Índice de Capítulo

    Nota do autor: Salve, pessoal. Com o advento da Páscoa, eu pensei em fazer uma espécie de evento de Páscoa para a novel. Se tiver como, e vocês entrarem na brincadeira, eu entrei em contato com outros autores aqui da Illusia para esconder “ovos de Páscoa” para vocês entre as novels:

    Obviamente, e infelizmente, o brinde não vai ser de ouro ou chocolate, mas, para cada marca encontrada, vocês liberarão um capítulo extra da novel.

    OBS: Esse é um evento de Páscoa, então só vale hoje, a partir da publicação, às 20:00, até as 23:59, para achar o que puderem.

    Novels que estão participando: Horizonte de Conquistas, obviamente, rsrsrs; O Monarca do Céu, do St. Stu; KOC, do Glauber; e A Eternidade de Ana, do Sandman.

    Nota explicativa e “regras”: Para evitar que vocês saiam dando chutes aleatoriamente, caso decidam procurar e achem, comentem o nome da novel no capítulo deles — Horizonte de Conquistas — e depois marquem esse capítulo informando que encontraram e o número do capítulo em que está localizado, porque eu mesmo não sei. Pedi para eles não me contarem. kkkkk…

    Nota óbvia, mas de toda importância lembrar: não avacalhem ninguém por lá, por favor. Afinal, os caras já estão me ajudando.

    Nota final: Gostaria de desejar uma ótima Páscoa e um bom feriadão a todos, bem como um agradecimento e salve especial aos autores parceiros que me deram essa moral: o St. Stu, de O Monarca do Céu; o Glauber, de KOC; e o Sandman, de A Eternidade de Ana.

    Bom capítulo a todos.

    Maravilhada com o que viu ao atravessar o portal do |Segredo do Vasto Mar|, Diana se viu pisando em um chão quase etéreo, mas sólido, enquanto contemplava uma área de aproximadamente 30m x 30m x 15m, segundo a rápida medição de Alexander. 

    As paredes quase translúcidas refletiam um fundo do mar nas laterais e um céu que contrastava um sol suave com um conjunto muito específico de estrelas.

    — Aqui dentro é lindo — comentou ela, sonhadoramente, olhando para o “céu”.

    — Sim — concordou ele, olhando ao redor — Mas precisaremos fazer mais coisas para tornar este lugar habitável. Seria problemático respirar aqui se não tivéssemos colocado ar antes… Esta área era um vácuo com quase nada.

    — Você está certo. Realmente não há quase nada aqui — disse Diana, sentindo sua situação. — Além de manter o portal aberto consumir meu mana continuamente, basicamente não há mana ou energia ambiente para nos fornecer recuperação… Ou nós criamos tudo basicamente do zero, quando usei a habilidade pela primeira vez junto com você, ou este lugar estava completamente isolado da influência externa.

    — A sua runa é literalmente a melhor que eu já vi, quiçá uma das melhores que qualquer um já viu, e essa é só uma das habilidades dela. Mas, apesar disso tudo, acho improvável que ela se interligue a um lugar sabe-se lá onde, a sei lá quantos metros de distância daqui, sem qualquer catalisador, e ainda por um custo de mana tão baixo que conseguimos manter — explicou Alexander, pensativo. — Se minhas conjecturas estiverem certas, nossa energia “gerou” esse lugar a 1m³ por ponto de energia, além de uma segunda área de armazenamento interno usando nossa mana. Ao menos isso combina quase que perfeitamente com a quantidade de energia que foi consumida de nós quando você usou essa habilidade pela primeira vez.

    Ponderando que ele provavelmente estava certo, Diana assentiu e começou a pensar em como remodelar sua “dimensão de bolso”. Mas como tinham tempo limitado devido ao grande consumo de mana, começaram a fazer vários e vários testes, desde deixar uma planta, até jogar muitas e muitas pedras de energia e mana, algumas já quebradas, para ver o que aconteceria…

    Ao verem que a planta não desapareceu ou pareceu ser afetada, mesmo depois que Diana fechou o portal e eles esperaram algum tempo, bem como que as energias se mantiveram sem serem absorvidas por Diana, como se aquilo fosse uma caixa quase hermética, eles decidiram realizar testes mais complexos. No entanto, dois foram recusados por eles mesmos: Diana não quis deixar Alexander lá e fechar o portal, e ele não quis tentar destruir o local para tentar forçar sua saída, considerando quem era o portador da habilidade e sofreria o efeito reverso dessa conquista.

    Se havia algo que pudesse ser considerado uma vulnerabilidade ou desvantagem naquela habilidade, era o fato de que, mesmo escondendo o poder e a presença do que havia dentro, o portal parecia não conseguir fechar por dentro, como se sempre precisasse manter uma referência de ambos os lados, tornando o consumo de mana da habilidade perpétuo enquanto ela estivesse ativa.

    Outro ponto que deixou um pouco a desejar foi o funcionamento do portal: embora Diana pudesse arrastar criaturas para dentro, aparentemente até contra a vontade delas, ou “impedir” a entrada delas, era o portal que se tornava “permeável”, e não ela quem escolhia quem poderia entrar, logo, alguém rápido o suficiente poderia se infiltrar… Além disso, mesmo que não fosse possível entrar, ainda era possível ver o portal e, talvez, afetá-lo com com explosões na sua localização ou com ataques de energias.

    Com muito o que pensar e exausta de manter a habilidade ativa, Diana logo sentiu o peso da habilidade e eles decidiram parar para descansar. Não havia sentido em continuar se forçando a fazer isso, pois não era como se eles fossem, ou precisassem, entender tudo de uma vez naquele momento…

    Na manhã seguinte, já bem recuperados, o casal acordou cedo e seguiu caminhos separados para resolver seus negócios na cidade, ou ao menos parte deles, e depois se reuniram novamente para ver Galene zarpar com o pessoal dela para a sua casa.

    — Lhe desejo uma boa viagem — disse Alexander, pensativo. — Mas agora que já está com o seu pessoal e voltando para casa, tenho que lhe perguntar: o que você obteve no |Tesouro do Mímico|? Ouvi dizer que as runas desse tipo vêm com parte do que a criatura que a originou tinha em seu interior, ou algo assim.

    — Não muito. Só algumas pedras — respondeu Galene educadamente.

    — Você é boa nisso, mas já deveria saber que eu consigo sentir quando as pessoas mentem para mim — sorriu ele vulgarmente. — Mas, nesse caso, não me parece exatamente uma mentira… É mais como se não estivesse contando toda a verdade.

    Lançando um olhar estranho e afiado para o casal de “amigos” à sua frente, Galene começou a reavaliá-los. À sua maneira, eles eram monstros em pele de gente nos seus respectivos campos.

    — Da próxima vez, você deveria vir com tempo para visitar nossa cidade. Ela não é tão grande quanto esta, mas a minha família irá recebê-la muito bem — convidou Diana de forma amigável e sincera.

    — Agradeço seu convite, mas isso pode demorar um pouco — respondeu Galene, explicando educadamente. — A minha casa não é tão perto daqui, com a Cidade do Mar Imperial sendo nossa última parada nesta rota comercial. Por isso que sempre acabamos saindo com pressa, para podermos voltar para casa a tempo.

    — Mas acho que dessa vez vocês vão acabar se atrasando — disse Alexander, meio sério e meio sorrindo para a situação.

    Ao olhar para o último com um ponto de interrogação metafórico em sua cabeça, Galene o viu liberar um pulso sensorial de sondagem antes de sentir algo e alargar o seu sorriso torto para ela ainda mais. — A sua situação é ainda pior do que eu pensava. O Duque Marvin não está atualmente na cidade, e eu também não sinto nenhum outro mago forte do elemento água por aqui.

    — O que está vindo? — perguntou Galene, franzindo a testa.

    — Não se preocupe. Não é nada imparável — respondeu ele ao se virar e desferir um soco em direção ao centro da cidade. — Nossas vidas não estão em risco. Mas o que está vindo está na água, então os barcos sofrerão porque não há ninguém para detê-los eficientemente na água antes que se aproximem da costa.

    Ao ouvir o som característico do sino da Guilda dos Aventureiros tocando sobre o poder que ele liberou em seu soco, ela não duvidou mais que ele estava falando bem sério. Fazer isso apenas para fazer uma cena para ela seria ir longe demais.

    Aproximando-se rapidamente deles em alta velocidade, várias presenças cercaram eles, fixaram seus olhares em Alexander e abriram caminho para uma presença forte que caminhou na direção deles.

    — Da última vez não foi diretamente conosco, a Guilda, mas hoje você terá que nos dar uma explicação — disse um homem com um corpo que era apenas firme, mas que tinha uma aura e presença muito forte. — Qual é seu objetivo dessa vez?

    — Eu estava errado, Galene — disse Alexander, admitindo seu erro, sem parecer se importar muito com os outros, antes de se virar para a pessoa que era claramente o mestre da filial da Guilda daquela cidade. — Com um mago desse calibre por aqui, talvez seu barco possa ser poupado… Quanto à sua pergunta, caro mestre da guilda, você só precisa pedir para alguém mais sensível sondar o mar em linha reta.

    Como era amplamente conhecido e difundido nos círculos certos que os instintos e percepções de Alexander eram simplesmente monstruosos, o Mestre da Guilda não o levou em ânimo leve e mandou seu melhor rastreador verificar a informação.

    — Me-, mestre… Há várias criaturas se reunindo na direção que ele apontou — disse o rastreador um tanto tenso. — Mas talvez seja só um alarme falso. Não sei dizer o porquê, mas elas parecem ter diminuído a velocidade.

    — Eu respondo: o que fariam se fossem frequentemente sondados na direção que estavam indo atacar?… Aumentar os seus números para garantir sua vitória — disse Alexander, achando estranho que o homem não entendesse isso. — Ou você acha mesmo que algumas das criaturas fortes ali não nos notaram sondando-as?

    Um tanto assustado com a possibilidade, o rastreador hesitou, incerto se deveria continuar sondando as criaturas. Enquanto isso, o Mestre da Guilda permaneceu imerso em suas reflexões, tentando decidir o melhor curso de ação. Galene, por sua vez, franziu a testa, pois um dano à embarcação complicaria severamente a jornada de retorno, tornando quase impossível para seu grupo chegar antes do fim do ano.

    — De qualquer forma, espero que você tenha uma boa viagem e que todos aqui fiquem bem — desejou Alexander enquanto pegava a mão de Diana e se virava para ir embora antes que as coisas se complicassem.

    — Espera. Você não protegerá esse porto e a área costeira da cidade? — perguntou Galene, lembrando-se do poder que ele havia mostrado no leilão contra a restrição das gemas, e dos feitos dele que ela ouvira.

    — Não — disse Alexander secamente.

    — Você é um aventureiro e deve atender ao chamado da Guilda — rapidamente o lembrou o Mestre da Guilda quando o viu realmente se virar para sair.

    — A cidade em si não está em perigo. Nem você, ou a guarda da cidade, tem autoridade para me obrigar nessa situação — lembrou-o Alexander. — Além disso, eu já estou agindo como escolta para a filha do barão da minha região.

    Pegos em um pequeno ponto cego entre as obrigações dele, as pessoas lhe deram olhares estranhos. Quem entre eles não sabia que ele estava com Diana por outros motivos e que ela mesma havia liderado um Raid contra uma criatura nos estágios finais de sua 3ª evolução?

    — Poderia me ajudar, se necessário? — perguntou Galene, suave e gentilmente.

    — Se a minha senhora me permitir, e o pagamento for bom — disse Alexander, com um olhar intrigante. — A questão é que o preço para me fazer revelar minha força é alto… Um preço que você talvez não esteja disposta ou seja capaz de pagar.

    — Você quer as tabuletas… — adivinhou Galene, estreitando os olhos.

    — Contento-me com uma cópia do conteúdo delas, para ser mais exato — não negou, e explicou ele sem nenhum constrangimento. — Desde que me forneçam o conjunto completo da que me mostrou, pois sei que estão faltando partes da habilidade.

    Vendo-a em xeque, Alexander olhou para o porto relativamente bem movimentado da cidade e sorriu. Quando a pessoa responsável pela cidade fosse notificada, ou ele não receberia nada além de inimizade, ou ganharia um novo cliente.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, por ventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (12 votos)

    Nota