Capítulo 69 - Deduções e Conclusões.
Caos… desde quando ele passou a reger o mundo? Indagam os tolos, cujas vidas são meras marionetes nas mãos não do destino, mas da cobiça insaciável de seus senhores!
Seus olhos, rubros como brasas, refletem o destino ao qual foi consignado, erguendo-se imponente diante do desafio.
Como uma mera peça no tabuleiro…
“O campo está posto! Vamos à batalha!”
Pensa, sua aura abissal envolvendo cada pedaço de sua escama, um breu tão denso quanto a escuridão da noite, que fervia gélido ao seu redor.
Interrompido por uma quebra no silêncio que ele mesmo havia instigado, após o mergulho de Yelena.
— Quem é você? Por que sabe meu nome? — ecoa dos lábios trêmulos da garota emergindo das águas, sua respiração pesada. Seus olhos vibram como águas cristalinas enquanto encaram a besta. — Pelo espetáculo… você é um demônio original, não é? — ela observa ao redor, seus pés tocando a água como se fosse concreto. Suas vestes, molhadas e coladas ao corpo, assim como seu cabelo, começam a secar graças ao calor emanado pela aura.
“Pode alterar a própria natureza das coisas…”
Constata, enquanto uma risada macabra ecoa do ser a sua frente.
— Espetáculo? — ele estranha, mas logo percebe do que se trata. — Sou Leviel! Um demônio rei! — ressoa ao seu redor, o horizonte misturando a escuridão dos céus com o azul profundo do mar.
“Certamente! Aquele golpe não era para me matar!”
Pondera, enquanto estuda a entidade com cautela, tentando entender a conexão entre suas habilidades e a própria natureza das águas que a cercam.
— Está certa, aquilo foi… parte da minha missão… sabe, demônios não saem proclamando caos! Temos nossos métodos! — diz irônico, enquanto os dois permanecem ali, conscientes de que apenas um deles sairá vivo. Leviel tenta assegurar sua própria certeza sobre quem será.
A garota não se abala pelo fato de ele se denominar um rei demônio; nela, está a confiança que quer ter.
— Sabia! — diz com mesquinhez. — Se está andando na terra, deve ser importante… Mas por que eu? Como sabe meu nome? Demônios têm serviço de inteligência agora? — ela zomba, sua aura parecendo ferver ao seu redor.
Ele solta uma risada forçada.
— Yelena Alekseeva… Vou ser sincero contigo, já que perecerá! — diz ele, enquanto estende a mão, aumentando a sensação de ameaça ao seu redor. — Você é uma peça crucial para a humanidade, então me enviaram para eliminá-la antes que cause problemas! — declara com firmeza.
Yelena permanece em silêncio por um momento, absorvendo as palavras carregadas de perigo.
— Hm…
“Peça? Que papo torto!”
Pronta para o embate, o traço da pólvora chegou, a bomba.
— Isso é algum tipo de jogo? Droga! Nem eu sabia disso! Sério? — responde irônica, e num piscar de olhos, Yelena desaparece, assim como a entidade, ambos iniciando sua dança frenética. Seu punho vai contra o dele, causando tremulações na água, que por um instante, volta a normalidade.
— He! He! — força uma risada, a criatura, esforçando-se para manter-se firme após o impacto. — Você não é nada engraçada, garotinha! — sente cada pedaço de seu corpo se encher de energia negra para se fortalecer.
— Não? Meh, Até que você não é ruim — devolve Yelena, aparecendo rapidamente atrás dele, tentando acertá-lo com um chute. A criatura, no entanto, consegue pisar no chão, firmando seu encanto demoníaco, se vira e freia seu ataque.
— Grr! — rosna, sentindo seu braço, usado para se defender, quase se partir com a força.
“Essa força… supera facilmente a força de um demônio comum…”
Percebendo a complexidade das habilidades de Leviel enquanto planeja seu próximo movimento. Afinal, tão poucos foram os exorcistas que enfrentaram um, e nenhum saiu vivo.
— Mas me fala aí, demônio rei, medidas de segurança? Cê não tava com medinho de uma magrela não, né? — zomba Yelena.
— Medo? — diz, estendendo as mãos enquanto trevas se acumulam, seu braço derramando sangue nas águas, ferido pelo chute da garota. — Tenebrae quae hic sunt, iungite aquas et fidi mei servi estote! — no mesmo instante, as trevas derramam-se de sua mão como areia e se dissolvem nas águas.
Antes que ele possa completar o feitiço, ela o pega de surpresa. Sem prever o movimento da garota, mesmo à sua frente, ela lhe dá um poderoso chute lateral no abdômen, fazendo-o recuar.
O chute joga Leviel para a direita com tanta potência que as águas se erguem ao redor, uma força capaz de derrubar até cem navios cargueiros.
— Gr… — ele continua a ranger os dentes, enquanto a garota avança em sua direção. Ele só consegue colocar as mãos à frente do rosto, tentando se proteger do próximo ataque de Yelena.
— Transmutatio materiae et status… — sua voz ecoa, acompanhada pelas brasas que surgem em sua mão direita, deixando um rastro no ar que se dissipa instantaneamente. Com um movimento rápido, a exorcista usa as chamas para engolfar a face da entidade. Ela desliza sobre as águas, enquanto as chamas explodem graças à aceleração de energia espiritual ao golpear.
Esse é um efeito colateral, já que o feitiço não foi completo – ela usa a feitiçaria a seu bel-prazer.
— Tá com calor aí? — A besta mostra alguns arranhões evidentes após sacudir a cabeça e apagar as chamas com o breu ao seu redor, mas nada grave. Sua escama parece ter ficado mais resistente, e ele observa onde está, direcionando o dedo indicador da mão direita. Uma mandíbula monstruosa, dez vezes maior que a de um tubarão-branco, surge sob os pés da garota, uma visão ocultada pela escuridão das águas, mas antes que ela seja capturada, Yelena pula para cima, e assim emerge, um tubarão feito de água e energia das trevas, que se desfaz no momento em que tenta mordê-la.
— Acha divertido? Vou te mostrar o divertido! — Rosna novamente, sua voz carregada de determinação e desafio, decidido a levar a batalha a sério.
Quando ela pousa, o demônio pisa no chão com toda força antes que a garota possa saltar novamente, fazendo o mar ao redor deles tremer e desencadeando sua técnica maldita. Milhões de espinhos negros surgem, disparando de baixo para cima em direção a ela. Eles são tão pequenos que parecem agulhas, e graças à velocidade imensurável em que foram lançados, arranham seu corpo e fazem-na sangrar. Suas vestes quase são completamente rasgadas pelo ataque implacável.
Mas ela não grita de dor, mesmo sentindo cada picada como uma punhalada afiada. Yelena luta para se esquivar, mas muitos espinhos a atingem, envolvendo-a rapidamente enquanto o breu das trevas inunda seus olhos.
Seu sangue cai ao seu redor, uma prova vívida de sua determinação inabalável.
Enquanto Yelena se mantém, ofegante e lutando para se recuperar do ataque, Leviel observa com um sorriso sombrio. Felizmente para ela, os danos foram superficiais e suas feridas começaram a se fechar à medida que a luz fluía naturalmente em sua aura, permeando todo o seu corpo.
— Minhas roupas… estão arruinadas! — brinca com ironia, cerrando os punhos enquanto observa.
— ACHA QUE ACABOU!? HA! HA! — ruge, sua voz ecoando sobre as águas tumultuadas.
Enquanto os espinhos se dissipam no ar, ele abre sua palma e converte os fragmentos que caem dos céus em uma esfera massiva de energia negra. Seu sorriso torna-se macabro enquanto a esfera cresce, maior que um carro, pronta para explodir. Milhões de espinhos negros, agora maiores e mais afiados do que antes, são lançados em todas as direções com força devastadora.
Yelena percebe o perigo iminente. Seus olhos estão atentos, captando cada detalhe dos milhões de disparos de breu negro que se aproximam rapidamente dela, formando um mar de escuridão mortal.
— Ferrou! — Incapaz de escapar do mar de espinhos negros que a engolfam implacavelmente.
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