Índice de Capítulo

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    CAPÍTULO ANTERIOR:

    — O objetivo de vocês é simples…

    Seus olhos sombrios percorreram a mesa.

    — …recuperar a minha criação chamada Kaelumnex.

    A palavra ecoou na sala como o toque de um sino antigo.

    — E… preparar a rachadura para a quebra de Louie Kaede.

    Por um momento, os olhos de Sethros brilharam.

    Um pequeno sorriso surgiu em seu rosto.

    — Preparem-se para partir imediatamente.

    O olhar de Raziel percorreu todos os presentes antes de anunciar, por fim:

    — O destino será… Vallheim Vestrak.


    Aproximadamente uma hora após o sequestro…

    O sol da manhã iluminava a pequena arena de treino nos fundos da casa dos Kaede.

    Louie estalou o pescoço, exibindo um sorriso confiante, como se aquela luta já estivesse decidida.

    À sua frente, Aya parecia hesitante.

    — Tem certeza disso? — perguntou ela, olhando para Kael. — Eu não sei se devo lutar contra ele… o Louie é meu amigo.

    Kael cruzou os braços, observando os dois.

    — É só um combate de teste. Não precisa se preocupar que nada sério vai acontecer.

    Aya ainda parecia desconfortável.

    — Mas… ainda assim…

    Louie soltou um pequeno sorriso.

    — Relaxa, Aya. — disse, levantando o punho. — Eu vou pegar leve contigo. Não precisa se preocupar, vai ficar tudo bem.

    Aya o encarou por alguns segundos.

    Então suspirou.

    — T-tá bom. Se tu diz… eu confio em ti.

    Os dois se posicionaram.

    O vento passou pela arena silenciosa enquanto aguardavam.

    Kael ergueu o apito.

    — Prontos?

    Louie flexionou os joelhos.

    Aya respirou fundo.

    Já!

    O som do apito mal havia ecoado quando Aya desapareceu.

    — “Hã?”

    Por um instante, Louie pensou que ela simplesmente tivesse saído do seu campo de visão.

    Mas então—

    Um impacto brutal esmagou seu estômago.

    GLHUU!

    O golpe dobrou seu corpo no ar.

    Seus pés perderam o chão.

    O impacto rasgou o ar da arena, abrindo uma grande cratera no solo.

    Naquele momento, tudo ficou escuro.

    Seu corpo, mole, saiu voando, até ser interceptado por Kael, que o agarrou no ar, impedindo que ele fosse lançado contra as casas além do muro destruído.

    Silêncio.

    Aya congelou no mesmo lugar.

    — …Louie?

    Ela correu até ele, os olhos arregalados.

    — L-Louie?!

    Ele não se movia.

    Aya começou a entrar em pânico.

    — O-o-o que eu fiz!?

    Ela olhou desesperada para Kael, os olhos já marejados, e logo voltou a encarar Louie.

    — Louie! Por favor… acorda!

    Nenhuma reação.

    — Louie…

    Sua voz saiu mais fraca.

    — Lou…

    O nome se perdeu solitário no ar.

    O silêncio tomou conta da arena.

    Como se até o vento tivesse parado.

    Até que—

    Um zumbido alto surgiu ao longe.

    Tão perturbador quanto o de uma mosca rondando o ouvido.

    — Eu tô te dizendo, tu deu uma pancada muito forte nele! Tu podia só ter prendido ele, ao invés de ter desmaiado o pobre garoto!

    A voz vinha de algum lugar à frente, irritante a ponto de arranhar os ouvidos.

    — Não. Usei somente a força necessária para deixá-lo inconsciente durante a viagem. — respondeu a outra voz, grave e firme, sem qualquer sinal de hesitação.

    Louie franziu o rosto.

    — “…hã?”

    Seu corpo estava deitado sobre algo metálico, vibrando levemente.

    O zumbido perturbador continuava ecoando em sua mente, misturando-se à vibração constante do chão sob seu corpo.

    — “Ah… que dor de cabeça.”

    Louie apertou levemente os olhos.

    — “Aquele sonho… era do meu primeiro combate com a Aya?”

    Ele girou lentamente o rosto, observando o local ao redor.

    — “Mas… onde eu tô mesmo?”

    Sua visão ainda estava escurecida.

    — “Isso aqui fede a bacalhau podre com ferrugem.”

    À sua frente, duas silhuetas se destacavam.

    — E precisava disso?! Querendo ou não, ele é só um moleque! Parecia que uma bigorna tinha caído na cabeça dele quando nós colocamos ele dentro da nave! — retrucou a voz irritante.

    Agora visível, ela pertencia a um homem jovem e magro.

    Seu olho esquerdo era preto e opaco, diferente de seu direito, tão branco quanto a neve.

    Seus cabelos loiros estavam desbotados.

    Ele vestia um casaco longo cinza-escuro, sobre roupas claras e sem muitos detalhes. Nas pernas, usava uma calça escura simples.

    — Te garanto que meu golpe é bem mais forte que a queda de uma bigorna. — respondeu a voz séria.

    Ela vinha do homem à frente do que parecia ser um volante.

    Seu corpo era imponente e musculoso, se mantinha firme enquanto conduzia a nave.

    Seus cabelos longos tinham um tom branco acinzentado. Nas costas, sua túnica azul-clara exibia o símbolo de um olho aberto. No lugar da pupila, havia uma ampulheta negra.

    — Eu tô sendo irônico, Vidar! — disse o homem magro, tocando o próprio rosto decepcionado.

    Houve uma breve pausa, até ser quebrada pela voz perdida do homem grandão.

    — Eu acho que… não entendi.

    — AHHH! Puta merda… — a voz irritante soou ainda mais decepcionada. — O que tu tem de forte, tem de lerdo!

    — “Quem… são eles?” — pensou, quando sua visão finalmente clareou por completo. — “Não me diga que… eu fui sequestrado de novo!?”

    Com o pensamento ainda confuso, tentou erguer o próprio braço.

    — “Ué… eles não me amarraram?” — Louie levou a mão com cuidado até a lateral da cabeça. — “Hmm… o que é isso?”

    Seus dedos tocaram algo estranho.

    Um pequeno aparelho auditivo estava encaixado em seu ouvido, discreto demais para ter sido notado antes.

    Enquanto Louie analisava os próprios movimentos, as sensações do corpo e o ambiente ao redor, os dois à frente do volante continuavam conversando, alheios ao despertar dele.

    — Ainda falta quanto tempo até Vallheim Vestrak, Vidar? Já estamos em voo há mais de uma hora! — reclamou o homem magro.

    O silêncio tomou a cabine por alguns segundos.

    Então Vidar, o homem musculoso, estendeu a mão e apertou um pequeno botão ao lado do volante. Um mapa holográfico surgiu no ar, projetando rotas e caminhos luminosos.

    — Aproximadamente mais meia hora. — respondeu, após observá-lo brevemente.

    — Que demora! Dá pra ir mais rápido, não?

    — Tá reclamando por quê agora? Eu queria ter ido a pé. Seria mais rápido do que viajar a Mach 5, mas tu descartou essa opção porque estava com preguiça e insistiu na aeronave.

    — Tá, tá, eu sei. Mas é que-

    Antes que pudesse terminar a frase, um movimento súbito cortou o ar.

    Louie havia se impulsionado do chão, desferindo um chute aéreo rápido em direção à cabeça do homem magro.

    O ataque quase acertou em cheio.

    Por reflexo, o homem magro ergueu a mão direita a tempo de bloquear o golpe, segurando no ar a perna do garoto.

    — Opa! Ei, ei, ei! Calma aí, amigão! — disse o homem, agora olhando fixamente para Louie. — Acorda já tentando me beijar com o pé, é? Não vai nem me cumprimentar antes?

    Louie, percebendo a facilidade com que seu golpe surpresa fora parado, soltou um breve sorrisinho nervoso.

    — B-bem… — disse, tentando recuar a perna rapidamente. — Depende muito do ponto de vista. Eu costumo cumprimentar pessoas estranhas assim quando me sequestram e atrapalham meu momento de tomar café.

    Houve um curto silêncio entre os dois, mas o homem não afrouxou o aperto.

    — Haha, tu não bate muito bem não… — disse, olhando apreensivo para o olho direito do garoto. — Não sei o que é mais assustador, esse teu olho direito, ou você colocar momento do café na mesma prateleira de ser sequestrado…

    Com a perna presa no ar, o corpo de Louie cedeu à gravidade. Seu tronco tombou para frente rapidamente.

    Por um instante, a nave inteira virou de ponta-cabeça em sua visão.

    No último segundo, o homem soltou sua perna.

    Louie estendeu os braços antes de atingir o chão. As mãos bateram contra o metal, o impacto vibrando pelos ombros.

    Aproveitando o embalo, agora livre, girou o corpo sobre o próprio eixo e impulsionou a perna em um chute baixo e rápido, cortando o ar em direção ao homem.

    — Café é sagrado. — respondeu, em sincronia com o ataque.

    O homem novamente se defende com facilidade, levantando o joelho e travando o chute baixo do garoto.

    — Por acaso sequestro é algum tipo de rotina em Áurea, para ser comparado a café?

    Louie aproveitou a brecha para se afastar o máximo que conseguiu, impulsionando-se para trás.

    — T-to começando a me perguntar isso também… — sua expressão não mentia, dava para ver o quanto estava assustado com a facilidade do homem em se defender. — “Quem é esse merda!? Ele é absurdamente mais forte que o Gorthok e o Vorgath!”

    À sua frente, o homem magro girou lentamente os ombros.

    Em seguida, estalou o pescoço, como alguém que se alonga após muito tempo parado.

    Seu olhar transbordava confiança.

    Já na mente de Louie, várias imagens de aeronaves surgiam, sobrepostas como folhas em branco.

    — “Além disso… isso lembra demais o interior de alguns aviões e naves Kaelums das revistas do exército de Áurea que o Kael me deu pra estudar. Se isso realmente for uma… e eu acabar quebrando alguma parte importante dela, a gente pode acabar caindo no meio do ar…”

    — Bom… temos um pouco menos de meia hora até chegarmos ao nosso destino. Por que não ver o que o “Oriundo da Morte” tem a oferecer? — disse o homem magro, aproximando-se lentamente do garoto.

    — Não sei quem é esse aí não… e, pra falar a verdade, gostaria de evitar combates, se possível… topa só conversar?

    — Tu diz isso, mas foi você quem nos atacou do absoluto nada.

    — Akun, pegue leve. Não se esqueça de que estamos sobrevoando a mais de trezentos mil pés sobre o Atlântico Norte. Vai ser um problema desnecessário se a nave quebrar e nós cairmos nessa água gelada — cochichou Vidar, com o olhar sério e fixo no volante.

    — Tá, tá… eu sei. Não vou exagerar. Na dúvida, eu resolvo os danos na nave — suspirou Akun, retirando calmamente o sobretudo cinza-escuro.

    Louie recuou dois passos, sentindo o instinto de seu próprio corpo puxá-lo para trás.

    — “Então… o nome dele é Akun…”

    Seus pés tropeçavam no chão metálico enquanto os olhos vasculhavam o ambiente.

    — “E nós realmente estamos em uma nave…”

    Seus ombros se enrijeceram, e os dedos se fecharam firme, forçando o punho quase sem perceber.

    — “Não acho que consigo vencer ele, mesmo com o pouco de sua força que demonstrou até agora…”

    Sua respiração acelerada por um instante, a garganta travada.

    — “Mas também não acho que consigo fugir…”

    Um arrepio percorreu sua espinha enquanto ele dava mais um passo para trás, enfim tocando as costas na parede atrás de si.

    — “E-então… o que eu faço!?”

    — Então…

    Ambos os olhos de Akun se fixaram nos de Louie.

    O direito, tão branco quanto a neve.

    O esquerdo, mais escuro que a própria penumbra.

    Por um instante, o silêncio se instalou na sala…

    Até ser quebrado por um sorriso quase sádico que se abriu no rosto do homem.

    — …aí vou eu.

    Antes mesmo de avançar, Akun falou, com a voz carregada de ânimo:

    Meu soco não afeta metal.

    No instante seguinte, o punho direito dele brilhou de forma sutil.

    Uma fumaça azul-clara, fria como gelo seco, envolveu sua mão por um instante.

    O pacto havia sido selado.

    Então, ele desapareceu.

    Movendo-se a uma velocidade muito superior à da própria nave em que estavam, Akun avançou com um soco direto em direção ao rosto de Louie, usando a mão direita.

    O garoto reagiu por puro instinto, desviando por pouco para o lado.

    — “M-merda… quase não consegui desviar!”

    O punho de Akun passou rente ao seu rosto e seguiu direto contra a parede da nave.

    Nos micrômetros antes do impacto, a fumaça azul escapou novamente de seu punho.

    Quando o golpe finalmente entrou em contato com o metal, não houve sequer um arranhão.

    A única coisa que se rompeu foi o ar ao redor.

    O vento explodiu em múltiplas direções, distorcido pela força absurda do soco, fazendo toda a estrutura da nave vibrar.

    — “Q-que!?” — Louie recuou em um impulso desajeitado para o lado. — “Como o golpe dele não estraçalhou a parede de metal?!”

    — E o papo de não exagerar, Akun? — perguntou Vidar, sem tirar os olhos do volante.

    — Mas eu segurei a força ao máximo e nem arranhei o metal! — respondeu Akun, visivelmente indignado.

    — E de que adianta não quebrar a parede com o golpe direto, se tu quase destroça a nave inteira só com a pressão do impacto?!

    Akun soltou um resmungo impaciente.

    — Ahhh… tu é chato pra caralho. Tá bom, vou segurar ainda mais no próximo.

    — Vocês… — a voz de Louie ecoou, firme demais para alguém que ainda tremia de medo. — Vocês sempre aparecem do nada…

    — Hã? — o olhar do homem se voltou para a origem da voz.

    — O que vocês da Sacrificium Sanguínis querem tanto de mim!? — cuspiu as palavras, os punhos cerrados. — Por que vocês não conseguem só me deixar em paz!?

    O garoto ainda parecia assustado do golpe anterior, porém, mais do que isso… ele parecia frustrado.

    Akun abaixou o olhar por um instante, como se estivesse refletindo.

    — Entendi… — murmurou baixo. — “Então ele está nos confundindo com alguém… isso vai ser divertido…”

    Akun deu um passo lento em direção ao garoto.

    — Agora… — levantou o olhar, seus olhos escurecendo até se tornarem os de um caçador diante da presa. — eu vou te matar, pirralho.

    Louie, sentindo a vontade assassina daquelas palavras, recua um passo para trás de forma instintiva.

    — “O que… eu faço agora…?”

    Seus olhos correram pela cabine quase por reflexo: as paredes, o teto, os painéis, o volante à frente.

    — “Se pelo menos conseguisse entender como o poder dele funciona…”

    A lembrança do soco cruzou sua mente.

    A velocidade absurda.

    A pressão no ar.

    E, ainda assim, o metal intacto após o golpe.

    Os punhos de Louie se fecharam lentamente.

    — “Mas ele nem mesmo mostrou seu poder de verdade… e parece que ele dominou completamente a luta…”

    Louie engoliu em seco, seus olhos tremiam e sua testa suava.

    — “A impressão que ele me passa… é que a força dele é muito superior à minha.”

    Seu olhar desceu por um segundo, avaliando a própria postura, o espaço para se mover.

    A nave vibrou levemente sob seus pés.

    O som constante do motor era um pequeno lembrete de onde estavam.

    — “E se…”

    O pensamento seguinte veio rápido, porém perigoso.

    — “Eu quebrar a nave…?”

    Seu coração acelerou.

    — “Se cairmos juntos… Talvez eu consiga fugir!”

    Louie cerrou os dentes.

    — “Certo. Então eu vou-”

    Porém, quando enfim levantou seu olhar novamente, a ideia morreu antes mesmo de se completar.

    — Tu acha que pode pensar no meio a uma luta? — disse Akun.

    Ele já estava ao lado de Louie.

    O pé direito avançado, firme no chão metálico, cravado como um ponto de apoio.

    O peso do corpo inclinado levemente para frente.

    O ombro esquerdo girou.

    A mão esquerda se fechou em punho.

    Louie viu o soco vindo, porém…

    — “M-merda!”

    Seu corpo não acompanhava a mente.

    As pernas não responderam para recuar.

    O tronco não se moveu para desviar.

    — “Eu… tenho que conseguir defender!”

    O coração de Louie batia acelerado, cada pulso vibrando em seus braços e ombros.

    O suor escorria levemente pela testa.

    Em um ato desesperado, ele ergueu ambos os braços, cruzando-os na lateral direita do corpo.

    Os dedos cerrados e os músculos rígidos, prontos para receber o impacto que parecia inevitável.

    Mas, ao invés de sentir a força esmagadora do soco, Louie percebeu algo diferente:

    A mão de Akun envolveu os seus braços, firme, segurando-os com facilidade.

    Por um instante, Louie congelou.

    Seus olhos arregalados, tentando compreender o que aconteceria a seguir.

    A realidade demorou a se encaixar, mas enfim, ele entendeu.

    Não houve golpe nenhum…

    Ao invés disso, apenas palavras.

    Meus golpes… não machucam nenhum ser humano. cochichou Akun, a voz baixa demais para ser escutada por Louie naquele momento.

    Uma névoa azul marcou o pacto com a verdade.

    — Sabe, é importante observar os pés do seu oponente para tentar prever se o ataque é uma finta ou não, garoto… — disse Akun, agora em alto e bom tom, com um leve sorriso e os olhos fixos no garoto.

    — O-o que…?

    Louie mal teve tempo de processar quando percebeu o movimento vindo em sua direção.

    Um soco direto, vindo da mão direita do homem, apontava para seu estômago.

    O ar ao redor parecia vibrar com força em reação ao golpe.

    Cada músculo de Louie se enrijeceu.

    O instinto dele gritava para desviar, mas já era tarde demais…

    Porém, milésimos antes do contato, uma breve névoa azul‑gelo começou a escorrer pelo punho direito de Akun.

    Parecia fria, densa e viva.

    Contornando os dedos dele como se o fosse uma luva.

    Assim, finalmente, o soco atingiu o estômago do garoto.

    Uma pressão imensa emanou do impacto, ondulando pelo ar, vibrando no chão metálico, mas…

    …nada aconteceu.

    Louie permaneceu intacto.

    Seus olhos tremiam.

    O rosto congelado em puro espanto.

    Do outro lado, Akun permanecia imóvel.

    O punho ainda pressionava levemente a lateral do corpo de Louie, onde o pano da camisa já havia sumido antes mesmo do contato do golpe.

    O olhar de Akun era de paspalho, segurando firmemente a risada.

    — Não… doeu nada… — disse o menino, a voz tremendo, incapaz de entender o que acabara de acontecer.

    Akun não se conteve.

    Uma gargalhada alta e estrondosa rompeu o silêncio da nave.

    — É… foi mentirinha. Hahahahaha!

    O homem riu, apontando para Louie.

    — Você caiu direitinho! Hahahahaha!

    Louie arregalou os olhos, o coração disparado.

    — …q-que…? — gaguejou, sem entender o que tinha acontecido.

    — QUE!?

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