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    No outro campo de batalha, Chikito e Stuart se encontravam encarando a mulher no solo, analisando friamente enquanto o sangue dela escorria para o chão de terra, o ensopando e umidificando o solo. O ilusionista, analisando aquilo com um pouco de receio, decidiu questionar o mais velho:

    — Ei… acha que matamos ela?

    Chikito, olhando a moça começou bastante cuidado, acabou por responder o seu colega de equipe:

    — Não… se ela estivesse morta, a serpente bestial estaria solta! Em resumo, teríamos morrido quase imediatamente após a morte dela!

    Ao ouvir aquela resposta, o homem-ilusão soltou um leve suspiro de alívio, se abaixando sutilmente para mais próximo da mulher aparentemente derrotada, cutucando a mesma com o seu dedo indicador, como se fosse uma criança curiosa. O ciborgue, ficando levemente incomodado com aquilo, afirmou:

    — Pare com isso, seu idiota! Tenha um pouco mais de respeito, ela é uma mulher!

    Stuart escutou aquela bronca, parando de mexer no corpo daquela mulher, virando-se de lado para o seu companheiro, pondo toda a sua atenção no mesmo e dizendo:

    — Ei, cara, relaxa! Eu só tava conferindo de perto, não é como se eu estivesse assediando ela! Até porque, sejamos francos… isso que fizemos com ela, é bem pior!

    O ser mecânico, ao ouvir aquilo, apenas levou sua mão canhota em direção a sua face, alisando a mesma com certo desgosto, enquanto comentava em voz baixa:

    — Santa paciência… tu só fala merda, cara!

    Um silêncio levemente constrangedor tomou conta do ambiente após aquele comentário, com ambos os colegas de equipe se encarando e desviando os olhares para evitar aquela vergonha. Stuart, suspirando, se levantou e afastou do corpo da mulher, encarando o ciborgue e então dizendo ao mesmo:

    — Certo… bem, vamos tentar ajudar aqueles dois, acredito que um quatro contra um seja mais seguro do que o dois contra um, não?

    Chikito analisou a proposta do seu aliado com bastante calma, ponderando as possibilidades e então respondendo:

    — É, acho que deveríamos sim… é a forma mais segura de garantir essa missão!

    Ambos os criminosos se mantiveram conversando, ignorando completamente o corpo da mulher desacordada. Ledya, em sua mente, logo se colocou no espaço de moradia do seu espírito bestial, surgindo num ambiente semelhante com um rio gigantesco e farto de vida, cercado por uma imensa floresta. A albina, dentro de tal local, acabou por caminhar até a borda daquele fluxo de água, inalando profundamente o ar e então dizendo:

    “Você está aí, Serpente?!”

    Um silêncio tomou conta do ambiente após aquilo, com apenas o som do vento ecoando por aquela densa floresta. Após dez segundos, um terremoto acabou tomando conta de todo aquele lugar, com a massa d’água na frente da mulher começando a se elevar, com litros e mais litros do líquido da vida começando a se aproximar dos céus, a água logo se espalhou, revelando então a razão de ter sido erguida tão alto. Do meio do rio, uma cobra gigante apareceu, uma mistura de titanoboa com cascavel, que ostentava uma camada branca de escamas. No centro da cabeça dessa criatura de tamanho quilométrico, uma esmeralda se encontrava visível, brilhando em contato com a luz do sol.

    “É raro te ver por aqui, Ledya!”

    A moça de cabelos brancos como a neve, manteve os olhos fixos na face enorme daquele espírito colossal, encarando com certo respeito aquela criatura. Ao ouvir o comentário da entidade, a mulher logo a respondeu:

    “É… você sabe, climas tropicais não fazem meu tipo, igual climas frios não fazem o seu tipo.”

    O ser estamos logo começou a se curvar ao ouvir aquilo, aproximando seu enorme rosto do da mulher, trocando olhares fixos com a mesma. De forma calma, a entidade retrucou:

    “Então, por qual razão você está aqui? Acredito que seja importante, para precisar de mim!”

    Ledya, sem pestanejar, respondeu a dúvida da entidade:

    “Eu preciso que me empreste aquela sua habilidade específica! Preciso de um só uso dela, independente das consequências!”

    A serpente se manteve em silêncio ao ouvir aquilo, ponderando com bastante atenção o pedido de sua receptáculo.  Após refletir sobre aquilo, a entidade acenou para cima e para baixo com sua grande cabeça, afirmando então para a mulher:

    “Certo, irei conceder este uso único para você! Mas, espero que consiga lidar com as consequências ao seu corpo!”

    Após dizer aquilo, a cobra gigante inspirou profundamente o ar daquela floresta, enchendo seus pulmões até o limite com aquele oxigênio, o exalando na sequência em cima da mulher. A ventania emitida, estava revestida com a energia da entidade, que rapidamente se misturou e impregnou na alma da mulher albina.

    No lado de fora, Chikito e Stuart se mantiveram conversando tranquilamente, completamente alheios à moça caída. Entretanto, a inteligência artificial do ciborgue logo identificou movimentos estranhos vindos do corpo dela, avisando ao homem, que logo gritou:

    — STUART, CUIDADO!!

    O homem-ilusionista escutou aquele aviso desesperado, se virando na direção indicada como bastante urgência em sua ação, se preparando para aquilo que viria. Na retaguarda daqueles terroristas, o corpo caído da mulher acabou por efetuar um último espasmo muscular, erguendo sua cabeça e abrindo de maneira anormal a sua boca, emitindo um som grotesco dos seus ossos se quebrando, enquanto sua pele se rasga como se algo fosse forçado para fora. De dentro da garganta daquela mulher, uma nova versão da mesma foi logo expelida, se atirando com incrível agilidade contra aqueles inimigos. Em instantes, a mulher de pele clara emitiu uma quantidade anormal de gelo seco através de todo o seu corpo, cobrindo de imediato toda uma área de pelo menos cem metros, congelando de imediato tudo que tivesse naquela região.

    — Krioguênika!

    Ledya afirmou aquilo, assistindo seus dois inimigos sendo imediatamente transformados em gelo. Rapidamente, a mulher ficou seu calcanhar no solo, girando todo o seu peso por cima do mesmo, igual a um peão que gira em cima do seu eixo, usando da velocidade de rotação para acertar um chute avassalador contra o corpo congelado do Stuart, o estilhaçando em milhares de pedaços imediatamente. A Houer logo se recompôs após acertar o ataque, fixando seus olhos no inimigo ainda inteiro, dizendo:

    — Certo, é sua vez agora, seu paspalho!

    Ledya então encurtou a distância entre ambos, mirando um poderoso chute lateral contra o centro do corpo daquele homem-inventor. Entretanto, no instante em que seu golpe iria acertar em cheio o corpo do criminoso, uma poderosa explosão de calor ocorreu, lançando a albina a vários metros de distância.

    “Análise de dados… concluída!”

    Uma voz artificial feminina afirmou isso de dentro da cabeça do Chikito, enquanto o mesmo começou a se recompor do ataque anteriormente sofrido, girando seus ombros e dizendo em um tom de voz irônico:

    — Certo… acabou, garota! Seu gelo nunca mais vai funcionar em mim!!

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