Capítulo 674 – Matador de Dragões
『 Tradutor: Crimson 』
Região do Mar Céltico, Cabeça de Dragão.
“Meu Lorde, parece haver uma batalha naval à frente. Ao que tudo indica, encontraram piratas!” relatou Zheng He.
“Oh?”
Ouyang Shuo pegou o telescópio e observou o campo de batalha ao longe.
“Man o’ War inglês?”
Ele reconheceu imediatamente os encouraçados e a situação da batalha.
“Dragões gigantes?”
Ao ver as enormes criaturas voando no céu, ele se lembrou de informações de sua vida anterior. Não havia dúvida — aqueles piratas eram os infames vikings.
“Transmitam minha ordem. Vamos entrar em combate imediatamente e salvar a esquadra inglesa.”
Sem hesitar, Ouyang Shuo abaixou o telescópio e deu a ordem. Independentemente de quem fosse o inimigo, esse favor seria valioso para ele na Inglaterra.
“Sim, meu Lorde!” Zheng He executou a ordem prontamente.
Diferente dos encouraçados ingleses, a esquadra de exploração da Cidade Shanhai era composta por diversos tipos de navios de guerra. Além disso, estavam equipados com trabucos, arcuballistas, flechas e muito mais.
Era uma frota muito mais adequada para lidar com os vikings.
Sob o comando de Zheng He, a esquadra entrou numa formação de combate e avançou rapidamente. Ao mesmo tempo, mergulhadores de combate mergulharam em direção aos navios-dragão.
Embora os europeus já conhecessem a tática dos mergulhadores de combate, os vikings ainda não estavam familiarizados com ela.
Antes mesmo da esquadra se aproximar, os tambores de guerra começaram a ecoar.
Canhões dispararam. Flechas caíram como chuva.
Os piratas vikings, que estavam no meio de um combate intenso, foram forçados a recuar — e imediatamente entraram em pânico.
“Formem cobertura!” Ordenou Zheng He.
Combate de abordagem não era algo que a esquadra de exploração temia.
Chen Dameng e os Guardas Marciais Divinos estavam ansiosos para lutar, com a intenção assassina fervendo.
“Matem!”
Os poderosos Guardas Marciais Divinos e os soldados de espada e escudo avançaram para o caos, iniciando um novo massacre.
Em um navio-dragão ao longe, o líder pirata Tuffnutt observava com fúria, como um touro. Mostrando seus dentes nojentos, ele questionou: “Alguém pode me dizer quem é esse maldito?”
“…”
Ninguém conseguiu responder.
“Mandem os dragões acabarem com eles!” Tuffnutt não pretendia recuar.
“Sim!”
O homem corpulento pegou o chifre pendurado em seu pescoço e soprou uma melodia especial. Ao ouvirem o som, os domadores de dragão no céu imediatamente conduziram as criaturas em direção à esquadra de exploração.
A bordo di Cabeça de Dragão, Ouyang Shuo observava calmamente os dois dragões que se aproximavam. Ele já havia enfrentado até mesmo um dragão oriental misterioso. Comparados a isso, aqueles “dragões” não passavam de lagartos voadores.
“Derrubem esses dois lagartos!” Ordenou.
“Não se preocupe!” Zheng He também estava confiante.
Pistolas e mosquetes não eram as verdadeiras armas contra essas criaturas voadoras. O verdadeiro trunfo eram as arcuballistas de três arcos preparadas pela esquadra.
As flechas disparadas por essas armas eram como arpões, capazes de alcançar mais de 1.500 metros. Mesmo dragões gigantes sofreriam danos severos ao serem atingidos.
Nos navios, centenas de arcuballistas foram posicionadas, todas apontadas para os dragões.
Nas costas das criaturas, os domadores vikings pareciam despreocupados. Não acreditavam que qualquer arma pudesse ameaçar seus dragões. Ao imaginar os navios inimigos sendo consumidos pelas chamas, não conseguiam conter seus sorrisos.
“Humanos idiotas, preparem-se para queimar!” Gritaram.
“Aaang!”
Um dos dragões rugiu, puxando o ar para dentro. Seu abdômen inchou e brilhou em vermelho intenso, como se magma fervesse dentro dele.
“Fogo!”
No exato momento em que o dragão se preparava para expelir chamas, a ordem foi dada.
Xiu! Xiu! Xiu!
Enormes flechas, semelhantes a lanças, cortaram o céu.
“Aaang!”
O dragão soltou um grito agonizante. As gigantescas flechas de “um disparo, três lâminas” perfuraram seu abdômen ou suas asas, causando dor intensa.
As chamas que ele estava prestes a lançar foram engolidas; seu rosto ficou vermelho, e fumaça começou a sair de suas narinas.
“Aaaaang!!”
Os rugidos continuaram; o domador de dragões perdeu o equilíbrio e foi arremessado de suas costas.
“Ahh!”
Ele gritou desesperadamente enquanto caía no ar, até atingir o oceano. O dragão não conseguiu se manter por muito tempo — cambaleou, tentou voar por alguns metros e acabou despencando no mar, levantando enormes ondas.
O líder dos piratas Tuffnutt observava com a boca aberta; ele beliscou o gordo ao seu lado, incrédulo.
“Ahh!”
O gordo soltou um grito parecido com o de um porco.
“É real…” murmurou Tuffnutt.
“Chefe, o que fazemos?” perguntou o pirata gordo, irritado.
Pá!
Tuffnutt lhe deu um chute.
“Você é burro? Vamos dar no pé!”
“Sim, sim, sim!”
O gordo imediatamente ordenou que os navios começassem a recuar.
Quanto aos piratas que ainda estavam lutando, já não podiam se importar com eles. Piratas não eram soldados — lealdade ou irmandade simplesmente não existiam. Abandonar companheiros era algo comum.
Infelizmente, já era tarde demais.
Aproveitando o momento em que ambos os lados estavam em combate, os mergulhadores de combate já haviam alcançado a parte inferior dos navios-dragão. O navio-almirante, onde estava o líder viking, tornou-se o principal alvo.
Justo quando o navio tentava fugir, começou a afundar lentamente.
“O que está acontecendo?” Tuffnutt chutou o gordo mais uma vez.
O gordo não tinha feito nada de errado — estava quase chorando!
Seguir um chefe com um temperamento tão ruim era realmente azar. Ainda bem que sua pele era grossa; se fosse outro assistente, já estaria aleijado.
Mesmo assim, ele não ousava revidar. Sabia que, quando o chefe ficava furioso, tornava-se completamente insano.
“Vou dar uma olhada!”
O gordo saiu correndo; para alguém daquele tamanho, seus movimentos eram surpreendentemente rápidos.
Em menos de dez minutos, voltou ofegante, com o rosto pálido, gaguejando: “Chefe, chefe, deu ruim! O casco foi perfurado… vai afundar—”
“Porra!” Tuffnutt não conseguiu conter o palavrão, apontando o dedo do meio para o céu. Rapidamente, pegou um pequeno barco e pulou nele.
Ao ver isso, o gordo reuniu forças e saltou também.
“Chefe, me espera!”
Pum!
O gordo caiu no barco, fazendo-o afundar um pouco — por sorte, não virou.
“Idiota!”
Tuffnutt o chutou novamente, irritado.
O gordo, que havia sido salvo, não se importou, abrindo um sorriso aliviado.
Tuffnutt levou a mão ao rosto, sem palavras diante daquele subordinado.
Os dois piratas deixaram o campo de batalha, desaparecendo silenciosamente no oceano.
“Chefe, o que fazemos agora?” A voz do gordo ecoou à distância.
“Vamos procurar o chefe Xikapoor!”
“Ah, vamos encontrar o chefe? Que ótimo!”
“Idiota, para de pular! O barco vai afundar!”
“…”
A dupla desapareceu no vasto oceano. Quem sabe que tipo de problemas ainda causariam no futuro.
No Annie, as Damas de Ferro também estavam boquiabertas.
“Mas que diabos…” Alguém exclamou.
Há pouco, os piratas vikings estavam esmagando-os. No entanto, sob o ataque de uma esquadra desconhecida, pareciam galinhas indefesas, derrotadas em poucos golpes.
Os poderosos dragões gigantes haviam sido abatidos logo na primeira investida.
O “chefe final” que temiam virou, em um instante, um simples monstro de área inicial.
“Estamos na versão errada do jogo?” Alguém começou a duvidar da própria realidade.
“Acho que acabamos de enfrentar um chefe falso.”
“Senhora, aquela parece ser a esquadra de exploração da Cidade Shanhai, que vem causando alvoroço recentemente.”
Comparada às outras, Caroline permanecia muito mais calma. Quem disse que quem tem peitos grandes não pode ser inteligente?
“Hmph, não faz muito tempo que eles, a Cidade Vic e Atlântida formara a tal Aliança do Mediterrâneo. Pelo tempo, deve ser isso mesmo.” Annie vinha acompanhando as notícias da região.
“A esquadra mais forte do mundo… como esperado deles!”
Ao ouvir isso, Annie franziu a testa. Embora estivesse disposta a admitir a derrota, não disse nada.
“Senhora, vamos até lá agradecer.” lembrou Caroline.
“Vamos esperar mais um pouco.” Annie não se moveu.
“…”
Caroline fez uma expressão de “Eu sabia que isso ia acontecer”.
……
A esquadra de exploração não teve tempo para se preocupar com as jovens. Eles estavam ocupados capturando prisioneiros, recolhendo os despojos de guerra, resgatando os corpos dos dragões e lidando com diversas outras tarefas — tudo de forma extremamente organizada.
Era como se aquele fosse seu verdadeiro campo de batalha.
Após uma hora, até mesmo uma moeda de ouro caída no convés havia sido recolhida. Os corpos dos dois dragões gigantes foram içados para o Cabeça de Dragão e começaram a ser desmembrados.
O corpo de um dragão era algo lendário — como Ouyang Shuo poderia desperdiçá-lo?
Quanto a dividir com a esquadra inglesa? Desculpa, aquilo era espólio de guerra deles.
A Cidade Shanhai era experiente em conflitos. Quando se tratava de limpar o campo de batalha e recolher recompensas, estavam no topo.
Essa atitude fez as Damas de Ferro e os soldados ingleses trocarem olhares entre si. A imagem imponente e respeitável da esquadra começou a ruir instantaneamente.
“Meu ídolo ruiu…”
“Cof, cof… até pessoas fortes têm pequenos defeitos, não é?” Caroline tentou amenizar a situação, com uma expressão dura como pedra. Afinal, haviam salvado suas vidas.
A única resposta que recebeu foram olhares silenciosos.
“Gulosos.”
Annie não tentou suavizar nada e soltou friamente essas palavras.
“…”
Caroline já não conseguia nem rir.
Nesse momento, um general alto e de aparência feroz se aproximou.
“Você é a comandante da esquadra? Sou o capitão da Guarda Pessoal. O Lorde de Lianzhou me instruiu a convidá-la, em seu nome, para embarcar no Cabeça de Dragão.”
Cada palavra parecia ter sido decorada à força — claramente, aquele brutamontes não tinha talento para discursos formais.
Ao ouvir isso, Caroline sorriu e apresentou:
“Esta é a infanta Annie, comandante da nossa esquadra.”
“Por favor.”

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