Capítulo 40: Camélia branca
Dois meses podem parecer pouco.
Mas são suficientes para que uma casa estranha vire rotina.
Para que o silêncio deixe de ser desconfortável.
Treinos que antes pareciam punição passaram a ganhar propósito diário.
Tempo bastante para que um nome recém-descoberto soasse natural pelos corredores.
E para que o medo de um passado perdido desse espaço ao receio de perder um futuro ainda incerto.
Houve dias difíceis.
Manhãs em que os músculos gritavam mais alto que a própria motivação.
Tardes em que Nina invadia a arena sem permissão, trazendo suco, comentários desnecessários e decidindo quem estava “apanhando mais bonito”.
Mas foi graças a esses momentos que a casa deixava de ser apenas um abrigo.
Tornava-se lar.
E, em meio a tudo isso—
Louie e Aya deixaram de ser apenas cacos de vidro de um antigo espelho quebrado.
Começaram, pouco a pouco, a ser eles mesmos.
E assim… chegaram ao hoje.
Arena de combate nos fundos da casa dos Kaede...
Louie, vestindo uma camisa esportiva preta, justa ao corpo, encarava Aya.
Seu cabelo preto, com ainda mais mechas brancas do que há dois meses, balançavam levemente ao vento.
O olho direito vermelho ardia como fogo, enquanto o esquerdo azul, tão calmo quanto o oceano.
Aya estava em posição de combate à sua frente. Cabelos negros presos em rabo de cavalo, seus olhos brilhavam em um roxo intenso.
Usava top e shorts pretos com detalhes roxos, bandagens nos punhos e, ambas suas mãos seguravam duas adagas de ferro com a lâmina curvada.
O chão da arena onde pisavam era uma liga molecular desconhecida pela engenharia humana comum. Absorvia golpes e emitia um leve brilho acinzentado.
A parede ao fim do pátio no fundo, do mesmo material, exibia diversos arranhões e marcas de combates anteriores.
A luz do fim de tarde atravessava por cima dos muros, lançando sua iluminação sobre os dois.
O silêncio durava. Cada respiração ecoava alto durante a ausência do som.
O suor escorrendo pela testa de ambos.
Kael, com cabelos e barba grisalhos, vestindo uma camisa social preta, se posicionava à frente da arena, observando atentamente cada movimento e posicionamento dos dois.
E então, com uma confirmação silenciosa, Kael acena brevemente, liberando a investida de ambos.
No mesmo instante, os dois avançaram como raios em direção à primeira troca de golpes.
Aya, usando de suas adagas, ainda mais leves graças ao seu poder “manipulação de massa”, lançava ataques velozes em direção a Louie, que desviava por pouco de cada golpe.
› Permite à usuária aumentar ou diminuir a massa de si mesma, de outras pessoas ou de objetos sem alterar seu tamanho visível. A mudança de massa afeta diretamente peso, força de impacto, resistência e velocidade. A habilidade só pode ser aplicada mediante contato físico direto com o alvo. Objetos não possuem limite aparente de manipulação, entretanto, o número de pessoas afetadas depende do nível de controle da usuária. ‹
• Limite atual de Aya Nafidh: 1 pessoa (incluindo ela mesma)
Kael, com seus olhos castanhos, acompanhava detalhadamente cada golpe de Aya e cada esquiva de Louie.
— “A evolução de ambos nesses últimos dois meses foi gigantesca…” — pensou Kael, atento a cada movimento. — “Aya já era extremamente forte e resistente antes do treinamento, mas não tinha controle algum sobre o próprio poder. Seus ataques desmedidos consumiam energia demais e eram perigosos não apenas para o inimigo, mas para ela mesma.”
Os olhos de Aya se moviam rapidamente, observando cada passo do Louie.
O corte de cada lâmina no ar agitava o vento da arena.
Aya girou em um movimento rápido, tentando um ataque lateral.
Louie segurou a mão da garota, desviando sua trajetória, e absorveu o impacto da outra com a lateral do braço. Foi lançado por alguns metros, mas manteve o equilíbrio.
— “Por isso, fiz ela se impor limites, focando em ataques mais precisos e menos destrutivos, o que resultou em uma evolução drástica no controle e em um gasto de energia muito mais eficiente.”
Agora, o olhar de Kael focava mais em Louie, que se esquivava rapidamente dos golpes de Aya.
— “Já Louie, mesmo sendo um Kaelum desde o nascimento e tendo praticado diversas artes marciais antes da perda de memória, teve pouco treinamento realmente voltado ao Corpo Kaelum.”
Seu olhar se estreitou levemente.
— “Há dois meses, sua força se sustentava quase apenas na base que deixei quando ainda era criança, e que, impulsionada pela superforça, era absurda para alguém de apenas seis anos, na época.”
Aya lançou uma sequência de estocadas velozes. Louie sentiu o ar cortar seu rosto a cada ataque, desviou para o lado, bloqueou um golpe com o antebraço e, em seguida, avançou com uma investida rápida.
O chão tremeu levemente com o impacto do soco, bloqueado pelas lâminas de Aya, agora com a massa multiplicada várias vezes.
O ataque a lançou para trás, mas ela cravou as lâminas no chão, freando o próprio impulso.
Kael observava em silêncio. A cena o levou de volta ao primeiro combate entre os dois, no qual Louie fora completamente dominado pela diferença brutal de velocidade.
— “A disparidade de resistência e velocidade no início era enorme. Por isso, foquei o treinamento dele no aprimoramento do Corpo Kaelum.”
Agora, porém, era diferente.
Mesmo sob a camisa de compressão, os músculos de Louie se marcavam com nitidez, evidência clara da evolução alcançada.
— “Impulsionado pela superforça, ele alcançou o nível de Aya em força em apenas dois meses. Ainda está atrás em velocidade… mas não por muito tempo.”
Um pequeno sorriso surgiu no canto dos lábios dele.
— “Como seu corpo preserva a memória básica do uso dos próprios poderes, o controle é suficiente para que eu priorize o aprimoramento físico.”
Ambos sorriam confiantes um para o outro.
— Certo… — a voz de Kael ecoou pela arena. — Agora… aumentem o ritmo.
Com essa simples comando, Louie e Aya partiram em uma investida simultânea.
Chocando assim seus golpes.
O vento que fugiu desse impacto, sacudiu todo o arredor e rachou o chão da arena.
Aya lançou um rápido corte horizontal, que foi bloqueado pelo antebraço de Louie. Porém, surpreendendo o garoto, Aya alterou a massa de seu braço e lâmina, forçando ainda mais o golpe.
Louie tentou ganhar distância recuando para trás, mas, Aya usou sua “Manipulação de Fe” para remodelar suas duas adagas em uma espada longa, jogando uma estocada em direção ao Louie.
› A usuária possui a capacidade de detectar, manipular e moldar átomos de ferro (Fe), seja em estado puro ou integrado a ligas metálicas (como aço), atuando diretamente sobre sua estrutura atômica, densidade, forma e organização molecular. ‹
Sem muito tempo de reação, Louie desviou seu tronco pro lado, sendo cortado levemente na lateral do corpo.
Porém, se aproveitando da brecha de Aya, ele avança para próximo da garota, com um pulo, socando de cima para baixo a menina, seu ataque potencializado pelo raio e a superforça.
A garota rapidamente moldou sua espada longa em um grande escudo, tentando bloquear o que vinha do céu.
Quando o punho de Louie se chocou contra o escudo de Aya, a arena se despedaçou por completo.
Uma grande quantidade de poeira tomou o ar.
A destruição continuou se alastrando pelo resto do pátio até chegar nos muros a volta da casa, rachando-os.
Quando enfim a poeira baixou, lá estavam os dois.
Ambos em pé em meio a destruição.
Louie se mantinha em pé, com o corte na lateral do torso curado graças a “Reconstrução elétrocinética”.
Aya desfazia suas adagas, um pouco ofegante, com os pés cravados no chão.
— “Muito bem. Escutem agora.” — a voz de Kael ecoou enquanto a fumaça se dissipava. — Aya, você ainda evita usar a síntese gravitacional por falta de controle, mas se nem mesmo tentar nos treinos, nunca a dominará de verdade.
A garota acenou em concordância, com o olhar sério.
— Já Louie… — levou a mão à testa, como se estivesse clicando na mesma tecla há tempos. — Você continua usando teu corpo como isca, dependendo demais da regeneração.
Ele respirou fundo, mantendo o olhar firme sobre o garoto.
— Lembre-se, ela não te salvará de golpes fatais e tem limites. Se você acabar se acomodando nisso em um combate real, isso pode te levar à morte.
— Certo… — respondeu Louie, olhando fixamente para a própria palma.
— Tirando isso…
Os dois se entre olharam, ansiosos com o que Kael diria.
— Parabéns aos dois. Vocês evoluíram muito além da minha expectativa durante esses dois meses.
Ao ouvirem isso, pularam um na direção do outro, tocando suas palmas e comemorando:
— É isso aí! — exclamou Louie, olhando nos olhos da garota.
— Boa! — comemorou Aya, olhando de volta.
— Agora, podem tirar o resto da tarde de folga. — Kael usou “Anámnesis”, e as veias douradas surgiram em seu corpo enquanto devolvia a arena e as paredes rachadas ao estado original.
Assim, todos os traços do rápido combate sumiram como se nunca tivessem existido.
— Eu vou indo agora. — Kael virou de costas e seguiu em direção à grande casa. — Tenho algumas coisas pra resolver na base de comandos. Qualquer coisa me chamem. Amanhã explico melhor a primeira missão de vocês.
— Certo! — responderam em uníssono.
Enfim, Kael adentra por completo a casa, sumindo da visão de Louie e Aya.
— … — ambos ficaram em silêncio por um instante.
— FINALMENTE! — gritou Louie, suas pernas cedendo, com ele caindo sentado no chão. — Pensei que esse treino do inferno não ia acabar nunca!
— Verdade, hahaha — disse Aya, sorrindo. — Mas nem foi tão pesado assi-
— Diga por você! — cortou Louie. — Não foi tu que aquele velho fez se matar de tanto malhar! A cada dia parecia que meus braços e pernas iam cair!
— E… talvez meu treino tenha sido um pouco menos cansativo mesmo. — no rosto de Aya, uma gargalhada sincera surgia junto com a lembrança de Kael judiando do Louie nos treinos.
— Poisé. — suspirou. — Vou tomar banho e depois vou naquela cafeteria nova que abriu aqui perto ontem. Quer vir comigo?
— Vamos sim! — respondeu a menina alegre.
Alguns minutos após o treinamento...
O vapor quente preenchia o pequeno banheiro, subindo lentamente enquanto a água do chuveiro escorria constante pelo corpo de Louie.
Ele mantinha a cabeça baixa, os cabelos encharcados pendendo à frente do rosto, cobrindo seus olhos, enquanto a água batia sobre os ombros cansados.
Os sons do mundo no lado de fora se perdiam ali dentro, soterrados pelo choro do chuveiro e pela tempestade interna de seus pensamentos.
Era estranho como, em apenas dois meses, tanta coisa tinha mudado.
O corpo ainda doía do extenso treino de Kael. Seus músculos reclamavam a cada movimento, mas aquela dor… era diferente de todas que já sentiu antes.
Não era ruim.
Era algo recompensador depois de um dia tão cheio e cansativo.
Um lembrete de como todo seu esforço valeu a pena.
— Como esses dois meses… passaram rápidos… — cochichou, mergulhando ainda mais seu corpo abaixo do chuveiro.
Em sua mente, diversas imagens vinham sem o menor esforço.
Nina comemorando alto por ter ganhado no Uno, jogando todas as cartas para o alto e declarando vitória absoluta sobre todo mundo, mesmo depois de inventar pelo menos três regras novas no meio do jogo.
Emi na cozinha, sempre com um sorriso sincero no rosto enquanto prepara alguma coisa gostosa no fogo.
Aya, sempre com aquele sorriso leve no rosto, andando ao lado dele enquanto juntos exploravam, pouco a pouco, a zona central de Áurea em seus passeios rotineiros.
Ele soltou um leve sorriso sem perceber.
No começo, tudo tinha sido tão estranho.
Aya não falava muito.
Nina falava por três.
Emi mais observava.
Mas, aos poucos, tudo foi se encaixando.
As refeições juntos.
As conversas jogadas ao vento.
As noites divertidas demais com as guerras de travesseiro.
Louie encostou a mão na parede fria do box, respirando fundo.
Aquela vida…
Era boa.
Boa até demais.
Principalmente após o medo que sentiu ao quase perder Emi durante o sequestro.
Ele nunca tinha parado para pensar nisso antes, mas… estar ali, sob aquele teto, com pessoas esperando por ele do outro lado da porta, fazia algo dentro do peito se ajeitar.
A segurança de poder conviver com todos sem se preocupar… era o suficiente para ele.
A água escorria pelo rosto, misturando-se ao vapor.
— “Eu… queria que isso durasse pra sempr—”
Porém, seu pensamento foi cortado no instante seguinte por um bruto bater na porta.
BAM. BAM. BAM.
— ÔÔÔ IRMÃO! — a voz de Nina atravessou a porta com força. — TU MORREU AÍ DENTRO POR ACASO?
Louie se assustou, abrindo os olhos de uma vez.
— Eu tô vivo, Nina! — respondeu alto, suspirando enquanto quase escorregou no box.
— Ah, que peninha… — ela rebateu, sarcástica. — Então anda logo e sai!
Do outro lado, uma risada alta ecoou, atravessando a madeira.
— Já faz um tempão que tu tá aí! A mãe disse que é a puberdagem, sei lá, algo assim. Só vai logo! Eu quero tomar banho também!
Ele passou a mão pelo rosto, soltando um suspiro curto.
— TÁ, JÁ TÔ SAINDO!
— Espero que esteja mesmo! — rebateu a menina.
O som dos passos se afastando ecoou pelo corredor.
Louie ficou parado por um instante, a água ainda caindo sobre ele.
O sorriso permaneceu.
— “É puberdade, sua boba…”
Mesmo com tudo o que ainda não entendia…
mesmo com as dúvidas que insistiam em aparecer…
Aquele momento…
aquela vida…
Era real.
Era feliz.
Louie já estava vestido quando saiu do banheiro.
A camisa preta ainda grudava levemente ao corpo por causa do vapor recente, enquanto ele secava o cabelo com a toalha, passando-a de forma desleixada sobre a cabeça.
Entre os fios negros, algumas mechas brancas ainda úmidas escapavam, caindo sobre a testa, enquanto ele caminhava pelo corredor do andar de cima.
A casa estava silenciosa.
Ele desceu as escadas devagar, os degraus de madeira rangendo sob seus pés.
A luz da lareira iluminava a sala com tons alaranjados, dançando pelas paredes cinzentas.
Foi então que ele a viu.
Emi dormia sentada no sofá em U, o corpo levemente curvado para frente. Um livro repousava aberto sobre o peito.
A lareira estalava de forma aconchegante à sua frente.
Louie parou por um instante.
Aproximou-se com cuidado, como se qualquer passo pesado demais pudesse quebrar aquele momento.
Ajoelhou-se ao lado do sofá e, com delicadeza, passou a mão pelos cabelos da mãe, num gesto pequeno e cuidadoso.
Com a outra mão, ele segurou o livro, fechando-o devagar, marcando a página com os dedos antes de colocá-lo sobre a mesa central.
Depois, puxou uma das cobertas dobradas ao lado do sofá e a acomodou sobre os ombros de Emi, ajeitando-a com cuidado.
— Bom sono, mãe… — murmurou baixo, mais para si mesmo do que para ela.
Emi apenas respirou fundo, seu rosto relaxando ainda mais.
Louie se levantou em silêncio e seguiu em direção à porta da frente.
Ao abri-la, o ar frio do fim de tarde o recebeu de imediato.
O jardim se estendia à sua frente, verde e vivo mesmo sob a suave luz final do sol.
O caminho de pedras refletia um brilho fraco, enquanto as grandes janelas da casa prendiam a luz quente da lareira para dentro.
Mais ao fundo, perto de alguns canteiros, Aya estava agachada.
Ela usava um vestido lilás claro, simples, que caía suavemente sobre o corpo.
Seus cabelos pretos, ainda levemente úmidos, estavam presos em um rabo de cavalo. Com um pequeno regador nas mãos, despejava água com cuidado sobre uma flor de pétalas claras.
Louie se aproximou sem pressa.
— Essa aí sobreviveu? — perguntou, quebrando o silêncio.
Aya ergueu o olhar, surpresa por um instante… e então sorriu.
— Sobreviveu. — respondeu. — Por pouco, mas sobreviveu.
Ela inclinou o regador mais uma vez, deixando a água escorrer lentamente pela terra.
— Ela é mais resistente do que parece. — continuou. — Mesmo fora da época e contra as probabilidades, a camélia branca sempre dá um jeito de aguentar.
Louie observou a bela flor por alguns segundos.
— Ela é meio teimosa, então.
— Bastante. — Aya riu baixo. — Ela é bastante teimosa.
Ela apoiou o regador no chão e se levantou, dando alguns tapinhas nas mãos para limpá-las.
Por um momento, o silêncio dominou o jardim.
O sorriso ainda estava ali, mas seu olhar mudava por um momento.
— Louie… — chamou, baixo.
Ele virou o rosto para ela.
— Obrigado.
Louie piscou uma vez, confuso pelo repentino agradecer.
— Pelo quê?
Aya desviou o olhar, observando o jardim à frente.
— Por tudo. — disse, simples. — Por esses últimos meses. Por me fazer sentir em casa. Mesmo sabendo da possível relação que minha antiga eu tinha com a Sacrificium Sanguínis.
Louie sentiu o peito apertar de leve.
— Tu não tem culpa nenhuma, Aya. — disse Louie, com calma. — Eu passei pela mesma dor de não me lembrar de nada. E, se tem algo que eu aprendi com isso… é que os culpados são eles. Não nós.
Ela respirou fundo, como se organizasse algo dentro de si.
— Eu sei. — respondeu. — Mas… saber e sentir são coisas diferentes.
Aya voltou a encarar Louie, agora com um sorriso sincero e decidido.
— É por isso… — continuou, com a voz firme. — que eu vou descobrir meu passado. Custe o que custar.
Louie ficou em silêncio por um instante, como se hesitasse diante daquele objetivo.
— Entendi… — murmurou, a voz fraca.
Logo depois, forçando um sorriso em seu rosto.
— Vamos sim.
Eles permaneceram lado a lado por alguns segundos, observando o pôr do sol desaparecer no horizonte, enquanto os sons da noite começavam a tomar forma ao redor.
Até que—
— Ah! É verdade! — Louie quebrou o silêncio. — A gente não ia na cafeteria?
Aya riu, leve.
— Já tinha até me esquecido, hahaha.
E, sem dizer mais nada, os dois seguiram juntos em direção à cafeteria, enquanto a noite finalmente tomava a cidade.
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CURIOSIDADE 17:
A camélia branca, que nasce nas regiões temperadas e úmidas da Ásia Oriental e floresce no inverno, simboliza pureza, inocência e nobreza, trazendo beleza e delicadeza mesmo nos dias mais frios.

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