Índice de Capítulo

    A luz de Nox cintila solitária nos céus, após as nuvens serem dissipadas abruptamente. A exorcista, ágil, esquiva-se de um contra-ataque da besta, que habilmente lança uma rajada de água com sua única mão livre. Instintivamente, ela recua, sua forma desvanecendo no ar enquanto o brilho dourado divino abandona seu corpo ao fim de 60 segundos.

    — Você é resistente… — murmura ela, ofegante, enquanto limpa rapidamente o sangue que escorre de seu nariz com a língua, sua determinação inabalada.

    Cada vez que se transforma, a essência divina cobre seu corpo, um excesso de energia que ultrapassa os limites de um ser vivo. Internamente, é um processo autodestrutivo; a energia flui para manter a forma, mas ela golpeia seu próprio corpo, ao ponto de derreter seus órgãos se ultrapassar 1 minuto.

    Enquanto o demônio inicia a lenta regeneração de seus membros e escamas, encara a jovem com uma mistura de desafio e respeito após ela pousar agachada. Os golpes dela, de certa forma, estavam imbuídos de luz, dificultando sua regeneração, só sendo possível graças à alta quantidade de energia negra acumulada por milhares de anos.

    — Em milhares de anos, não imaginei ser encurralado por uma humana! — declara com surpresa e uma sensação amarga de desafio. — Me deram uma missão… digna do meu nome!

    — Missão? — responde Yelena com ironia. — Verdade, isso aqui não é só uma luta entre dois desempregados sem amor à vida. Que merda… justo quando as coisas estavam melhorando, Elum envia um obstáculo no nosso caminho! Droga! — resmunga, mantendo os punhos erguidos à frente do rosto. Apesar de tudo, ela permanece calma, sua aura lentamente retornando ao equilíbrio.

    Isso arranca uma risada sincera do demônio.

    “Esse demônio… ele é dos originais. Seu estoque de energia negra deve ser imenso. Mesmo que eu ataque com luz, ele consegue compensar com doses de escuridão… droga! Pensa, Yelena! Outra Extensão, ou Expansão!?”

    — Não diga isso como se eu quisesse estar aqui! Vocês não sabem o valor da liberdade, e estou aqui apenas por isso — retruca com firmeza. Aos seus pés, um abismo se abre, e um dragão marinho, negro como trevas, se movimenta como uma serpente em seu corpo. Essa era sua conjuração maldita. — Mas chega de papo! — Seu olhar se torna sério.

    Leviel vê na garota apenas um obstáculo, assim como ela o vê.

    “Esse cara vai ser um problema, Arthur. Mas após derrotá-lo, pelo menos terei uma desculpa para adiar essa viagem!”

    Os dois partem um contra o outro. Yelena defende uma sequência de socos da entidade com determinação, se erguendo no mesmo instante em que ele avançou, mas o impacto quase dissipa sua aura, deixando-a momentaneamente desequilibrada antes de conseguir derrubá-lo com uma rasteira.

    — Grr… — ele range os dentes, dando um salto mortal antes de cair, impulsionando-se com as mãos e lançando uma rajada de uma de suas esferas enquanto está no ar. A esfera negra, à direita de seu abdômen, dispara uma luz vermelha incandescente, acertando-a de raspão.

    — Droga! — pragueja, sentindo seu ombro ser raspado pela ardência, uma dor latejante. O sangue não jorra; sua carne queima instantaneamente. Sem hesitar, ela contra-ataca com um gancho que o faz cuspir sangue assim que pousa, erguendo-o, tirando seus pés do tatame aquoso.

    A criatura aproveita para planar, e a água a engole instantaneamente. Da esquerda dele, também à altura de seu abdômen, a esfera negra dispara novamente, uma rajada de ventos demoníacos a golpear, seguindo a direção da palma de sua mão demoníaca. Enquanto executa esses movimentos, sua serpente percorre seu corpo, aguardando suas ordens.

    Parece uma tormenta, criando um ciclone na água. Uma confiança irradia em seu rosto até que, como um disparo vindo da água, ela se impulsiona, acertando um chute na cabeça da besta, fazendo-a se chocar contra a água como se fosse uma parede de concreto.

    — Que sorrisinho de merda é esse?

    Já não há pano que a cubra; ela está com inúmeros cortes, a ventania veio acompanhada de cortes das trevas.

    Quando pousa, ela rola para trás, seus dedos cruzados. A besta se dissolve em água e reaparece em suas costas, tentando agarrá-la.

    Por pouco ela prevê o ataque, rolando para frente, mas não o suficiente para escapar de seus ataques incessantes. Ele fecha os punhos mirando em seu escape, fazendo a água grudar em seu corpo como correntes.

    — Maldita… você não cansa nunca, né?

    — Expando… potentiam meam… fac me unum cum essentia mea divina! — Sua voz ressoa com uma intensidade sombria. Após um estalo em sua mente, ela escolhe expandir sua energia mais uma vez. Nesse instante, o dourado a envolve, e com uma facilidade perturbadora, ela gera uma onda de choque que faz as correntes de água se desfazerem no ar, liberando-se mais uma vez.

    Fragmentos dourados se dispersam no ar como ouro derretido; sua forma não está tão instável quanto antes, mas tem um efeito colateral: seu coração e sua mente estão trabalhando o mais rápido possível.

    — Eu? Posso fazer isso o dia todo! — exclama, desaparecendo dali e acertando-o precisamente na cabeça. Sua mão praticamente afunda e quase atravessa, explodindo metade de seu crânio com a potência do golpe. Antes que possa retirar a mão, Leviel agarra seu braço, imerso em seu próprio sangue, e a encara com frieza.

    Sua visão turva, mas sua determinação e ferocidade são inabaláveis.

    — Por isso, Luciel quer seu fim… — murmura.

    Logo, ele a solta, recebendo um segundo golpe que perfura seu crânio imediatamente, fazendo sua cabeça se partir em milhares de pedaços e seu corpo tombar. Mas ela sabe que não é o fim. Desviando de uma investida dele pelas costas, ela vê o corpo morto dele se desfazer em água e emergir das profundezas.

    Não há tempo para respirar.

    — Você não morre, diabo!?

    Sincera, ela encara ao redor do ser. Ele está apenas com duas das esferas, uma à sua direita e outra à sua esquerda.

    Seu corpo evapora o sangue púrpura que a cobre.

    “Será…”

    O punho da entidade, que falhou em golpeá-la, acerta o piso de água, erguendo uma ventania poderosa que faz seus cabelos voarem como uma capa sobre suas costas. Enquanto isso, a serpente dracônica desce de seu braço e entra na água, finalmente se desvinculando.

    Suas veias percorrem todo o seu corpo; ele lentamente se injeta com a escuridão que conjurou, fortalecendo-se ao ponto de superar obstáculos como a morte e a exaustão.

    — Seus golpes são fortes! Admito! Mas para exorcizar uma entidade como eu, terá que ir além de força, garota! — Quando indaga a fitando, o mar treme e, nas costas da entidade, uma serpente enorme surge, colossal, feita unicamente de trevas, emerge dos mares já crescida. — E agora, terá que vencer não somente a mim, mas também meu leviatã! — A criatura é duas a três vezes maior que a serpente que os trouxe ali, e seu grito feroz é ameaçador, fazendo ondas surgirem ao seu redor, distantes.

    “Um dois contra um? Meh, isso está começando a me irritar!”

    Seu coração bate forte enquanto a criatura sorri de lado. “Como isso terminará?” percorre a mente de ambos. Yelena sente sua aura no limite; terá apenas mais uma extensão de energia após essa se encerrar.

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