Índice de Capítulo

    No presente…

    Masaru e Jarves estão posicionados sob um piso de madeira antiga e deteriorada, cujas tábuas rangem ominosamente, como se clamassem por ajuda. O ambiente ao redor é um vazio absoluto, mergulhado em uma escuridão impenetrável que parece se estender infinitamente além da percepção.

    Jarves, ainda atordoado pela violenta expansão de energia e a repentina perda da visão, cai para trás, o impacto de sua queda abafado pela camada de poeira que cobre a madeira. Confusão e surpresa estampam seu rosto enquanto tenta processar o que está diante de si.

    Ele vê a morte, o breu de suas ações, e agora observa o último ato de seus aliados.

    Antônio, com um ar de indiferença calculada, começa a descruzar os dedos, seus movimentos precisos e metódicos, como se cada gesto fosse uma peça crucial em um jogo estratégico. Ao seu lado, Alexander mantém os dedos cruzados, sua expressão impassível e fria como o gelo, uma máscara que não esconde a tensão crescente que compartilha assim como seus aliados.

    — Hm… então vocês me pegaram? — A voz de Masaru ressoa com um tom desafiador, cada palavra impregnada de cinismo mordaz.

    Enquanto fala, ele se permite uma pausa para avaliar o cenário, seus olhos percorrendo o ambiente sombrio e ameaçador. Em sua mente, uma compreensão gradual começa a se formar.

    “O loiro está prestes a neutralizar minha disputa de domínio… Isso significa que terei que me adaptar a essa expansão de energia…”

    Enquanto Antônio pondera sobre sua nova estratégia, Jarves, observando com um misto de apreensão e cautela, aproveita a oportunidade para se erguer e se afastar. Sua mente está saturada de receio, mas também de uma crescente sensação de urgência.

    “Esse cara está além de todos nós…”

    Ele então fixa o olhar em Antônio, que o responde com um olhar de ansiedade.

    — Ei, Antônio, você acha que ele vai arriscar? Esse cara parece mais insano do que todos nós juntos!

    — Não, tenho certeza de que ele já avaliou a situação. Precisamos aproveitar a vantagem. Consegue acertá-lo?

    Os dois sussurram, suas vozes carregadas de tensão. Então, Alexander responde positivo a Antônio com um estalo de dedos.

    No mesmo instante, Masaru conjura um feitiço elementar em sua mão. Chamas surgem com fervor, atraindo a atenção dos dois. No entanto, graças ao iluminado, o feitiço se dissipa instantaneamente no ar.

    “Hã?”

    Ele é parado pelo feitiço restritivo, Unica Dominatio, deixando Antônio como o único com controle sobre a natureza e suas formas. Isso restringe ainda mais as possibilidades de ação do exorcista.

    — Da próxima vez, explodo sua mão! — Antônio ameaça, enquanto Masaru responde com um sorriso…

    — É? Que desgraça, vocês me pegaram. Não posso expandir energia… não posso usar feitiços não inatos, aff… prometi não usar barreiras. O que querem, hein? Morrer com um soco?

    — Por que não tentar? — desafia Alexander. — Jarves! Seremos nós três contra o bonitão! Este será o embate decisivo!

    — Certo! — responde o garoto, mas no mesmo instante, seu olhar se arregala. Um som agudo de carne sendo penetrada ecoa; Masaru acerta seu peito, com o coração pulsando na palma da mão do outro lado.

    Ele se moveu como um vulto, sua velocidade aumentada ainda mais pela regra dimensional. Sangue respinga na madeira e, em segundos, o brilho nos olhos do garoto se apaga, como se fosse nada.

    — Então dá para fazer isso… até que aquela série de vampiros não é tão irreal! — zomba, enquanto escapa de um jato de lava lançado por Antônio em um reflexo instantâneo. O golpe é mais rápido do que seus movimentos anteriores, surpreendendo-o até mesmo.

    — Caramba! Por que não tive essa ideia!? Lutar em um domínio inato é muito melhor! — exclama Masaru, enquanto desvia no ar de inúmeros disparos de água que surgem do chão, como se estivessem sendo expelidos. A água violentamente perfura cada centímetro do corpo do jovem moribundo, após um baque no piso.

    — Maldito! Desgraçado!

    — Calma, Antônio! — responde Alexander, percebendo que o inimigo está planejando seu próximo movimento. — Extende energiam: Manifestare desperationem meam et fac eam impenetrabilem circa me! — entoa. No instante seguinte, Masaru aparece à frente deles, tentando fazer o mesmo com Antônio em fúria, mas depara-se com uma barreira praticamente impenetrável.

    Ele escapa por pouco de inúmeras farpas de madeira que surgem do impacto, caindo sobre ele como uma chuva de espinhos. E desliza pelas tábuas de madeira, suas mãos e pés ágeis, agitado.

    — Vocês dois… têm potencial!

    Antônio toca imediatamente a barreira, que se transforma em uma prisão onde o exorcista está. Seu feitiço ativo, nexus primordialis, permite-lhe transmutar qualquer coisa em seu domínio com o toque de sua mão e, se for de sua propriedade, com a força de sua própria imaginação.

    — Não vai durar muito! — diz Alexander, emanando luz de sua aura. — Transmutatio materiae et status… — Ele cria um jato de luz e o dispara instantaneamente.

    Masaru não consegue desviar e recebe o golpe no abdômen, que atravessa sua carne. Seu sangue borbulha com o calor e respinga como tinta no piso. Ao mesmo tempo, um gemido prazeroso ecoa de sua voz.

    — He! He! — ri, escapando dali após a prisão se desfazer.

    Mirando nos dois, ele tenta um feitiço, mas a bolha de água explode em sua mão, jogando-o para trás.

    — Idiota! Você errou o coração! — indaga Antônio, em um tom de desespero que não é comum. Ele coloca as mãos no chão. — Vou matar esse desgraçado! Ele não matará mais ninguém!

    — Ah, Antônio… — Alexander o toca no ombro. — Ele ainda pode conjurar feitiços de barreira! Se atingirmos pontos não vitais, ele pode ser burro o suficiente para não bloquear! Ele é um sádico! — diz, com a aura cada vez mais intensa. Sua técnica inata, chamada sentimentum, permite-lhe manipular energia com base em sentimentos intensos de raiva e tristeza, que funcionam como fontes e elementos de transformação.

    Mas aquele instante é intensificado por uma coisa que mal esperam… Masaru surge, da neblina aquosa, com os dedos cruzados, seu olhar pesado os faz se perguntar: será que ele realmente fará? Tendo três exorcistas ali, uma disputa de domínio seria um desperdício de energia.

    Mas ele os surpreende ainda mais. Dominando as rédeas do tempo com uma maestria sobrenatural, sua velocidade transcende qualquer limite conhecido. Agora, ele demonstra devastadoramente por que está além de qualquer adversário que já o enfrentou.

    — Expande energiam: theatrum tragoediae et mortis!

    Sua voz reverbera com uma intensidade que parece rasgar a própria realidade. Em uma fração de 16,7 picossegundos, ele desencadeia uma expansão de energia tão colossal que o fluxo temporal e espacial é dilacerado. A dimensão de Antônio implode instantaneamente, pois a velocidade da expansão excede de longe a velocidade com que a energia do exorcista se opõe. Ela se move 100 vezes mais rápido do que o habitual de 1,67 nanosegundos para abrir uma dimensão inata. No processo, Masaru drena mais da metade de sua energia espiritual com tanta facilidade, revelando-se como uma aberração da natureza, um fenômeno que desafia a compreensão de qualquer adversário.

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