Índice de Capítulo

    ‼️ Venha participar de enquetes, conversas e receber mini spoilers de “O que eu deixei para trás?”‼️
    ★ Basta seguir o link abaixo:
    https://discord.com/channels/410158562929803275/1479265891932967052

    ‼️AVISO IMPORTANTE‼️

    Opaaa! Tudo bem? Aqui é o autor de O que eu deixei para trás?

    Passando rapidinho pra avisar uma mudança na minha escrita.

    Eu sempre usei — “blá blá blá” — pra pensamentos, né? Mas pra evitar poluição visual e deixar a leitura mais fluida, tô mudando pra “blá blá blá”.

    Pode ser que, vez ou outra, eu ainda deixe escapar um — “blá blá” — no automático, então já peço desculpa por isso! Depois que a gente acostuma com um jeito de escrever, até uma mudança simples fica difícil de ajustar.

    Enfim, obrigado pela compreensão de sempre!


    O nome ainda percorria o domo.

    AYA NAFIDH.

    Ninguém se moveu. Nem a própria Hexacúpula respirava.

    Os olhos de milhares de espectadores se voltaram para ela ao mesmo tempo.

    Aya sentiu o peso daquele olhar coletivo cair sobre seus ombros como uma lâmina fria.

    Seu coração disparou.

    “Ponto de… ruptura?”

    Do outro lado da arena, Varnek começou a rir.

    — HAHAHAHA!

    Ele ergueu o rosto, o sorriso crescendo com um ânimo doentio.

    — Então é isso!

    O olhar vermelho deslizou lentamente até ela.

    — A chave dessa luta… é você.

    O gelo sob os pés de Elian estalou brevemente, e ele não se virou; ainda assim, sua voz surgiu imediata, firme como aço.

    — Aya…

    A garota piscou.

    — FOGE!

    No mesmo instante—

    BOOOOM!

    Uma explosão rasgou o coração do coliseu.

    Quando Aya percebeu, Elian já estava diante dela, de costas, a poucos passos à sua frente. O braço direito segurava o soco de Varnek, enquanto o esquerdo travava uma das garras de Mórghul.

    O vento liberado pelo impacto veio com atraso, mas ainda assim varreu o espaço ao redor e abriu uma cratera gigantesca sob seus pés.

    “Q-que rápido! Vi o ataque do Varnek e do abutre, mas nem percebi o Elian se mover!”

    Nas arquibancadas, muitos sequer entenderam o que havia acontecido.

    Para a maioria dos espectadores, tanto o ex-militar quanto os Abutres Carniceiros simplesmente apareceram diante da garota.

    no alto do domo, porém, o sistema da Hexacúpula, operado por dezenas de Kaelums especializados, já reconstruía o movimento em câmera lenta em uma simulação tridimensional.

    A projeção mostrava Mórghul e Varnek cruzando dezenas de metros em um único impulso, enquanto Elian, ainda mais rápido, cortava o campo de batalha e interceptava a investida de ambos.

    KRAÁÁK…

    A ave grasnou, batendo as asas e criando uma violenta rajada de vento antes de recuar pelo ar.

    Com o punho direito preso na mão de Elian, o homem girou o corpo e lançou um cruzado de esquerda.

    O ex-militar recuou um único passo, e o golpe se perdeu no ar.

    Varnek já sorria. Aquele soco nunca foi para acertar, mas para distrair.

    KRÁÁÁ!

    Mórghul despencou do alto como uma lança viva, as garras vindo retas contra Elian, que apenas inclinou o corpo enquanto as lâminas efervescentes passavam a milímetros de seu rosto.

    “Essas garras não parecem ser comuns… talvez consigam me ferir caso acertem.” Pensou enquanto analisava o abutre.

    No mesmo movimento, ele girou o pulso e lançou Varnek contra o chão da arena.

    CRAAASH!

    O impacto rasgou o piso da arena, abrindo rachaduras gigantes sob seus pés.

    Varnek ricocheteou para trás, firmando-se em pé com dificuldade, enquanto limpava o sangue que escorria pelo canto dos lábios com o polegar.

    Heh… — Ele soltou um suspiro doloroso. — “Esse cara é osso duro de roer. Sacou minha fraqueza rápido. Se usar o ambiente pra me causar danos, não consigo redirecionar.”

    Mórghul reapareceu pela direita, asas golpeando o ar com violência e levantando um vendaval.

    No mesmo movimento, uma lâmina de vento rasgou em direção ao pescoço de Elian, arrastando poeira e fragmentos pelo caminho.

    Diante da tempestade que avançava em sua direção, Elian apenas ergueu a mão.

    CRACK.

    Seus dedos, cobertos por uma película congelada, exalavam um frio intenso. Ao erguê-los, a umidade à sua frente cristalizou instantaneamente.

    A rajada de vento atravessou a massa de cristais recém-formados.

    O impacto estilhaçou tudo em milhares de fragmentos, e a turbulência explodiu uma nuvem branca no ar. Poeira, vapor e partículas pulverizadas se espalharam como fumaça.

    Mas as bordas do golpe, que passaram fora da nuvem congelada, seguiram adiante.

    Logo depois, cortes profundos riscaram as muralhas atrás de Elian, que avançou um passo, ainda com a visão parcialmente obstruída pela névoa, tentando prever onde a gigantesca ave e Varnek estariam.

    Mas Mórghul já havia se aproveitado da cortina de fumaça e mudado de posição, sobrevoando o vasto céu da arena antes de mergulhar novamente, executando um giro perfeito no ar.

    Suas garras desceram certeiras contra Elian, que, ainda com a palma coberta por uma película de gelo, lançou um golpe em sentido contrário.

    Mas, antes do choque entre os ataques, Varnek surgiu entre eles.

    Elian desviou a mão por um triz.

    Mórghul, porém, não.

    As garras atingiram Varnek em cheio, abrindo um corte profundo em seu corpo que quase o dividiu ao meio.

    Imediatamente, o ferimento desapareceu. O dano foi completamente anulado e transferido para o ataque seguinte graças ao Vetor de Impacto.

    Varnek avançou com um soco cortante; Elian bloqueou com os antebraços, sofrendo apenas um corte raso.

    “Tá brincando…” Ele observou o oponente quase intacto. “O golpe das garras do Mórghul, que facilmente me partiria ao meio, só deixou um corte pequeno? Que durabilidade monstruosa…”

    Um sussurro percorreu as arquibancadas, passando despercebido por muitos.

    No telão, a simulação tática reproduzia o instante em câmera lenta. Trajetórias de energia vermelha cortavam o corpo de Varnek, mostrando como o impacto das garras de Mórghul era absorvido e redirecionado pelo Vetor de Impacto.

    No quadro seguinte da simulação, o golpe transferido atingia Elian durante o bloqueio.

    No combate real, não havia tempo para explicações: Varnek já avançava novamente, desferindo socos, chutes e cotoveladas em sequência.

    Dezenas de golpes consecutivos, rápidos demais para olhos comuns acompanharem.

    Elian desviava de todos com facilidade, mas sequer tinha espaço para contra-atacar graças ao redirecionamento.

    Ainda assim, seus olhos varriam cada movimento na arena, atentos a todos os presentes.

    — Tch…

    Varnek pressionou o maxilar, então sorriu novamente.

    Porque naquele instante… Mórghul recuou, abrindo distância.

    Por um segundo inteiro, o grande abutre permaneceu pairando no ar, observando suas presas.

    Elian franziu levemente a testa ao ver a ave mergulhar direto em sua direção, seu corpo já se preparando para o contra-ataque.

    Quando a criatura estava prestes a alcançá-lo, suas asas giraram com precisão.

    “Espera…”

    Em um movimento falso, a ave desviou do ex-militar e mudou completamente a trajetória.

    Varnek, ao seu lado, avançou na mesma direção.

    Ambos cruzaram a arena em menos de um nanosegundo, indo em linha reta: Aya Nafth.

    “M-merda! Eles são rápidos!”

    Aya ergueu os braços e recuou alguns passos, o coração disparado. No instante em que tentou puxar partículas metálicas do ambiente, algo travou dentro dela.

    As regras.

    — “N-não posso usar nenhum poder externo…”

    O pânico apertou seu peito.

    Então uma única ideia atravessou sua mente como um disparo:

    — “O único jeito que consigo pensar pra me manter na regra é…”

    Ela inspirou fundo e forçou.

    O metal respondeu, não ao redor, mas dentro dela.

    Seus antebraços endureceram, a pele brilhando em reflexos prateados enquanto as veias pulsavam, tingindo-se de cinza.

    A carne se contorceu sob o esforço brutal da transmutação, e gotas de sangue escorreram pelos braços, marcando o ferro recém-formado.

    O cheiro metálico se espalhou pelo ar.

    Aya mordeu o lábio, tentando manter a defesa apesar da dor que queimava como brasa nas veias.

    O olhar ciano se voltou para os três em movimento, acompanhando tudo com uma clareza absurda.

    “O alvo era Aya!”, pensou o ex-militar, antes mesmo que o som pudesse se propagar.

    Naquele instante, Elian desapareceu.

    Mórghul avançou ainda mais rápido.

    Varnek sorriu.

    Aya fechou os olhos.

    E então…

    Ele já estava diante dela.

    Entre ela e a morte.

    Seu braço, azul como o gelo, se ergueu diante do corpo. O frio pesava no ar ao redor, condensando a umidade em cristais finos.

    A mão avançou contra os Abutres Carniceiros

    “Isso é uma armadilha.”

    Os olhos de Elian se estreitaram.

    “Eles querem que eu ataque. Varnek vai se jogar na frente do golpe.”

    Seu olhar deslizou até Aya atrás de si.

    “Mas nessa situação… eu não tenho escolha.”

    Mórghul já estava perto demais.

    “Se eu não parar o avanço dessa coisa… Aya pode realmente morrer.”

    Seu olhar endureceu.

    “Se vai ser assim… eu vou acabar com ambos de uma vez só!”

    O inverno explodiu em sua mão.

    Antes mesmo de os golpes colidirem, as garras de Mórghul começaram a cristalizar, o frio avançando sobre elas como um fungo devorando matéria viva.

    Mas, como previsto, um corpo surgiu entre os dois.

    Varnek se lançou no caminho do ataque no instante do choque.

    CRACK.

    A crosta congelada no braço de Elian irrompeu com violência.

    Uma onda gélida rasgou o coliseu, e o chão sob os quatro se petrificou no mesmo instante, a geada se espalhando como uma praga.

    Varnek recebeu o impacto diretamente nos braços. O frio atravessou sua pele, e cristais começaram a se formar sobre seu corpo.

    Atrás dele, Mórghul também foi alcançado pela rajada congelante e, em poucos segundos, a criatura inteira se tornou um enorme bloco cristalizado.

    Aya deu um salto rápido para trás, ficando a alguns metros de distância.

    A carne de Varnek endurecia sob a geada, e um sorriso lento surgiu em seu rosto.

    Sua mão se fechou no antebraço de Elian.

    E então—

    O vetor mudou.

    A energia congelante desviou, fluindo diretamente para o braço do ex-militar

    — Obrigado, Elian Moreau. — disse ele, enquanto o gelo do ataque era empurrado para o braço do oponente. — Eu e Mórghul lutamos juntos. Você enfrentou tudo sozinho, carregando um peso morto nas costas.

    Um leve sorriso surgiu.

    — Tenho que admitir… mesmo assim, você teria vencido se conhecesse as nossas habilidades.

    Ainda assim, o gelo continuava se espalhando lentamente pela pele de Varnek.

    O vetor desviava o golpe, mas não o inverno que Elian havia criado ao redor deles.

    — Como assim…? — murmurou ele, hesitando por um momento.

    No topo do Domo Três, Diana pressionava as mãos contra o vidro, furiosa.

    — Que cara filha da puta! Quem ele pensa que é pra falar assim da Aya quando o próprio parceiro dele já foi derrotado?!

    Kael apertou o punho, mais tenso do que seu rosto neutro deixava transparecer.

    — Não. Se observar bem, ele está certo.

    — O-o quê?!

    No campo, as pupilas do ex-militar se arregalaram quando encontraram o grande abutre.

    Atrás de Varnek, o bloco que aprisionava Mórghul vibrou.

    Um brilho surgiu na criatura dentro da prisão cristalizada.

    Algo estava errado.

    O ar ao redor começou a ondular, distorcido, como se a própria atmosfera estivesse sendo queimada por dentro.

    — Não…

    Elian girou o corpo rapidamente e viu Aya a alguns metros atrás, com a perna levemente atingida pela onda congelante.

    — Aya! Cuidado!

    Mas, rompendo seu grito, o gelo cedeu em uma explosão violenta de vapor.

    A superfície cristalina deformou, derreteu e então vaporizou instantaneamente, incapaz de suportar a súbita erupção térmica que nascia em seu interior.

    Uma nuvem branca tomou o espaço por completo. No centro dela, porém, o corpo de Mórghul brilhava como um núcleo incandescente.

    O ar ao redor de suas asas tremia violentamente, distorcido pela temperatura absurda que irradiava de seu corpo enquanto ele as agitava no ar.

    KREKRÁÁÁÁ!!!

    O rugido da criatura fez toda a Hexacúpula tremer.

    “Agora já era para a garota… o corpo inteiro de Mórghul está dominado pelo Núcleo Ígneo.” pensou Varnek.

    O gelo se espalhava cada vez mais pelo seu corpo, alcançando ambos enquanto ele ainda segurava o antebraço do ex-militar.

    “Graças ao próprio gelo de Elian, nós dois ficaremos incapacitados aqui.”

    Varnek apertou o punho, sentindo cada cristal se formar.

    “Quem vencer nesta próxima investida decidirá tudo.”

    O gelo estalou pelo corpo dos dois.

    Varnek estava congelado dos pés ao pescoço.

    Elian, embora protegido pelo próprio poder, começava a sentir os efeitos do golpe redirecionado, com quase todo o corpo tomado pelo frio intenso.

    — Foi uma ótima luta, Tempestade Branca. — Varnek sorriu lentamente, o gelo alcançando sua boca. — Mas a vitória… é nossa!

    Núcleo Ígneo

    Amplificação térmica que acelera violentamente a agitação molecular do corpo de Mórghul, concentrando calor extremo em áreas específicas como asas e garras, onde a temperatura pode ultrapassar 5000 °C.

    O calor permanece fortemente localizado, irradiando apenas uma fração para o ambiente e causando leve distorção no ar. O contato direto pode derreter ou vaporizar matéria instantaneamente. A habilidade também pode ser ativada em todo o corpo, liberando uma única e rápida onda de calor equivalente a cerca de um quinto do poder total do Núcleo Ígneo; no entanto, essa forma causa comprometimento da visão, danos severos às células do usuário e representa risco extremo de morte.

    Mórghul não avançou em linha reta.

    Com um único bater violento de asas, a criatura explodiu para a lateral da arena, desviando do caminho à sua frente.

    O corpo incandescente descreveu uma meia-lua ao redor de Aya. O calor brutal do Núcleo Ígneo varreu o chão durante a manobra, queimando a superfície e deixando um rastro negro e fumegante em forma de arco.

    No instante seguinte, completou a curva e disparou contra a garota, as garras brilhando como metal em brasa.

    “Q-que merda… o que eu faço agora?!”

    Seu corpo tremia, a respiração falhando diante das garras incandescentes.

    “O Varnek está certo… eu só atrapalhei o Elian.”

    O abutre se aproximava rapidamente, o bater de asas espalhando o vapor ao redor.

    “Como eu vou salvar o Louie sendo tão fraca assim…?”

    Seus braços pendiam à frente, o metal ainda formando placas irregulares enquanto a dor fazia os músculos tremerem.

    Sangue escorria pelos antebraços, as gotas atingindo o chão quente e se dissipando em vapor.

    No topo do domo, Kael se levantou abruptamente, cerrando os dentes enquanto seu punho se fechava e uma energia roxa começava a brilhar em sua mão.

    “Eu sou tão patética…” pensou Aya, sentindo o peito apertar. “Não consegui fazer nada quando levaram o Louie. E agora estou estragando tudo.”

    O rosto de Elian, já tomado pelo gelo, encontrou a silhueta de Aya e Mórghul surgindo do vapor.

    Em um impulso, ele tentou avançar.

    Mas seu corpo estava congelado demais para se mover.

    “Merda! Eles se aproveitaram de eu não conhecer os poderes deles!”

    Seu olhar se fixou em Aya.

    “Agora… tudo o que posso fazer é acreditar em ti, Aya Nafth.”

    Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto da garota.

    “Me desculpa… Louie.”

    KBOOOOOOM!

    Regras dos Comentários:

    • ‣ Seja respeitoso e gentil com os outros leitores.
    • ‣ Evite spoilers do capítulo ou da história.
    • ‣ Comentários ofensivos serão removidos.
    AVALIE ESTE CONTEÚDO
    Avaliação: 0% (0 votos)

    Nota