Índice de Capítulo


    『 Tradutor: Crimson 』


    Dentro da grande mansão.

    “Mãe, você não disse que ia para a Europa?”

    “Eu ia, mas a Patty me convenceu a ir para o Havaí. Ela disse que é uma boa época para ver baleias jubarte, sabe? Aquelas que apareceram naquele programa estranho de contador.”

    “Não faço ideia do que você está falando.”

    “Ah. Verdade, Sejun, você estava na Torre naquela época, então não teria assistido mesmo. Mas o que te traz aqui?”

    “O Cuengi disse que queria ver a vovó.”

    Kuehehehe. Kueng!

    [Hehehe. Olá, vovó!]

    Com as palavras de Sejun, Cuengi fez uma reverência de noventa graus, inclinando-se profundamente diante de Kim Mi-ran.

    “Heehee. Olá, vovó!”

    Taecho também seguiu Cuengi e a cumprimentou.

    Então,

    “Mas olha só. Meus filhotinhos vieram?! Meus filhos não ligam nem um pouco para a mãe velha, mas meus filhotinhos sentiram saudade da vovó?! Ai, que bebês bons.”

    Kim Mi-ran lançou um olhar de canto para Sejun e abraçou Cuengi e Taecho com força.

    Então,

    Kking! Kking!

    [Mãe do servo! O irmãozão Cuengi e a Taecho não são filhotes! O grande Blackie é o filhote!]

    Blackie, querendo receber carinho também, abanou o rabo com força diante de Kim Mi-ran, abandonando seu orgulho de lobo e aceitando ser chamado de filhote.

    “Mas olha só. O Blackie também quer colo da vovó?”

    Kking! Kking!

    [Sim! Me pega logo!]

    Kim Mi-ran segurou Cuengi, Taecho e Blackie nos braços por um tempo e então disse: “Meus netinhos devem estar com fome, né? Esperem só um pouquinho. A vovó vai preparar algo rapidinho.”

    Ela foi para a cozinha.

    “Mãe, não precisa se dar ao trabalho. Vamos comer fora.”

    “Então, Sejun, você pode sair para comer com seu pai. Eu vou me dar ao trabalho de cozinhar para meus netinhos.”

    “Ei. Por que eu? Eu vou comer aqui também. Sejun, você pode sair sozinho, né?”

    Já com saudade de comida caseira depois de tanto tempo fora, Park Chun-ho descartou Sejun sem pensar duas vezes.

    Então,

    “Ahh. Por que a nossa Kim Mi-ran-nim já ficou chateada de novo? Eu só falei porque estava preocupado em dar trabalho para você, mãe.”

    Sejun, que havia se levantado, voltou a se sentar no sofá enquanto massageava os ombros de Kim Mi-ran.

    “Hmph. Pelo menos você sabe se explicar…”

    Kim Mi-ran soltou uma risadinha e foi para a cozinha começar a cozinhar.

    “Meu filho sabe mesmo puxar o saco. Nunca vai passar fome em lugar nenhum.”

    “Heheh. Tudo graças ao pai que me ensinou.”

    Pai e filho se elogiaram e sorriram.

    Um pouco depois.

    “Sejun!”

    “Sim!”

    Kim Mi-ran chamou Sejun.

    “A comida está saindo.”

    Sejun começou a levar os pratos preparados por Kim Mi-ran para a mesa.

    Thud. Thud. Thud.

    Pratos empilhados como montanhas de galbi, japchae, peixe grelhado, cinco tipos de gimbap e carne de porco refogada foram colocados na mesa.

    Bubble bubble.

    Em seguida, enormes panelas de kimchi jjigae e budae jjigae borbulhando como lava, junto com sopa de algas, também foram trazidas.

    Claro, também apareceram os favoritos: garaetteok para Cuengi, amendoim salteado para Iona e, como não houve tempo de fazer Batata-doce Assada Seca para Blackie, pratos cheios de batata-doce assada comum.

    Creeeak.

    As pernas da mesa estavam prestes a quebrar, então

    “Kyoot kyoot kyoot. Poder da magia…”

    Iona teve que lançar uma magia de reforço.

    “Parece que a vovó está de bom humor hoje.”

    Ao ver mais comida do que o normal, Park Chun-ho sorriu.

    A última vez que Kim Mi-ran fez tanta comida foi quando Sedol e Sejun voltaram do serviço militar.

    Naquela época, tiveram que comer por duas semanas para não desperdiçar, mas hoje, com o comilão competitivo Cuengi, não havia chance de sobrar nada.

    “Puhuhut. É peixe grelhado, meow!”

    “Kyoot kyoot kyoot. Tem amendoim salteado também.”

    Kueng!

    Kking!

    “Heehee. A Taecho quer gimbap de carne de caranguejo!”

    Enquanto todos se animavam com a comida,

    “Sejun!”

    Sejun foi chamado novamente.

    Pouco depois.

    Dudung!

    Ele trouxe um prato enorme, com mais de um metro de largura, cheio até a borda com donburi de sashimi de atum. A comida de Kim Mi-ran ainda não tinha acabado.

    Depois vieram doenjang jjigae e sopa de rabanete com carne, e só então Kim Mi-ran saiu da cozinha ainda mais animada do que quando entrou.

    Com tantas pessoas para comer sua comida, parecia que isso lhe dava energia.

    “Pronto. Vamos comer.”

    Com as palavras de Kim Mi-ran, a refeição começou.

    Depois de terminar de comer rapidamente,

    “Meus filhotinhos precisam de sobremesa. Esperem só um pouquinho.”

    Ela voltou para a cozinha.

    “Sejun!”

    Logo, vários pratos cheios de frutas como banana e abacaxi foram trazidos para Sejun carregar.

    Então,

    “Meus filhotinhos querem comer mais alguma coisa?”

    Kim Mi-ran voltou para aceitar mais pedidos.

    Kueng!

    [O Cuengi quer o bolinho de artemísia da vovó!]

    Kking! Kihihit. Kking!

    [Mãe do servo! Mais batata-doce! Hehe. Vou separar algumas para secar depois!]

    “Hehe. Vovó, a Taecho quer sikhye!” 1

    Cuengi, Blackie e Taecho responderam animados, e…

    “Certo. Esperem só um pouquinho. A vovó vai fazer agora mesmo.”

    Kim Mi-ran voltou para a cozinha.

    “Ela vai ficar bem? Está se esforçando demais… Iona, fica com a mamãe e usa magia de recuperação.”

    “Kyoot kyoot kyoot. Sim. Poder da magia…”

    Como parecia que Kim Mi-ran estava se esforçando demais, Sejun pediu para Iona cuidar da saúde dela.

    Enquanto Kim Mi-ran cozinhava,

    “Phew. Estou cheio.”

    “Puhuhut. A barriga do Presidente Park está enorme, meow!”

    Pat. Pat.

    Theo deu tapinhas na barriga de Sejun com a pata.

    “Hehehe. Vice-Presidente Theo, a sua também está, sabia?”

    Pat. Pat.

    Sejun retribuiu.

    Kuehehehe. Kueng!

    [Hehehe. Muito gostoso!]

    Cuengi continuava comendo sem parar.

    Kihihit. Kking!

    [Hehe. Mudasang! Guarda as batatas-doces do Grande Blackie!]

    Blackie abriu espaço na bolsa de lanches.

    “Estou cheio, preciso me mexer pra digerir!”

    Taecho já se preparava para a segunda rodada.

    Nesse momento,

    Kkuik–!

    O som de um porco sendo abatido ecoou do céu.

    “É o Uren de novo?”

    Sempre estragando o clima…

    Ou… será que só tem sorte com comida?

    Uren aparecia sempre que tinha comida envolvida.

    Enquanto ele caía,

    –Erupt.

    Um grito que sacudiu o céu e a terra ecoou.

    Kwa-gwa-gwang!

    Um vulcão entrou em erupção.

    Lava disparou para o céu.

    “Kkuik! Ai! Quente!”

    A lava atingiu o traseiro de Uren e o lançou de volta.

    Quando ele ia cair de novo,

    Piyo!

    [Uren-nim, sai da frente!]

    Smack!

    Piyot o atingiu com as asas.

    Graças a isso, o grupo conseguiu escapar.

    –Seu porco maldito! Você comeu todas as oferendas?!

    Logo atrás, surgiu um ser feito de rocha e fogo.

    [Volka, Demônio do Vulcão]

    “Tsk tsk.”

    Comeu comida dos outros de novo…

    Sejun estalou a língua.

    Boom!

    Kkuik–!

    Uren caiu no quintal, destruindo parte da casa.

    Podia ter caído mais longe…

    “Cuengi, leva esse cara com o Blackie. Theo, vai com a Iona esfriar o vulcão.”

    “Puhuhut. Entendido, meow!”

    Kueng!

    Kking!

    Eles se moveram rapidamente.

    Pouco depois.

    “Seu porco… me aguarde!”

    Kueng!

    [Se voltar, Cuengi te transforma em pó!]

    Kking!

    [Volka, espera! Você precisa passar pela reeducação do grande Blackie!]

    Volka fugiu.

    “Puhuhut. Iona, esfria o vulcão!”

    “Kyoot kyoot kyoot. Poder do gelo…”

    Ela lançou Nevasca e congelou o vulcão Kilauea.

    “Uau. Está nevando.”

    Nevou no Havaí por horas.


    “Uhehehe. Mi-ran-nim, obrigado pela comida.”

    “Claro. Nosso porquinho está até mais magro. Coma mais.”

    “Sim!”

    Kuehehehe. Kueng!

    [Hehehe. Irmãozão Uren, coma bastante também!]

    “Uhehehe. Vamos ver quem come mais?”

    Kueng!

    [Perfeito!]

    Enquanto Uren, que por sorte caiu no radar da Vovó das Mãos Grandes Kim Mi-ran, competia com Cuengi em uma feroz disputa de quem come mais,

    Creep. Creep.

    Uma bolinha de pelos branca se aproximou silenciosamente do colo de Sejun.

    O Vice-Presidente Theo está no vulcão agora. Essa é minha chance!

    Dessa vez, eu finalmente vou conquistar o colo!

    Era Baektang, que nunca desistia e mais uma vez mirava o colo de Sejun.

    Mas.

    “Puhuhut. Nem pensar, meow! Iona, conto com você, meow!”

    Theo já estava voltando, e…

    “Kyoot kyoot kyoot. Sim. Poder da magia… Paralisar.”

    Kkaung?!

    Preso pela magia de Iona enquanto ainda estava pendurada na cauda de Theo, o corpo de Baektang ficou paralisado.

    E então,

    “Puhuhut. Presidente Park, voltei, meow!”

    Baektang só pôde assistir impotente enquanto Theo ocupava o colo de Sejun com as duas patas dianteiras.

    Ainda assim, o fato de Theo não o ter apagado completamente mostrava que reconhecia a persistência de Baektang.

    Kkaung…

    [Outra derrota hoje…]

    Enquanto Baektang se entristecia,

    “Phew. Estou cheio. Acho que vou dar uma caminhada.”

    Park Chun-ho se levantou.

    Já que é o que tem para hoje…

    Esse colo serve!

    Cling.

    Kkaung!

    [Me leva junto também, woong!]

    Baektang grudou no colo de Park Chun-ho.

    “Baektang, quer ir junto? Claro.”

    Heheh. Parece que sou popular com os animais também.

    Sem perceber que era a segunda opção, Park Chun-ho deu cinco voltas no jardim com Baektang agarrado a ele.

    Pouco depois.

    Piyo!

    [Obrigado pela refeição!]

    “Uhehehe. Eu que agradeço!”

    “Mohehehe. Eu também!”

    “Não, comam mais antes de ir.”

    “Uhehehe. Bom, sendo assim…”

    Piyo! Piyo! Piyo!

    [Não, está tudo bem! Estamos cheios! Tchau!]

    O grupo de Piyot fugiu como se estivesse escapando, incapaz de lidar com a quantidade infinita de comida.

    “Mãe, vamos indo também.”

    “Certo. Leve isso para a Aileen.”

    “Sim. Aproveite bem o resto da viagem, mãe. Não precisa economizar. Seu filho tem dinheiro de sobra.”

    “Fica tranquilo. Não estou me segurando nem um pouco. Quem não deixa gastar é a Patty.”

    “Ah, é. Aliás, quem é essa Patty?”

    “Hm? Eu não te contei? A Patty é a Primeira-Dama dos Estados Unidos. Ficamos amigas durante um passeio em Paris.”

    “Ela nos procurou sabendo que somos seus pais e tem sido extremamente gentil.”

    Kim Mi-ran e Park Chun-ho responderam com naturalidade.

    “Ela é uma pessoa generosa.”

    Preciso mandar algo bom para os EUA.

    Enquanto Sejun pensava em um presente para retribuir,

    “Meus filhotinhos, sempre que sentirem falta da comida da vovó, venham me visitar.”

    Kueng!

    Kking!

    “Sim!”

    Kim Mi-ran abraçou Cuengi, Blackie e Taecho e se despediu.

    “Mãe, e eu?”

    Sejun fez um biquinho e também a abraçou.

    “Sejun, você não está velho demais para isso? Venha se sentir vontade.”

    Mesmo fazendo cara de desdém, Kim Mi-ran o abraçou suavemente, com um sorriso.

    “Ahem.”

    Park Chun-ho limpou a garganta e abraçou Kim Mi-ran por trás.

    “Querido, o que você pensa que está fazendo?!”

    Dessa vez, Kim Mi-ran realmente pareceu irritada.

    “O quê? Achei que era um abraço em grupo…”

    “O que você está fazendo na frente das crianças?! Vaza! Ai, sinceramente…”

    Ele só levou bronca.

    E assim, mais um dia tranquilo terminou para a grande família de Sejun.

    1. Sikhye é uma bebida doce tradicional coreana feita de arroz e normalmente servida como sobremesa. Além de seus ingredientes líquidos, sikhye contém grãos de arroz cozido e, em alguns casos, pinhões.[]
    Apoie-me

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 100% (3 votos)

    Nota