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    Com todos os participantes da Raid comemorando felizes a sua vitória, Alexander aproveitou para “passar o chapéu” e coletar as criaturas de 2ª e 3ª evolução, antes que alguém ali tivesse a brilhante ideia de tentar esconder algo. Um trabalho bem ingrato que ficou feliz em deixar que outros fizessem depois de guardar as criaturas com núcleos, as que tinham mais probabilidade de ter algo de valor para saquear.

    Justo quando ele estava pensando em como proceder com a {Treant Guardiã}, já que seria bem complicado e suspeito se ele simplesmente armazenasse o corpo dela como se não fosse nada, uma aura aterrorizante, pelo menos tão forte quanto a do {Pássaro Imortal das Chamas Infernais}, desceu sobre todo o grupo de ataque.

    — Larguem o que estão fazendo e corram — ordenou Alexander sem hesitar, pois pensou ter reconhecido leves traços de familiaridade naquela aura. — Sansy, leve todos os aventureiros e o resto da minha família daqui. Vou ver o que posso fazer.

    Sem humor ou tempo para discutir, Sansy liderou os membros da Raid em uma retirada. Mesmo aqueles que queriam ficar sabiam que não seriam nada mais do que um estorvo contra o que estava vindo.

    Ao longe, eles, mais uma vez, sentiram a aura e o espírito de luta de Ocean e Pequeno Preto se elevando. Mas, acima de tudo, também notaram a liberação de uma aura verdadeiramente monstruosa, que parecia superar até a {Treant Guardiã}, acompanhada de um rugido extremamente poderoso.

    — Então esse é o verdadeiro nível dele… — comentou o avô paterno de Diana, que havia retornado ao topo da carruagem dos pais dela, ao ver Alexander se alçar ao céu e voar para frente. — Mesmo que o cenário não seja o ideal, tenho fé que eles conseguirão retornar de alguma forma.

    Voando destemidamente para a frente, acompanhado o máximo possível por Diana e seus familiares abaixo, não demorou muito para que Alexander avistasse um ponto vermelho se aproximando rapidamente dele.

    Conforme se aproximava, o grande dragão vermelho adulto começou a estudá-lo com certo espanto. A maioria dos humanos não seria capaz de distinguir as sutilezas entre os rugidos, mas o último que Alexander emitiu foi algo mais ou menos como: “Espere aí, amigo. Sou eu aqui.”

    — (Você deve estar aqui por causa da agitação que eu criei dessa vez, então me desculpe) — disse ele, telepaticamente, ao dragão, deixando-o ainda mais confuso e surpreso. — (Mas não estamos longe da área da revoada vermelha?)

    — (Não temos limites para nossas ações. Vamos e sempre iremos para onde nosso rei ordenar) — respondeu o dragão, parecendo começar a reconhecê-lo de alguma forma. — (Você deve ser aquele sobre quem nos falaram. Mas mesmo assim, terá que dar uma explicação para que eu possa relatar… Porque trouxe essa quantidade de humanos para nossa floresta e matou treants que estavam sob nosso controle.)

    — (Parece que há um erro em seu entendimento. Eu mantive os humanos que trouxe a borda da floresta. Justamente porque nunca tive a intenção de entrar e reivindicar novos territórios aqui) — explicou Alexander, apontando que foi a {Treant Guardiã} que foi até eles, e não o contrário. — (Meu objetivo era só empurrar as criaturas “selvagens” de volta para cá para evitar mais conflitos com as pessoas de lá. Mas ela deve ter pensado como você e nos atacou, nos forçando a nos defender.)

    Ao olhar em volta e ver que parecia que as coisas tinham acontecido mesmo como ele havia descrito pelos rastros deixados para trás, o dragão ponderou um pouco e concluiu que não havia muito mais que pudesse fazer. Não havia sentido em chorar pelo néctar derramado, já que isso não traria a {Treant Guardiã} de volta à vida.

    Sentindo que o grande dragão estava prestes a se virar e ir embora, Alexander se adiantou: — (Desculpe incomodá-lo novamente, mas já que está aqui, poderia me emprestar a sua voz? Porque do jeito que as coisas estão, especialmente com você aqui, essa minha tentativa não vai dar em nada e eu vou acabar tendo que fazer algo parecido novamente.)

    Ao entender um pouco sua lógica e objetivo, o dragão concordou, afinal, não queria ter que ir até lá toda hora. Então, assim que Ocean e Pequeno Preto chegaram, eles se reuniram em um lago à borda da floresta e, juntos, emitiram um gigantesco pulso de aura e pressão alertando as criaturas para ficarem longe daquele território.

    Aproveitando a presença do dragão, Alexander e Diana também despejaram nele um monte de ervas, tônicos, comidas, brinquedos e outras guloseimas vendidas especificamente para familiares poderosos, ou que obtiveram de outras maneiras.

    Obviamente, a maioria delas não teria basicamente nenhum efeito sobre Anna, se é que teriam algum, mas além de quaisquer sentimentos que tivessem, 0,1 ainda é maior do que apenas 0.

    Não gostando muito da ideia de ficar em dívida com os outros, Alexander puxou o dragão de lado e deu-lhe 1 frasco de [Batismo da Fera] e 1 gota pura do sangue de Drayygon. A quantia era ínfima para um dragão como aquele, mas, novamente, 000000000,1 ainda é maior do que 0, então por que não aceitar e tentar a sorte?

    Conseguindo retornar, assim como armazenar o corpo da {Treant Guardiã}, sem maiores problemas, Alexander surpreendeu a todos ao voltar sem ferimentos ou sequer um arranhão.

    — Droga, vocês esperavam que eu não voltasse ou que chegasse rastejando, meio morto? — praguejou ele. — Mas falando sério agora, e o número de baixas?

    — Não tivemos baixas… Mas há amputados graves e aleijados — informou Sansy.

    — Confirme se todos os aleijados realmente sofreram uma perda total, e guie Diana até onde os amputados em estado grave estão sendo tratados. A magia dela pode ser útil para garantir a reperfusão de partes desmembradas — disse Alexander depois de pensar por um momento. — Ademais, diga aos outros para esperarem até que tudo o que for possível seja feito para que possam receber suas recompensas.

    Com as coisas encaminhadas daquele lado, ele foi até a sua outra prioridade, os pais de Diana. — Como vocês estão? Você está bem, Sra. Ánara?

    — Estou bem. Obrigada pela preocupação — respondeu Ánara gentilmente. — Eu nunca estive tão perto de uma batalha desse nível de intensidade, mas estou bem… As pessoas que ficaram comigo cuidaram muito bem de mim.

    — Fico feliz em ouvir isso. Mas é inegável que essa tem sido uma aventura bem tensa para uma mulher grávida — comentou Alexander com certo receio na voz. — Venham, vocês dois, tomem um chá relaxante e comam uma fruta que deixei pronta só para acalmar vocês.

    Sentindo-se acolhidos pelas preocupações e preparativos dele, Anara e Dimitri se serviram de um pouco de chá enquanto o observavam pegar a Slime de Diana da avó paterna dela e alimentá-la com uma fruta. Mas assim que morderam a fruta semelhante à que a slime estava comendo, ambos sentiram uma sensação etérea de energia fluir e começar a ser assimilada por seus corpos.

    — Que tipo de fruta é essa? — indagou Dimitri, com uma certa estranheza para as boas intenções e preparativos de Alexander.

    — Ela? Nada de especial. — disse ele, fazendo pouco caso. — É só mais uma fruta de mana. A [Fruta da Ascensão Mágica].

    Quase derramando o chá que estava se servindo, a avó de Diana olhou incrédula para a fruta que o Slime, agora brilhando, estava comendo. — Você deu um tesouro desses para um Slime?

    — Por que não? Ela também é um familiar de Diana — respondeu Alexander, mais uma vez, não dando muita atenção à fruta. — Além disso, esta pequena não só tem muito potencial, inclusive mágico, como também é fofa.

    Desistindo de tentar entendê-lo, a avó de Diana não disse muito mais. Ela estava obviamente pensando em outros usos “melhores” para a fruta, mas já que não era dela, qual era o sentido de seguir se atormentando ao pensar nisso?

    — Deve ser difícil para vocês. Há muitas bocas, mas bons recursos são limitados, certo? — comentou Alexander ao ponderar um pouco. — Mas não se preocupem muito. Embora não possa garantir recursos como a [Fruta da Ascensão Mágica], bons recursos em geral não devem ser um problema.

    Enquanto um enorme ponto de interrogação era criado nas mentes de todos os presentes, ele apenas sorriu e não disse mais nada. Havia coisas que eram melhores reveladas na hora certa do que mostrar algo que ainda estava incubando.

    Com aquele dia e o seguinte passando de forma cavalheiresca e fugaz, com Diana ajudando vários amputados a terem seus membros reperfundidos e recuperados, chegou a manhã em que os participantes da Raid receberiam a sua recompensa.

    — Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer a todos que participaram desta Raid e fizeram desta baronia um lugar mais seguro para a minha, para a sua e para as famílias de todos aqueles que vivem ou viverão aqui. Em homenagem a isso, minha família e eu pagamos todas as despesas médicas na Guilda — anunciou Alexander em um tom firme, mas calmo, fazendo com que uma salva de palmas ecoasse no salão da Guilda. — Doravante, gostaria de pedir a todos que ficaram aleijados neste ataque que se apresentem, pois tenho uma oferta a fazer a vocês.

    Um por um, ele viu cerca de 10 homens e 1 mulher atenderem ao seu chamado. Um estava sem um pé, outro sem uma mão, um sem um braço, outro sem uma perna, mas, felizmente, nenhum deles havia perdido mais de um membro.

    — Não posso lhes dizer o que fazer, muito menos para deixarem de ser aventureiros, mas para aqueles que perderam mais dessa vez, ofereço o trabalho de tutor/professor, para que possam complementar a sua renda mais facilmente, e uma recompensa diferente do que só uma pequena comissão pelas criaturas mortas — ofereceu ele enquanto olhava diretamente para cada um deles. — Não pensem errado, não é pena ou caridade, vocês terão que trabalhar com dignidade… Continuo olhando para vocês, todos vocês.

    Batendo no peito o melhor que podiam, quase em uníssono, todos eles aceitaram sua oferta e não apenas conseguiram um novo emprego, mas também uma garrafa de um consumível meio translúcido, meio verde-âmbar.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (04,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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