Índice de Capítulo

    A primeira a desafiar é Halyna, exausta de suas provocações. Ela salta do décimo andar com uma fúria indomável, esmagando o solo já despido de concreto pelos inúmeros embates anteriores. Seus olhos brilham com a selvageria de uma fera, e ela lança um soco com uma força devastadora. Ele, no entanto, esquiva-se habilmente, arqueando as costas para trás enquanto sente o vento do golpe balançar suas vestes.

    — Boa…

    Antes que ele possa terminar, ela desaparece em um borrão de velocidade. Sua aura fervilha tanto que a areia ao seu redor começa a se dissolver. Ela reúne em seu peito determinação, cruzando os dedos em um gesto de poder absoluto prestes a ser liberado.

    — Expande energiam: Operi me per astra, ungues spirituales, et fac me maximam venatricem quae terram calcabit!

    Enquanto as palavras ecoam no ar, a aura de Halyna toma forma, delineando orelhas de gato, uma cauda felina e garras afiadas em suas mãos e pés. Esta é sua técnica inata, a Metamorphosis Felina. Agora, ela é cem vezes mais rápida e poderosa, imbuída com a força de uma caçadora. A garota, transformada e letal, prepara-se para atacar com uma precisão e ferocidade sem igual, pronta para esmagar seu oponente com sua técnica divina em posse.

    — Uau! — ele diz, surpreso, — então sua técnica inata é uma metamorfose, uma expansão de energia que não deixa espaço para uma disputa. He! He… isso é incrível! — imediatamente, abrindo ainda mais a boca dos outros, os dois desaparecem, e enquanto Masaru cria um feixe de luz em sua mão, a garota tenta acertá-lo, destruindo as vidraças dos andares de cima do banco. Cada soco faz o concreto se quebrar como gravetos, e o vidro se transforma em poeira.

    Acima de suas cabeças, seus aliados observam os dois, que estão envolvidos em uma dança mortal, onde cada movimento é um reflexo de suas habilidades letais. Masaru, utilizando seus pés e energia espiritual, flutua, mantendo o embate na vertical enquanto as garras dela o mantêm em constante equilíbrio.

    “Há dois disparos!”

    Halyna pensa rapidamente, concentrando-se na ponta de sua cauda, onde uma esfera de energia massiva começa a se formar, pulsando com laranja de sua aura metamorfoseada.

    Metade da energia acumulada pode ser desferida em um único feitiço, permitindo até dois ataques antes que sua técnica inata se esgote. Ambos os ataques são letais se acertarem o exorcista.

    “Será que estou me deixando levar? Não! Aqui sou o Mikael dessa trama!”

    Enquanto está imerso na insanidade de sua mente, ele se vê momentaneamente perdido em seu delírio, apaixonando-se por seu personagem favorito da série “Coração Infernal”. Entretanto, a garota não perde tempo. Com o golpe pronto, ela aproveita a distração dele, avançando com suas garras afiadas como lâminas, tentando tirar sua atenção e desferir um ataque letal.

    O loiro e Antônio estão apreensivos, prontos para atacar, mas é difícil interromper aquele instante de adrenalina. E Kwawe, por sua vez, finalmente se ergue, sentindo o peso de seu corpo enquanto o fluxo de energia retorna lentamente a ele.

    “Maldito… quase… que a exaustão me leva de encontro à morte!”, Ele pensa. “Não há brechas…” deduzem os outros dois.

    Foi um instante, e foi a única que Halyna viu uma brecha.

    — Íncantatio Divina: Telum Dilacerans!

    Após recitar, ela arqueia as costas e crava suas garras no concreto em um ângulo diagonal. De sua cauda, agora apontada para Masaru, dispara um feixe fervente a curta distância, que dura milésimos de segundos, semelhante a um laser. O ataque corta o ar com uma intensidade avassaladora, atravessando tudo o que está a um quilômetro de distância, incinerando obstáculos e deixando um rastro de destruição por onde passa.

    A força e a precisão do golpe são devastadoras, criando uma onda de calor e energia que obliteram tudo em seu caminho: prédios, vidraças, aço e até pessoas são destruídos. No entanto, para Halyna, a dimensão do ataque está limitada apenas à sua frente.

    Foram apenas segundos, mas a tensão no ar se torna mais angustiante, com o loiro e Antônio lutando para encontrar uma brecha invisível aos seus olhos, enquanto Kwawe se prepara para o próximo movimento, que ele mesmo não imagina, tomado por um sentimento que jurou ter perdido. Mas para Halyna, é uma chance que não se repetirá.

    Masaru surge diante dela com uma velocidade estonteante, rompendo todos os limites que poderiam segurá-lo. Abrindo a guarda da garota com um movimento repentino, sua mão, envolta naquele feixe de luz, atravessa a aura de Halyna com a facilidade de atravessar papel e atinge seu estômago com tanta força que ela sente suas entranhas serem esmagadas e queimadas.

    — Ui, tripas saindo do forno! — brinca no instante de adrenalina, quando o corpo sente o baque do punho. Seus dedos sentem o calor do sangue fervendo que picha as vidraças às costas dela. O morno o acalenta, trazendo uma sensação perversa de prazer.

    E a luz que conjurou serviu para aquecer seu golpe a milhões de graus, suficiente para derreter qualquer coisa em seu caminho. Sua mente psicótica o induziu a continuar, deliciando-se com a sensação.

    Halyna começa a tossir sangue, vendo sua mente turvar enquanto sua vida passa diante de seus olhos. O sangue que escorre por suas vestes respinga nos andares abaixo, aos pés de Kwawe. A dor é excruciante, e ela mal consegue manter suas garras cravadas no concreto do edifício. A ferocidade de seu ataque se vira contra ela, deixando-a à mercê de Masaru e sua crueldade.

    O cenário ao redor fica gélido e sombrio, refletindo a sensação de morte que a garota sente. Seus aliados, horrorizados, observam a cena com impotência. O tempo parece parar naquele instante. Aos olhos de Romero, ele vê Rasen paralisado, testemunhando o mal refletido nos olhos de Masaru.

    — Chega estar babando… — comenta, enquanto um sorriso cruel surge em seus lábios.

    A tensão aumenta enquanto os aliados observam a cena com horror. Com os olhos de Halyna se fechando e a vida escapando dela, eles estão plenamente conscientes de que cada movimento de Masaru pode significar a morte para todos eles.

    Quando Masaru finalmente puxa o braço do corpo sem vida de Halyna, seu corpo despenca com um baque violento, cortando o ar por dez andares. O impacto é devastador: o crânio explode e os ossos se moem, criando um vórtice de sangue que banha Kwawe.

    — Então… quem é o próximo?

    Indaga o assassino, no teatro mórbido e trágico da vida, revelando-se como o protagonista sanguinário, o vilão e o herói em uma só pessoa. Ele é a combinação inquietante de duas bebidas, um sabor levemente adocicado e distante, que se unem em uma mistura perturbadora.

    Da morte nascerá o cavaleiro branco, que se vestia das estranhas. Outrora, deveria ser um paladino da luz, mas agora ele se revela como uma entidade tão demoníaca quanto os iluminados, aqueles determinados a erradicar este mundo.

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