Capítulo 117 — Empate técnico
ENTRE A EXISTÊNCIA E A INEXISTÊNCIA
— “Algo” (gargalhando loucamente junto da sua dor): — Imbecillllllll! Achou que podia me vencer sozinho usando meros truques?! HIhahahahahah! Estava enganado. Olhe, você foi reduzido a nada! HIHIhahahahah! — (Virando-se e vendo Meiy): — Bom, hora de eu acabar com isso e matar a garotinha que você tanto quis proteger. Hihahahaha, imbecil.
Dramaticamente, de forma lenta, aquilo se direcionava e caminhava até Meiy com passos pesados e barulhentos, gargalhando a cada um.
— “Algo” (chegando até Meiy): — Por fim, tudo acabará. Todos estarão mortos.
Aquilo ergue a espada e…
Vê-se sendo dividido ao MEIO.
— Deylan (lambendo o sangue em sua espada): — É… tudo finalmente acabou. — (Sorrindo distorcidamente): — Para você. HIK! Hik!
ABISMO — Sala principal da caverna da Figura Nebulosa
HUHUHUHUHUHUHUHUHUH! HUHUHUHUHUHUHUH!
Gargalhadas e mais gargalhadas entre rangeres descontrolados de dentes vindos de Skuldyr.
— Skuldyr (colocando seu cotovelo sobre onde deveria ser o ombro da figura): — E então, Yg, não dirá nada?
— Figura Nebulosa (o encarando com um sorriso afiado de seus “dentes” esverdeados e brilhantes): — Em relação a?
— Mílar (levantando-se e caminhando de forma graciosa até os dois, com seus olhos inundados por um azul do mar): — Ora, pelo facto de você ter inegavelmente perdido a aposta e por seu julgamento ter sido evidentemente falho.
— Figura Nebulosa (virando-se lentamente com a cadeira e entrelaçando os dedos, olhando-os com um simples sorriso): — Mas do que vocês estão falando? O que eu estou vendo de forma evidente e verídica é minha inegável vitória.
— Mílar (segurando firmemente a gola do manto da figura e erguendo-a do chão, com o olhar fixo no dela): — Do que VOCÊ está falando? NIIIII…
— Figura Nebulosa (com um sorriso ácido): — O que foi, está nervosinho? HIHI, é assim que você trata sua…
— Mílar (seus olhos se avermelhando enquanto encara a figura com sua voz enraivecida): — NIIIII…
A Figura Nebulosa se deixa cair de forma intangível, atravessando o corpo de Mílar.
— Figura Nebulosa (sacudindo partes de seu manto): — Ai, ai, esquentado como sempre. Por que não se acalma, bebe uma água e arrefece um pouco? HIhi.
— Mílar (retornando a seu trono, passando pelo corpo da figura, sentando-se e sentindo-se abraçado por alguém, suspirando): — Harrrrr, tudo bem, eu sei que você quer que eu pergunte, então com…
— Skuldyr (rangendo de forma afiada e raivosa seus dentes): — COMO RAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIOS você afirma que venceu?! FALE!
— Figura Nebulosa (fazendo surgir uma caixinha de leite e arremessando-a para Skuldyr): — Tome, refresque-se e se acalme. Não tem problema nenhum em assumir… — (Abrindo um enorme e galaxial sorriso): — A DERROTA.
Os céus de várias camadas do Abismo se eletrificam e se infestam por diversas tempestades, consoante os rangeres de dentes de Skuldyr se intensificam.
— Mestre (em um tom de voz alto e urgente): — SE ACALME, Skuldyr!
Skuldyr para e, cerrando bruscamente seus dentes, inspira e expira lentamente.
— Skuldyr (sentando-se e bebendo da caixinha dada pela figura): — Você conseguiu mesmo me deixar irritado, Yg. SEU… arhg, dane-se.
— Figura Nebulosa (teleportando seus braços para as costas de Mílar e Skuldyr e dando leves palmadas): — Calma, se acalmem. Era só uma aposta idiota, esqueçam isso. — (Abrindo um travesso sorriso): — HIHI! — (Pegando e apontando suas cabeças para a tela): — Olhem, foquemos no agora. Hi!
— Skuldyr e Mílar (retirando a “mão” da figura, a fazendo sumir): — Tsck.
ENTRE A EXISTÊNCIA E A INEXISTÊNCIA
— Deylan (com seus joelhos cedendo, fazendo-o cair no “chão” do local): — Auch! — (Sua mente dói de forma inexplicável): — Ahrrrrrrgh! — (Com o mais frágil fio de pensamento, ele faz um pedaço de pão surgir entre seus dentes para que o mordesse, para tentar diminuir sua dor): — Arggggghhhhh!
Ele se contorce e se retorce de um lado para o outro, levanta sua barriga, se debate, faz surgir pequenas porções de terra molhada e pesada onde ele finca seus dedos e aperta conforme a dor. Veias e mais veias surgem por todo seu corpo e…
HIHIHAHAHAHAHAHA! HIHIHIHIHAHAHAHAHA! HIHIHAHAHAHAHAHA! HIHIHIHIHAHAHAHAHA! HIHIHAHAHAHAHAHA! HIHIHIHIHAHAHAHAHA! HIHIHAHAHAHAHAHA! HIHIHIHIHAHAHAHAHA!
Tais risadas se faziam ecoar na mente de Deylan, causando um imenso barulho que o torturava junto da dor.
Não vendo opção para tudo aquilo, ele ergue a mão, faz surgir uma espada qualquer e a desce com toda a força que podia em direção ao meio de sua testa.
E assim, Deylan morre.
ABISMO — Sala principal da caverna da Figura Nebulosa
— Figura Nebulosa (exibindo um sorriso que literalmente transformou a sala em um pedaço do céu estrelado): — HIHI, perceberam agora? Eu não perdi. Como podem ver, houve um empate claro aqui. Quem discordar só pode estar alucinando na maionese, porque contra evidentes factos não há argumentos.
— Skuldyr (levantando-se irado de seu trono): — Mas você não venceu! Ele não matou Deylan!
— Figura Nebulosa (sorrindo cintilantemente): — E quando eu disse que ele tinha que matar ele? Eu apenas disse que não perderia, você que entendeu errado, idiota. HIHIHAHAHAHAHA! Ele sobreviveu na mente dele e fez ele se matar, ou seja, só não vê quem não quer.
— Skuldyr (com todos os seus ossos estalando junto a seus rangeres): — Batoteiro desgraçado, trapaceiro, travesso, e seja lá mais qual adjetivo te sirva! — (Olhando para Mílar): — Mí…
— Mílar (abanando a mão, com seus olhos tingidos por um lilás enquanto sentia um abraço): — Deixa ela para lá, Skuld. Ela venceu, dane-se, não importa.
— Skuldyr (pegando ele dessa vez a figura pelo manto): — Nunca aceitarei isso!
— Figura Nebulosa (sorrindo, olhando para ele): — E eu jamais aceitarei a derrota. E, diferente de mim, você terá que assumir o empate. Afinal, nunca se diz nunca, HIhi. Até na real, tecnicamente venci eu; afinal, meio que quem causou as mortes foi da minha parte, mas te darei esse momentinho de glória.
Skuldyr se enerva cada vez mais e a figura se alegra cada vez mais, mas Skuldyr se acalma e senta em seu trono.
— Skuldyr (estalando os dedos para a figura): — Eu não venci, mas também não perdi. Então vamos, pipocas em minhas mãos, eu pago e você me paga. Mas acho que minha fúria já deve ter servido para você.
— Figura Nebulosa (fazendo surgir um balde grandioso de pipocas e o colocando ao lado de Skuldyr): — É, serve. Enfim, já chega disso, foquemos no que importa agora. Comigo, Dyr, isso foi…
— Figura Nebulosa e Skuldyr (gritando em coro): — FASCINANTE!

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