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    Mas… o que faz de Masaru um ser tão implacável? 

    A resposta está na sua origem!

    Quando ainda nem sequer tinha nascido, quando era apenas um feto no ventre de sua mãe, uma jovem irresponsável que tramava seu fim desde que descobriu sua existência. A ideia de carregá-lo a repelia, pois a criança surgiu sem pai, um mistério profundo que desafiava a lógica e as convenções da realidade.

    Masaru foi concebido de uma maneira sobrenatural, um verdadeiro milagre forjado por forças além da compreensão humana. Sua mãe foi tocada pelo caos e pela corrupção do espaço-tempo, fruto das inúmeras tentativas falhadas de Luciel em conquistar o mundo. No processo de sua ambição insaciável, o demônio manipula o tecido da realidade ao ponto de criar um ser com uma conexão intrínseca ao próprio equilíbrio do mundo. Ele corrompeu o espaço-tempo ao ponto de criar, inadvertidamente, uma espécie de vacina, uma entidade destinada a ser um bastião de poder, uma anomalia e antítese para suas intenções malignas.

    A natureza desse “milagre” é tão poderosa que, mesmo após tramar a morte do garoto em uma clínica de aborto, tentando subverter, e criar um ciclo natural moldando a mente da garota—o bebê renasceu dos mortos mesmo com apenas três semanas. Tendo sido criado pelo mundo astral até seus 8 anos, ao absorver o conhecimento das águas do saber cósmico. Sua mente se desenvolveu de maneira superior a qualquer outro, ligando-o inevitavelmente ao ciclo da morte e da tragédia que rege o mundo. Essa conexão conferiu a ele um poder e um propósito que transcendem os limites do comum, fazendo dele uma força implacável, moldada pelo caos e pela própria essência do mundo astral.

    Masaru Jigoku, aquele que está à frente dos dois no presente, é o escolhido para findar o reinado do mal.

    “Até onde vão? Até onde?”

    A pergunta ecoa na mente dele, mergulhado em um mar de prazer enquanto orienta os atores de sua trama trágica. Cada movimento, cada instante parece ser uma peça crucial em seu jogo de morte inevitável.

    Não dava para parar, seus adversários sabiam.

    Alexander lança uma lâmina com precisão mortal, cortando o ar com um assobio agudo antes de fincar-se com um impacto seco no chão. O exorcista, com reflexos aguçados, desvia por um triz, através de sua intuição. Mas, sem hesitar, continua o ataque e conjura um golpe de luz ao redor da lâmina restante, sua energia luminosa rasga o espaço em uma explosão ofuscante e revelando as dimensões da pequena adaga. O ataque brilha intensamente, mas o exorcista ainda consegue se esquivar a tempo, embora o golpe o acerte de raspão, deixando uma marca ardente na costela esquerda de Masaru.

    A cada movimento, a tensão e a fúria se acumulam, enquanto Alexander se pergunta até onde pode ir para alcançar sua vitória, e até onde seu adversário está disposto a ir por seu prazer.

    — Transmutatio materiae et status!

    Antônio brada com determinação, aproveitando a distração causada por Alexander. Com um gesto fluido, lança uma correnteza de água em direção a Masaru, sua mão esquerda se estendendo para tocar o jato e transformar o fluxo em um banho refrescante. O exorcista apenas aceita e sente a água descer por seu corpo, uma sensação de alívio momentâneo no meio da batalha.

    — Crystallizare!

    O feitiço de Antônio é complexo e calculado, exigindo precisão em cada etapa. Enquanto a mão direita dirige a correnteza, a outra abaixa a temperatura da água, transformando-a em um frio cortante. A água começa a congelar parcialmente, cobrindo o exorcista em uma camada de gelo que imobiliza seus movimentos.

    É nesse momento crítico que Alexander vê a abertura. Com uma precisão calculada, avança com a faca, sua lâmina cortando o ar. O golpe atinge o peito de Masaru, que não usa escudos para se defender. A lâmina penetra profundamente, uma explosão de dor e frio que ecoa por todo o seu corpo.

    Ele sente a lâmina penetrar seu coração e, em um momento de desespero e fúria de seu assassino, um sorriso torto se forma em seus lábios, enquanto sangue começa a escorrer deles.

    — Filho da puta!

    O loiro vocifera, a raiva e a satisfação misturam-se em suas palavras. Com uma expressão de crueldade, o cavaleiro enfia a mão no buraco em seu abdômen, apertando com força, um prazer maligno piscando em seus olhos, desejando ver agonia refletindo no rosto dele. Mas, apesar da dor lancinante, a expressão de Masaru se mantém firme, um reflexo de sua insanidade.

    Não é o fim e, de repente, como se o tempo tivesse se invertido, ambos estão novamente agachados no chão, confusos, na mesma posição em que estavam antes do ataque. O exorcista, agora completamente intacto, com a ferida no abdômen se regenerando a uma velocidade absurda, exibe um sorriso sádico.

    — Ótimo ato! Mas não foi tão bom quanto eu pensei. Vamos treinar outra cena?

    A voz dele soa com uma mistura de desdém e entusiasmo, como se estivesse avaliando realmente uma atuação teatral.

    E enquanto fala, as cortinas se fecham e se abrem, com a mesma velocidade com que seus pensamentos se desdobram. O feitiço de Masaru, que manipula o tempo e a realidade ao seu redor, redefine a cena, preparando o palco para o próximo ato de um confronto que transcende o óbvio.

    A cada instante, a impossibilidade da situação se intensifica. De alguma forma, ele consegue anular linhas temporais, ações e pensamentos através da Mortis, seu feitiço inato ativo que lhe permite moldar o destino a seu bel-prazer. Qualquer futuro que culmina na sua morte ou no fim do protagonista da peça pode ser alterado. 

    Conforme a regra dessa habilidade, ele não pode ser morto enquanto for protagonista do palco. E a cada morte, ele se fortalece pela Tragodiae, sua técnica restritiva que o capacita com habilidades inimagináveis, cada redefinir de cena.

    É um poder que transcende a compreensão comum, um espetáculo aterrorizante que desafia a própria lógica.

    — Querem ver algo interessante!? — ele exclama, estalando os dedos com um som agudo e entoando com uma voz carregada de autoridade: — Incantatio expansiva: veni ad me, incarnatio mortis meae, pugna pro me!

    Um brilho etéreo envolve o ambiente enquanto ele lança seu feitiço expansivo, uma invocação que não apenas materializa avatares de suas próprias mortes, mas também os faz se manifestar com uma lealdade implacável, respondendo a cada comando de seus pensamentos com precisão mortal. 

    O palco está pronto para o horror que se seguirá.

    Das sombras surge uma entidade demoníaca, uma criação macabra formada a partir dos próprios horrores de seu assassinato. A criatura ergue-se imponente, com seus dois metros e meio de altura, coberta apenas por fragmentos de gelo que se entrelaçam em uma pele visivelmente ressecada e corrompida. Seus dois chifres curvam-se para trás de maneira ameaçadora, e sua cabeça completamente calva parece um vazio mórbido. A entidade está nua, a carne pálida marcada por um buraco grotesco em seu abdômen, por onde se vê o outro lado do palco, revelando a putrefação e a carne em decomposição.

    Ironicamente, há uma lâmina invisível perfurando seu coração, que ele agarra imediatamente, fazendo jatos de sangue se espalharem. Ele aponta para os dois.

    — Merda! — exclamaram em uníssono.

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