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Capítulo 125 de 20 – Eu sou invencível!
Quando Ziro sugeriu que ela o devorasse, um turbilhão de lembranças tomou conta de sua mente. A perda de Mito ainda pesava em seu coração. Sabia como era ser consumida pela dor de perder alguém querido. E, embora não sentisse por Ziro o mesmo amor que um dia sentiu por Mito, ele ainda era um amigo precioso.
Ela respirou fundo e afastou qualquer hesitação. Seus olhos se fixaram nos de Ziro. Então, com um sorriso sereno, respondeu:
— Não.
— Não? — perguntou, surpreso. — Ui, se você não me devorar e ficar mais forte, não temos chance de vencer!
Ela fitou a destemida à sua frente, que parecia apenas esperar o momento em que ela se fortaleceria. Então, ela voltou o olhar para o amigo e, com a voz firme, disse:
— Não posso. Se for para sacrificar a sua vida para vencer, eu nego.
— Sacrificar a minha vida? — perguntou, surpreso. — Espera, Ui, você entendeu errado!
— Errado?
— Ainda?! — O destemido perguntou, impaciente.
Ziro e Ui trocaram olhares, e então Ui, ainda com dúvida, perguntou:
— Mas você disse para eu te devorar?
— Sim. mas eu não vou morrer. Vou permanecer dentro do seu corpo e partilhar as minhas forças com você — disse, com um sorriso confiante. — Então, Ui, me devore!
— Ok! — Ela respondeu, determinada.
Rapidamente, ela tentou pegar Ziro, mas ele se esquivou e disse:
— Calma, abre a boca, eu vou entrar.
— Ok.
Ela abriu a boca lentamente, escancarando-a como se estivesse prestes a devorar um imenso pedaço de pão ou soltava um bocejo profundo. Seus lábios se separaram até o limite.
O inseto observou em silêncio e esboçou um sorriso discreto no canto dos lábios. Pequeno como era, seu gesto passou despercebido. Então, sem hesitar, impulsionou-se para frente e mergulhou na boca dela, atravessando sua garganta até alcançar o estômago.
O calor opressor do local o envolveu de imediato, mas ele ignorou a sensação e fechou os olhos, concentrando-se.
Do lado de fora, Ui sentiu uma onda avassaladora percorrer seu corpo. Seus músculos enrijeceram, seus sentidos se aguçaram e sua forma profana começou a emergir mais uma vez. No entanto, algo estava diferente. A energia que se desprendia dela e subia como uma fumaça densa, tornava-se cada vez mais intensa.
Dentro do corpo de Ui, Ziro continuava a espalhar sua energia negativa. A conexão entre os dois se aprofundava e tornava-os uma única presença. Do lado de fora, o ambiente foi tomado por uma densa névoa negra.
Loi observava, os olhos arregalados em surpresa. Por um instante, não conseguiu conter o sorriso que surgiu discretamente no canto de seus lábios. O corpo ansiava por movimento, e, sem perceber, começou a gingar, os pés deslizava pelo piso em um ritmo empolgado, como se estivesse diante de um espetáculo magnífico prestes a atingir seu ápice.
No entanto, algo inesperado aconteceu. Dentro dela, Ziro começou a se desfazer. Sua energia negativa, antes espalhada pelo corpo da garota, era agora sugada. O processo acelerava, drenando não apenas sua força, mas também sua própria existência. Seu corpo diminuía, fragmentava-se como névoa, sendo dissipada ao vento.
Ui, por sua vez, sentia-se cada vez mais poderosa. A energia acumulada pulsava dentro dela e borbulhava em um frenesi impossível de conter. E então, incapaz de resistir à pressão avassaladora que se expandia em seu peito, soltou um rugido.
O som que ecoou não era somente seu. A voz se misturava com um zunido dissonante. Era estranho, antinatural, reverberando no ar como se várias entidades falassem ao mesmo tempo.
O que está acontecendo com o meu corpo?
Ziro se perguntava o que acontecia enquanto sua forma se dissipava. Tentou interromper o fluxo de sua energia negativa, mas algo o impedia. Quanto mais resistia, mais rápido era consumido.
O que você é Ui… não, o que eu sou?
Enquanto questionava, seu corpo continuava a se desfazer. Cada parte de si desaparecia, sendo tragada pelo desconhecido. Antes que sua existência se dissipasse por completo, um pensamento cruzou sua mente.
Então é assim que morro?
Por um momento, Ziro sentiu uma inesperada felicidade. Se era para desaparecer, então que fosse pelas mãos da única pessoa que considerava sua amiga. Que sua existência servisse para torná-la mais forte. Esse pensamento trouxe-lhe uma paz estranha enquanto seu corpo se desfazia por completo.
Obrigado… Ui!
Ui, que rugia em êxtase, subitamente silenciou, interrompendo o som de forma abrupta. A energia negativa que antes escapava de seu corpo reverteu o fluxo, retornando com velocidade avassaladora e infiltrava-se por cada fissura e abertura em sua pele.
A cada instante, sentia-se mais forte. A força crescia como um incêndio incontrolável, e seu corpo respondia à transformação. Sua aparência começou a se alterar, acompanhando a intensidade do poder que a consumia.
Até mesmo suas roupas mudavam, adaptando-se à nova forma que assumia diante dos olhos de quem testemunhava sua ascensão.
Diante do destemido, uma figura imponente se revelou e transbordava poder. Seus cabelos longos e azulados deslizavam como seda ao toque da luz, criando um contraste hipnotizante com os olhos escarlates, que brilhavam na penumbra como brasas ardendo em um fogo silencioso.
Um sorriso sutil brincava em seus lábios, carregado de uma confiança que beirava a provocação.
Sua aparência era um delicado equilíbrio entre elegância e selvageria. As vestes que a envolviam pareciam viver com ela, adornadas por penas rosadas e negras que caíam suavemente sobre seus ombros.
As finas tiras de couro que compunham seu traje moldava seu corpo com precisão e exalava uma aura que misturava sedução e enigma. No topo de sua cabeça, enfeites escuros e azuis em forma de asas se erguiam, lembrando borboletas.
À medida que a transformação tomava seu corpo, cada detalhe se intensificava. Sua barriga, que sempre visível, estava mais definida. Suas curvas se tornaram mais acentuadas, mais sensuais, e sua altura aumentou, conferindo-lhe uma postura ainda mais dominante.
As coxas, ficaram maiores, tornaram-se poderosas, e seus seios cresceram, fazendo-a parecer como se tivesse alcançado sua forma adulta.
Até mesmo o bracelete que adornava seu pulso refletia essa transformação, sendo agora adornado pelas mesmas penas e couro que compunham sua roupa.
Izumi, que até então somente observava em silêncio, ficou surpreso ao ver a mudança. Ele abaixou a cabeça e sorriu suavemente, como se estivesse satisfeito com o que via.
Ui, agora completamente transformada, começou a examinar a nova forma com um sorriso no rosto. Cada movimento seu refletia uma confiança imbatível, como se estivesse se tornando algo além do que poderia ter imaginado.
Sentia-se diferente, mais poderosa, como se sua antiga identidade tivesse sido deixada para trás. Era como se ela fosse, imerso em uma força incompreensível.
Finalmente, seus olhos se voltaram para o inimigo à sua frente. Um sorriso arrogante se formou em seus lábios enquanto a confiança transbordava de sua postura. Com um brilho desafiador nos olhos, ela disse:
— Eu me sinto invencível!
Ui, agora totalmente tomada pelo poder de sua nova forma, se posicionou para o combate. Suas pernas, antes ágeis, agora pareciam endurecer como pilares de aço e acumulava uma pressão esmagadora. O solo sob seus pés começou a trincar, rachaduras serpenteando pelo piso como marcas do poder que fluía através dela.
Então, em um instante, moveu-se. E desapareceu da vista do destemido.
Hum? Onde ela foi? pensou incrédula.
Loi, com seu movimento incessante, olhava ao redor, os olhos rápidos que tentava captar qualquer sinal da sua oponente. O sorriso em seu rosto permanecia, mas sua expressão começava a se tornar mais focada. Ela girava e se movia, mas não conseguia localizá-la em nenhum ponto.
— Eu realmente me sinto invencível!
O destemido logo percebeu. Ui estava exatamente no ponto cego de sua visão. Enquanto girava a cabeça para tentar localizar sua adversária, uma inquietação crescente a invadiu. Não conseguia parar de pensar:
Como ela chegou aí?
Quando o olhar dela finalmente avistou, Ui sorria de maneira provocadora, enquanto a cabeça girava com uma confiança imensa. Nesse instante, Loi viu seus dentes, e o sorriso arrogante ficou gravado em sua mente. A sensação de desprezo que emana daquela expressão era clara: sua presa estava se sentindo superior.
O rosto de Loi começou a se fechar. O ódio queimava em seu peito. Havia duas coisas que ela mais desprezava: aqueles que jogavam sujo e aqueles que se acham superiores. A arrogância a irritava profundamente.
Mas antes que tivesse tempo de reagir ou sequer pronunciar uma palavra, Ui, ainda girando a cabeça com aquele sorriso provocador, moveu a perna com precisão. Em um único chute, acertou em cheio a cabeça do demônio, que foi lançada com força e atravessou várias paredes como se fosse uma boneca de pano.
Ui não conseguiu parar de sorrir, e sua risada ecoou alto no ar, sombria e cheia de satisfação. Izumi, ao observar, viu nela um reflexo de si. Ela agia como ele agiria em um combate, com uma confiança que beirava a arrogância.
Logo, esboçou um sorriso ainda mais largo, seus dentes brilhava com uma arrogância pura. Com a voz empolgada, que transbordava de prazer pela batalha, declarou:
— Eu sou invencível!
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