Histórias 3
Capítulos 104
Palavras 129,3 K
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por Lidec — Laio di Zela, Sari Laida e Bombo Rin entraram no portal ao mesmo tempo. No entanto, quando Rin viu o outro lado, percebeu que estava só. Seus novos amigos não estavam diante dele, nem em lugar algum. Afinal, a “sala” era um campo aberto. Grama por todos os cantos, com uma única árvore à nordeste dele. Mesmo com aquela estranha sensação de estar sozinho, não estava. Diante dele, um homem de cabelos curtos e barba por fazer, distraído, mascava alguma coisa, em posição de lótus. Seus… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — Eles estavam de pé diante dos muros da academia. A Academia de Vehrna era a instituição mais influente do mundo. Estando em uma ilha isolada no centro do planeta, era tanto uma escola quanto uma cidade-estado. Sim, isso mesmo. Uma Escola-Cidade-Estado. E aqueles três, bem como o lugar onde iriam, não eram nenhum pouco comuns. Laio di Zela era um garoto animado. — Caramba, gente. Esse pessoal tá dormindo?! BORA, MEU POVO! — Berrou para o portão, pulando como se fizesse… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — Ele dormia tranquilamente. Com a Crise dos Portais Aleatórios, a vida ficou mais e mais difícil. Essa tal de Neda era um mundo estranho: ali, as pessoas tinham poderes. Não quaisquer poderes, mas o que ele mais gostava… Magia! Claro, foi terrível ver tudo ficar escuro de repente, como se algo tivesse tapado o Sol. Seus pais ficaram assustados, e sua irmã chorava de medo. Ele mesmo pensou que era o apocalípse. No entanto, tudo clareou tão rápido quanto escureceu. E, quando deram por… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — Geist, tamashii, anima, soul, alma. Tudo que é vivo possui uma alma. As plantas com suas raízes, as bactérias tão pequenas, as aves no céu, as lagartas rastejando no chão, todas tem um espírito. É aquilo que os move, uma espécie de motor. Sim. Tudo que é vivo realiza movimento, ainda que você seja incapaz de vê-lo. Estrelas nascem, morrem e brilham. Planetas giram em torno do Sol. Meteoros, asteróides e cometas viajam pelo espaço. Até mesmo o universo, em sua imensidão, está em… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — Havia lama. Sim, aquele frio líquido, viscoso e gosmento tinha que ser lama. Seus ossos doíam. Todos eles, sem exceção. Suas articulações se recusavam a se mexer. No entanto, a mente estava limpa e, por alguma razão, era isso que importava. Alguma coisa lhe dizia que, desde que continuasse assim, tudo ficaria bem. Abriu os olhos, mas foi inútil. Estivessem eles fechados ou não, a escuridão era a mesma. Não havia como discernir nada de nada. Céu e terra eram a mesma coisa no… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — Ela era uma estrela no vácuo social. Fosse um homem, uma mulher, um idoso ou um bebê, todos paravam para vê-la. Não era só “bonita", não. Era linda. A Vênus do Século Vinte e Um. Seus lábios eram naturalmente vermelhos, rubros como maçã. Suas bochechas eram rosadas, e seus olhos eram quase fechados. Quase, muito quase. Era como se estivesse sorrindo. Eram olhos divertidos, sim, olhos brincalhões, e faziam rir quem os visse. A cura para a tristeza era vê-la nos olhos. Seu corpo… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — — Como diria Fernando Pessoa — começou a professora, dando tapinhas no quadro branco. — “O poeta é um fingidor. Finge que é dor, a dor que deveras sente”. O rapaz, que encarava a janela, subitamente virou-se para prestar atenção ao que ela dizia. — Sei que faz um ano desde que Loni se foi — disse ela, olhando para a turma. — Ele adorava Fernando Pessoa. Me disse, numa dessas tardes antes das aulas começarem, que seu poema favorito era o Tabacaria. O rapaz, apertando os… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — Era um dia incomum. João coçava a cabeça, e a câmera tremia em suas mãos. Aquilo era loucura. Sim, coisa de ficção. Esse tipo de coisa deveria acontecer em Tóquio ou Nova York. Se tivesse que ocorrer no Brasil, seria em São Paulo, ou no Rio. E se fosse para ser no Amazonas, seria em Manaus. Não ali, não em Itacoatiara. “Mas é o que eu precisava!” Era exatamente o que ele queria. Uma garota estava no ar. Não pendurada por fios, ou em cima de uma plataforma, mas voando. Sim,… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — A cabeça fervia. Não apenas fervia, como tremia. Era como se fosse metal vibrando. Um zumbido vinha longe. Soava como uma guitarra, mas sabia que não era. Na mesinha diante dele, uma carreira por terminar descrevia uma linha branca. Três sofás se dispunham em cada um dos lados da mesa, e o lado oposto ao que ele estava, por questões estéticas, era vago. Seu cartão era meio comido nas pontas, por conta do uso que vinha feito dele. Cartões não importavam tinha algum tempo. “Que dia é… 70,7 K Palavras • Ongoing

por Lidec — Ele abriu os olhos. Estava sozinho, e o crepúsculo tingia o chão de vermelho. Seu corpo doía. Quando seus olhos baixaram, viu que ainda vestia aquela roupa azul colada. Sobreviveu à queda, então. Ele riu. Eram, de fato, roupas de super-herói. Nem decidiu investigar o motivo de estar no Ciex, um estabelecimento construído nos áureos períodos da extração de borracha. “Devo ter vindo até aqui antes de apagar!” Foi o que pensou, e fez força para se levantar. Como sabia que estava no… 70,7 K Palavras • Ongoing