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    Ao ouvir sobre aquela visão, o enviado franziu as sobrancelhas. Alexander parecia estar disposto a gastar mais e dar face à sua família, mas os ideais dele quebravam quase que completamente o controle de sua família sobre aquela situação.

    — A sua visão deixa a minha família em uma situação um pouco difícil — disse o enviado tentando impor alguma eloquência.

    — Se você realmente quiser aceitar, isso é fácil de resolver — disse Alexander com certa indiferença. — Basta você fazer uma lista prévia de quais técnicas e métodos essa transação cobrirá… Se minha família se interessar em outra, podemos negociar a aprovação da sua família antes mesmo que a minha comece a aprender. E isso é fácil de monitorar, já que técnicas assim se mostram facilmente.

    Incapaz de ver através de Alexander, e sabendo que, embora não fosse uma perda, a transação não traria muito lucro, sendo bastante equivalente ao serviço oferecido em sua visão, o enviado ficou em dúvida. — A sua proposta é interessante. Vou levá-la para a família e em alguns dias lhe daremos a resposta.

    — Então estou encerrando essa negociação aqui. Obrigado pelo seu tempo e o da sua família — disse Alexander, já levantando e se virando para Mark. — Obrigado pela ajuda, mas preciso voltar a administrar a situação da minha família. Cuide-se.

    — Você está encerrando as nossas negociações e indo embora assim? — tentou se impor o enviado da família IronShield. — Quão sincero é isso?

    — Sinceridade? — cortou Alexander, zombando e liberando a sua aura, lançando-a no enviado. — Quão sincera é sua família para pensar que estão acima dos outros em uma parceria? O quão sincera é sua família para desistir de um acordo só porque não conseguiram nenhum benefício adicional de mim? Quão sincera é a sua família para enviar um “negociador” que diz não ter autoridade para negociar depois que os termos foram definidos?

    Assustado e fortemente suprimido pela aura que caiu sobre ele, o enviado ficou perdido sobre o que fazer, pois não era muito proficiente em combate. Se a outra parte fizesse um movimento contra ele, seu destino era óbvio.

    — Alexander — chamou Mark para tentar acalmar a situação. Pois mesmo que ele não concordasse com as ações do enviado, eles ainda eram parte da mesma família.

    — Tudo bem — respondeu Alexander, retraindo sua aura. — Desta vez, mostrarei um pouco de consideração por respeito à nossa amizade. Mas avise a sua família para não tentar me pressionar com preceitos que aparentemente não seguem.

    Como tudo ali era da academia e não havia motivo para temer que roubassem algo ou causassem problemas, ele saiu da casa de forma assertiva e levantou voo, sem sequer levá-los até a porta do seu pátio para demonstrar qualquer consideração.

    Embora tivesse resolvido os seus negócios na Cidade Gêmea e, após algum tempo, empurrado qualquer descontentamento com o que havia acontecido para o fundo da sua mente, Alexander não retornou diretamente. Depois de ponderar um pouco, ele concluiu que, já que a situação era propícia, poderia muito bem aproveitá-la.

    Após algumas horas consideráveis ​​de viagem, Alexander chegou a uma cidade que estava mais perto da capital imperial do que ele gostaria. — Tudo está em ordem com as informações. A pessoa em questão deve morar por aqui.

    Ao obter informações e caminhar um pouco pela cidade, que surpreendentemente parecia estar em semi-confinamento social devido às possibilidades envolvendo o clima, ele parou em frente a uma casa grande que parecia bastante próspera, mas que surpreendentemente não parecia apegada a nada muito rebuscado ou “chique”.

    Erguendo os olhos e confirmando que apesar do tempo estar nublado, não estava nevando no momento, pois a probabilidade de alguém lhe atender caso estivesse era baixa, Alexander fez a sua energia avançar pelas grades do portão e bateu na porta de madeira da residência.

    Após alguns momentos de espera, uma mulher de certa idade abriu a porta com cuidado e espiou para confirmar que não era um engano e que realmente havia alguém batendo na porta da casa naquele momento.

    — Está um pouco frio aqui fora, então, por favor, não se incomode em vir — disse Alexander, audivelmente, tentando não expor a mulher ao frio. — Só pergunte ao seu senhor se eu posso ter algumas palavras com ele, pois, com a permissão dele, eu mesmo posso dar um jeito de entrar.

    Ao ouvi-lo, a senhora fechou a porta para proteger a casa do frio e ele ficou em frente ao portão esperando pacientemente que ela retornasse com uma resposta. Mas dessa vez levou um tempo que não poderia ser considerado curto ou longo para que ela retornasse com a aceitação de seu mestre.

    Assim que obteve permissão, Alexander voou suavemente e pousou em frente à porta da casa, surpreendendo a empregada, que começou a guiá-lo.

    — Este é um momento interessante para bater na porta de estranhos — disse um homem elegante, que parecia ter 40 anos, quando Alexander chegou ao que parecia ser um escritório. — Mas ainda assim dou boas-vindas à sua chegada, já que você apareceu, educadamente, na minha porta, apesar desta atmosfera estranha e de tantos rumores.

    — Parece que o senhor faz jus à imagem que pintam de você, Sr. Terry — comentou Alexander, sorrindo, claramente satisfeito com a atitude do homem. — Mas acho que as cortesias não vão durar muito quando descobrir que vim tratar do mesmo assunto que muitos outros já tentaram, rsrsrs.

    — Então é isso — suspirou Terry quando ouviu do que se tratava. — Infelizmente, você está certo. Vou ter que-.

    Antes que ele pudesse terminar, Alexander franziu a testa e levantou a mão para pedir que ele parasse. — Não leve a mal, mas nossa conversa vai ter que esperar um pouco e você vai ter que me seguir.

    Com aquela atitude que o deixou surpreso a ponto de se sentir insultado, a imagem que Terry estava criando de Alexander caiu em vários conceitos, porém o último não se importou muito e continuou: — Eu sei como isso se parece, e posso imaginar a miríade de coisas que podem estar passando pela sua cabeça. Mas se eu quisesse me impor à força ou causar mal a alguém aqui depois de já ter me revelado, eu não precisaria agir assim… A situação é que eu sinto que alguém aqui está doente, e é uma situação perigosa.

    Substituindo todo o seu descontentamento por reservas ao ouvi-lo, Terry não pôde deixar de reavaliar esse estranho. Ir à casa de outras pessoas falando sobre doenças não parecia algo que uma pessoa normal faria. — Você… Quem é você?

    — Alexander Ocean DragonSeal — apresentou-se Alexander.

    — O atual campeão imperial? — reconheceu-o Terry, surpreso e confuso.

    — Sim — confirmou Alexander sem muita surpresa. Pois dada a posição anterior de Terry, era normal que ele reconhecesse seu nome. — Porém isso é coisa do passado. Hoje vim em nome da minha família… Mas antes disso, é melhor nos atermos ao que mencionei antes.

    — Você tem certeza do que está falando? — Terry não pôde deixar de perguntar.

    — Mesmo tendo acabado de chegar, a probabilidade de eu estar certo é alta — disse Alexander, confiante. — Meu {Talento} me torna mais sensível a certas coisas.

    Dando um voto de confiança ao título da outra parte, Terry o seguiu enquanto o mesmo andava a procura do que havia sentido. Mas o rosto dele logo afundou quando viu Alexander parar e apontar para cima, sinalizando que a pessoa em questão estava no cômodo acima.

    — O que foi? Eu me enganei?… Não há ninguém ali? — perguntou Alexander.

    — Esse local é onde fica o quarto da minha filha — respondeu Terry sombriamente.

    — Qual a idade dela? — indagou Alexander, também ficando sério e sombrio.

    — Ela acabou de fazer 4 anos — respondeu Terry preocupado.

    — Então a situação dela é realmente bem séria — reiterou Alexander. — Ela não sobreviveria até o fim do inverno.

    No início, Terry, como pai, se encheu de angústia e raiva por alguém, especialmente um estranho, anunciar uma sentença de morte para a sua filha. Mas assim que pensou um pouco sobre isso, percebeu que Alexander parecia estar apontando que tal futuro poderia/iria ser evitado. — A maneira como está falando e conduzindo a conversa parece indicar que você tem uma possível cura para a doença dela.

    — Sem querer lhe ofender, acredite quando digo que meus meios não podem ser estimados por pessoas “comuns” — garantiu Alexander. — Mas antes de qualquer coisa, acredito que você deve querer algum tempo para verificar se o que disse tem alguma pertinência… A propósito, a condição dela está sendo causada pelas presas do fimbulwinter.

    Com sua suspeita mais sombria sendo reforçada ao ouvir a menção daquela praga vil, o coração de Terry afundou e ele foi ver a sua filha com alguns membros de sua família, incluindo alguns mais velhos, pois eles tinham mais conhecimento e experiência com tais situações.

    Quando ele desceu para reencontrar Alexander, Terry estava expressando uma miríade de sentimentos sombrios. Era impossível confirmar as presas do Fimbulwinter antes de um grau avançado, mas as suspeitas levantadas pareciam cada vez mais críveis para ele e sua família.

    — Nomeie seu preço — disse Terry decisivamente quando confrontado com aquela mera possibilidade. Era evidente que ele valorizava muito sua filha e sua família.

    — Eu não vou negociar com alguém que pretendo recrutar com base na vida da filha dele — respondeu Alexander ao jogar 3 conjuntos para o pai aflito. — Aplique cada conjunto em intervalos de 2 a 3 dias sem falhar… O primeiro deve conter, o segundo deve curar e o terceiro deve evitar que ela tenha novamente.

    Mesmo surpreso por receber o que pediu tão facilmente, Terry não deu um único passo e continuou o avaliando e reavaliando.

    — Não precisa se preocupar. Eu não vou voltar atrás em minhas palavras — disse Alexander. — Não vou usar isso para forçá-lo a nada… Se achar melhor, pode me pagar depois com um valor que considere justo.

    Obviamente ainda não confiando totalmente em Alexander, Terry pensou por um momento e decidiu morder a bala por sua família. Ele não sabia como Alexander verdadeiramente era, mas a vida de sua filha valia o risco.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (12,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguiram normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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