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    Após respirarem um pouco e o ânimo começar a voltar ao seu normal, a mulher do Duque Robert não se conteve mais e perguntou se Alexander poderia mesmo ajudar com o potencial do seu filho.

    No começo, ela só foi até ali, pois a “corda” havia vindo da sala do marido dela, mas como pode uma mãe permanecer calma e em silêncio por muito tempo, quando o que está em jogo é o bem-estar e o aprimoramento de seu filho?

    — Claro que posso ajudá-lo. Esse garoto tem realmente muito potencial dormente pulsando dentro dele — disse Alexander com segurança. — Mas os recursos que isso demandaria são bem raros… No começo eu queria só despertar o {Talento} dele, mas como ele tem apenas 6 ou 7 anos, isso pode ser muito prematuro, visto que esse pode ser bastante autodestrutivo sem um controle refinado e minucioso.

    — 5 anos — corrigiu Robert. — Ele tem apenas 5 anos.

    — E isso realmente importa agora? — exasperou-se Brie, a mãe. — Diga seu preço e o dos recursos necessários, que nós o pagaremos… melhor, lhe pagaremos até mais.

    — Nunca é tão simples — lembrou Alexander, com o sorriso podre que lembrava o de um vigarista ao se lembrar de já ter pensado isso antes. — Mesmo que o Duque tenha esse dinheiro aqui em mãos, há coisas que não podem ser compradas apenas porque se tem dinheiro… Elas são raras demais para serem vendidas assim.

    Chateada, Brie apenas olhou para o marido, instando-o a agir, no que Robert, um tanto quanto sem jeito, pigarreou. Mas, antes que o último pudesse dizer qualquer coisa, Alexander se abaixou ao nível da criança para olhar nos olhos dela e disse, como se não fosse nada: — Por que não me nomeiam padrinho dele?… Como o seu padrinho, vai ser quase que uma obrigação minha dar bons presentes a ele.

    — Padrinho dele? — indagaram os pais, confusos com o termo.

    — Suponho que esse seja um termo incomum, que poucos conhecem por aqui em tempos de “paz” — suspirou Alexander, ponderando como se colocar. — Padrinho e madrinha são termos de apadrinhamento que remetem a tempos bem incertos de guerra, onde os pais escolhiam algumas pessoas para cuidar dos filhos caso algo viesse a acontecer com eles. Ainda assim, com o fim desses períodos, os termos continuaram sendo usados para formar relações e juntar famílias sem algo tão formal como um casamento.

    — Você quer cuidar e/ou criar nosso filho? — indagou Robert de forma estranha.

    — Realisticamente falando, qual a chance de acontecer algo ao senhor frente à de acontecer algo comigo? — respondeu Alexander, revirando os olhos. — São apenas nomes simbólicos para delinear que eu posso falar ou agir um pouco em nome dele, ou com ele.

    — Você atrás de títulos? — estranhou Robert. — Logo você?

    — Não procuro títulos ou reconhecimento. Não ligo se ninguém fora desta sala ficar sabendo — disse Alexander, dando de ombros. — Uma concordância sincera dos pais de que não vou ser visto ou tratado como algo de fora e/ou não envolvido nos assuntos dele é tudo que eu quero. O resto é o resto.

    Trocando olhares em uma conversa silenciosa, os pais começaram a refletir sobre tudo aquilo; afinal, seguindo a própria lógica dele, deveria ser a família deles a apadrinhar a outra parte, e não o contrário. Em contraponto a isso, os contos que especulavam sobre a profundidade dos bolsos de Alexander eram numerosos.

    — Venha, Solas — instou Brie afetuosamente com o aval de Robert. — Cumprimente o seu padrinho adequadamente.

    Encorajado pelos pais, a criança foi cautelosamente até o seu recém-nomeado padrinho e se apresentou: — Prazer em conhecê-lo, padrinho. Eu me chamo Solas Raiovas, da família Raiovas, e tenho 5 anos.

    Não podendo deixar de achar aquela apresentação bem divertida e sorrir do fundo do coração, algo raro, Alexander acariciou a cabeça do garoto, bagunçando os seus cabelos, e lhe deu um doce que ele mesmo havia feito. — Muito bom… Continue assim e você será tão poderoso quanto seu pai um dia; ou quem sabe tão bonito e alto quanto eu.

    Ao ver seu filho, que estava comendo tão alegremente o doce que havia recebido, Robert conteve os xingamentos que lhe subiam à garganta pela brincadeira dele. Porém, assim que viu pela janela a aproximação do que estava esperando, Alexander propositalmente liberou a sua aura com força.

    Tão perto, quando a aura dele subiu ostensivamente de 0 a 100 tão rápido, o jovem Solas apagou e caiu desmaiado. No entanto, quase ao mesmo tempo, Alexander recebeu uma pesada massa de mana no peito que o atirou para longe; Brie estava bufando, faltando espumar de raiva pela boca.

    Feliz por a mãe ter reagido antes do pai, Alexander cuspiu um pouco de sangue e limpou o resto com o braço enquanto se explicava: — Não sou louco para atacá-lo e achar que vou sair ileso, muito menos quero matar a criança que acabei de tomar como afilhado… Acreditem, esta era a opção mais indolor.

    Contendo e segurando a sua mulher com uma expressão bem impassível, Robert aguardou que a outra parte, que ainda arfava um pouco, lhe apresentasse uma explicação. A esposa dele, Brie, era uma Arquimaga Tier IV do Vento.

    — O processo todo é muito estressante para o corpo, portanto é doloroso e pode causar vários outros tipos de complicações — explicou Alexander assim que pôde, ainda arfando um pouco. — Desmaiá-lo dessa forma foi a melhor opção para que ele não sentisse dor. Acreditem em mim, já fiz isso antes com outras pessoas, e sei que dói; e muito.

    — Esse processo não é perigoso, especialmente com ele desmaiado? — indagou Brie, começando a demonstrar dúvida, sem nem se preocupar em se desculpar. O jovem à sua frente havia feito algo ao seu filho, então ela só revidou.

    — Sim. E muito… Por isso estava esperando Diana chegar — disse ele, ao apontar para a janela com vista para Diana se aproximando em Storm. — Ela tem uma certa habilidade que, em conjunto comigo, nos torna o gatilho e a fonte de energia para o processo… Já fizemos isso antes, e funcionou perfeitamente.

    Ao voltar a se acalmar um pouco com aquela informação, a mulher sacudiu a mão, abrindo a janela em questão com a sua mana, e Robert pegou Diana de Storm e a guiou até a sala com a própria mana.

    — Tem certeza de que isso vai funcionar? — quis confirmar Robert, pensativo.

    — O que vou dar a ele é algo que com toda certeza não moveria apenas o senhor, mas toda sua família, e qualquer outra do Império — explicou Alexander, confiante nessa afirmação. — Vai funcionar? Sim… Ele vai morrer? Não… Pode dar alguma coisa errada? Tanto quanto apenas respirar… Mas garanto que ele não vai morrer.

    — Você me garante que ele não vai morrer? — quis confirmar Robert, de novo.

    — Sim — respondeu Alexander simplesmente, mas sem qualquer hesitação.

    — Então faça — permitiu o Duque, que era muitas coisas, menos indeciso.

    Ao obter o aval dele, Alexander passou a emitir uma energia dourada e manifestou uma das [Essências Evolutivas], que parecia emitir uma infinidade de luzes multicoloridas a cada momento, em sua mão.

    Ao verem a esfera de energia translúcida do tamanho de uma bola de cristal surgir do nada, o casal ficou ao mesmo tempo encantado e assustado. Aquilo era uma grande chance, mas, ao mesmo tempo, também parecia grande demais.

    Envolto no poder dos dragões dourados, ele deu o sinal para Diana, que também passou a brilhar em poder com o (Alvorecer Dourado), e então injetou a essência em Solas com um pensamento. — (Constituição Dracônica do Dragão Dourado).

    Assim que recebeu a essência, o corpo da criança começou a brilhar e a demandar uma quantidade grotesca de energia, enquanto ruborizava em resposta ao sangue de Anna contido no tônico que Alexander havia dado a Robert, o qual era nítido para alguém com o sangue de outro {Monarca Vermelho}. Eles reagiram um ao outro, como já havia acontecido quando Alexander deu o mesmo tônico a Adam.

    Dormindo pacífica e profundamente, desmaiado, ainda mais porque Diana havia usado |Redução de Dor|, Solas nem sentiu o processo, enquanto seu corpo apenas ia absorvendo energia e mudando na medida do possível, até que o processo foi concluído com a liberação de um levíssimo e rápido brilho dourado no final.

    — Pronto. É isso — disse Alexander por fim. — Apenas com isso, eu garanto que ele já é mais propenso ao desenvolvimento físico, energético e mágico do que uns 90% dos seus pares em todo o continente, no mínimo.

    Surpresos, o Duque e sua mulher ficaram alternando o olhar entre os jovens à sua frente e o filho com espanto extremo nos olhos. Em apenas alguns minutos, o filho deles já havia se tornado aquilo tudo? Que tipo de aprimoramento atroz era esse?

    Obs 1: Contribuição arrecadada para lançamento de capítulo extra: (00,00 R$ / 20,00 R$).

    Obs 2: Chave PIX para quem quiser, e puder, apoiar a novel: 0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b. Caso não consiga copiar a chave pix, é só clicar nela que vai ser gerada uma aba/guia que tem como URL/Link a própria chave pix com algumas barras nas pontas: https://0353fd55-f0ac-45b5-a366-040ecefa7f7b/, e é só retirar a parte excedente.

    Ps: Para finalizar, volto a reiterar que as publicações seguirão normais e recorrentes no ritmo mencionado mesmo que, porventura, haja a publicação de capítulos adicionais.

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