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    Naquela noite, quando o acampamento repousava em silêncio, uma mulher manteve-se afastada, fitando o horizonte de rochas e montanhas sob a chuva fina. O capim úmido roçava-lhe os pés enquanto o vento carregava o cheiro da terra molhada. 

    Tinha o arco em mãos, mas a mente ainda presa ao instante recente em que disparou a flecha que deveria tirar a vida de Loi.

    Seus companheiros devem ter imaginado que ela hesitou, que por algum motivo escolheu poupar aquela mulher. 

    No entanto, não era isso. Idalme não errou o alvo. No momento em que incendiou a flecha para ceifar a vida de Loi, a flecha se rompeu em pleno ar, ainda antes de alcançar o destino, desviando-se no último instante e fez com que o disparo perdesse a força e a direção.

    Perturbada com o que acabou de pensar, ergueu novamente o arco. Seus dedos, ainda úmidos pela chuva, deslizaram pela corda enquanto o olhar se fixava numa rocha à frente. 

    A chama brotou na flecha, iluminando-lhe o rosto tenso. Disparou. O fogo cortou a chuva e atingiu o alvo, deixando um brilho efêmero na pedra molhada. Mesmo assim, a inquietação permaneceu.

    — Errei…

    Ela continuou a atirar, uma flecha após a outra, e todas cravaram-se no alvo. Ainda assim, a mulher de seios fartos insistia em afirmar que errava.

    — Cinco centímetros… — disse, desanimada — mesmo acertando, não consigo atingir um ponto vital. Se já está difícil assim, com um inimigo em movimento… não pode ser… o que faço agora?

    Ela baixou o arco e observou as próprias flechas com desalento. Mesmo ao imbuir mais aura, as chamas que produzia ainda pareciam instáveis e ardiam além do necessário. Não conseguia medir com precisão a força que devia empregar. Quanto mais exagerava na aura, mais exausta se tornava e desperdiçava poder em ataques banais.

    Foi então que uma lembrança lhe veio à mente. Certa vez, viu um membro da linhagem principal empunhar flechas de um tipo distinto, moldadas de forma que a chama fluía pelo arco e flecha sem causar dano algum.

    — Ferro… Sim… Com ferro é possível! 

    Um lampejo de ânimo voltou a seus olhos. Precisava criar uma flecha inteiramente de ferro, algo firme o bastante para conter sua aura e resistir às chamas. Por um instante, pensou em pedir ajuda a Dam, mas logo afastou a ideia. O orgulho não lhe permitiria descer a tal ponto.

    Respirou fundo e ergueu o olhar para o horizonte escuro, onde a chuva começava a cessar. Restava-lhe apenas torcer para que a próxima vila, ou alguma cidade próxima, abrigasse um ferreiro capaz de forjar as flechas que imaginou.

    Decidida, começou a caminhar em direção à tenda, quando avistou Loi sob a chuva. Num impulso, escondeu-se ao lado da tenda de Max, o coração acelerado. Perguntou-se o que a mulher estaria fazendo ali, e a mente se encheu de incertezas. Tentava convencer-se de que talvez tivesse sido chamada pelo seu amado.

    — Entre — disse Max.

    O mundo da mulher de seios fartos desabou naquele instante. O amor que ele dizia sentir por ela desmoronou rapidamente, e a missão de ceifar a vida dele voltou a dominar sua mente. Ao ranger os dentes de raiva, murmurava entre os lábios cerrados que o mataria.

    A chuva encharcava seu corpo, mas uma onda intensa de calor percorreu-lhe a pele, evaporando a água à medida que a fúria aumentava.

    — Hum… não vais entrar, Idalme?

    Quê? Ele estava falando comigo?

    A raiva começou a ceder lentamente, e o corpo esfriou à medida que se dirigia à entrada da tenda. Loi já não estava mais ali, e uma ponta de dúvida surgiu.

    — Como sabia? — perguntou ela ao entrar.

    — O que quer dizer com isso? — respondeu ele, sorrindo. — Eu sabia que você viria.

    — Hummmm… tanto faz.

    Ela partiu logo que teve certeza, ao perceber o rosto de Max e a rigidez que o consumia. Na mente, uma nova compreensão se formou: Loi não se dirigia à tenda, ela estava de saída, e por isso carregava o peso da depressão e do arrependimento.

    Ela, que foi vítima dos seus fluidos, não resistiu à tesão e acabou cedendo a um ser que jurara odiar para sempre e sentiu cada toque como uma mistura de prazer e desprezo. 

    Peituda começou a pensar que ele não amava Idalme de fato, mas apenas seu corpo, e essa constatação a queimava por dentro, misturando raiva e tristeza. Naquela noite, sozinha, chorou longamente, as lágrimas rolavam pelo rosto enquanto o coração se apertava.

    No dia seguinte, decidiu deixar Max de lado e concentrar-se em reparar a relação com a amiga, a única em quem parecia confiar e ao lado de quem se sentia segura. Ainda assim, o sofrimento não chegava ao fim.

    Todo o seu plano de criar flechas de ferro foi abalado pelas palavras de Dam. Com a ajuda da amiga, conseguiu obter a colaboração de Dam, mesmo contra a vontade. No entanto, sabia que precisaria reconciliar-se com Max, começou a refletir novamente sobre o que realmente deveria fazer.

    Enquanto conversava, Idalme mal acreditava no que ele dizia, mas decidiu retomar sua antiga postura, como nos tempos em que a missão era prioridade.

    Ao concordar em fazer sexo naquele instante, teve ainda mais certeza do que queria com aquele homem, que, naquele momento, parecia pensar apenas com a cabeça de baixo.

    Ao entrarem na tenda, uma mulher de peitos fartos atacou o mestiço com rapidez, derrubando-o no chão. Sentou-se sobre ele e pressionou os lábios contra seu pescoço, deixando marcas visíveis. Mordeu a orelha enquanto segurava as bolas de Max com firmeza e agressividade.

    Ele ficou surpreso, jamais teve contato com aquela versão de sua mulher. Naquele instante, percebeu que Idalme também não conseguia se controlar; de todos, ela foi quem mais experimentou seu afrodisíaco.

    Mas Max era um homem dominador. Loucamente, inverteu a posição, colocando a bela dama de peitões por baixo enquanto se perdia no olhar sedutor que ela lhe lançava e deixou-o completamente entregue. Beijos selvagens se trocaram, e ambos lutavam pelo controle, tentando decidir quem ficaria por cima.

    Ele rasgou o vestido da peituda com brutalidade e afundou-se nos seios dela com voraz desejo. Idalme, determinada a não ficar atrás, agarrou o dinamite com força, deixando-o sem fôlego, e o empurrou com força.

    Ele a encarou, ao perceber que foi dominado por aquela mulher que assumiu o controle. A peituda acariciou o membro dele novamente, fazendo-o crescer rapidamente. Levantou-se levemente, enquanto pensamentos confusos e intensos atravessavam sua mente.

    Max, me prove… me prove que és verdadeiro.

    Colocou lentamente dentro, e quando estava no meio, começou a socar com agressividade, alternando com movimentos rápidos e intensos que faziam o mestiço estremecer a cada impacto. Ele segurava os lençóis com força, as veias saltadas e gemia baixo, perdido no prazer que o dominava.

    Mulher esbelta de peitões fartos, observava cada reação do seu homem e sentia o poder que exercia sobre ele, declarou em pensamentos:

    Senão, vou te matar!

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