Índice de Capítulo

    Nota do autor: Boa noite, pessoal!
    Em resposta ao feedback de alguns de vocês, decidi focar em manter a estrutura linear da novel, evitando assim ficar nessa ida e volta; embora também tenha recebido comentários positivos pela história em si.
    Então, até a segunda onda, os capítulos vão se manter apenas nos principais, e os de preview só vão ser publicados mediante algum evento ou ao pedido específico de alguém que cumpra a meta, pois aí é uma prerrogativa da pessoa.

    Bom capítulo a todos.

    Assim que saiu vencedor da disputa, Laite convocou os membros da família para uma reunião de reestruturação; não apenas abdicando de seu título e do cargo de liderança, como também os passando para seu sobrinho mais forte, filho do irmão mais velho dele, em vez de passá-los a qualquer um de seus descendentes diretos.

    O novo líder não era exatamente um destaque em poder ou influência familiar. No entanto, mantinha laços claros com Laite, e, ainda assim, mostrava-se muito mais ativo, integrado à família e presente fisicamente, de forma quase independente de Alexander… um alívio e tanto para o setor conservador da família.

    No dia seguinte, em meio às mudanças, e após o Duque Marvin dispensá-lo ao saber que ainda não conseguia, no momento, estruturar uma matriz capaz de abranger toda a Cidade do Mar Imperial, Alexander encontrou-se com o Barão com quem firmara o acordo de exploração da mina, para discutir a “última” cota de matriz.

    Por uma ‘feliz coincidência’, que satisfez todas as partes, esse mesmo Barão era justamente o detentor da jurisdição sobre a cidade onde vivia a família de Diana.

    — Agradeço por ter arranjado um tempo para me ouvir novamente — disse Alexander, mostrando seus dentes em uma simpática propaganda de um bom lobista. — Por falar nisso, o que o senhor achou daquela humilde morada advinda da nossa última colaboração? Ela é do seu agrado?

    — Não precisa ser tão cortês. Já somos parceiros comerciais, não somos?… É claro que vou tentar ouvi-lo sempre que puder — declarou o Barão, também sorridente, já fazendo um gesto para que Alexander se acomodasse. — Quanto àquela morada, ela é simplesmente incrível e aconchegante para um bom descanso.

    — Fico feliz que tenha gostado. Ainda mais agora que tornei o ambiente por lá um pouco melhor — pontuou Alexander, retraindo e mostrando menos dentes, que deram lugar a um sorriso conspiratório. — E então, o senhor já deve ter ouvido os boatos, não é?… O que acha de colocar uma matriz como aquela na sua cidade?

    — Eu, ou qualquer um, estaria mentindo se dissesse que não há interesse — admitiu o Barão cheio de emoções conflitantes, mas com esperança nos olhos. — No entanto, quem sou eu para enfrentar o Duque Marvin e o grande ancião dos IronShield… A menos que tenha guardado alguma consideração especial por este seu amigo.

    — Veja bem, não é que eu não tenha guardado nenhuma consideração para com os amigos. É só que o custo dos materiais é bem elevado — argumentou Alexander, em superioridade. A outra parte ainda não sabia que o Duque já havia se retirado, até porque ele pediu para que o mesmo não divulgasse isso. — Agora, se o amigo estiver disposto a arcar com os custos gerais de estruturação da matriz, talvez seja possível fazer um acordo só entre nós, onde os números não sejam vazados e um leilão de preços não seja necessariamente o definidor.

    Ao ver ali, naquela pequena brecha, uma chance, a sua chance, e já tendo sentido a magnitude de uma matriz energética daquele tipo e suas implicações, um forte desejo tomou conta do Barão, enquanto seu sorriso se alargava ainda mais. — Se o amigo está mesmo disposto a tais concessões, como poderia recusar sem antes ouvir sua proposta de acordo?… Diga-me, como podemos nos ajudar desta vez?

    Ao ver que a outra parte havia mordido a isca, e não querendo correr o risco de puxar o ‘peixe’ com força demais e estragar tudo, ou mesmo espantá-lo, o que só resultaria em mais trabalho depois, Alexander passou a tencionar de leve e soltar a linha, para cansá-lo. — Veja bem, como é de conhecimento geral, eu não me envolvo muito com o trabalho infernal que é a administração real das minhas áreas; logo, eu não tenho o mínimo interesse em expandir. Mas também não posso deixar a família da minha mulher totalmente desamparada.

    Entendendo instantaneamente onde ele queria chegar, o Barão não pôde deixar de franzir a testa, mas Alexander rapidamente continuou, antes que a outra parte o interrompesse: — Sendo direto, gostaria que levasse em conta, com qualquer apreço especial que tenha por mim, a possibilidade de empossar o novo, recém-nomeado, Baronete da família LittleLight como lorde regente daquela cidade.

    Apanhado na intersecção de seus interesses, o Barão permaneceu calado, imerso em pensamentos. Ele queria a matriz, mas só tinha 2 cidades sob seu controle… Se o custo fosse maior que o benefício, o acordo não apenas perderia o sentido, como também poderia ser muito danoso; em especial a longo prazo.

    — Leve o tempo que quiser para pensar — disse Alexander, dando mais um pouco de linha para aliviar a tensão no acordo. — No entanto, lhe garanto que não tenho a menor intenção de adentrar e me expandir para sua baronia, bem como que tal aprofundamento de parceria poderia gerar muitos benefícios secundários para a sua cidade e para a região como um todo. Afinal, a minha área não pode continuar acolhendo eternamente todos que buscam trabalho e oportunidade.

    Ao ouvir aquele ponto interessante, muito interessante, o Barão pareceu suavizar e refletir com mais gosto e boa vontade. A chance de receber parte do afluxo de pessoal daquela área para a sua era tentadora e poderia impulsionar seus ganhos.

    — Você diz que está de boa-fé e não pretende tomar o controle da minha baronia, e posso lhe dar esse voto de confiança em nome da nossa parceria anterior. Mas e se a família LittleLight começar a me criar problemas? — indagou o Barão, por fim, após ponderar por alguns minutos.

    — Não tiro seu mérito em me questionar sobre isso, visto que eles já estão bem organizados e armados para uma família em “ascensão”, devido a todo o histórico anterior deles. Mas, se por algum acaso forem loucos e/ou burros o suficiente para tentar alguma coisa, esmague-os como puder; afinal, você ainda é o Barão desse território, e eles só detêm um título de baronete — disse Alexander, impassível, com um estranho brilho frio nos olhos. — Não vou tão longe a ponto de dizer que resolveria isso com minhas próprias mãos, por conta da minha mulher. Mas, se eles realmente forem os errados nessa questão, pode ter certeza de que não vou mover um músculo para salvá-los de você.

    — Bom, muito bom… — concordou o Barão com satisfação. — Agora nós podemos debater mais sobre essa parceria em afluxo de pessoal para minha região.

    Após eles debaterem longamente sobre os pontos da parceria e a estruturação da matriz, Alexander não só saiu de lá com uma boa quantia de dinheiro no bolso, dos “custos gerais de estruturação da matriz”, como também saiu com o endosso para empossar o recém-nomeado Baronete da família LittleLight como o novo regente da cidade onde a família deles estava. Para além de tudo isso, ele ainda se dedicou a redigir um documento, notificando o Duque Marvin e o Palácio Imperial sobre o que havia acontecido, talvez até buscando sua chancela, não esquecendo de enviar alguns presentes para acompanhar a nota deste último interessado…

    De volta à cidade dos LittleLight, aquém dos dias que levaria todo o trâmite, isto é, se eles fossem mesmo receber um retorno, Alexander jogou alguns documentos sobre a mesa, sentou-se ao lado de Diana e deixou todos a par de tudo o que havia dito, feito ou pleiteado em benefício deles. Na sala também estavam os avós paternos dela, o tio-avô, a bisavó e, por fim, mas não menos importante, sentado na cadeira atrás da mesa principal, o novo baronete da família LittleLight, tio de 2º grau dela.

    — Eu estava falando bem sério no que disse àquele Barão — reiterou ele, com seriedade. — Coloquem mordaças nas suas ‘bestas raivosas e problemáticas’, se tiverem, pois não vou me desgastar caso vocês sejam os responsáveis por iniciar os problemas.

    — É isso? Simples assim? — indagou o tio-avô de Diana, quase incrédulo, como se estivesse perguntando a si mesmo; afinal, aquele era o sonho de basicamente todo aquele lado da família. Infelizmente para ele, Alexander respondeu: — Você acha que é “simples assim” porque não foi você quem se queimou na luta; e, por sorte, as condições se alinharam… Não faço milagres. Esse é apenas o resultado das várias coisas que todos aqui, e na sua família em geral, fizeram; ainda acrescido de um pouco de sorte e timing para ter funcionado tão bem.

    — Eu sei que você acelerou, e muito, todo o processo; como também sei que não conseguiria esse resultado agora se nós não tivéssemos nos esforçado. Acredite, eu sei — disse o tio-avô, ainda quase sonhadoramente incrédulo. — Mas, em algum ponto, tudo aconteceu tão rápido que, em 6 meses, conseguimos finalmente dar o passo que tentávamos há 60 anos.

    — Da mesma forma como tudo isso pode desmoronar de novo, de forma ainda pior, em um único dia de azar — apontou Alexander, em tom quase sombrio. — Então, recomendo: pensem no futuro e se emocionem com o passado, mas sem sacrificar o presente.

    Não podendo expressar, mesmo que só de relance, a inquietação que os demais na sala sentiam, a avó de Diana não pôde deixar de se indagar para que lado a roda da fortuna da neta apontava no momento em que ela se afeiçoou a ele: sorte ou azar? Pois, mesmo se tirassem todos os outros prós e contras, a personalidade daquele jovem ainda era quase indiferente, mas protetora; fria, mas brutalmente realista em sua própria lógica de análises e ações.

    Aproveitando que não havia ninguém falando após o clima que estabelecera com as suas palavras, Alexander pareceu ponderar por um instante antes de fazer a pergunta que há tempos martelava em sua mente: — Não me levem a mal por perguntar isso tão diretamente, mas… o que exatamente faz o {Talento} da família de vocês mesmo?

    — Você já me viu usá-lo várias vezes — disse Laite, confuso. — Ele fortalece nosso poder mágico e a afinidade com a luz.

    — Apenas isso? — prosseguiu Alexander, cada vez mais impassível.

    — Sim? — confirmou Laite, meio incerto.

    — Então, com todo o respeito aos seus ancestrais, pois posso até estar enganado, sua família realmente mereceu cair — reclamou Alexander categoricamente, aumentando o seu tom, parecendo se exasperar muito ao falar com pessoas tão obtusas. — Como, em nome de tudo, vocês desperdiçam um talento desses para ficar brigando e se matando? E às vezes ainda é entre si?… Tudo isso ao passo que não parecem entender sua verdadeira amplitude e potencial.

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, porventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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