Capítulo 91 - Inalcançável
Kwawe avança como uma força da natureza, lançando-se contra Masaru com a fúria de uma tempestade descontrolada. O grandão, quase o dobro do tamanho de seu alvo, investe com uma brutalidade que faz o ar vibrar, e cada soco tenta esmagar o rosto do exorcista, quebrando barreiras ao redor com a pressão titânica de sua força.
Cada passo é uma tentativa que sempre termina no mesmo resultado. O chão treme violentamente sob o peso devastador, e as estruturas ao redor se contorcem e estalam, ameaçando ruir. A cada momento, ele se torna mais imponente, liberando um poder antes oculto. Seus pés esmagam o solo com uma força brutal, como se a própria terra estivesse sendo subjugada à sua vontade.
“Esse grandão… ele deve ser um exorcista grau cinco… Nunca vi um homem tão imenso e potente! Pena… que é tão lento…”
Pensa Masaru, enquanto se esquiva com uma agilidade quase sobrenatural, movendo a cabeça, cintura e corpo com uma precisão impecável. Ele dança ao redor dos golpes inimigo até se ver encurralado na parede da entrada de um grande edifício, que fica à frente do massacre. Nesse instante, um sorriso frio se forma em seu rosto, enquanto encara o punho de Kwawe com um olhar determinado. Observa o impacto devastador que se espalha pelo cenário ao redor dos dois, e a barreira mais resistente que o Maldito consegue invocar com sua mente luta para resistir à força brutal.
Masaru então sussurra, “É isso tudo que você tem?”, enquanto sua aura começa a envolver seu corpo com tanta intensidade que promete uma reviravolta iminente, fazendo o homem se arrepiar. Mas ele não terminou!
A ventania poderosa do golpe se intensifica, a força sendo repelida com tamanha violência que o que restava dos carros na rua é lançado e capotado para o outro lado.
— Extende energiam, fac ut totum meum in tres partes dividatur! — entoa Kwawe, e, com sua técnica inata, três clones surgem de suas costas, lançando-se imediatamente para o ataque. Eles avançam com uma ferocidade implacável, seus punhos se unindo em um único golpe devastador. A força combinada dos ataques quebra a barreira e destrói a parede atrás de Masaru, atravessando o prédio com uma violência que faz o alarme do banco ecoar, mas a velocidade do Maldito é impossível de se alcançar; ele escapa para a esquerda. — Loiro! — grita, enquanto o mesmo salta para o lado de Masaru. Com um movimento rápido, um feixe de luz explode em sua mão e se lança com precisão mortal em direção ao exorcista.
Eles tentam aprisioná-lo na gaiola de seus planos, a única maneira de derrotar um inimigo tão formidável.
— Isso! — exclamou Antônio, com os olhos fixos em Jarves, pronto para unir forças novamente e enfrentar o desafio. — Sua vez, garoto! — ordena com determinação.
— Certo… certo… — murmura Jarves, seu olhar atento.
Ele aguarda ansiosamente por esse momento, quando estará “indefeso”.
— Caramba… luz? É sério? — Masaru zombou, um sorriso desafiador brincando em seus lábios, enquanto a tensão ao redor deles se intensifica.
Em um piscar de olhos, Jarves profere as palavras que transportam sua mente para o corpo do exorcista. Sentindo sua visão se conectar com a dele, ajusta seu olhar enquanto se prepara para enfrentar o ataque iminente de seu parceiro. Abrindo bem o peito, ele se prepara para receber uma saraivada de ataques. Antônio, erguendo sua mão esquerda na plataforma que criou, entoa sua técnica inata, disparando uma enxurrada de projéteis pontiagudos como lâminas.
Os projéteis se chocam contra as barreiras que surgem ao redor dele, se dissipando em pedaços, enquanto a resistência da barreira é constantemente testada.
— Caramba… Jarves… desativa isso! — brada Antônio, ao perceber que o rapaz desmaiado ao seu lado começa a respirar novamente, ofegante e cuspindo sangue.
— A mente dele… eu… eu quase morri quando me conectei… — a voz de Jarves treme de exaustão e dor.
Enquanto fala, os disparos continuam incessantes. Antônio está em um estado de pânico crescente, lutando para manter o controle da situação e tentando penetrar as infinitas barreiras. Ao mesmo tempo, o loiro e Kwawe avançam furiosos, atacando com todas as forças para destruir as que surgem instantaneamente, apenas para serem destruídas em um ciclo contínuo de destruição e reconstrução.
— Fortifica! Fortifica! Fortifica! — o iluminado entoa, cada palavra carregada de poder, enquanto seus socos e golpes se multiplicam em uma velocidade e força estonteante, conseguindo desferir um milhão de socos por segundo. O suor escorre de seu rosto, e o cenário ao redor se reduz a pó sob a força de seus ataques. O loiro recua, enquanto Halyna observa a cena com uma expressão de espanto. Lentamente, Masaru, com os dedos pressionando a testa, recupera a consciência e, ao se virar, se depara com Kwawe dando tudo de si, seus clones se dissipando sob a pressão. — F-filho da puta! — grita, enquanto veias brotam em sua cabeça e sangue escorre de seu nariz.
— Ah… aquele merdinha… me fodeu bonito… mas caramba… — ele murmura, colocando a mão na cintura e estufando o peito, zombando, e o homem ofegante e coberto de fumaça, finalmente chega ao seu limite.
— Kwawe… — resmunga a garota, a voz cheia de desânimo.
— Vocês são tão fracos! Merda! Não conseguem sequer passar uma barreira? Caralho! Que vergonha vocês me dão! Sério, foram esses incompetentes que causaram todo esse caos e derrotaram meus amigos? — grita Masaru, sua frustração evidente. Após um suspiro de desespero, cruza os dedos, mas logo os descruza, e as barreiras ao redor desabam como vidro, todas as que estavam suspensas se quebrando e caindo em pedaços.
Enquanto o brutamontes se ajoelha, com o punho socando o chão e encarando de perto, ele não cede, mesmo exausto, arrancando um olhar de prazer do exorcista, em meio àquele embate frustrante.
— Desativou? — resmunga o loiro, surpreso, olhando para seus parceiros.
E Jarves, incapaz de parar de vomitar sangue, tem os olhos vermelhos e parece sentir na própria pele a imensidão e insanidade da mente de Masaru.
— Quer que eu te cure? — oferece Antônio, soltando um suspiro exausto.
— Não! — responde Jarves, virando-se abruptamente para o celeste, sua voz carregada de temor.
“Aquele cara… não é normal…”
Pensa ele, assim como Halyna e os outros, todos incrédulos com a extensão do poder de Masaru. Ele está além de qualquer outro, demonstrando o que realmente significa enfrentar um celeste.
— Vou acabar com vocês com um só golpe! Cada um terá a chance de ver a morte do outro antes de reagir. Hehe… Me surpreendam! — ameaça Masaru, sua voz carregada de uma confiança assustadora enquanto se prepara para a batalha final.
Enquanto Romero observa as suas costas, vê Milk se manter firme mesmo caído, resistindo ao máximo. E em sua mente, algo surge: seria aquela a luz no fim do túnel? O anseio de um sinal de sucesso iminente?
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