Índice de Capítulo

    Dando o primeiro passo, o loiro estende a mão direita em um movimento rápido e firme, tentando agarrar o exorcista. Simultaneamente, na mão esquerda, um foco de luz pura brilha intensamente, pronto para ser liberado como um golpe fatal. No entanto, no instante em que a mão quase o toca, ele desaparece. A velocidade é tamanha que o loiro não consegue compreender o que aconteceu.

    Masaru, nesse movimento peculiar e quase impossível, se lança de costas em alta velocidade. Seu freio é preciso e calculado, desafiando as leis da física. O impacto de sua corrida deixa um rastro destruidor, com seus pés rasgando o chão desde a escada até o outro lado da calçada, onde fragmentos de concreto e faíscas marcam seu caminho.

    E os outros, observando a cena, ficam atônitos. Nenhum deles consegue acompanhar os movimentos. Seus olhos se esforçam, mas falham miseravelmente em captar a sequência frenética de ações.

    Masaru opera em um nível inimaginável. Em força, velocidade, estratégia e precisão, ele é insuperável.

    Mas é tarde demais, até perceberem… o que ele realmente é capaz de fazer…

    “Ele é muito rápido… é como…”

    Pensa o loiro, incapaz de compreender alguém se mover à velocidade da luz.

    Ficando tão atônito, que sua vida está por um triz se não fosse seu companheiro. Na verdade, todos estariam perdidos se não fosse o mais preparado ali.

    — Grr! — ruge Kwawe, bloqueando a bola de fogo com um soco tão poderoso que suas veias saltam e sangue jorra de seu nariz. A pressão é tão intensa que o impacto desfaz a chama no ar. Através de seu rigoroso treinamento, ele se fortalece internamente, tanto que esmaga energia espiritual com uma facilidade assustadora. 

    — Maldição… ele não… entoou feitiços? — reclama Jarves, nervoso.

    Enquanto isso, Masaru, com o braço ainda irradiando o calor do feitiço, olha para a plateia em pânico às suas costas e sorri.

    — Sorte de vocês, que estou aleijado! Caso contrário, você enfrentaria duas esferas de fogo, quentes o suficiente para queimá-los como nas chamas do inferno! — ruge ele, erguendo o braço à altura do abdômen. As chamas ferventes que emanam de sua mão se retorcem ameaçadoramente, sem que ele precise entoar qualquer palavra. — Você conseguiu se defender… mas agora, vamos ver se consegue parar isto! — desafia, criando uma esfera perfeita de chamas e lançando-a para o céu com uma força brutal, como se fosse uma bola de basquete.

    No instante seguinte, Masaru dispara como um foguete em direção ao rastro de fogo que corta o ar. Sua velocidade é tão impressionante que Halyna mal consegue acompanhá-lo. Ela se agacha, pula em sua direção, e tenta desesperadamente captar seu movimento, mas o alvo é quase invisível para ela.

    “Merda… onde ele está?”

    Pensa, lutando para seguir com os olhos, mas a velocidade de Masaru esmaga qualquer tentativa de percepção. Mesmo com a visão aguçada de um Exorcista, sua altura parece infinitamente distante, visível apenas pelo brilho intenso das chamas que iluminam o espaço ao redor.

    “Isso… é impossível!”, exclama Antônio, perplexo. “Como ele consegue!?”, Jarves está boquiaberto, sem acreditar no que vê. “Isso… é um exorcista celeste”, O loiro cerra os punhos, firmando as pernas e se preparando para defender, como se fosse seu papel proteger todos assim como Kwawe.

    Mas Romero, por outro lado, apenas observa, com os lábios apertados em uma expressão de ceticismo e respeito pelo garoto que um dia duvidou.

    Enquanto assistem, a esfera de fogo em pleno voo cresce, transformando-se em algo maior que um carro — uma pequena estrela prestes a cair sobre suas cabeças. A surpresa rapidamente se transforma em terror quando percebem Masaru alcançando a esfera e manipulando-a com um domínio impressionante. Com um movimento ágil e preciso, ele lança a esfera em suas direções, um impacto iminente que parece destinado a obliterar tudo ao redor.

    Ele corta o espaço com uma velocidade brutal, e em um piscar de olhos, a esfera de fogo atinge o chão com uma violência devastadora. O impacto faz o quarteirão inteiro ferver instantaneamente. Brasas se espalham por todo o pavimento, e qualquer um que esteja ali é consumido pelas chamas; aqueles que não têm força suficiente são transformados em cinzas. Os vidros de todos os prédios nas proximidades estouram sob a pressão, e as pilastras e estruturas que estão próximas ao epicentro cedem sob o calor infernal. 

    O caos e a destruição são absolutos, deixando um cenário de devastação incandescente. 

    — Como… essas brasas… — resmunga Antônio, olhando para Jarves enquanto o loiro e Kwawe tentam erguer uma barreira para conter o fogo. A barreira se quebra lentamente sob a pressão das chamas. — É só um feitiço, não um poder inato… — observa, atônito, enquanto as chamas se erguem a alturas de árvores e devoram tudo em seu caminho, ameaçando suas vidas.

    Halyna, que parece ter desaparecido no mar fervente das brasas, faz uma aparição repentina, quase assustando-os. Ela surge ao lado de Masaru no ar, que despenca de seu voo, ileso das chamas. Ela tenta um chute, mas Masaru o defende com uma fina barreira que se estilhaça como vidro ao impacto. O choque revela a expressão de surpresa da garota ao confrontar o poder celestial de Masaru. Rapidamente, ele gira no ar e, com um movimento preciso, a chuta, lançando-a para dentro do prédio à sua frente. 

    A força do impacto cria uma brecha significativa na estrutura. Enquanto Masaru pousa entre as chamas que se abrem para ele, sua presença é protegida por barreiras espirituais que surgem de sua consciência.

    Triunfante, Masaru vê os quatro rapazes surgirem do meio das brasas, apoiados em uma estrutura de concreto grande o suficiente para todos pisarem e escaparem das chamas intensas que consomem o chão. A estrutura havia sido criada às pressas por Antônio, oferecendo uma breve trégua no caos que os cerca.

    — Querem… vento? Água… mais fogo? — desafia Masaru, enquanto em suas mãos uma ventania poderosa se transforma em uma esfera de água, e um foco de chamas intensas surge simultaneamente. Ele manipula os feitiços com uma habilidade quase infantil, como se os riscos e a complexidade fossem irrelevantes para ele. A facilidade com que controla os elementos parece quase despreocupada.

    — Merda… — reclama Halyna, sua visão turva enquanto escapa de uma viga que havia perfurado seu abdômen. Suas pernas tremem enquanto o sangue escorre aos seus pés, deixando um rastro de metal balançando com o seu sangue. Ela está em uma sala de um apartamento residencial, aparentemente de pessoas ricas, que têm vigas de metal como parte da decoração, algo tão excêntrico que apenas nobres poderiam ter.

    Sua aura envolve a ferida, tentando estancar o sangue.

    — Concentre-se! Concentre-se! Concentre-se! — ela grita, o grito carregado com a urgência de um desespero quase palpável. Cada palavra é um grito desesperado para si mesma, enquanto o terror da morte se aproxima a passos largos. Com sua aura irradiando uma luz quase cegante, Halyna luta contra o caos interno, forçando a criação da matéria mais complexa que existe: energia positiva. A luz, brilhando com uma intensidade quase milagrosa, consegue cauterizar a ferida mortal, uma ferida que poderia permitir que um fio de aço atravessasse seu corpo sem resistência. Seus olhos queimam com ódio, encarando além, enquanto cospe sangue com uma ferocidade indomável. — Maldito… exorcista celeste! — com a fúria de uma leoa.

    Gostou da Webnovel? Então confira o servidor oficial clicando aqui!

    Quer ler o capítulo da semana com antecedência ou até mesmo os próximos capítulos? Deseja apoiar este projeto? Clique aqui!

    A cada contribuição de R$10,00, você desbloqueia um capítulo extra!

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 0% (0 votos)

    Nota