existem menos de 5 desse no momento, e se a sorte de certos indivíduos não fizer com que o céu troque de lugar com a terra, eles continuarão sendo os únicos a existir por muito, muito tempo.

    Com o entusiasmo brilhando novamente em seus olhos, o diretor começou a reavaliar os tónicos e não pôde deixar de perguntar: — E como eles devem ser usados?

    — Não fique muito animado. Como eu não sou muito belicista, eles não devem ter efeito algum em ninguém nem remotamente próximo do meu nível, muito menos do seu — sorriu Alexander, transbordando inocência. — Eles servem para fortalecer e melhorar a fundação de um indivíduo e podem ser usados ​​como os outros… O ponto principal é que quem for os usar deve ter um físico com resistência e/ou vitalidade comparável à de um adulto normal, ou muita supervisão, porém quanto mais jovem for que os usar, melhor será o efeito1.

    Para a surpresa dele, a decepção do diretor não durou muito e logo foi substituída por um estranho brilho de entusiasmo diferente, que o fez querer provocá-lo um pouco: — Já que o senhor não pode usá-lo, não seria o momento perfeito para enviar um presente ao Imperador e reafirmar sua lealdade para com ele e coisas assim?

    Não podendo desdenhar dessa proposta que envolvia o Imperador devido à sua posição, e sem interesse em perder tempo com aquela bobagem, foi a vez do diretor revirar os olhos em desdém e acenar com a mão, mandando-o embora.

    — Não seja tão decisivo por causa de uma brincadeira — sorriu Alexander. — O senhor não prometeu me ajudar a encontrar pessoas que eu pudesse recrutar para assumir o comando do baronato?

    Lembrado de tal proposta, o diretor pegou alguns papéis contendo informações e os jogou para Alexander, logo antes de jogar o próprio Alexander para fora do seu escritório. Aparentemente, o homem também tinha seus próprios pensamentos e planos para formular.

    Sem parecer muito incomodado por ter sido expulso pela mana do diretor, Alexander sacudiu um pouco as roupas e se virou para Mark, que começou a ir em sua direção assim que ele “saiu” do escritório do diretor.

    — Parece que você o irritou de novo — provocou Mark.

    — Não tanto quanto você — rebateu Alexander. — Ouvi dizer que você espancou o representante do 2º ano da academia no último torneio imperial.

    — Eu não fiz nada que você já não tenha feito antes — disse Mark, impassível.

    — Verdade. Fui eu quem o eliminou do torneio — sorriu Alexander. — Mas eu fiz isso com a aprovação da academia. Não desqualificando o potencial próximo representante do 3º ano por causa de uma garota/mulher.

    Ao ver que Alexander parecia estar informado o suficiente para entender bem o caso, mesmo não estando na cidade naquela momento, a fachada de Mark caiu e ele até pareceu um pouco envergonhado.

    — Não precisa se preocupar muito com isso. No seu lugar, eu teria feito até pior com ele — assegurou Alexander. — O que me surpreende é você ter se aproximado tanto de Gwyneth2 em tão pouco tempo depois do fim do torneio… Desistiu de Stella?

    Ao ouvi-lo, Mark, por algum motivo, lançou-lhe um olhar estranho por um momento, mas não comentou e voltou ao assunto principal: — Não vou negar, desde que a conheci e dancei com ela na festa do torneio, aos meus olhos ela tem algo especial.

    Gwyneth era a garota que Alexander encontrou chorando sozinha na calçada no dia do torneio, e o pivô dessa situação foi o já citado representante do 2º ano, que se vendeu e abraçou fortemente a perna da filha de um nobre de posição superior a dele, desencadeando toda a situação. Mas não satisfeita com o ocorrido na festa de celebração do torneio, quando Alexander e seu grupo a suprimiram, a jovem o fez armar uma espécie de encenação contra Gwyneth, que foi parada por Mark, levando os dois a uma briga, que terminou com Mark surpreendentemente saindo vencedor por uma margem estreita e batendo sem piedade no outro lado.

    — E sua família, o que ela acha disso? — sondou Alexander, ainda se lembrando de como ele era quando o conheceu e podendo imaginar o raciocínio da família dele.

    Ao ouvir aquela pergunta, o rosto de Mark se fechou e ficou cinza. — Como pode imaginar, o núcleo central não aprova muito.

    Para a familia dele, ele espancar o “cachorro” de outro nobre não era um grande problema, muito pelo contrário, mostrava a competência esmagadora dele de estar um ano inteiro acima do nível que deveria estar. Mas ter um descendente com tanto potencial envolvido com uma pessoa de posição inferior que não lhe traria nenhum benefício parecia um desperdício completo. Aos olhos do núcleo familiar, ela mal seria qualificada para ser uma concubina dele.

    — Meu conselho é lutar o máximo e o mais forte que você puder enquanto estiver genuinamente interessado e deixar sua posição clara de uma vez por todas, porque se você desistir uma vez ou não deixar seu ponto principal claro, pode não haver como voltar atrás — disse Alexander diretamente. — Mas meus tópicos originais podem ser uma maneira de ajudá-lo.

    Mesmo assentindo solenemente para aquelas palavras, por saber que elas realmente tinham um grande lastro na realidade, Mark não pôde deixar de ficar curioso sobre quais assuntos sérios ele queria discutir. — Então diga, do que se trata?

    — A primeira coisa que estou aqui para discutir é a nível familiar… Eu, como um representante da minha família, quero contratar um especialista da sua família para ensinar o estilo de combate de vocês a minha família, e espero que você possa fazer essa conexão — explicou Alexander. — Obviamente, não sou louco o suficiente para querer que a sua família ensine técnicas que consideram restritas, mas, contanto que ela me trate de boa fé, pagarei bem por qualquer coisa que ela puder oferecer.

    Mark instintivamente franziu as sobrancelhas ao ouvir tal pedido. Devido à proeza em combate e singularidade da sua família, pedidos como esse não eram incomuns, mas eles não eram conhecidos por mostrar “boa fé” para “famílias aleatórias”.

    Sendo capaz de ver através de Mark até certo ponto, Alexander informou: — Parece que você não sabe, mas recentemente o pai de Diana foi titulado como Barão e o território sob ele não parece ser inferior ao de um Visconde. Então é possível que até mesmo sua família tenha que dar um pouco de rosto a minha, logo, ela também terá que lhe dar pelo menos algum rosto por ser amigo de um potencial parceiro de grandes, grandes negócios.

    Aquela notícia pegou Mark de surpresa. Ele sabia que Alexander tinha causado uma grande confusão ao tirar a espada do fundador de seu descanso e entregá-la para Jason, mas o pai de Diana ter sido titulado Barão com um território não menor que o de um Visconde e ter dinheiro suficiente para falar sobre negócios tão grandes era uma novidade surpreendente.

    — Se as coisas forem assim, farei tudo o que puder para tornar o futuro da parceria entre nossas famílias duradouro — disse Mark com um sorriso genuinamente feliz e cheio de expectativas.

    — Então que nosso futuro seja brilhante — disse Alexander, também sorrindo. — Mas não se anime tanto ainda. Eu ainda nem cheguei ao ponto mais impactante.

    — O que lhe proponho agora é pessoal e a escolha é sua e somente sua — continuou ele, voltando a um tom bem sério. — Eu tenho um meio em minhas mãos que pode literalmente forçar alguém a ficar mais forte, mas as condições de quem vai usá-lo têm que ser bem específicas… Dentre as pessoas que eu conheço, você é a pessoa que mais se encaixa nos requisitos para testar esse método. Porém estimo que esse método tem apenas 70% de chance de não tentar consumir quem usá-lo.

    — Então você basicamente pensou em mim por causa do meu físico forte, que foi desenvolvido para o combate defensivo, e porque eu posso usar minha {Vontade de Ferro} para tentar combater fatores externos, certo? — indagou Mark secamente.

    — Em maior parte, sim — não tentou negar Alexander. — Mas também porque eu mesmo, por razões bem óbvias, não posso testar com precisão esse método que é baseado na linhagem dracônica, e porque não estou disposto a dar algo tão bom para estranhos… Apesar do nosso começo, você é uma das pessoas mais próximas do que eu posso considerar um amigo.

    Ao ouvi-lo, Mark o olhou de forma significativa, mas não disse nada e começou a refletir sobre qual escolha tomar. — Possibilidade de morte?

    — Com uma pessoa que pode usar magias de cura para conter a situação, como eu, praticamente inexistente — respondeu Alexander enquanto usava uma magia de luz para demonstrar sua segunda afinidade. — Mas há a possibilidade de efeitos colaterais temporários, que podem variar desde a diminuição do seu poder de combate até a impossibilidade de combate, até uma chance remota de efeitos colaterais permanentes, mas esses são quase tão raros quanto a chance de morte.

    Após pensar um pouco mais e respirar profundamente, como se estivesse tomando coragem, Mark olhou Alexander nos olhos e perguntou: — Quando começamos?

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (12,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

    1. Para aqueles que ainda não entenderam por que esse tônico da fera é tão especial, único e em quantidades tão pequenas, por favor, releiam o capítulo 136 logo no começo… 7 ou 8 parágrafos, eu acho.

      Capítulo 136 – Um bom professor(a) é tudo – Illusia[]

    2. Significado do nome Gwyneth: “FELICIDADE”, “BOA SORTE”, “DOURADA”.

      Uma referência clara a quando ela aparece e ao fato de que a alegria e a honestidade de seu sorriso foram a primeira apresentação dela.

      Cap: Capítulo 100 – Seu sorriso – Illusia[]

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